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  • Previdência: Prova de vida volta a ser obrigatória no RJ

    Veja como o processo será realizado em 2022: A Prova de Vida para aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, que recebem pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro - Rioprevidência, voltará a ser obrigatória a partir de janeiro de 2022. O processo deve se manter o mesmo dos anos anteriores, aposentados e pensionistas do Rioprevidência terão que ir a uma agência do banco Bradesco no mês de aniversária, sempre nos dias úteis, entre 11 e 25. Segundo o governo do Estado, essa comprovação tem como objetivo evitar fraudes e promover melhorias na base de dados e na folha de pagamento do funcionalismo estadual. Espera-se que 257 mil pessoas compareçam as unidades bancárias para fazer a comprovação no próximo ano. A prova de vida estava suspensa desde março de 2020, devido à pandemia da Covid-19, sem prejuízo para aposentados e pensionistas. Um detalhe importante é que mesmo que o beneficiário possua portabilidade em outro banco, a prova de vida deverá ser realizada no Bradesco. Quem não realizar o procedimento poderá ter o pagamento suspenso até que regularize a situação. Para efetuar a Prova de Vida, é preciso levar identidade, CPF e comprovante de residência ( com a data de, no máximo, três meses) ou o modelo de declaração de residência indicada na Portaria RioPrev nº 432 de 30 de novembro de 2021. Continua depois da publicidade Já os procuradores ou representantes legais, deverão levar a documentação necessária que inclui os documentos do segurado (a) já citados, a procuração específica, com firma reconhecida por autenticidade, outorgada há menos de três meses. Que mora no exterior precisará apresentar documento original do traslado de escritura pública de declaração de vida, de estado civil e comprovação de endereço, lavrado exclusivamente por Tabelião de Notas da Embaixada Brasileira ou Consulado Brasileiro, e emitido, no máximo, três meses antes da data de envio. Também será preciso fornecer a cópia autenticada do RG e CPF ( ou os documentos de identificação oficiais com fotos, inclusive digitais); e ainda uma declaração de próprio punho, contendo as seguintes informações: endereço eletrônico (e-mail) e telefones de contato do local onde se encontra no exterior. Pessoas acamadas ou com dificuldade de locomoção, que possuem um representante legal, procurador ou pessoa responsável, devem seguir as especificações normativas, de acordo com a Portaria do Rioprevidência nº 432, de 30/11/21, divulgada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro em 03/12/2021, e no site oficial do Rioprevidência. Clique aqui para ler a Portaria na íntegra. Vale lembrar que a Rioprevidência não solicita a realização de Prova de Vida por meio de aplicativos, e-mails, chamadas de vídeo, mensagens de texto ou ligações telefônicas. Outras informações podem ser obtidas no site www.rioprevidencia.rj.gov.br ou no SAC do Rioprevidência: 0800-285-8191/(21) 3850.3350. Veja as datas: Fonte: http://www.rj.gov.br/

  • Moradores da Rua Timboaçu reclamam da iluminação pública precária

    Quem vive no local afirma que a escuridão da rua aumenta a sensação de insegurança. Moradores da Rua Timboaçu na Freguesia estão com medo de sair e chegar em casa a noite, segundo eles, a iluminação pública é precária e as lâmpadas antigas não tem cumprido a função de iluminar bem a via durante a noite. A preocupação é tão grande que até a AMAF, Associação de Moradores e Amigos da Freguesia, já procurou a Subprefeitura de Jacarepaguá para entregar um ofício solicitando a troca das lâmpadas. Moradores acreditam que se as lâmpadas forem substituídas uma nova iluminação de LED, o problema será resolvido. A Lume entrou em contato com a Subprefeitura de Jacarepaguá para saber se a prefeitura já planejou ações para o local, a Subprefeitura respondeu por meio de nota: "A Subprefeitura de Jacarepaguá informa que já foi colocada na programação para substituição das lâmpadas com tecnologia LED, mas ainda não tem previsão de instalação das mesmas. Já foi realizada vistoria no local." Enquanto isso os moradores da Timboaçu seguem aguardando o momento em que finalmente poderão chegar em casa com segurança. A Agência Lume vai continuar acompanhando o caso.

  • Organizações sociais de Rio das Pedras arrecadam doações para o Natal

    Entenda como os materiais serão utilizados, e veja como ajudar: O Natal está chegando e nesse ano difícil o trabalho das instituições sociais tem se tornado ainda mais essencial. Muitas famílias não terão condições de ter uma festa natalina, o preço dos alimentos subiu muito, fazendo que a data precisasse ser repensada em muitos lares. Para tentar amenizar essa realidade, organizações sociais de Rio das Pedras tentam arrecadar doações para ajudar nesse momento. Esse locais já tem uma história de forte atuação na comunidade e nesse momento precisam muito da ajuda de todos para fecharem mais um ano. Biblioteca Wagner Vinicio Dentre essas organizações está a Biblioteca Comunitária Wagner Vinicio, inaugurada em 2004, fica localizada na região das "Casinhas" na Rua Nova, mas especificamente na quadra 1 n°55 em Rio das Pedras. A equipe da Biblioteca está arrecadando fundos e doações para realizar a Festa literária de Natal da Biblioteca. A organização precisa de materiais descartáveis (copos, pratinhos, guardanapos). Doação de refrigerante, pão para cachorro quente, pipoca, geladinho e o que puderem doar para que as crianças tenham uma festa de Natal cheia fé alegria e livros. A festa destinada as crianças já atendidas pelo local vai acontecer do dia 17/12, e para mais informações sobre como ajudar, basta entrar em contato pelo Instagram da Biblioteca: Biblioteca Wagner Vinicio. Ponto de Cultura Cine & Rock O Cine & Rock, conhecido na comunidade como um Ponto de Cultura e de Atividades que tem como objetivo a integração e o desenvolvimento da cidadania plena de seus atendidos, trabalha para promover a inclusão social de crianças e jovens de 4 a 17 anos através da cultura, esporte e lazer como oficinas de iniciação musical (violão) e de perna de pau, exibição de filmes, aulas de informática, de inglês, de reforço escolar, capoeira, Muay Thai, jiu-jitsu e judô. Além de ser um ponto de acolhimento crianças da Comunidade de Rio das Pedras, em horários vagos, contrários o seu horário escolar, para que as mesmas possam utilizar a biblioteca, os jogos disponíveis e realizar refeições no local sob a supervisão de monitores, evitando que esses menores fiquem nas ruas. Neste fim de ano a organização está arrecadando alimentos para a constante doação de cestas básicas feitas pelo Cine & Rock as famílias necessitadas da região. Além disso, no dia 18 de dezembro, o Cine & Rock pretende oferecer as crianças atendidas pelo local, uma festa de Natal. Para isso, a ONG pede a ajuda financeira para arrecadar os valores necessários e realizar a o evento. Para ajudar basta fazer sua doação pelo PIX que é o CNPJ: 27.100.186/0001-07, Ou pela conta bancária, Banco Nubank (260) AG: 001, CC: 47.116.366-4 CPF: 091.123.067-03 em nome de Leandro Alves de Oliveira. Qualquer valor é bem-vindo. Outras formas de doação são: presentes a festinha de natal, material escolar, mobiliário escolar, cestas básicas, uniformes de lutas, material de limpeza, e qualquer outros item que possa ser aproveitado para as atividades da organização. O Cine & Rock fica localizado na Estrada de Jacarepaguá, 3.640, Rio das Pedras - Jacarepaguá, Rio de Janeiro - RJ, CEP: 22753-212. Para dúvidas e outras formas de ajudar, entre em contato pelo número (21) 99243-1324, ou visite o local. Projeto Social Semeando Amor O Projeto Social Semeando Amor está há 15 anos na comunidade de Rio das Pedras, no local, através de parcerias e doações, famílias cadastradas recebem alimentos para complementar sua rotina alimentar. Cursos de culinária que ensinam a utilização total dos alimentos, sem desperdício, também são oferecidos a moradores. Além de outras atividades que são desenvolvidas semanalmente. O projeto agora pretende fazer uma festa de natal para 50 crianças carentes que estão sendo apadrinhadas por algumas pessoas bondosas, as crianças receberão roupas e brinquedos. O Semeando Amor pede ajuda aos que puderam doar alimentos para o evento e para a entrega de cestas de Natal que serão distribuídas as famílias destas 50 crianças, garantindo assim uma ceia de natal a essas famílias. Para doar basta entrar em contato com o projeto através do Facebook ou Instagram. O Projeto Social Semeando amor fica localizado na Rua Espada de São Jorge número 62, Areal, Rio das Pedras.

  • Rio terá primeira unidade da Universidade de Oxford nas Américas

    A medida foi celebrada com a assinatura de um termo de compromisso entre o Ministério da Saúde e a instituição inglesa. Com o objetivo de fortalecer a ciência, uma cooperação inédita entre o Brasil e a Universidade de Oxford, do Reino Unido, foi celebrada ontem (06/12). Para selar a parceria, uma cerimônia foi realizada no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Centro. Este novo acordo promete trazer avanços importantes em pesquisa científica no país. Com a instalação de um novo centro administrativo da instituição na cidade, pesquisadores brasileiros e ingleses poderão trabalhar juntos, fortalecendo nossa cultura voltada à ciência e à pesquisa. Os primeiro projetos que já estão em andamento, vão debater temas como Cardiologia, Inteligência Artificial, Atenção primária e Covid-19. A unidade deve promover pesquisas científicas com foco na saúde em conjunto com centros de tecnologia do Ministério da Saúde, como o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Instituto Nacional do Coração (INC) e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Estiveram presentes na cerimônia o prefeito do Rio Eduardo Paes, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, o Embaixador britânico no Brasil, Peter Wilson, o representante da Universidade de Oxford, Andrew Pollard, entre outras autoridades. Um ponto importante para a realização da parceria foi a visita do ministro Marcelo Queiroga à universidade, na Inglaterra. A medida foi celebrada com a assinatura de um termo de compromisso entre o Ministério da Saúde e a instituição inglesa. Essa será a primeira unidade da universidade nas Américas. A previsão é que seja instalada até o ano que vem. O Governo Britânico e o suporte acadêmico e científico da Universidade de Siena, na Itália, do Institute for Global Health, do Internacional Vaccines Institute e de outras entidades pelo mundo, estão apoiando a iniciativa. No Brasil, a parceria é parte das ações do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Ministério da Saúde. Fonte:https://prefeitura.rio/

  • Projeto Social Semeando Amor recebe homenagem na Alerj

    Localizado no Areal, o Semeando Amor tem ajudado diversas famílias na luta contra a fome. Esta terça-feira (07/12) ficará marcada no coração dos voluntários e moradores ajudados pelo Projeto Social Semeando Amor. A organização que tem sua sede localizada na Rua Espada de São Jorge, região do Areal na comunidade de Rio das Pedras, recebeu hoje uma homenagem em reconhecimento da luta pelo combate à fome e promoção da segurança e soberania alimentar. O convite foi feito pela deputada Renata Souza (PSOL), e foi entregue aos representantes do projeto na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A honraria visa reconhecer o trabalho e esforço dos movimentos sociais, organizações comunitárias, projetos sociais e outras iniciativas da sociedade civil que lutam contra a fome e para garantir o direito a alimentação. Durante os seus 15 anos de história o Semeando Amor vem ajudando muitas famílias de Rio das Pedras, através de parcerias e doações buscam sempre levar alimento as famílias necessitadas da comunidade, além disso incentivam a culinária consciente, com cursos que ensinam o uso correto e total dos alimentos. Continua depois da publicidade Conversamos com uma das organizadoras do projeto, Tia Vânia, como é conhecida na comunidade, disse estar muito feliz por ter o trabalho de todos os voluntários e demais pessoas que ajudaram o Semeando nesses 15 anos, sendo reconhecido. "nós trabalhamos muito, não só na pandemia mas durante todos esses anos, e nunca tivemos reconhecimento de ninguém, somos invisíveis aos olhos de alguns, mas o porto seguro de muitas pessoas, e ter esse reconhecimento de uma pessoa que conhece bem a realidade da favela é muito importante, eu não consigo ficar deslumbrada com as coisas, fico animada gosto de festa e quero comemorar com meu povo." O Projeto Social Semeando Amor funciona na Rua Espada de São Jorge, número 62, Areal, Rio das Pedras. O projeto está sempre aceitando doações, entre em contato através das redes sociais, Facebook e Instagram.

  • IPVA 2022: Pagamento em cota única terá 3% de desconto

    O primeiro vencimento da quitação integral e da primeira parcela acontece no dia 21 de janeiro do próximo ano. Veja as datas: Um decreto publicado pelo governador Cláudio Castro nesta segunda-feira (06/12), no Diário Oficial, concede desconto de 3% para os donos de veículos que pagarem em cota única o Imposto sobre a Propriedade de Veículos (IPVA) de 2022. A redução vale para os pagamentos feitos de acordo com o calendário divulgado no dia 30 de novembro. Para os veículos com placa final 0, o primeiro vencimento da quitação integral e da primeira parcela acontece no dia 21 de janeiro do próximo ano. Para os proprietários que preferirem parcelar, será possível o pagamento em até três vezes mensais iguais, sem o desconto de 3%, conforme o número final da placa do veículo. Para pagar o imposto, é preciso ter a Guia de Regularização de Débitos (GRD), que poderá ser retirada pelo contribuinte pela internet, no Portal da Sefaz-RJ (www.fazenda.rj.gov.br) ou do banco Bradesco (www.bradesco.com.br). É preciso ter em mãos o número do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O pagamento poderá ser realizado em qualquer agência bancária. Sobre os valores venais (preços de mercado) dos veículos, calculados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), são aplicadas as alíquotas do imposto (4% para carros flex, 2% para motos e 1,5% para carros movidos a GNV). A Sefaz-RJ dispõe de um portal exclusivo com informações e serviços relativos ao IPVA. Para acessar, basta ir ao endereço www.fazenda.rj.gov.br/ipva. Veja as datas na tabela abaixo: Fonte:http://www.rj.gov.br/

  • As Ligas Camponesas de Jacarepaguá e de Vargem Grande

    Por: Renato de Souza Dória. Domingo, 14 de abril de 1946, outono começando no Rio de Janeiro. A cidade ainda era a capital do Brasil. Era ainda o Distrito Federal e por isso concentrava todas as atenções. E o momento político de então era marcante, pois vivia-se o fim da Segunda Guerra Mundial e a ditadura de Getúlio Vargas, camuflada de Estado Novo, agonizava diante da pressão da população brasileira por liberdades democráticas. Os trabalhadores cariocas tomavam as ruas e protestavam. A greve dos bancários e dos ferroviários no começo de 1946, juntas, tiveram a adesão de mais de 45 mil trabalhadores! Cresciam as lutas e exigências de pleno direito à greve e à auto-organização dos trabalhadores, dificultadas devido às intermináveis exigências da burocracia do Ministério do Trabalho ou devido às perseguições da polícia política do Distrito Federal. Até porque, mesmo após a redemocratização de 1945, a vigilância e a repressão continuava sobre sindicatos e organizações políticas combativas. Mesmo assim, à tarde daquele domingo, 14 de abril de 1946, o morador de Jacarepaguá se deparou com uma cena impressionante: mais de mil lavradores caminhavam em direção ao Rex Basket Club, na Praça Seca! Este número expressivo de trabalhadores rurais estavam prestes a entrar para História, pois fundariam ali, com apoio de vários indivíduos, uma das primeiras Ligas Camponesas do Brasil: a Liga Camponesa do Distrito Federal. Nesta ocasião, a assembleia-debate teve de ser deslocada para o campo de esportes do clube, pois o local reservado para atividade não suportou a grande quantidade de lavradores presentes! Conhecida depois como Liga Camponesa de Jacarepaguá, esta organização de base atuava na defesa dos interesses dos lavradores cariocas. Naquela época, os atuais bairros da zona oeste formavam a zona rural carioca. E da fundação desta Liga participaram lavradores de Vargem Grande, Vargem Pequena, Curicica, Pedra da Panela, Rio Grande, Pavuna (Taquara) e Chacrinha. As Ligas Camponesas são um marco na história de luta e organização dos trabalhadores rurais brasileiros, revelando como enfrentavam inúmeros problemas e desafios no seu cotidiano, buscando diferentes soluções para dar fim às dificuldades enfrentadas . Dificuldades que não eram poucas e nem pequenas. Muitos jornais, desde a década de 1920, já noticiavam as violências praticadas contra famílias de lavradores em nome do Banco de Crédito Móvel em Jacarepaguá, que usurpava terras alheias por meio de fraudulentas ações de despejos. Os arrendatários das terras do Camorim, Vargem Pequena e Vargem Grande se viram surpreendidos diante da mudança de relações de trabalho e de propriedade impostas pelo suposto novo proprietário daquelas terras. Seja elevando o preço dos aluguéis ou simplesmente forjando escrituras de compra e venda, os representantes do Banco de Crédito Móvel tentavam mascarar as antigas relações de arrendamento. Com estes e outros artifícios expulsavam os lavradores das terras ocupadas. Este foi um grave problema que se intensificou ao longo das décadas de 1940, 1950 e 1960. Por outro lado, também se verificou a diversificação de formas de organização e ação política dos lavradores da região. É neste contexto que possivelmente surgiram outras organizações de base correlatas à Liga Camponesa de Jacarepaguá, como a Liga Camponesa de Vargem Grande. Em junho de 1945 foi criado, por uma comissão composta exclusivamente por lavradores locais, o Diretório Político de Vargem Grande. Para o mesmo dia, às 14h, o mesmo Diretório convocara uma reunião a ser realizada no Largo de Vargem Grande, para debater questões organizativas junto aos lavradores de Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Piábas e Pontal. A Liga Camponesa de Vargem Grande provavelmente foi fundada logo após a criação deste Diretório, assim como o Comitê Democrático Progressista de Jacarepaguá antecedeu e colaborou na criação da Liga Camponesa de Jacarepaguá. Tudo isto nos leva a acreditar ter ocorrido semelhanças no processo de criação das duas Ligas Camponesas existentes no Distrito Federal na década de 1940: a de Jacarepaguá e de Vargem Grande. Pois é possível que, de encontros como estes, que não foram poucos, e com apoio dos membros da Liga Camponesa de Jacarepaguá, tenha surgido a Liga Camponesa de Vargem Grande. Vemos, portanto, que ao mesmo tempo em que as ameaças e injustiças sobre os lavradores cariocas aumentavam, estes respondiam criando formas de organização e ação política para enfrentar os problemas surgidos. Para muitos historiadores, porém, a criação de Ligas Camponesas a partir de 1945 correspondia a uma iniciativa diretiva do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Esta posição cristalizou o PCB na historiografia como o propositor, o ponto de partida, nas explicações sobre o surgimento das Ligas, tanto na década de 1940 como na década 1950. Mesmo tendo sido duas experiências com muitas diferenças. Dificilmente observa-se nas narrativas o protagonismo dos lavradores no processo de formação e atuação das Ligas. Desta forma, são duas as versões históricas mais difundida sobre as Ligas Camponesas nos dois momentos em que surgem: o da valorização do personalismo carismático de algumas figuras; e o da valorização das estratégias de ação política de grupos urbanos, como parlamentares, advogados, militantes sindicais e suas respectivas organizações políticas (PCB, PTB, PSB). Mesmo criticando o dirigismo destes grupos urbanos, os historiadores não deixam de apresentá-los como redentores do suplício dos lavradores. Acabam por reproduzir, ainda que criticamente, a visão de época dos dirigentes pecebistas sobre os lavradores. O resultado disso é que, sobre as Ligas Camponesas da década de 1940, a maioria dos textos patinam sobre interpretações que valorizam a estratégia do PCB em mobilizar os camponeses por meio de organizações de base, subordinando o prosseguimento de seus objetivos ao projeto político e intelectual do partido e das classes média e operária dos centros urbanos. Sem desconsiderar o fato da contribuição dos comunistas na criação das Ligas por todo o país na década de 1940, não se pode vê-las como obras exclusivas destes elementos. Ao analisar o surgimento e a atuação da Liga Camponesa de Jacarepaguá adotamos um ponto de vista diferente. Em primeiro lugar, consideramos que ao serem criadas as Ligas Camponesas durante meados da década de 1940, com apoio de diversos indivíduos, inclusive comunistas, em conjunto com os lavradores locais, estes últimos acabavam por impor a estas organizações de base que se voltassem para a defesa dos seus interesses. Pois era desta forma que as Ligas se apresentavam publicamente: uma entidade de defesa dos interesses do lavradores. Podendo, portanto, contrariar as orientações de seus apoiadores. Em segundo lugar, o Comitê Democrático Progressista de Jacarepaguá foi uma organização de base criada com a colaboração de inúmeros indivíduos, inclusive militantes do PCB, e se apresentava como uma associação de moradores de bairro "feita de baixo pra cima". E por isso, se apresentava publicamente como representante da vontade do povo da região. Mesmo que na prática isto não correspondesse à atuação dos comunistas, é preciso considerar como os demais membros encaravam o funcionamento destas organizações. Um bom exemplo são os debates sobre reforma agrária travados entre julianistas e pecebistas durante a década de 1960 no I Congresso Nacional dos Trabalhadores Agrícolas (Contag), conclave no qual os pecebistas tiveram que amargar a derrota de suas propostas. Na nossa visão, é um claro exemplo do quanto estas organizações de base criadas com apoio dos comunistas poderiam tomar um rumo orientado pelas necessidades do conjunto dos lavradores e, portanto, totalmente diferente daquele definido pelo partido. Em 1946, por exemplo, a Liga Camponesa de Lins, em São Paulo, atuou escrevendo cartas ao presidente da República e ao Ministro do trabalho reivindicando o pleno direito de greve e de sindicalização dos trabalhadores rurais; enquanto a Liga Camponesa de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, atuou reivindicando acesso à crédito à juros baixos e na resolução de conflitos pela posse da terra envolvendo grileiros e pequenos lavradores. Isto evidencia que as Ligas que as ligas atuavam de acordo com as especificidades locais vividas pelo conjunto dos lavradores em cada região. Fato que deveria pesar mais do que as orientações do partido. Continua depois da publicidade Desta forma, cabe destacar que as duas versões históricas mencionadas sobre as Ligas subestimam o protagonismo dos lavradores. Pois desconsideram que são os lavradores, os mais diretamente afetados pelos problemas da lavoura carioca, que decidem, em último caso, participar ou não das organizações criadas e seguir adiante resistindo contras as injustiças e lutando por melhores condições de vida. Esquecem-se, os historiadores, que eram os lavradores que enfrentavam, no seu cotidiano, as violências dos grileiros. Deve-se considerar, também, que os problemas dos lavradores cariocas eram bem concretos e persistentes. Tanto que, anos depois do fechamento do PCB e das Ligas Camponesas em 1947, foi criada a Associação Rural de Jacarepaguá (sobre esta organização ver o texto de Leonardo S. Santos nesta edição). Problemas como a escassez de crédito à juros baixos ao pequeno lavrador e as ameaças de despejo devido à expansão dos latifúndios urbanos ou do mercado imobiliário; oportunidades de vender sua produção agrícola diretamente ao consumidor e melhoria das condições de trabalho; luta pelo pleno direito de greve e de se auto-organizar politicamente em sindicatos foram assuntos abordados e debatidos nas reuniões da Liga Camponesa de Jacarepaguá e demais organizações de lavradores cariocas das décadas de 1940, 1950 e 1960. Contra as injustiças e as relações de exploração a que foram submetidos, os lavradores cariocas, articulados à uma ampla rede de apoiadores, se organizaram em associações de classe onde atuaram com certo grau de protagonismo na defesa de seus próprios interesses. O associativismo, a troca de experiências e o apoio mútuo foram a base das formas de organização para a luta de resistência dos lavradores de Jacarepaguá e Vargem Grande, bastante evidentes no processo de surgimento e atuação das Ligas Camponesas que aqui fizeram história. * Agradecimentos: aos lavradores de Vargem Grande organizados na AGROVARGEM, pela inspiração; ao professor Leonardo S. dos Santos, pela orientação na pesquisa que me possibilitou a redação deste texto. Sobre o autor: Renato de Souza Dória é graduado em História pela Universidade Gama Filho e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Atua como professor de História e Sociologia do ensino básico da SEEDUC-RJ e é pesquisador do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.

  • Rua Zoroastro Pamplona sofre com descarte irregular de lixo

    Frequentadores do local dizem que alguns comerciantes e moradores não respeitam dias e horários da coleta de lixo. Moradores da Rua Zoroastro Pamplona no bairro da Freguesia tem lutado contra o problema de descarte irregular de lixo na região. Quem mora na região diz que o problema é causado por alguns comerciantes e moradores que não respeitam os dias e horários de coleta de lixo no local. Além de "carroceiros" que também contribuem para desordem abandonando lixo e entulho na rua. A coleta seletiva na Rua Zoroastro Pamplona é feita três vezes por semana, mas logo após a passagem as equipes de coleta, já é possível ver frequentadores da região deixando resíduos na rua. Alguns moradores se juntam para retirar os resíduos quando a situação se agrava, eles também dizem que diversas denúncias já foram feitas pela central 1746, e que a Comlurb fez ações pontuais, mas essas ações não teriam sido suficientes para solucionar o problema. O problema tem se tornado tão cansativo aos moradores que a Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (AMAF) emitiu um ofício pedindo a Subprefeitura de Jacarepaguá e a Prefeitura do Rio de Janeiro, aumentasse a frequência de limpeza no local. A Agência Lume entrou em contato com a Subprefeitura de Jacarepaguá, para entender o que pode ser feito para resolver a situação no local, a Subprefeitura respondeu dizendo que a Comlurb vai intensificar a fiscalização e caso fique constatado que há descarte de lixo fora dos dias e horários de coleta domiciliar, pode autuar os responsáveis, com base na lei 3273, de 2001, artigo 94. A Subprefeitura também informou que por lei, o morador só deve colocar o lixo na rua, uma hora antes da coleta do caminhão. No caso da Rua Zoroastro, a coleta é feita segundas, quartas e sextas-feiras, às 17h. A Lume vai continuar acompanhando o caso.

  • Passaporte vacinal deixa de ser obrigatório em alguns estabelecimentos

    Prefeitura retirou a exigência na manhã de hoje (03/12), veja quais locais não precisarão mais exigir o comprovante: Um decreto publicado na edição desta sexta-feira (03/12), do Diário Oficial do Município, a Prefeitura retirou a exigência da apresentação do passaporte vacinal contra a Covid-19 em locais como shopping centers e centros comerciais, além de táxis e serviços de transporte de passageiros por aplicativo. Vale lembrar que a obrigatoriedade da apresentação do comprovante continua para acesso a estabelecimentos de hospedagem e acomodação, incluindo as locações de imóveis por temporada e os serviços contratados por aplicativo. O documento também é obrigatório em bares, lanchonetes, restaurantes, refeitórios, serviços de alimentação, para a acomodação de clientes sentados em áreas internas; serviços de embelezamento, estética e congêneres. Academias de ginástica e ginásios esportivos, cinemas, teatros, museus, galerias e exposições de arte, convenções, conferências, entre outros, já exigem o comprovante desde o dia 27 de agosto.

  • Estado do Rio divulga calendário do IPVA 2022

    Para alguns veículos o pagamento da cota única se inicia já no dia 21 de Janeiro. Veja a tabela completa: O Governo do Estado do Rio de Janeiro definiu das datas de pagamento do IPVA de 2022 para veículos do estado. Como de costume é possível pagar a cota única ou parcelar os valores em até três vezes mensais iguais. O calendário que foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia (30/11), tem a primeira data de vencimento da quitação integral e da primeira parcela no dia 21 de janeiro do próximo ano, para veículos com placa final 0. Veja a tabela completa: Lembrando que o pagamento do IPVA deverá ser feito por meio da GRD (Guia de Regularização de Débitos), que poderá ser retirada pelo contribuinte pela internet, no Portal da Sefaz-RJ (www.fazenda.rj.gov.br) ou do banco Bradesco (www.bradesco.com.br). Para emitir a GRD é preciso ter em mãos o número do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). O pagamento pode ser feito em qualquer agência bancária. Sobre os valores venais (preços de mercado) dos veículos, calculados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), são aplicadas as alíquotas do imposto (4% para carros flex, 2% para motos e 1,5% para carros movidos a GNV). A Sefaz-RJ dispõe de um portal exclusivo com informações e serviços relativos ao IPVA. Para acessar, basta ir ao endereço www.fazenda.rj.gov.br/ipva. Fonte: http://www.rj.gov.br/

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