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- Câmara do Rio aprova criação da “Zona Sudoeste” com inclusão de Freguesia, Anil e bairros vizinhos
Foto: Agência Lume. Projeto de lei muda denominação regional de áreas como Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio; texto segue para sanção do prefeito. A Câmara Municipal do Rio aprovou nesta quinta-feira (14), em segunda votação, o projeto de lei que cria oficialmente a Zona Sudoeste da cidade. A nova denominação vai vai fazer referência a área que engloba bairros como Freguesia, Anil, Barra da Tijuca, Recreio, Jacarepaguá, Praça Seca e outros. A proposta recebeu 32 votos favoráveis, dois contrários e quatro abstenções e agora segue para análise do prefeito Eduardo Paes, que terá 15 dias para sancionar ou vetar a medida. O projeto, de autoria do vereador Doutor Gilberto (SDD), não altera a estrutura administrativa da Prefeitura nem a cobrança de impostos como IPTU. Os bairros que devem fazer parte da futura Zona Sudoeste, se o projeto de lei for aprovado, pertencem administrativamente à Área de Planejamento 4 (AP-4) , que vai da Barra da Tijuca a Grumari, passando por áreas importantes da região de Jacarepaguá. Bairros que devem compor a Zona Sudoeste: Barra da Tijuca, Itanhangá, Joá, Recreio dos Bandeirantes, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Grumari, Jacarepaguá, Gardênia Azul, Anil, Curicica, Cidade de Deus, Freguesia, Pechincha, Taquara, Tanque, Praça Seca, Vila Valqueire, Barra Olímpica.
- A Praça Jauru e o bairro da Taquara
Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. As praças do bairro da Taquara estão entre as mais antigas e conhecidas do município do Rio de Janeiro. Esses espaços públicos são ambientes culturais que formam as identidades e as memórias de uma população, a partir, principalmente, do enaltecimento de seus valores simbólicos. As Praças da Soca, Gramado, Orleans e Sentinela materializam esse processo de construção de um sentimento de pertencimento a um determinado recorte espacial. O texto desse mês abordará uma outra importante praça desse bairro: a Jauru. Originalmente chamada de Praça Jaboticabal, recebeu o atual nome no ano de 1945, em uma homenagem ao município de Jauru, localizado no estado de Mato Grosso. Esse logradouro é a confluência de diversas vias importantes da região: a Avenida dos Mananciais, a Estrada do Tindiba, a Rua Ariperana e a Rua Aciás. No século XVIII, a área da Taquara começou a ser loteada em diversas chácaras, que se espalhavam a partir do lugar onde hoje fica a Praça Jauru, indo até as áreas mais próximas da base do Maciço da Pedra Branca. O bairro também abrigou importantes fazendas e engenhos, que foram responsáveis pela produção de grande parte do açúcar feito na cidade do Rio de Janeiro. Podemos citar como exemplos desse passado colonial: o Engenho Novo, que ficava onde hoje está o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira; a Fazenda Rio Grande, hoje Condomínio Passaredo; o Engenho Velho da Taquara, atual localidade da Boiúna; e a Fazenda da Taquara. Essa última propriedade ainda possui um importante acervo arquitetônico que engloba a Capela de Nossa Senhora dos Remédios e Exaltação da Santa Cruz e a casa sede da fazenda, que foi usada como um dos cenários das gravações do remake da novela “Renascer”, exibida pela Rede Globo. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.
- Audiência pública vai debater criação de unidades de conservação na Baixada de Jacarepaguá
Rio Papagaio. | Foto: Sidney Teixeira. Consulta pública ocorre em 16 de agosto e é resultado da mobilização dos moradores e ambientalistas pela proteção da Mata Atlântica e das lagoas; saiba como participar. A Prefeitura do Rio de Janeiro confirmou para o dia 16 de agosto a realização da audiência pública que discutirá a proposta de criação de novas Unidades de Conservação na Baixada de Jacarepaguá, uma das regiões de maior diversidade ambiental da cidade. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, será realizado das 10h às 13h no auditório do Parque Natural Municipal de Marapendi, na Av. Baltazar da Silveira, 635, Barra da Tijuca. A consulta pública é aberta a toda a sociedade — órgãos ambientais, instituições de ensino e pesquisa, entidades públicas, organizações não governamentais, proprietários, empresários, associações de moradores e moradores em geral. Para garantir sua vaga, é necessário preencher a inscrição prévia online, já que o auditório tem capacidade para 100 pessoas. Clique aqui para acessar o formulário de inscrição para a audiência. Durante a audiência, será apresentada a proposta de criação de Unidades de Conservação que englobam as Áreas de Relevante Interesse Ambiental (ARIAs) da área perilagunar das lagoas de Tijuca, Jacarepaguá e Camorim, além da vertente oeste do Maciço da Tijuca. O estudo técnico e o mapa dos limites sugeridos podem ser consultados antecipadamente no portal da prefeitura. O encontro cumpre exigências legais e representa uma etapa fundamental para garantir a efetiva participação popular nas decisões que impactam o futuro ambiental da região. Clique aqui e acesse o estudo técnico. Mobilização dos moradores Moradores fazem trilha para reforçar a campanha Floresta Em Pé. | Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume A realização da audiência pública é fruto de uma longa mobilização da comunidade local pela proteção desse patrimônio natural. A luta se intensificou nos últimos anos em ações coordenadas por associações como a Associação de Moradores e Amigos da Freguesia ( AMAF ) e a campanha Floresta em Pé Jacarepaguá. Atividades como trilhas, documentários e eventos educativos vêm ressaltando a urgência de preservar as florestas, nascentes, cachoeiras e áreas lagunares diante do avanço da urbanização e do desmatamento. Exemplo de resistência e valorização histórica é o Bosque da Freguesia , que possuiu uma área de aproximadamente 30 hectares, oferece uma variedade de atrações para visitantes de todas as idades. Entre as principais estruturas estão cerca de 2,5 km de trilhas para caminhadas e corridas, uma quadra poliesportiva, dois parques infantis e várias áreas para descanso e contemplação. A unidade foi criada oficialmente em 11 de dezembro de 1992, após uma série de mobilizações da população local que lutou pela preservação da área. Antes de se tornar um parque, a área fazia parte de uma antiga fazenda da família Catramby. Como participar da audiência pública Data e horário: 16 de agosto de 2025 (sábado), das 10h às 13h Local: Auditório do Parque Natural Municipal de Marapendi – Av. Baltazar da Silveira, 635, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro (capacidade para 100 pessoas) Inscrição prévia obrigatória: formulário online para participação Conteúdo: apresentação dos estudos técnicos, mapa dos limites sugeridos, exposição das propostas e espaço para manifestação pública Acesso a informações e mapas: Portal do SIURB da Prefeitura do Rio
- Prefeitura abre consulta pública para nova licitação de ônibus: mudanças chegarão a Jacarepaguá a partir de 2026
Um dos modelos de novos ônibus no Sistema Rio. | Foto: Reprodução / Prefeitura do Rio. Nova licitação inclui ônibus modernos, frota ampliada e melhorias na Zona Oeste, com implantação em Campo Grande, Santa Cruz e Jacarepaguá até 2027. Veja: A Prefeitura do Rio de Janeiro lançou, nesta terça-feira (22/7), o edital de consulta pública para a primeira etapa da nova licitação do sistema municipal de ônibus. O anúncio foi realizado em coletiva de imprensa no Centro de Operações e Resiliência (COR), com a presença do prefeito Eduardo Paes, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, da secretária de Transportes, Maína Celidonio, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima. A consulta, aberta por 30 dias no site da Secretaria Municipal de Transportes , permite que a população participe enviando sugestões e contribuições para o novo modelo. Segundo o município, a licitação, inicialmente prevista para 2028, foi antecipada após novo acordo judicial com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e os consórcios operadores. "Esse é um momento importante, uma mudança institucional na história da cidade do Rio. Nos dedicamos nesses primeiros seis meses à implantação do Jaé e, a partir de hoje, iniciamos o processo que irá proporcionar uma revolução no sistema de ônibus. O sofrimento vai acabar. Não será do dia para a noite, mas eu quero reafirmar que até o fim do mandato, em 2028, teremos esse sistema completamente reformado como fizemos no BRT. A mudança será sentida gradualmente, primeiro na Zona Oeste, mais especificamente em Campo Grande e em Santa Cruz" , afirmou o prefeito Eduardo Paes. Mudanças e etapas O novo modelo será implantado em etapas. Na primeira fase (até abril de 2026), a Zona Oeste inicia uma transformação, com ampliação expressiva das frotas em Campo Grande e Santa Cruz. O cronograma define que Jacarepaguá receberá as mudanças entre abril de 2026 e novembro de 2027, quando todos os bairros da região contarão com ônibus zero quilômetro, climatizados, acessíveis, com padrão EURO VI e tecnologias de conforto e segurança, como carregadores USB, câmeras de monitoramento, botão de pânico e sensor de fadiga. Além disso, está previsto o fim do pagamento em dinheiro a bordo, dando mais segurança aos passageiros e motoristas e tornando o embarque mais ágil. A remuneração dos operadores passará a ser por quilômetro rodado e desempenho, baseada em indicadores de qualidade, o que deve incentivar um serviço mais eficiente e regular. Ampliação e modernização das linhas Em Campo Grande e Santa Cruz, já na primeira etapa, haverá mais que o dobro de ônibus locais, passando de 37 para 75 veículos em Campo Grande e de 67 para 103 em Santa Cruz. As linhas que ligam os bairros da Zona Oeste a outras regiões da cidade também serão ampliadas, passando de 95 para 112 veículos em Campo Grande. A secretária Maína Celidonio destacou que a ideia é fazer a mudança dos contratos de forma ordenada e gradual “Essa mudança de contrato implica um investimento em garagens, compra de mais de quatro mil ônibus. Começamos, hoje, o processo licitatório da primeira fase em Campo Grande e Santa Cruz. Já iniciamos o processo da nova bilhetagem digital, fizemos a reestruturação do sistema BRT e, agora, vamos para o último pilar da mudança estrutural dos transportes na cidade, com a criação do Sistema Rio, a Rede Integrada de Ônibus” . A nova Rede Integrada de Ônibus será chamada de Sistema Rio, substituindo a antiga sigla SPPO. Também serão criadas garagens públicas para facilitar a entrada de novos operadores, e o prazo dos contratos será de 10 anos, com qualidade monitorada trimestralmente por meio do Índice de Qualidade do Transporte (IQT). Como participar Cidadãos interessados em contribuir com sugestões para o novo sistema podem acessar o site https://transportes.prefeitura.rio/consulta-publica/ até meados de agosto de 2025. Fases da nova licitação dos ônibus no Rio: Fase 1 (até abril/2026): Campo Grande e Santa Cruz Fase 2 (nov/2025 a set/2026): Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador Fase 3 (abr/2026 a abr/2027): Zona Oeste, Barra, Jacarepaguá e Zona Norte Fase 4 (nov/2026 a nov/2027): mesmas regiões anteriores Fase final (set/2027 a ago/2028): Zona Sul e linhas de alta avaliação A Agência Lume seguirá acompanhando todas as etapas da implementação do novo sistema de ônibus, trazendo informações atualizadas especialmente para os moradores de Jacarepaguá e regiões adjacentes.
- "A gente não precisa ter vergonha para falar com outras pessoas. Só a gente criar coragem e falar com elas"
Alunas posam com equipe da Agência Lume na última oficina do projeto. / Foto: Agência Lume. Projeto 'Jornalistas Por Um Dia' transformou alunas de escola municipal em Rio das Pedras em protagonistas na cobertura do maior evento literário do país. Uma simples frase, dita por uma das alunas do projeto “Jornalistas Por Um Dia”, resume a experiência vivida por quatro jovens do Ginásio Experimental Tecnológico Mestre Diego Braga, em parceria com a Agência Lume: “Que a gente não precisa ter vergonha para falar com outras pessoas. Só a gente criar coragem e falar com elas” . - Jullya Luíza. Neste mês, durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, Ana Ledesma, Jullya Luíza, Lara Gabrielle e Micaely De Holanda, tiveram a oportunidade de vivenciar na prática o trabalho jornalístico, produzindo reportagens, entrevistas e vídeos sobre o maior festival literário do país. As quatro jovens, que têm entre 12 e 14 anos, tinham muitos motivos para se sentirem inseguras ao cobrir o evento: Até essa cobertura elas desenvolviam seus talentos na comunicação durante as atividades e eventos da escola em que núcleo de jornalismo era convidado a cobrir. A maioria das alunas nunca havia visitado a Bienal e, logo na primeira vez, precisaram controlar a vergonha e entrevistar profissionais da área, influenciadores e até o secretário Municipal de Educação. Tudo isso com uma multidão sempre de olho toda vez que a equipe posicionava os equipamentos. E quando falamos em multidão, não estamos brincando! Pelo evento passaram cerca de 740 mil visitantes, e, no dia em que as meninas estiveram na cobertura, os ingressos se esgotaram Estudantes fazem a cobertura na Bienal. | Foto: Fernanda Calé / Agência Lume O projeto foi dividido em três etapas principais. Na primeira, as alunas participaram de oficinas de capacitação em jornalismo com a equipe da Agência Lume, onde aprenderam sobre planejamento de pautas, ética, credenciamento e produção de conteúdo para redes sociais. Depois, durante a Bienal, atuaram como jornalistas, acompanhadas por profissionais da Agência Lume e por responsáveis da unidade escolar, produziram matérias, vídeos e fizeram entrevistas. Por fim, após a Bienal, participaram de uma oficina de edição de texto e vídeo, finalizando os materiais para publicação no site da Agência Lume e nas redes sociais. Para as alunas, a experiência foi transformadora. Ana Ledesma relatou: “As pessoas, elas são são maravilhosas, eu não sei nem explicar porque elas tratam a gente muito bem, responderam e acolheram a gente. Foi maravilhoso”. Jullya Luíza também destacou: “Foi muito bom, foi legal e faz a gente ter experiências novas. [...] Fiquei um pouco nervosa, mas foi legal e divertido”. Lara Gabrielle e Micaely de Holanda compartilharam o sentimento de oportunidade e aprendizado, especialmente sobre trabalhar em equipe e questionar, reforçando o protagonismo das jovens na produção de conteúdo. Equipe do projeto e alunas posam com entrevistada durante a Bienal do Livro. / Foto: Agência Lume O diretor da escola, Jorge Vinicius Rodrigues da Silva, destacou a importância do projeto para o cotidiano escolar: “O projeto Jornalistas por um dia [...] foi de suma importância para todo o cotidiano escolar. [...] Além da ampliação de conhecimento geográfico ao transitar em nossa cidade, o projeto lhes permitiu ver de forma mais clara um outro modo de vida, ampliando sua leitura de mundo quando elas tornaram-se protagonistas em entrevistar, escrever, gravar e editar as matérias com a mediação da Lume. O projeto gerou orgulho e despertou na comunidade escolar um pertencimento muito grande, chegando a verbalização de alguns estudantes do tipo: 'sabe que no próximo evento sou eu que vou'”. O projeto "Jornalistas Por Um Dia" exemplifica o compromisso da Agência Lume em construir um território mais informado, representado e fortalecido, dando voz a jovens comunicadores locais e criando pontes entre a comunidade e grandes eventos culturais. É uma prova de que, com o apoio certo, a educação pública e o protagonismo juvenil podem florescer, transformando a realidade de muitos e impulsionando a leitura e a cidadania.
- Prefeitura abre Super Posto do Jaé na Taquara
Foto: Divulgação / Prefeitura do Rio. Unidade oferece atendimento especializado para gratuidades. Veja: A Prefeitura do Rio inaugurou nesta segunda-feira (14/07) um novo Super Posto do Jaé na Taquara, localizado no Clube Recreativo Português Jacarepaguá, Rua Ariapó, 50. A unidade funcionará exclusivamente para o atendimento das gratuidades no sistema de transporte público, com horário de funcionamento das 7h às 19h, de segunda a sábado. Segundo o município, a iniciativa visa facilitar o acesso dos moradores da região aos benefícios do Jaé, sistema digital de bilhetagem da cidade. O posto anterior da Taquara, situado na Avenida Nelson Cardoso, 905, permanece aberto para atendimento ao público geral, incluindo a retirada do Vale-Transporte, garantindo assim uma melhor organização e especialização dos serviços oferecidos na região. Desde junho, a Prefeitura ampliou o horário de funcionamento de todos os postos do Jaé para 12 horas diárias, das 7h às 19h, de segunda a sábado, com o objetivo de melhorar o atendimento à população. Com a abertura do Super Posto na Taquara, o Rio passa a contar com seis Super Postos de maior capacidade, além de 19 postos no total distribuídos pela cidade. Endereço dos Super Postos de atendimento do Jaé: Taquara (novo): Clube Recreativo Português Jacarepaguá, Rua Ariapó, 50. Atendimento: Seg a Sáb, 7h às 19h. Exclusivo para gratuidades. Taquarta (antigo): Av. Nelson Cardoso, 905, loja 107. Atendimento: público geral e vale-transporte. Planetário da Gávea: Rua Vice-Governador Rúbens Berardo, 100. Atendimento: público geral. Clube do Servidor, Cidade Nova: Rua Ulysses Guimarães, s/nº. Atendimento: público geral. Nave do Conhecimento Engenho de Dentro: Rua Arquias Cordeiro, 1516. Atendimento: público geral. Centro Esportivo Miécimo da Silva, Campo Grande: Rua Olinda Ellis, 470. Atendimento: público geral. Vila Olímpica de Deodoro: Estrada do Camboatá, s/nº. Atendimento: público geral. Além dos Super Postos, há outros 13 postos de atendimento distribuídos pela cidade, incluindo locais como Botafogo, Madureira, Pavuna, e terminais BRT. A Prefeitura recomenda que os usuários façam o cadastro no Jaé pelo aplicativo oficial, que permite a solicitação do cartão digital pelo celular ou a entrega do cartão em domicílio, especialmente facilitando o acesso para idosos, que não pagam pela entrega. Demais Postos de Atendimento: Botafogo – Rua Dona Mariana, 48 Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h. Centro 1 (CASS - Sede da Prefeitura) – Rua Ulysses Guimarães, 2-14 – Cidade Nova Horário: segunda a sexta, das 9h às 17h(exceto feriados) Centro 2 (em frente ao metrô Estácio) – Rua Ulysses Guimarães, 16, loja A – Estácio Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Terminal BRT Alvorada – Av. das Américas, s/nº – Barra da Tijuca Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Terminal BRT Jardim Oceânico – Av. Armando Lombardi, 705 – Barra da Tijuca Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Terminal BRT Paulo da Portela – Rua Padre Manso, s/nº – Madureira Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h(atendimento apenas ao público geral) Madureira – Shopping São Luiz – Av. Ministro Edgard Romero, 81 Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h(exclusivo para gratuidades) Santa Cruz – Rua Felipe Cardoso, s/nº br>Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Terminal Pingo D'Água – Estrada da Pedra – Guaratiba Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Taquara – Av. Nelson Cardoso, 905 – loja 107 Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Terminal Gentileza – Av. Francisco Bicalho, São Cristóvão – Loja 32 Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Arena Jovelina Pérola Negra – Praça Ênio, s/nº – Pavuna Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h Nave do Conhecimento de Padre Miguel – Rua Bom Sossego, 380 Horário: segunda a sábado, das 7h às 19h O sistema Jaé já registra cerca de um milhão de embarques diários, a partir de 2 de agosto, o uso do Jaé será obrigatório para todos os usuários, incluindo aqueles que utilizam vale-transporte, reforçando a necessidade de um atendimento eficiente e acessível, como o proporcionado pelos Super Postos.
- Chamada “Traços da Periferia” seleciona obras de artistas periféricos para ilustrar o Censo GIFE 2024-2025
Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume. Iniciativa valoriza produções de favelas, quilombos, aldeias e territórios atingidos, com remuneração e destaque nacional. Estão abertas as inscrições para a chamada “Traços da Periferia”, que vai selecionar até seis obras de artistas de territórios periféricos para ilustrar o Censo GIFE 2024-2025, o principal levantamento sobre investimento social privado no Brasil. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o GIFE e a Iniciativa PIPA, reforçando o protagonismo das periferias no debate sobre filantropia e investimento social. Quem pode participar? Podem se inscrever artistas de favelas, quilombos, aldeias, áreas ribeirinhas, sertões, zonas rurais, ocupações e territórios atingidos, que atuem com pintura, desenho, colagem, arte digital ou outras linguagens visuais. É necessário enviar uma obra inédita, em formato A4 vertical (21 cm x 29,7 cm), em alta resolução, nos formatos JPG, PNG ou PDF, com tamanho máximo de 10 MB. Requisitos para inscrição: Ser pessoa física (indivíduo ou representante de coletivo); Trabalhar com técnicas e linguagens artísticas como pintura, desenho, arte digital, colagem, entre outras; Ser artista periférico, oriundo de territórios como favelas, quilombos, territórios indígenas, áreas rurais, sertões, aldeamentos, ocupações, populações ribeirinhas ou territórios atingidos; Ter um trabalho artístico engajado com os temas centrais da filantropia; Inscrever apenas uma obra inédita, não utilizada em outros materiais de divulgação; Concordar com os termos de divulgação. O que os(as) artistas ganham? As obras selecionadas serão publicadas no relatório oficial do Censo GIFE 2024-2025, com remuneração financeira para os(as) artistas escolhidos(as). Como participar? As inscrições devem ser feitas até 20 de julho de 2025, às 23h59, por meio do formulário oficial: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf4JHNzLnDQTc0uo-0FXD1vj9tD-91DeSfFAf4xzp1NIlq-6A/viewform Para mais informações, dúvidas ou acesso ao edital completo, entre em contato pelo e-mail: censo@gife.org.br.
- Pixinguinha e o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, em Jacarepaguá!
Foto: Arquivo Nacional, Fundo Agência Nacional. Por: Renato Souza Dória. Professor e pesquisador do IHBAJA. As fotos registram grandes mestres da música popular brasileira em um evento festivo. Na primeira foto vemos os violonistas Meira e Dino, no cavaquinho Canhoto, Gilson de Freitas no pandeiro, Pixinguinha no saxofone, Benedicto Lacerda na flauta e Luiz Gonzaga na sanfona. Na segunda foto temos Dino ao centro com seu violão e Canhoto com seu cavaquinho à esquerda de Dino. Pixinguinha ao lado de Canhoto, tocando seu saxofone e Benedicto Lacerda tocando flauta de frente para Luiz Gonzaga, que está de costas na foto. Na terceira foto, o instante capturado mostra o entusiasmo de Benedicto diante do Rei do Baião, enquanto este ouve atentamente as notas suaves que ecoam da sua flauta. Ao lado de Luiz Gonzaga e Benedicto Lacerda vemos Pixinguinha no saxofone e Canhoto no cavaquinho (à esquerda), Dino no violão (de costas) e Gilson de Freitas no pandeiro (na retaguarda de Luiz Gonzaga. Um detalhe curioso da foto é a presença de um cinegrafista registrando o evento. Ele aparece em pé em destaque, numa altura acima dos convidados. Nos registros do evento festivo, os músicos posam e tocam em um almoço em comemoração ao aniversário do jurista Eduardo Espínola, realizado em Jacarepaguá em novembro de 1947. O baiano Eduardo Espínola foi um famoso jurista brasileiro e após ter sido nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1931, ocupou os cargos de vice-presidente (1937) e presidente (1940) durante o governo ditatorial de Getúlio Vargas. Pixinguinha foi morador e frequentador da região de Jacarepaguá em vários momentos de sua vida. Por volta dos seus onze anos de idade, ainda na infância, começou a tocar em festa e bailes, onde comparecia levando flauta e cavaquinho. Foi em uma reunião musical em Jacarepaguá que o menino prodígio passou a ser reconhecido como músico. Na ocasião o pequeno gênio tocou a polca "língua de preto", de autoria de Honorino Lopes, durante meia hora sem errar, causando espanto na plateia. Na festa de aniversário do jurista Eduardo Espínola, em 11 de novembro de 1947, já havia um mês da estreia do programa de rádio "O pessoal da velha guarda", em que Pixinguinha tocava com Benedicto de Lacerda, Dino, Meira, Canhoto, Gilson e Pedro da Conceição (percussão). Todos estes já eram nomes de peso da música popular brasileira dos anos 1930 e 1940 e continuariam sendo nas décadas seguintes. Quatro anos antes de morrer, em 1969, Pixinguinha se mudou com sua esposa Betty para uma casa de vila no bairro da Praça Seca, na rua Pedro Teles número 423. Esta foi, provavelmente, a última passagem de Pixinguinha em vida pela região de Jacarepaguá. Jacarepaguá é uma região suburbana da zona oeste do Rio de Janeiro que foi palco de momentos significativos na história da música brasileira, e um desses momentos está ligado ao ilustre Pixinguinha, um dos maiores nomes do choro, do samba e da música popular brasileira. Nos anos 1940, Pixinguinha, conhecido por seu virtuosismo no saxofone e sua contribuição fundamental para a popularização do choro e do samba, passou a frequentar com mais regularidade a região de Jacarepaguá. O bairro na época era a zona rural da cidade e ainda estava distante do agito dos centros urbanos mais movimentados do Rio, e foi ali que Pixinguinha encontrou um ambiente mais tranquilo, onde podia se conectar com sua arte e com outros músicos que compartilhavam de sua paixão pela música brasileira. Além disso, Jacarepaguá foi cenário de diversos encontros e festas que marcaram a trajetória de Pixinguinha, como a festividade que apresentamos nestes preciosos registros. Pixinguinha esteve presente em incontáveis rodas de samba e choro pela cidade do Rio de Janeiro, onde o improviso e a troca de ideias entre músicos eram essenciais para a construção do repertório que definiria a música popular brasileira nas décadas seguintes. Sua passagem por Jacarepaguá ajudou a consolidar a região como um espaço de efervescência cultural, onde o samba e o choro eram vivenciados de maneira autêntica. A presença de Pixinguinha em Jacarepaguá não foi uma mera questão de geografia ou de moradia. Foi, sobretudo, uma questão de conexão com o Rio de Janeiro e com determinados bairros onde inúmeros músicos se reuniam e com imensa criatividade deitaram as raízes do samba e da MPB. E mesmo com o passar do tempo, a região continuou a ecoar nas ruas, nos quintais, nas esquinas e nas lembranças daqueles que vivenciaram esse período. Já Luiz Gonzaga contava apenas 35 anos em 1947 e lançara, havia pouco tempo, mais uma música de sucesso: Asa Branca. Desde 1939 o futuro Rei do Baião já fazia sucesso na cidade do Rio de Janeiro, onde conquistou o primeiro lugar no concurso de calouros do programa de rádio comandado por Ary Barroso. Em 1941 gravou um dos seus primeiros sucessos como solista, a música “vira e mexe”. Dois anos depois Luiz Gonzaga fez uma apresentação na Rádio Nacional apresentando um figurino que seria a sua marca dali em diante: a roupa de vaqueiro nordestino. O "Rei do Baião" não foi apenas um ícone da música nordestina, mas também uma figura que, de alguma forma, se conectou profundamente com o Rio de Janeiro e seus arredores. Jacarepaguá foi um dos locais que teve a honra de receber o cantor e compositor. Esta região rural da zona oeste carioca, nas décadas de 1940 e 1950, já se mostrava como um importante ponto de convergência cultural, atraindo músicos e artistas de diversas partes do Brasil. Embora fosse originário do sertão pernambucano, a vivência carioca em Jacarepaguá contribuiu para o amadurecimento da sonoridade de Luiz Gonzaga, que unia o baião e o xote com influências de outros gêneros musicais. Jacarepaguá foi o cenário de importantes encontros musicais, em que Luiz Gonzaga compartilhou seu repertório e suas histórias com outros artistas de renome, não apenas do Nordeste, mas também do samba, do choro, da bossa nova e da música popular brasileira. O bairro serviu como um ponto de troca e vivência cultural que, sem dúvida, teve um impacto na consolidação do nome de Luiz Gonzaga no Rio de Janeiro e no Brasil. É importante lembrar que, além da sua música, Luiz Gonzaga trouxe para o Rio a representação de sua terra natal, o sertão nordestino, e suas raízes. A presença de Luiz Gonzaga em Jacarepaguá, com seu estilo único e sua autenticidade, também foi uma forma de aproximar as duas realidades – a do sertão pernambucano e a do sertão carioca – através da arte e da música que unificam as diferentes regiões do Brasil. Por várias vezes, ao longo dos anos, Pixinguinha e Luiz Gonzaga frequentaram o bairro e fizeram de Jacarepaguá um lugar significativo para o desenvolvimento de suas carreiras no Rio de Janeiro. A região, que, naquela época, possuía um ambiente mais tranquilo em comparação ao centro da cidade, oferecia aos músicos que a frequentavam o espaço perfeito para se conectar com a natureza e com outros artistas. A importância de Jacarepaguá como um ponto de encontro e de influência na carreira de diferentes músicos, como Luiz Gonzaga e Pixinguinha, evidencia o papel do bairro como um local efervescente para a consolidação do samba e da música popular brasileira ao longo do século XX. Créditos: Barão do Pandeiro e Rafael Mattoso. Fontes: Pixinguinha: vida e obra , de Sérgio Cabral; Pixinguinha: filho de Ogum bexiguento , de Marília Trindade Barboza e Arthur de Oliveira Filho. Sobre o autor: Renato de Souza Dória é graduado em História pela Universidade Gama Filho e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense. Atua como professor de História e Sociologia do ensino básico da SEEDUC-RJ e é pesquisador do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.
- Campanha do Agasalho mobiliza diferentes instituições em Rio das Pedras
As quedas bruscas de temperatura reforçam a importância das doações para proteger quem mais precisa. Veja como doar: O inverno já está trazendo temperaturas mais baixas para a cidade do Rio de Janeiro. Somente nesta semana as temperaturas mínimas podem chegar a 12ºC, segundo o Alerta Rio. Para quem vive em situação de vulnerabilidade, a falta de roupas adequadas pode transformar o frio em um risco real à saúde e à dignidade. Diante desse cenário, algumas organizações que atuam na comunidade de Rio das Pedras se mobilizaram em campanhas do agasalho para arrecadar roupas de frio, cobertores e outros itens essenciais para ajudar famílias carentes, idosos, crianças e pessoas em situação de rua a enfrentarem o inverno com mais proteção. Veja onde e como doar em Rio das Pedras: Clínica da Família Otto Alves de Carvalho A unidade de saúde aceita doações de roupas de frio e cobertores de todos os tamanhos, desde que estejam em bom estado. O ponto de arrecadação funciona na Av. Engenheiro Souza Filho S/N, de segunda a sexta das 7h às 18h e aos sábados das 8h às 13h. Cine & Rock A organização está arrecadando roupas de frio em bom estado, especialmente para crianças atendidas e outros moradores necessitados da região. As doações podem ser entregues na sede do Cine & Rock localizada na Estrada de Jacarepaguá, 3502. Paróquia São João Batista A igreja está recebendo doações de roupas de inverno, como agasalhos, blusas, calças, cachecóis, luvas e gorros, além de cobertores, mantas e sapatos fechados em bom estado. As doações podem ser entregues na secretaria paroquial (Estrada de Jacarepaguá, 4450) ou durante as missas. Quem não puder levar pessoalmente pode solicitar a retirada pelo WhatsApp (21) 99186-7183 ou pelo Instagram da paróquia . Por que doar faz a diferença? A doação de agasalhos e cobertores é mais do que um gesto de solidariedade: é uma ação fundamental para proteger a saúde e o bem-estar de quem não tem como se aquecer nos dias frios. O frio aumenta o risco de doenças respiratórias, hipotermia e agrava situações de vulnerabilidade social. Cada peça doada pode ser o conforto necessário para alguém enfrentar a noite com mais dignidade e segurança. Especialistas e entidades reforçam que as doações devem ser feitas com responsabilidade: roupas, cobertores e calçados precisam estar limpos e em bom estado, prontos para o uso imediato. Ao doar, pergunte-se: “Eu usaria esta peça para me proteger do frio?” Esse cuidado garante que a ajuda chegue de fato a quem mais precisa, sem desperdício e com respeito ao próximo. Participe, doe e ajude a aquecer vidas neste inverno!
- "Como pensar em políticas públicas, que de fato, devolvam o rio à comunidade e a comunidade ao rio?"
Rio das Pedras trecho próximo as nascentes | Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume Atividade em Rio das Pedras promove aula e passeio às margens do rio que dá nome à comunidade, para debater soluções e reconexão comunitária. Atualizado em 01/07 às 10h20. Moradores, estudantes, professores e membros de organizações locais de Rio das Pedras, receberam ontem (26/06) uma imersão profunda na história e nos desafios socioambientais do território. A atividade, parte do projeto "Caminho das Águas - Tour nos Rios de favela", promoveu uma aula aberta e um tour guiado, buscando reconectar a comunidade com seu rio e debater as políticas públicas necessárias para sua recuperação. A iniciativa, organizada pela Comcat (Comunidades Catalisadoras) através da Rede Favela Sustentável, contou com o apoio do Conexões Rios UFRJ , da Agência Lume e do Ginásio Educacional Tecnológico Mestre Diego Braga . O tour foi guiado pelos geógrafos Adão Castro e Kessy Almeida, ambos integrantes do projeto Conexões Rios UFRJ. O trajeto se iniciou numa área mais próxima às nascentes do rio, na entrada do condomínio Floresta, e foi encerrado no início da Via Light, próximo à antiga Estação Azul. Durante a caminhada, os geógrafos detalharam a importância histórica do Rio das Pedras antes de sua poluição, bem como os aspectos geográficos do rio e do solo local. A segunda parte da atividade, foi realizada no Ginásio Educacional Tecnológico Mestre Diego Braga, e aprofundou-se na história do abastecimento hídrico na cidade do Rio de Janeiro. Adão e Kessy conduzem aula sobre abastecimento hídrico na cidade do Rio. | Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume Kessy Almeida, geógrafa, pesquisadora e uma das integrantes do projeto Conexões Rios da UFRJ, explicou que a iniciativa busca "reconectar a sociedade com os rios, mostrando para eles que o rio não é um valão ou que o rio também tem outras funções, que não só de fornecimento da água, mas que ele também pode ser um local de lazer, de compartilhar com os amigos e reaproximar realmente, eh a sociedade desses rios e poder pensar ele também enquanto um elemento da paisagem" . Para Adão Castro, professor de geografia e pesquisador da UFRJ, o Rio das Pedras é um grande exemplo de como as sociedades foram se distanciando dos rios. Ele defendeu que a atividade busca realizada busca resgatar uma realiadade mais digna para os rios e para a população que convive com eles. " (...) entender um pouquinho a história do próprio Rio das Pedras, né? E como a população foi se distanciando desse rio, e ao mesmo tempo discutir os problemas ambientais. O Rio das Pedras é um exemplo de como as sociedades, sobretudo a sociedade urbana industrial, foi se distanciando, foi tecnificando os rios, se apropriando e ao mesmo tempo transformando o rio em apenas um condutor de água, de esgoto ." Theresa Williamson, diretora executiva da Comunidades Catalisadoras (Comcat) e facilitadora da Rede Favela Sustentável, ressaltou que a importância dos rios das favelas que foi um tema recorrente nas conversas do projeto " Memória Climática das Favelas ". Theresa afirmou que o objetivo da visita foi entender melhor a importância desse grande rio em uma grande favela importante para o Rio de Janeiro como o caso de Rio das Pedras. "A gente está aqui em Rio das Pedras hoje para entender melhor a importância desse grande rio, de uma grande favela importante para o Rio de Janeiro, para o Brasil, para a gente poder pensar junto um projeto, construir junto um projeto. A gente teve em outras comunidades também ao longo da semana e estamos costurando o projeto projeto coletivo." Um rio de contrastes Rio das Pedras na área próximo à Av. Engenheiro Souza Filho. | Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume Durante o percurso, foi possível observar a transformação do Rio das Pedras, que em trechos se assemelha a um condutor de esgoto. Adão Castro explicou que essa mudança está ligada à " realidade socioambiental que essas populações estão vivendo " e à " ausência do papel do Estado, do poder público no ordenamento, no planejamento urbano e ambiental e também na melhoria socioeconômica das pessoas ". Rio das Pedras cresceu e se desenvolveu em um contexto de ausência de política habitacional destinada à população mais pobre. Por isso, há anos a comunidade carece de serviços públicos essenciais, como saneamento básico digno . Essa falta de serviços é um problema típico das favelas brasileiras, mas em Rio das Pedras, com seu solo instável e encharcado, a situação é agravada, tornando a área suscetível a enchentes e inundações. A retificação e canalização do rio, que visam acelerar o fluxo da água, acabaram intensificando as inundações para áreas de deságue, como a região do Areais , além de impedir a infiltração da água no solo. Dados divulgados pelo projeto Rio 60ºC , desenvolvido pela Ambiental Mídia com o apoio do Pulitzer Center e do Instituto Serrapilheira, motram que Rio das Pedras possui índices preocupantes relacionados a vulnerabilidade a inundações e deslizamentos. A Agência Lume teve acesso aos dados diponibilizados pelo projeto que mostram que cerca de 7,07% dos domicílios da comunidade tem vulnerabilidade a inundações 'muito alta', entanto 9,34% tem vulnerabilida alta. Nos casos de vulnerabilidade a deslizamentos, 273 domicílios possuem vulnerabilidade alta. Já os dados sobre vulnerabilidade a chuvas extremas, mostram que 3.186 casas tem vunerabilidade alta e 2.206 tem vulnerabilidade muito alta. Em comparação, a vizinha Barra da Tijuca apresenta apenas 118 domicílios com alta vulnerabilidade a inundações, e também 118 imóveis com alta vulnerabilidade a chuvas extremas . A grave situação se reflete na saúde da população, e faz com que a população local precise lidar com a presença de doenças transmitidas pelo contato com água contaminada, como gastrointerites e leptospirose. Dados preliminares de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Inpro em parceria com o Laboratório de Limnologia da UFRJ, detectaram níveis intoleráveis de poluição para o ambiente e para a saúde humana. Na reportagem publicada em dezembro de 2024 pela Agência Lume, o jornalista Felipe Migliani relatou o problema: "Devido aos níveis alarmantes, a análise foi repetida. À medida que o estudo avançava, constatou-se que a poluição aumenta, atingindo seu ponto máximo no cruzamento do rio com a Avenida Engenheiro Souza Filho." Veja a reportagem completa em: https://www.agencialume.com/post/ Memórias e alertas para o futuro Maria da Rocha Robadey conta histórias sobre o rio. | Foto: Douglas Teixeira / Agência Lume Um dos momentos mais tocantes da atividade foi quando o grupo encontrou com Dona Maria da Rocha Robadey. A aposentada de 80 anos, contou como era conviver com o rio antes de sua poluição. "Eu fui criada aqui dentro, dava camarão e peixe. Era água limpa. Não havia comunidade por aqui, não havia nada" , recordou Dona Maria. Ela também relembrou como a enchente de 1996 impactou a comunidade, que " acabou com tudo isso levou ponte de ferro e modificou o curso do rio". A ação em Rio das Pedras reforçou a urgência pela articulação em busca políticas públicas que reconheçam a complexidade socioambiental das favelas e promovam a reconexão das comunidades com seus rios, entendendo-os não apenas como um recurso, mas como um elemento vital da paisagem sociocultural e ecológica










