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  • Clínica da Família Helena Besserman Vianna celebra dez anos em Rio das Pedras

    Equipe da unidade comemora dez anos. | Foto: Divulgação / Secretaria Municipal de Saúde. Unidade de saúde se consolidou como centro de referência, formação profissional e cuidado humanizado na segunda maior favela do RJ. A Clínica da Família Helena Besserman Vianna, localizada em Rio das Pedras, celebrou na última sexta-feira, 6 de março, seu décimo aniversário. Inaugurada em 2016 como a 86ª unidade do tipo na cidade, a clínica tornou-se um pilar fundamental para a saúde da região. Ao longo dessa década, a unidade foi moldada por diferentes lideranças que mantiveram o foco na empatia e na qualidade do serviço. Jéssica Ribeiro, atual gestora da unidade, destacou a felicidade de celebrar a data: "É uma alegria muito grande estar nessa unidade que está comemorando dez anos hoje (...) é um trabalho que vem sendo feito por diversos outros gestores, outras gestoras que já passaram por aqui, que hoje eu tô estou há 8 meses enquanto gestora, dando continuidade, a esse serviço de qualidade, de cuidado e de empatia com usuário, levando a saúde à população aqui da comunidade Rio das Pedras.” Para Maria Cassiana Dias, ex-gerente da unidade e atual supervisora técnica, o momento é de nostalgia e reflexão sobre a evolução do espaço: "Entrei aqui logo depois da inauguração enfermeira de cinco equipes, depois fui enfermeira responsável técnica, fui gestora da unidade e olhar para essa unidade, ver esse jardim, como ele tá lindo, me faz lembrar o quanto a gente constrói e reconstrói saúde aqui no território. Tivemos uma meta que era 'doe uma planta, doe um amor' e hoje o jardim se transformou nesse espaço maravilhoso". A alegria também foi relatada por Marcelle Ribeiro, ex-gerente da unidade e atualmente assessora da Superintendência de Atenção Primária: “Gente, tô muito feliz de estar aqui hoje, comemorando dez anos de Helena, um lugar que me acolhe sempre que eu preciso, que me ensina, que me evolui e que foi semente no meu coração e que eu levo por onde eu vou hoje. Tem muito tempo que eu não tô aqui, toda vez que eu venho esse lugar traz muitas lembranças, muitas emoções, de todas as dificuldades que eu passei, de todas as lutas que eu travei junto com essa equipe, junto com essa comunidade que tem tanto para ensinar para esse Brasil inteiro." Referência em formação e integração A unidade não atua apenas no atendimento direto; ela é um importante centro formador no Rio de Janeiro. Segundo o secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, a clínica é uma unidade de formação que capacita médicos, enfermeiros e outros profissionais para atuarem em toda a rede municipal. Daniel Soranz, esteve presente no evento e enfatizou a importância do atendimento integrado: "A Clínica da Família Helena Besserman Vianna, juntinho aqui da escola Bussunda (E.M. Cláudio Besserman Vianna) em Rio das Pedras é uma unidade que simboliza a construção do Sistema Único de Saúde aqui na região. Desde o primeiro posto de saúde, Luiz Gonzaga, Rei do Baião, até a Clínica da Família Otto, que era uma grande referência, até a inauguração da Helena, a gente avançou bastante. Também queria falar da importância de todos os setores, de todas as clínicas estarem atendendo de maneira integrada, a gente não pode pensar numa unidade isolada. O Helena também é uma unidade de formação que forma médicos, enfermeiros, profissionais de diversas categorias para atuarem em diversas unidades de saúde do município, então um grande centro formador." Paulo Barros, agente Comunitário de Saúde integra a equipe da unidade desde a sua inauguração e relembrou como foi viver esses dez anos atuando diretamente com os moradores da comunidade: " Tô aqui desde o início na formação das primeiras turmas, do primeiro grupo que veio trabalhar, que desbravou um pouco do que seria o trabalho do agente de saúde nessa parte da comunidade. No começo a gente não tinha o projeto da clínica ainda todo todo completo, estava em construção, aqui era um terreno, onde tudo foi feito do zero, e é muito gratificante fazer parte dessa família e ver como o projeto deu certo. Nesses dez anos de caminhada a gente conseguiu implementar no território o nosso cuidado, a nossa atenção com os pacientes e eu me sinto muito feliz de fazer parte disso tudo, olhar para trás e ver como é hoje deixa o sentimento mais forte.” Cerimônia de inauguração realizada em março de 2016. | Foto: Beth Santos e Tarso Ghelli / Prefeitura do Rio. A inauguração, ocorrida originalmente em um sábado de 2016 , marcou o encerramento do projeto "Prefeitura Itinerante" na Zona Oeste. Na época, o investimento foi de R$ 5,2 milhões. O nome da unidade de saúde é uma homenagem à médica e psicanalista Helena Besserman Vianna, reconhecida por sua luta pela ética na psicanálise e sua atuação contra a ditadura militar. A localização da clínica possui um simbolismo familiar único: ela está situada ao lado da que leva o nome de um dos três filhos de Helena Besserman, o humorista Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda. Durante a inauguração, Sérgio Besserman, então presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), e filho primogênito de Helena Besserman Vianna emocionou-se com a homenagem. "Agradeço a homenagem a minha mãe, que está ao lado da escola que tem o nome do meu irmão, o Bussunda. Já havia lido no Diário Oficial do Município que se tratava de uma clínica espetacular e realmente é. Isso vai ficar no meu coração para sempre.".

  • A História do Hino Nacional Brasileiro e a sua relação com Jacarepaguá

    Retrato de Francisco Manuel da Silva, por Paulo do Valle Júnior - Acervo Museu Paulista da USP, acessado via Google Arts & Culture Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. Segundo a Constituição Federal, os quatro símbolos oficiais do Brasil são: a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais (Brasão Nacional) e o Selo Nacional. A música do nosso hino foi feita em 1822, por Francisco Manuel da Silva (1785-1865). Ele compôs essa melodia em um armarinho localizado no Centro da Cidade do Rio de Janeiro.   Francisco nasceu em um sítio na então Freguesia de Nossa Senhora do Loreto e Santo Antônio de Jacarepaguá. Em 1809, ingressou como soprano no coro da Capela Real. No ano de 1816, passou a estudar com o compositor e pianista austríaco Sigismund von Neukomm. Em 1841, assumiu o cargo de mestre geral da Capela Imperial. Fundou também a Sociedade Beneficente Musical. Em 1857, foi condecorado pelo Imperador D. Pedro II com a Imperial Ordem da Rosa.   Em 1831, a melodia do nosso hino ficou muito popular com uma letra que comemorava a abdicação ao trono do Imperador D. Pedro I em favor de seu filho, D. Pedro II. Ela tinha sido escrita pelo poeta e magistrado piauiense Ovídio Saraiva de Carvalho e Silva. Apesar de nunca ter sido sancionada como a música oficial do Governo Imperial, a melodia composta por Francisco ficou muito identificada com a monarquia.  Após a Proclamação da República (1889), o Governo Provisório de Deodoro da Fonseca convidou Antônio Carlos Gomes para elaborar o novo hino pátrio. Com a recusa do compositor, ficou decidido que seria organizado um concurso para a escolha da nova canção. Foram 29 concorrentes e 4 finalistas. Em 20 de janeiro de 1890, no antigo Theatro Lyrico, a música de Leopoldo Américo Miguez foi escolhida como a campeã. Após a execução da canção vitoriosa, o público presente ao evento pediu para tocar o hino de Francisco Manuel da Silva. Percebendo a popularidade da melodia, o Marechal Deodoro da Fonseca baixou o Decreto nº 171, que determinava:  “O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil constituído pelo Exército e Armada, em nome da Nação, decreta: Art. 1º - É conservada como Hino Nacional a composição musical do maestro Francisco Manuel da Silva. Art. 2º - É adotada sob o título de Hino da Proclamação da República a composição do maestro Leopoldo Miguez, baseada na poesia do cidadão José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros Albuquerque.” O hino pátrio ficou sem letra até 1909, quando o governo instituiu um novo concurso “para escolha de uma composição poética a se adaptar com todo o rigor à melodia do Hino Nacional”. O vencedor foi o poeta fluminense Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927). Apesar da vitória, essa composição só foi declarada oficialmente a letra do “Hino Nacional Brasileiro” em 1922, através do Decreto n°15.671.  Waldemar Costa, saudoso jornalista e pesquisador sobre a História da Baixada de Jacarepaguá, mencionou em seu livro “Imagens de Jacarepaguá” que Francisco Manuel da Silva se inspirou no canto de um pássaro existente em seu sítio em Jacarepaguá para compor a melodia do Hino Nacional.  Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.

  • A História do bairro do Campinho

    Conjunto arquitetônico do Largo do Campinho destruído para as obras da Transcarioca. | Foto: Val Costa Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. O atual Largo do Campinho era um entroncamento existente na Estrada Real de Santa Cruz. Nele, os viajantes descansavam e os seus cavalos pastavam em um verdejante gramado que, por sua dimensão reduzida, passou a ser chamado de “campinho”. A Estrada Real de Santa Cruz foi construída seguindo o trajeto do antigo Caminho dos Jesuítas, criado por essa ordem religiosa no século XVII. Essa via iniciava em São Cristóvão e ia até a Fazenda Imperial de Santa Cruz. Daí se ligava a Itaguaí. A seguir, prosseguia, entrando na Província de São Paulo por Bananal. No início do século XVIII, toda a área compreendida entre os morros do Dendê, Valqueire e da Bica era chamada de Campinho. Nesse período, a circulação de tropeiros transportando ouro e diamantes das Minas Gerais e de Mato Grosso era intensa na Estrada Real. Essa riqueza era levada até o porto do Rio de Janeiro, onde era embarcada para Portugal. O líder da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, pernoitou em uma estalagem no Largo do Campinho. Ele fazia a sua última viagem, pois, no dia seguinte, foi preso na Rua dos Latoeiros, atualmente Rua Gonçalves Dias, no Largo da Carioca. Ao lado da estalagem onde pernoitou Tiradentes havia o oratório da Fazenda do Campinho, de propriedade de Dona Rosa Maria dos Santos. Atualmente, no mesmo local, existe a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição. Na metade do século XIX, o Largo do Campinho se consolidou como um dos principais Pólos Atacadistas de produtos alimentícios dos subúrbios cariocas. Nessa época, foram construídos galpões e trapiches nos quais esses produtos eram armazenados. Em 1822, no alto de uma colina no Largo do Campinho, foi construído o forte de Nossa Senhora da Glória. Em 1852, ele foi transformado em Imperial Laboratório Pirotécnico do Exército. No século XX o local abrigou o Regimento Moto – Mecanizado e o Núcleo da Companhia de Comunicações da Divisão Blindada do Exército. A estalagem onde pernoitou Tiradentes e o conjunto arquitetônico formado por lojas e armazéns foram tombados pelo poder público municipal, pelo decreto-lei no 24.560, de 25/08/2004. No ano de 2010, esses imóveis foram destombados, desapropriados e demolidos pela prefeitura para a construção do Mergulhão Clara Nunes, primeira etapa para a implementação do corredor viário do BRT Transcarioca. Estalagem onde pernoitou Tiradentes. | Foto: Val Costa. No bairro do Campinho nasceu e foi criada Arlette Pinheiro da Silva Torres, cujo nome artístico é Fernanda Montenegro. A pacata Rua Alaíde “testemunhou” o nascimento de uma das maiores estrelas da nossa teledramaturgia, sendo indicada ao Oscar de Melhor atriz pela sua atuação no filme “Central do Brasil”. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.

  • Movimento Floresta em Pé Jacarepaguá promove mutirão de limpeza e banho de cachoeira no Vale do Rio Papagaio

    Foto: Sidney Teixeira Ação ambiental reforça mobilização pela criação de Unidade de Conservação na faixa florestal que margeia Jacarepaguá a leste, fora do Parque Nacional da Tijuca. Há anos , moradores e ativistas ambientais de Jacarepaguá se mobilizam para que toda a faixa florestal que margeia o bairro a leste, fora dos limites do Parque Nacional da Tijuca, seja reconhecida oficialmente como uma Unidade de Conservação da Natureza. Esse processo já passou por abaixo-assinado, sucessivas reuniões com tomadores de decisão, estudo técnico e consulta pública , e recentemente avançou ao ser aprovado no Gabinete do Prefeito da cidade, aumentando a expectativa de que uma das maiores proteções ambientais do Rio enfim saia do papel. Em alusão à Campanha Floresta em Pé Jacarepaguá, será realizado um mutirão de limpeza seguido de banho de cachoeira no Vale do Rio Papagaio, no dia primeiro de fevereiro, véspera do Dia Mundial das Zonas Úmidas. O encontro pretende reunir moradores, coletivos e organizações socioambientais para cuidar da trilha, fortalecer o vínculo com o território e demonstrar, de forma concreta, o apoio à criação da nova Unidade de Conservação. O evento acontece no dia 01 de fevereiro (domingo), com concentração às 8h, na Estrada do Quitite, 715, ponto de encontro para acesso à área do Vale do Rio Papagaio. A proposta é unir cuidado com a natureza, mobilização comunitária e vivência em área verde, reforçando a importância da preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos locais. Além de contribuir diretamente para a conservação do território, a ação também busca dar visibilidade à luta pela criação da Unidade de Conservação na região. A expectativa dos organizadores é que o reconhecimento oficial amplie a proteção da flora e da fauna, garanta o uso responsável do espaço por moradores e visitantes e fortaleça a gestão ambiental em Jacarepaguá. O mutirão é organizado pela Associação de Moradores e Amigos da Freguesia ( AMAF ), pelo coletivo Legislação Ambiental para Todos, pelo Reflorestamento Quitite e Urubu e pelo Eco Yoga Rio, com apoio do Instituto Limpa Brasil e da iniciativa Eu Cuido do Meu Quadrado. Os organizadores convidam a população para participar, compartilhar a atividade e chamar mais pessoas para somar na defesa da floresta em pé e do patrimônio natural de Jacarepaguá.

  • Confira a agenda dos blocos que vão animar o Carnaval de Jacarepaguá

    Desfile do Fregobloco em 2025. | Foto: Fernanda Calé / Agência Lume Neste ano o bairro do Anil ganhou um bloco e a Freguesia terá três blocos desfilando. Veja: A Zona Sudoeste já está em clima de carnaval, e Jacarepaguá se prepara para receber uma série de blocos que vão animar bairros como Freguesia e Anil, além de Taquara, Pechincha, Curicica, Vargem Grande, Barra da Tijuca, Recreio e Vila Valqueire. A programação de 2026 inclui blocos tradicionais e estreantes, com desfiles para todos os públicos, de famílias com crianças a foliões que gostam de cortejos mais cheios. Blocos na Freguesia Cala a Boca e Dança Data: 25/01/2026 (domingo) Horário: 09:00 às 14:00 Local de concentração: Rua Xingú, 307 – Freguesia (Jacarepaguá), Rio de Janeiro – RJ Percurso: Rua Xingú, 307 até o Shopping Main Street, Bloco 1, Estrada dos Três Rios, 200 – Loja 103 – Freguesia Ano de fundação: 2026 Público estimado: 200 pessoas Batucar pra Ser Feliz Data: 08/02/2026 Horário: 10:00 às 13:00 Local de concentração: Estrada dos Três Rios, 002 – Freguesia (Jacarepaguá), Rio de Janeiro – RJ Percurso: Estrada dos Três Rios, 002 até Rua Xingú, 322 – Freguesia (Jacarepaguá) Ano de fundação: 2025 Público estimado: 200 pessoas Fregobloco Data: 15/02/2026 Horário: 07:00 às 12:00 Local de concentração: Estrada dos Três Rios, 271 – Freguesia (Jacarepaguá), Rio de Janeiro – RJ Percurso: Estrada dos Três Rios, 271 até Estrada dos Três Rios, 15 – Freguesia Ano de fundação: 2025 Público estimado: 200 pessoas Anil Banda do Anil Data: 08/02/2026 Horário: 12:00 às 18:00 Local de concentração: Estrada da Uruçanga, 20 – Anil, Rio de Janeiro – RJ Percurso: Estrada da Uruçanga, 20 até Rua General José Eulálio, 142 – Anil Ano de fundação: 2026 Público estimado: 300 pessoas Taquara Bloco Guri da Merck Data: 18/02/2026 Horário: 16:00 às 22:00 Local de concentração: Praça Albert Sabin – Taquara, Rio de Janeiro – RJ Percurso: Praça Albert Sabin, Rua José Perigault, 115, Rua Frei Luiz Alevato, 214 e 356, e Rua Carlos Palut, 426 – Taquara Ano de fundação: 2014 Público estimado: 400 pessoas Pechincha Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Banda do Pechincha Jacarepaguá Data: 07/02/2026 Horário: 16:00 às 22:00 Local de concentração: Estrada do Pau-Ferro, 9 – Pechincha, Rio de Janeiro – RJ Percurso: Estrada do Pau-Ferro, 9 até Estrada do Pau-Ferro, 286 – Pechincha Ano de fundação: 2003 Público estimado: 1.000 pessoas Curicica ​ Bloco Parei de Beber, Não de Mentir Data: 07/02/2026 Horário: 16:00 às 20:00 Local: Praça do Bandolim – Curicica, Rio de Janeiro – RJ Ano de fundação: 2009 Público estimado: 3.500 pessoas Bohemios da Pracinha do Vital Data: 08/02/2026 Horário: 11:00 às 17:00 Local: Rua Guamaré, 21 – Curicica, Rio de Janeiro – RJ Ano de fundação: 2019 Público estimado: 450 pessoas Barra Olímpica e Barra da Tijuca S.P.D – Samba pra Deus – Barra da Tijuca Data: 31/01/2026 Horário: 09:00 às 15:00 Local de concentração: Avenida Lúcio Costa, 3360 – Barra da Tijuca Percurso: Avenida Lúcio Costa, 3360 até 2390 – Barra da Tijuca Ano de fundação: 2026 Público estimado: 2.000 pessoas Amigos da Barra – Barra da Tijuca Data: 01/02/2026 Horário: 13:00 às 18:00 Local de concentração: Avenida Lúcio Costa, 3800 – Barra da Tijuca Percurso: Avenida Lúcio Costa, 3800 até 2390 – Barra da Tijuca Ano de fundação: 2017 Público estimado: 10.000 pessoas Bloco Rio2Amores – Barra Olímpica (Jacarepaguá) Data: 14/02/2026 Horário: 16:00 às 22:00 Local de concentração: Rua Mário Agostinelli, 155 – Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ Percurso: Rua Mário Agostinelli, 155; Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 2116 e 2200; Rua Alfredo Ceschiatti, 155; Rua Bruno Giorgi, 235 – Barra Olímpica Ano de fundação: 2011 Público estimado: 300 pessoas Bloco Gambá Cheiroso – Barra Olímpica (Jacarepaguá) Data: 17/02/2026 Horário: 16:00 às 22:00 Local: Rua Bruno Giorgi, s/n – Barra Olímpica, Rio de Janeiro – RJ Ano de fundação: 2017 Público estimado: 900 pessoas Recreio dos Bandeirantes Bloco Carnavalesco Pode Provar que Não Tem Veneno Data: 08/02/2026 Horário: 09:00 às 15:00 Local: Praça Augusto Ruschi – Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ Ano de fundação: 2024 Público estimado: 500 pessoas Bloco das Divas Data: 16/02/2026 Horário: 12:00 às 18:00 Local: Avenida Lúcio Costa, 16360 – Recreio dos Bandeirantes Percurso: Avenida Lúcio Costa, 16360 até 15500 – Recreio Ano de fundação: 2014 Público estimado: 5.000 pessoas Praça Seca Lavou Tá Limpo Data: 07/02/2026 Horário: 12:00 às 18:00 Local de concentração: Rua Cândido Benício, 2235 – Praça Seca Percurso: Rua Cândido Benício, 2235 até Rua Florianópolis, 1651 Ano de fundação: 2024 Público estimado: 400 pessoas Vila Valqueire Bloco Carnavalesco Acordar e Vem Brincar Data: 08/02/2026 Horário: 10:00 às 16:00 Local de concentração: Rua das Dálias, 137 – Vila Valqueire Percurso: Rua das Dálias, 137; Rua das Verbenas, 14; Rua das Camélias, 129 e 456 – Vila Valqueire Ano de fundação: 2007 Público estimado: 600 pessoas Vargem Grande Grêmio Recreativo Bloco Asa Temperada Data: 15/02/2026 Horário: 14:00 às 20:00 Local de concentração: Estrada do Pacuí, 892 – Vargem Grande Percurso: Estrada do Pacuí, 892 até o Largo de Vargem Grande, na Estrada dos Bandeirantes Ano de fundação: 2024 Público estimado: 600 pessoas

  • Janeiro é o mês do padroeiro da cidade

    Santuário Basílica de São Sebastião | Foto: Val Costa Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. Em 1555, os franceses aportaram na Baía de Guanabara e fundaram o forte de Coligny na então Ilha de Serigipe. Comandados pelo almirante Nicolas Durand de Villegagnon, pretendiam garantir a exploração do pau-brasil e conseguir um território onde os calvinistas franceses pudessem exercer livremente o protestantismo. Essa colônia, chamada de França Antártica, existiu de 1555 a 1567. No intuito de combater os franceses, o Capitão-mor Estácio de Sá fundou, no dia 1º de março de 1565, entre o Morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. A primeira expedição portuguesa para expulsar os franceses foi organizada por Mem de Sá, o terceiro Governador-Geral da América Portuguesa, em 1560. Apesar de ter destruído o forte de Coligny, essa incursão não obteve o sucesso esperado, pois os habitantes do local fugiram para o continente com a ajuda dos tamoios. A derrota definitiva só ocorreria sete anos depois, quando Estácio de Sá recebeu reforços do seu tio Mem de Sá. Em janeiro de 1567, no Outeiro da Glória, os franceses finalmente foram expulsos da colônia portuguesa e os tamoios tiveram suas aldeias destruídas e suas terras ocupadas e distribuídas entre os portugueses. A tradição oral diz que São Sebastião foi visto nesta batalha segurando uma espada e lutando ao lado dos portugueses contra os calvinistas. Batalha esta, vale ressaltar, que ocorreu no dia dedicado ao personagem: 20 de janeiro. Entre 1578 e 1598, foi erguida uma ermida em homenagem ao santo no Morro Cara de Cão, atual bairro da Urca. Em 1922, foi construída uma igreja bem maior na Tijuca, onde atualmente é o Santuário Basílica de São Sebastião. Sebastós, seu nome de origem, nasceu na cidade francesa de Narbona, no ano de 256. Sua família mudou-se para Milão e o jovem ingressou no exército romano, atingindo o posto de Capitão da Guarda Pretoriana, que era o grupamento de soldados responsável pela segurança do imperador Diocleciano (244-311). Em um período de intensa perseguição aos cristãos, Sebastião, que também era seguidor de Cristo, pregava o evangelho para os demais soldados e auxiliava os prisioneiros. O imperador, em um primeiro momento, tentou fazê-lo desistir de sua fé oferecendo-lhe presentes e, posteriormente, ameaçando-o. Como essas medidas não adiantaram, Diocleciano ordenou a sua execução. A maioria dos historiadores afirma que o imperador mandou que ele fosse pendurado em um poste de madeira para ser torturado com flechadas até a morte. Quando todos pensaram que ele estava morto, deixaram-no amarrado para ser devorado pelos animais selvagens. Entretanto, ele sobreviveu ao martírio, sendo resgatado por uma viúva chamada Irene, que cuidou dos seus ferimentos. Recuperado milagrosamente, Sebastião retorna na presença de Diocleciano e exige que o imperador pare com as perseguições aos cristãos. Dessa vez, o líder máximo romano exigiu que o açoitassem até morrer e depois mandou jogar o seu corpo na chamada cloaca máxima, o sistema de esgoto de Roma. Isso aconteceu no dia 20 de janeiro de 288. O Rio de Janeiro possui um templo em homenagem a esse santo católico, é o Santuário Basílica de São Sebastião, que fica na Tijuca. Inaugurado em 15 de agosto de 1931, essa igreja abriga os restos mortais de Estácio de Sá, o marco zero da cidade e a uma imagem de São Sebastião esculpida em 1563. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.

  • Pesquisa inédita vai mapear circulação de recursos culturais nas Zonas Oeste e Sudoeste do Rio

    Foto: Divulgação / Viva Zona Oeste. Estudo da Casa Viva Zona Oeste analisa editais, leis de incentivo e emendas parlamentares para revelar como políticas culturais chegam a bairros como Jacarepaguá, Barra, Vargens e Rio das Pedras. A Casa de Culturas, Cuidado, Convivência e Memórias Viva Zona Oeste iniciou uma pesquisa inédita sobre a distribuição dos recursos públicos destinados à cultura na região da Zona Oeste e Sudoeste do Rio de Janeiro. O estudo vai mapear, pela primeira vez, como editais, leis de incentivo e emendas parlamentares circulam — ou deixam de circular — pelas bordas da cidade, incluindo bairros como Jacarepaguá, Barra, Taquara, Vargens e Rio das Pedras. A investigação abrange as Áreas Programáticas (APs), recortes territoriais usados pela Prefeitura para organizar políticas e serviços públicos. “É a primeira vez que teremos uma fotografia completa de como a política cultural chega às nossas regiões” , afirma Vinicius Longo, fundador e Diretor de Produção da Casa Viva Zona Oeste. “Produzir esses dados é fundamental para disputar recursos de forma justa e mostrar a potência cultural da Zona Oeste e Sudoeste.” Além de analisar os investimentos das três esferas de governo entre 2024 e 2025, o levantamento comparará a distribuição de recursos entre a Zona Oeste e outras áreas da cidade, revelando desigualdades históricas e oportunidades de fortalecimento cultural no território. Diagnóstico para reduzir desigualdades A Casa Viva Zona Oeste reforça que a falta de dados organizados sobre o financiamento da cultura impede diagnósticos precisos sobre o acesso às políticas públicas. O estudo pretende entender quais territórios conseguem acessar recursos, com base em que critérios e quais impactos geram nas comunidades. “Sem informação, seguimos invisíveis. Com dados, podemos planejar, incidir e cobrar políticas que estejam à altura do tamanho e da diversidade cultural da Zona Oeste”, destaca Fernanda Rocha, fundadora e Coordenadora Geral da instituição. O levantamento prevê mais de 2 mil entrevistas com empresas, coletivos e iniciativas culturais, tanto formais quanto informais, para compreender desafios, percepções sobre os órgãos públicos e o nível de participação nas políticas culturais. Participe da pesquisa A participação da comunidade é essencial para construir esse diagnóstico coletivo. Responda pelo QR Code disponível nas plataformas oficiais do Viva Zona Oeste ou entre em contato pelo e-mail coordenacaovzo4@gmail.com para agendar sua entrevista presencial. Etapas e cronograma O desenvolvimento do questionário e as escutas com gestores e pesquisadores ocorreram entre outubro e dezembro de 2025. A coleta de dados começou em 5 de janeiro deste ano e seguirá até o final de fevereiro. As próximas etapas incluem a análise dos resultados e a produção de um catálogo digital e impresso. A apresentação oficial dos resultados está marcada para 31 de maio, com lançamentos previstos em diferentes cidades do país durante o mês de junho. Sobre a Casa Viva Zona Oeste Com 19 anos de atuação, a Casa de Culturas, Cuidado, Convivência e Memórias Viva Zona Oeste é referência na promoção das culturas, memórias e identidades locais. Suas ações incluem feiras culturais, palcos abertos, escutas territoriais e projetos de valorização das tradições afro-brasileiras e populares, fortalecendo o direito à cultura e à diversidade. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, e aceita visitas agendadas pelo site www.vivazonaoeste.com.br , pelas redes sociais @vivazonaoeste ou pelo e-mail vzoatendimento@gmail.com.

  • Rio das Pedras ganha polo do Balcão do Consumidor

    Foto: Divulgação Governo do Estado do Rio / Jader França Iniciativa da SEDCON, PROCON-RJ e CUFA amplia atendimento gratuito e humanizado à população, com foco em consumidores de comunidades e em situação de vulnerabilidade. A comunidade de Rio das Pedras, recebeu nesta quinta-feira (8) o mais novo polo do Balcão do Consumidor, programa da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do PROCON-RJ, em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA). A unidade foi inaugurada no Shopping Rio das Pedras e integra a expansão estadual do projeto, que contará com 20 pontos de atendimento — sendo 13 na capital fluminense. Desses polos, cinco serão instalados em comunidades e funcionarão sob o nome Balcão do Consumidor das Favelas, com apoio direto da CUFA para fortalecer o acesso a direitos e serviços essenciais nas áreas populares. Os outros sete polos estarão distribuídos por diferentes regiões do Rio de Janeiro. O programa tem como objetivo aproximar o poder público da população, oferecendo orientação jurídica, psicológica e de assistência social, além de mediação de conflitos de consumo. Os espaços contam com infraestrutura acessível, incluindo atendimento em Libras, e possuem um olhar especial para consumidores em situação de vulnerabilidade emocional, como pessoas afetadas por compulsão por compras (oniomania) e dependência em jogos de apostas (ludopatia). Foto: Divulgação Governo do Estado do Rio / Jader França Segundo o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, o Balcão do Consumidor amplia o conceito de defesa do cidadão ao unir acolhimento e orientação prática. “Não se trata apenas de resolver conflitos de consumo, mas de acolher pessoas que chegam fragilizadas, muitas vezes em situações extremas, com impactos diretos na vida familiar, financeira e emocional. Já identificamos casos graves relacionados à compulsão em jogos de apostas, e esse atendimento próximo, humanizado e descentralizado permite acompanhar essas situações de forma mais cuidadosa, garantindo orientação, proteção e dignidade a quem mais precisa.”, afirmou Fonseca. A expansão do programa será gradual. Nesta sexta-feira (9), será inaugurado o primeiro polo fora da capital, em Angra dos Reis, que atenderá a população da Costa Verde, ampliando o alcance das políticas públicas de defesa do consumidor em todo o estado. O polo vai funcionar segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, por ordem de chegada. Para ser atendido, o consumidor deve apresentar documento de identidade, CPF e comprovante da dívida ou da relação de consumo.

  • A Baixada de Jacarepaguá da primeira metade do Século XX

    Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume. Por: Leonardo Soares dos Santos. Professor de História/UFF, pesquisador do IHBAJA e do IAP. Impressionante o quanto é arraigada a ideia de que as terras da Baixada de Jacarepaguá (e aqui incluo os atuais bairros da Barra da Tijuca, Itanhangá e Recreio dos Bandeirantes) eram abandonadas até mais ou menos meados do Século XX, como se dormisse num sono profundo por séculos, ao que, como num passe de mágica, passasse a ser visto como um novo eldorado, um recanto meio que escondido em pleno Sertão Carioca, que após descoberto por volta dos anos 1940, despertasse inúmeras iniciativas por sua incorporação. Uma coisa que chama atenção, quando voltamos o nosso olhar ao que era a região nas primeiras décadas do XX, é que mesmo que esparsamente ocupada, já despertava o interesse de figuras de grande poder econômico do contexto social carioca, como agentes do mercado imobiliário e homens de negócios em geral, todos desejosos por fixar suas casas de veraneio ali, distante não mais do que uma hora de suas residências na zona sul da cidade maravilhosa. Os jornais de época, em especial os classificados imobiliários dos anos 1920 e 1930, já indicam a existência de um vigoroso mercado de terras na região. O parcelamento de antigas fazendas vai dando lugar a criação de centenas de sítios e lotes rurais e urbanos em lugares como Freguesia e Taquara. É difícil ainda precisar quando exatamente tal interesse se intensificou. É possível que as coisas não tenham se dado dessa maneira: como se num determinado momento, numa data muito bem delimitada, a sociedade carioca passasse a cobiçar as terras de Jacarepaguá. O mais provável é que tal movimento tenha se articulado de outra forma. De modo mais fragmentado e descontínuo, e até mesmo aleatório. Um grande empreendimento pensado para o que é hoje o Itanhangá, como o Itanhangá Golf Club, no início dos anos 1930, não teve relação direta com a compra, por parte de Joseph Weslley Finch, de terras que pertenceriam ao Banco de Crédito Móvel, as chamadas glebas A e B e que anos depois dariam origem à localidade de nome Recreio dos Bandeirantes. O mais provável é que um e outro tenha sido movido por uma ideia sobre a região que já começava a ganhar corpo nos anos 1920, e que associava a região de Jacarepaguá a uma espécie de oásis bem perto do coração do então Distrito Federal, imagem essa que seria definitivamente oficializada nas páginas do livro O Sertão Carioca (1936), escrito por Armando Magalhães Correa. Desenhos a bico de penna que ilustra o livro, de autoria do próprio autor. | Fonte: Acervo Digital da Biblioteca Nacional do Brasil. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_obrasgerais/drg3817/drg3817.html#page/5/mode/1up É possível ainda que vários fatores, e não apenas um em especial, tenham favorecido a valorização do lugar. As imagens paradisíacas podem ter reforçado o interesse de setores do mercado imobiliário em investir no lugar, como as obras de saneamento e infraestrutura, por toda a primeira metade do Século XX, podem ter alavancado a incorporação urbana da região. Reportagem de 1943 do Gazeta de Notícias dando conta de Jacarepaguá como um canteiro de obras. Há ainda um outro ponto a ser considerado: a diversidade existente no território da Baixada de Jacarepaguá, em termos do histórico de ocupação, características geográficas e estrutura fundiária. Não se tratava de jeito nenhum de um espaço homogêneo. A heterogeneidade era e ainda é a marca desse território. As áreas que hoje conhecemos como Gardênia Azul e Rio das Pedras testemunharam um tipo de estruturação fundiária muito distinto do que viríamos encontrar em boa parte da Barra da Tijuca e Recreio, e que, por sua vez, não era idêntica ao que encontramos na Freguesia e Taquara. Esses aspectos precisam ser levados em conta se quisermos entender porque houve uma espécie de defasagem em termos de velocidade da incorporação imobiliária entre diferentes porções da Baixada de Jacarepaguá, como visto entre as mais próximas da costa litorânea e os núcleos mais interiorizados. Mais do que a velocidade, o perfil social que cada área acabou ganhando diferiu acentuadamente, tendo lugares como Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Itanhangá, sido alvo preferenciais de empreendimentos imobiliários direcionados às classes A e B, e as outras como Anil, Freguesia, Curicica e Gardênia Azul, associadas às classes C e D. Mas se a região era objeto de desejo e investimento por parte de muita gente poderosa desde as primeiras décadas do Século XX, por que então a ideia de abandono acabou se impondo como dominante nos relatos históricos sobre o lugar? No próximo artigo, retomarei algumas hipóteses a essa questão. Leonardo Soares dos Santos  é graduado (2003) em História pela Universidade Federal Fluminense, onde realizou também o seu mestrado (2005) e doutorado (2009) em História Social. Suas pesquisas versam basicamente sobre as relações entre o espaço rural e urbano e suas implicações em termos de políticas públicas e configuração de grupos sociais. Atualmente trabalha como professor e pesquisador no Departamento de Fundamentos da Sociedade do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional do Polo Universitário da Universidade Fluminense, localizado em Campos dos Goytacazes. É membro-militante do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá desde 2010.

  • Diretora da E.M Cláudio Besserman Vianna em Rio das Pedras recebe Medalha Carioca da Educação

    Da esq. para dir. Professor Willmann Costa, a diretora Maria Maia e o secretário municipal de educação Renan Ferreirinha. | Foto: Divulgação / Secretaria Municipal de Educação. Para Maria Maia, educadora à frente da unidade há 19 anos, a premiação celebra uma gestão pautada na construção coletiva e no compromisso com o futuro dos alunos. A diretora Maria da Silva de Jesus Maia, amplamente conhecida como Professora Maria Maia, recebeu a Medalha Carioca de Educação no dia 17 de novembro. A honraria, concedida pelo Conselho Municipal de Educação do Rio de Janeiro, reconhece profissionais que se destacam e contribuem significativamente para a melhoria da qualidade do ensino. A premiação foi entregue pelo presidente do Conselho Municipal de Educação e secretário Municipal de Educação do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha. A premiação ocorreu em uma cerimônia realizada na Academia Brasileira de Letras, onde 32 profissionais de educação foram reconhecidos por seus valiosos trabalhos. A Medalha Carioca de Educação, criada em 2006, teve nesta edição um diferencial importante ao ampliar o escopo da condecoração para incluir não apenas professores, mas também demais profissionais da educação que qualificam a rede pública municipal. Uma carreira pautada pelo compromisso com a comunidade escolar A Professora Maria Maia atua na Rede Municipal de Educação desde 1986, começando no 15º DEC e sempre demonstrando compromisso com a educação e respeito às regras do Serviço Público. Segunda e educadora, sua base profissional está firmemente embasada na filosofia Freireana. Ao longo de sua trajetória, Maria ocupou diversos cargos: foi regente da 4ª série na E.M. Ponte de Jesuítas; Professora Orientadora, Professora de Sala de Leitura e regente de turma no CIEP Benedito Cerqueira; Assistente do Gabinete e Diretora da Divisão de Educação no 21º DEC. Sua veia pedagógica a levou à Supervisão Pedagógica na Divisão de Educação na 7ª CRE, onde atuou por doze anos junto a educadores alfabetizadores em acompanhamento escolar em diversas regiões, incluindo Rio das Pedras. A profissional contou que mesmo atuando na Coordenadoria, ela "nunca largou o chão da escola", mantendo sua regência em turmas regulares. Antes de iniciar sua trajetória na gestão da E.M Cláudio Besserman Vianna, ela já havia atuado como diretora adjunta no CIEP Augusto Pinheiro, na 5ª CRE. Gestão colaborativa em Rio das Pedras Equipe de gestão da E.M. Cláudio Besserman Vianna, da dir. para esq. Cátia Raquel Oliveira, Maria Maia e Maria Aparecida Rocha. | Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume Em 2007, Maria Maia aceitou o desafio de assumir a Direção da Escola Municipal Cláudio Besserman Vianna – Bussunda, localizada na Comunidade do Rio das Pedras. Na unidade, Maria implementou uma liderança pautada numa tríade e seu desejo era promover uma construção coletiva de encontro às necessidades dos alunos. Desde 2007, ela construiu uma gestão democrática que se estende por dezenove anos. O modelo de gestão implantado pela equipe da unidade se atenta aos detalhes e valoriza cada colaborador como parte essencial na construção de uma educação de qualidade. Sua visão pedagógica é a de uma educação desejosa de qualidade, inclusiva e transformadora, onde o diálogo é essencial para a conscientização e a cidadania. Essa visão crítica, inspirada por Paulo Freire, levou a escola a construir o Projeto Político Pedagógico (PPP) com todos os segmentos e a implementar iniciativas como o projeto Hortas Cariocas e se tornar referência como uma escola sustentável. O empenho da equipe também garantiu que a Bussunda fosse a escola que mais acessou a Plataforma da Prefeitura durante os tempos difíceis da pandemia, resgatando aulas online via WhatsApp. A diretora enfatizou que "nenhuma premiação vem sozinha" . Ela acredita que essa honraria é fruto do trabalho cuidadoso que realiza junto com sua equipe de gestão, ao lado da diretora adjunta Cátia Raquel Oliveira e da Coordenadora Pedagógica Maria Aparecida Rocha. Maria Maia ressaltou que o apoio e o profissionalismo de Cátia e Maria Aparecida foram essenciais para o sucesso dos 19 anos de trabalho à frente da escola: "Não foi fácil! Mas, às dificuldades nunca nos endureceram. Pelo contrário, nos mostraram que o caminho se faz caminhado, como dizia Paulo Freire". Todos os finalistas receberam um certificado. | Foto: Divulgação / Secretaria Municipal de Educação. A educadora contou que foi uma honra receber a premiação e ressaltou que já se sentiu muito feliz com a indicação da 7º Coordenadoria Regional de Educação (CRE), e com o fato de estar entre os 32 finalistas, onde se encontravam diversos profissionais com histórias lindas na educação pública. "Fiquei muito surpresa quando recebi a premiação, eu estava concorrendo com profissionais que fazem trabalhos extremamente dedicados, nos quais me espelhei muito na construção do meu próprio trabalho." A premiação de Maria Maia evidencia a qualidade e a dedicação dos profissionais que atuam na rede pública de ensino de Rio das Pedras, transformando vidas e reafirmando o valor da educação na comunidade.

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