top of page

Resultados

Search this site

1599 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Comlurb vai mudar forma de coleta local em Rio das Pedras

    Após retirada das lixeiras da Av. Engenheiro Souza Filho, empresa contou à Lume como pretende seguir com trabalho na comunidade. Na última semana, devido as obras de revitalizações da Avenida Engenheiro Souza Filho realizadas pela Prefeitura do Rio, algumas lixeiras de pontos importantes da avenida foram retiradas do local. Os pontos de coleta retirados eram pontos importantes para os moradores, e para entender como será a nova dinâmica de coleta a Agência Lume entrou em contato com a Comlurb, empresa responsável pela coleta de lixo na cidade. Segundo a Comlurb, após o fim da obra, a empresa pretende mudar a forma de coleta na região. Os moradores passarão a fazer o descarte de seus resíduos nas suas portas, e a companhia fará a remoção diariamente, com caminhão compactador e trator de comunidade. A Lume continuará acompanhando o caso, e lembra que nos últimos meses a Comlurb inaugurou na comunidade Ecopontos , onde os moradores também podem descartar seu lixo de forma correta. Saiba mais sobre Ecopontos: https://www.agencialume.com/search-results?q=ecoponto

  • Light faz manutenção programada em Rio das Pedras

    Serviço deve ocorrer entre às 9h e 19h desta terça-feira (23). Mensagem informativas coladas em postes da comunidade informam que a Light programou uma manutenção em Rio das Pedras. Segundo moradores, no texto do cartaz colado em alguns postes é possível ver que os serviços podem durar das 9h às 19h. Desde ontem (21/07), a Agência Lume tenta contato com a concessionária para entender que regiões de Rio das Pedras devem ter o fornecimento de energia impactado pela manutenção, entretanto após vários esforços nós não obtivemos resposta sobre a questão.

  • Município anuncia empresa responsável por transporte aquaviário

    Consórcio será responsável pela implantação, operação e manutenção do sistema no Complexo Lagunar da Barra, Jacarepaguá e Recreio. Foi publicado na edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial do Município , o nome da empresa vencedora da licitação para concessão dos serviços de implantação, operação e manutenção do sistema de transporte aquaviário de passageiros no Complexo Lagunar da Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes. A empresa escolhida foi o Consórcio Lagunar Marítima, o projeto prevê oito linhas obrigatórias por pontos de grande movimento como Rio das Pedras, Gardênia Azul, Muzema e Marapendi. O valor das passagens deve ser o mesmo valor dos modais de transporte municipal, R$ 4,30. O município espera que 90 mil pessoas por dia sejam transportadas pelo novo meio de transporte. Saiba mais sobre o projeto nesta matéria publicada pela Agência Lume.

  • Veja quais medicamentos devem entrar na lista da Farmácia Popular

    Remédios para colesterol, Parkinson, glaucoma e rinite serão incluídos a partir desta semana. Mais dez medicamentos passam a fazer parte do programa Farmácia Popular, e serão distribuídos de forma gratuita. A lista inclui medicamentos para tratar colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite. Até então, somente medicações contra diabetes, hipertensão, asma e osteoporose, além de anticoncepcionais, podiam ser retiradas de graça em unidades credenciadas. A medida visa ampliar o acesso da população a tratamentos importantes e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. Medicamentos Incluídos Asma Brometo de ipratrópio 0,02mg- brometo de ipratrópio 0,25mg- dipropionato de beclometasona 200mcg- dipropionato de beclometasona 250mcg- dipropionato de beclometasona 50mcg- sulfato de salbutamol 100mcg- sulfato de salbutamol 5mg Diabetes Cloridrato de metformina 500mg- cloridrato de metformina 500mg - ação prolongada- cloridrato de metformina 850mg- glibenclamida 5mg- insulina humana regular 100ui/ml- insulina humana 100ui/ml. Hipertensão Atenolol 25mg- besilato de anlodipino 5 mg- captopril 25mg- cloridrato de propranolol 40mg- hidroclorotiazida 25mg- losartana potássica 50mg- maleato de enalapril 10mg- espironolactona 25 mg- furosemida 40 mg- succinato de metoprolol 25 mg. Anticoncepcionais Acetato de medroxiprogesterona 150mg- etinilestradiol 0,03mg + levonorgestrel 0,15mg- noretisterona 0,35mg- valerato de estradiol 5mg + enantato de noretisterona 50mg. Osteoporose Alendronato de sódio 70mg. Dislipidemia Sinvastatina 10mg- sinvastatina 20mg- sinvastatina 40mg. Doença de Parkinson Carbidopa 25mg + levodopa 250mg- cloridrato de benserazida 25mg + levodopa 100mg. Glaucoma Maleato de timolol 2,5mg- maleato de timolol 5mg. Rinite Budesonida 32mcg- budesonida 50mcg- dipropionato de beclometasona 50mcg/dose. Dignidade menstrual Absorvente higiênico (para pessoas em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública). Copagamento De acordo com a lista atualizada do programa, os seguintes itens do Farmácia Popular permanecem na modalidade de copagamento, onde o ministério arca com até 90% do valor de referência e o cidadão paga o restante, de acordo com o valor praticado pela farmácia: - Dapagliflozina 10 mg (indicado para o tratamento de diabetes associada a doença cardiovascular). - Fralda geriátrica (quadros de incontinência). Como Acessar Para ter acesso aos medicamentos do programa Farmácia Popular, o cidadão deve apresentar a receita médica, documento com foto e o CPF em uma das farmácias credenciadas. A receita deve ser emitida por um médico que atue no SUS (Sistema Único de Saúde) ou em serviços privados. As farmácias credenciadas estão distribuídas por todo o território nacional, facilitando o acesso ao programa. Fonte : Agência Brasil

  • Governo do Estado divulga 3.963 oportunidades

    Vagas são divulgadas pela Secretaria de Trabalho e Renda, e salários podem chegar a R$ 9.884. Veja as oportunidades de emprego formal, estágio e jovem aprendiz para a região metropolitana do Rio de Janeiro, captadas por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Os salários para as vagas da Região Metropolitana variam de cinco a sete salários mínimos (R$ 7.060 a R$ 9.884), as oportunidades são para as posições de marinheiro operador de máquinas, exclusivas para PcDs, e movimentador de máquinas (ampla concorrência), todas com regime de trabalho embarcado. Essas vagas exigem experiência anterior comprovada e certificados relativos às funções. Na mesma região, existem 100 oportunidades para motorista de ônibus, em Anchieta, 60 para babá, em Ipanema, Jardim Botânico, Leblon e Botafogo, 15 para gerente comercial, em Madureira, Méier e Vila da Penha. Todas as vagas têm remuneração de até R$ 4.236. As oportunidades destinadas a pessoas com deficiência somam 178, para diferentes funções e salários. É importante manter cadastro e currículos atualizados no Sistema Nacional de Emprego, que analisa o perfil do candidato e a vaga cadastrada pelo empregador. Para se inscrever ou atualizar o cadastro, é necessário ir a uma unidade do Sine com os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS e CPF. O endereço das unidades e os detalhes de todas as vagas oferecidas podem ser encontrados no Painel Interativo de Vagas, disponível no site www.rj.gov.br/trabalho .   Uma parceria entre o Governo do Estado do Rio e as instituições Fundação Mudes e CIEE resultou na oferta de estágios para diferentes níveis de escolaridade, além de oportunidades para jovem aprendiz. A Fundação Mudes oferece 797 vagas de estágio nos níveis Superior, Médio e Técnico. Para se candidatar, basta acessar o portal www.mudes.org.br . Já o CIEE oferece 1.317 vagas de estágio para diferentes níveis de escolaridade e oportunidades para jovem aprendiz. Informações mais detalhadas podem ser obtidas em www.ciee.org.br . Fonte: https://www.rj.gov.br/

  • A luta pela terra em Gardênia Azul: 1969-1984 (Última Parte)

    Por: Leonardo Soares dos Santos. Professor de História/UFF, pesquisador do IHBAJA e do IAP. Setembro de 1968. A região da Barra da Tijuca, com as várias obras de melhoramentos realizadas desde a década anterior, estava exposta “a uma ocupação imobiliária indiscriminada e predatória” , nas palavras de Lucio Costa. O governador da Guanabara Negrão de Lima encomendaria àquele o Plano piloto para a urbanização da baixada compreendida entre a Barra da Tijuca, o Pontal de Sernambetiba e Jacarepaguá , que seria apresentado em abril de 1969. Com esse instrumento o governo estadual visava planejar a ocupação da região, evitando o crescimento descontrolado e destruição do espaço verde. O objetivo do arquiteto, um dos formuladores do plano de Brasília, era fomentar o crescimento urbano da região, em especial a parte que compreendia a Barra da Tijuca, porém, “preservando aquilo que chamava de natureza agreste da região”, segundo Stéfano Salles. Com esse fim, “Costa definiu os parâmetros para ocupação, como finalidade de cada área, tipo de construções e gabarito” . A ideia de planejamento da ocupação de uma área era crucial. Ela deveria vir antes de tudo. Mesmo antes de qualquer melhoramento urbano promovido pelo estado. Até porque a expansão urbana sem planejamento poderia atrair “construções impróprias”, que poderiam por em risco a integridade paisagística da região.  Embora o plano priorizasse a Barra, a área limítrofe também previa uma série de intervenções sobre os territórios vizinhos. As que mais diretamente impactavam Gardênia Azul são assim descritas:  As belas várzeas contidas entre a Pedra da Panela e os morros da Muzema e do Pinheiro, ou entre os Dois Irmãos e a Pedra Negra, assim como a ampla área que vai do Rio Marinho ao rio Caçambe e aquela compreendida entre os morros Portela e Amorim, embora comportem ocupação residencial, deveriam se, de preferência, consideradas para finalidades que requeiram espaços abertos e ambientação. Além do autódromo, que já criou raízes, é preciso, por exemplo, reservar lugar para a localização futura de um novo estádio, de novo prado, de nova hípica, de novos campos de golfe, e para instalação dos clubes que fatalmente surgirão. E, nesse sentido recreativo, deve-se igualmente prever a possibilidade de dois ancoradouros, um na própria Barra, protegido pelo morro da Joatinga, outro no extremo oposto, na embocadura do canal de Sernambetiba, quebra-mar que servirá também para resguardá-lo do assoreamento, reservando-se ainda, ali, o recôncavo do Rangel para os adeptos desse novo devaneio que consiste em acampar. Lucio Costa não entrava em detalhes de como deveria ser ocupada Gardênia Azul, mas deixava claro ao mesmo tempo que entendia a área, assim como a Cidade de Deus, como ocupações que destoavam para o que eles planejaram como ideal para a área da Barra da Tijuca.  Para esta, o professor Costa se esmerava no detalhamento do que construir e de como. Tudo indicando que as áreas deveriam ser ocupadas pelos grupos mais aquinhoados da sociedade: “edifícios residenciais” com “um sistema térreo autônomo de lojas” , “com passeio coberto” , junto de “pátios, pracinhas e áreas de recreio para crianças” . Tais núcleos residenciais seriam “ligados diagonalmente a uma via paralela à BR, ao longo do canal do Cortado, devidamente alargado e com margens arborizadas” . Previa-se até mesmo o estabelecimento de “cinemas e outras comodidades” próximos aos núcleos, “de acordo com a conveniência dos interessados” . Até mesmo as casas eram minuciosamente detalhadas, com a previsão de construção de “cerca viva com aramado, portões e eventual pavilhão de caseiro” . Outro tipo de planejamento foi concebido para os núcleos residenciais mais modestos, ou no dizer de Lucio Costa, que “já comportam sólido lastro proletário” . Tal “personalidade” justificaria que tais áreas fossem transformadas numa zona industrial. As sugestões para essas áreas eram vagas e genéricas. Ao mesmo tempo, a única preocupação que transparece no projeto piloto sobre áreas como Gardênia Azul não diz respeito ao seu desenvolvimento e sim com a melhor maneira de escondê-la: Para melhor delimitação da área, seria desde já criado ao longo desse eixo, na divisa do bairro Gardênia Azul, uma densa cortina verde de árvore de crescimento livre, de preferência “ficus-benjamina”, e as construções, de partido arquitetônico horizontal, seriam dispostas sobre plataformas e espelhos d’água ligeiramente escalonados, conjunto dominado pelo edifício-torre de altura monumental. A maneira como Gardênia Azul era enquadrada no projeto de Lúcio Costa, em que até a Pedra da Panela tinha mais “valor paisagístico” do que o bairro, fazia parecer que a localidade parecia uma anomalia, como algo atrapalhasse a evolução urbana da região da Baixada de Jacarepaguá. Não à toa voltaria a tona, inclusive na imprensa, propostas de desalojamento da população de Gardênia Azul. O trabalho de Ângela Fontes ( Gardênia Azul: o trabalho feminino na produção do espaço urbano ) demonstra que a Companhia Estadual de Habitação do Rio de Janeiro (CEHAB) apresentou um projeto de construção de blocos de apartamentos na localidade em 1973. Segundo Fontes, “a solução proposta da Cehab era de retirar a população da área sob a alegação de que não haveria possibilidade de urbanizá-la de acordo com o modo como já estava habitada porque as construções já existentes estariam abaixo do nível do mar” (p. 90). Mas os moradores, através da associação de moradores, prontamente se mobilizaram e foram pressionar diretamente o presidente da Cehab, Benjamim de Moraes. Em depoimento dado a Ângela Fontes, Antônio Silvino, morador de então e que foi um dos protagonistas daqueles eventos, revelou:  Disse a ele [Benjamim de Moraes] que nós já tínhamos lutado 15 anos e que lutaríamos mais 20, que o povo estava preparado para isso. Aí então o professor chamou os outros diretores e convocou uma reunião. Reunidos ali chegamos à conclusão que o protesto ia continuar, que devia ser desativado [o projeto de blocos de apartamentos] e que Gardênia Azul ia continuar conosco. [...] as imobiliárias que exploram a Barra da Tijuca, como a Sérgio Dourado por exemplo, deveriam estar [envolvidas]... (pp. 90-91). Diante de tanta resistência, a Cehab recuou. Ao mesmo tempo, os moradores trataram de pressionar mais o governo estadual para garantir a efetivação da regularização do loteamento. O que viria ocorrer em 1973, na administração Faria Lima. A aprovação do projeto de urbanização demorou um pouco mais, pois a Cehab alegava que as casas tinham sido construídas abaixo do nível da rua. A associação mobilizou os moradores novamente e fez correr um abaixo-assinado pelo qual aqueles diziam estar cientes do problema que era ter suas casas num nível abaixo das obras de urbanização. Pedro Moreira Pádua, também morador, relembra o fato: “levantamos... fomos de casa em casa, e apanhamos a maioria de assinaturas [...]. Entregamos na Cehab e foi encaminhado para a SERLA, [...] nós se responsabilizava pelas nossas construções.” (p. 92). Assim, o projeto de esgoto e urbanização seria finalmente aprovado no final de 1974, durante a administração de Chagas Freitas. E executado apenas em 1978 na gestão de Marcos Tamoyo (já como prefeito da cidade do Rio de Janeiro). E nesse movimento de intensa mobilização e pressão das autoridades públicas, o papel das mulheres de Gardênia Azul foi crucial. Primeiro, elas perceberam que além ou junto com a Associação Pró-Melhoramentos, outras formas de organização seriam possíveis. Surgiram, então, várias comissões. A primeira, segundo Ângela Fontes, foi a Comissão de Solidariedade Humana, que logo depois deu lugar à Comissão de Apoio Comunitário. A partir delas, várias “campanhas foram lançadas: a) escola primária, primeiro grau completo, no interior do bairro; b) melhor iluminação, introduzindo a luz mercúrio; c) canteiro no ponto de ônibus para evitar atropelamentos e acidentes; d) pavimentação da via 11 e da via 7; e) área de lazer” (p. 106). Vários abaixo-assinados circularam entre os moradores (três em 15 dias). “Contando com mais de três mil assinaturas, os documentos foram encaminhados aos órgãos competentes” (Idem).   Havia ainda a Comissão de Senhoras, que era integrada pelo Departamento da Associação Pró-Melhoramento. “As mais constantes, anota Fontes, foram: “d. Rosinha Silvino, d. Etilde Pinto Siqueira, d. Ana Neves Belmonte, d. Branca, d. Sílvia, d. Antônia, d. Maria Silves, d. Elza, D. Adegair e d. Iracema” (p. 115). Fontes enfatiza ainda que “foi constante a presença e a atuação das mulheres no interior do bairro, na manutenção do cotidiano” (Idem). Outra forma de organização importantíssima desenvolvida pelas mulheres foi o Clube de Mães, “que se reunia nas tardes de quartas-feiras” . A descrição de Ângela Fontes sobre o seu funcionamento é primorosa: Nesses encontros, ao mesmo tempo em que eram trocadas experiências sobre os filhos ou sobre como fazer flores de caixa de isopor, eram passadas mensagens de otimismo a respeito do que estava ocorrendo nas reuniões com os órgãos públicos e de como vinha sendo encaminhado o processo da urbanização. Era a forma de mantê-las informadas e ligadas à luta. [...] Era, também, a oportunidade que se tinha de conversar um pouco, de “sair de casa” sem sair do bairro, de aprender algum outro tipo de trabalho, como um bordado, ou uma pintura, e de ver materializado um trabalho que não seria consumido imediatamente, que poderia ser visto talvez por futuros netos e, principalmente, por ela mesma, tempo depois. Além disso, permitia uma eventual remuneração no caso de uma necessidade. Era a hora de afastar-se dos problemas resolvidos individualmente e aprender a contribuir com as próprias ideias e ideais para a solução de problemas coletivos. Era somar, sentir-se parte de um todo que vai além dos limites da casa, da família. (Gardênia azul : o trabalho feminino na reprodução do espaço urbano, 1984, p. 116) As mulheres, muito mais que os homens, preocupavam-se com a questão das necessidades do dia-a-dia, das demandas e tarefas ligadas à esfera da reprodução.  Contudo, se a luta por melhoramentos e por urbanização proporcionava “um certo conforto no viver” , também trazia problemas para os moradores mais humildes, que sofriam com a valorização dos terras. Nota Ângela Fontes que “o imposto predial é considerado, proporcionalmente, um dos mais altos do Rio de Janeiro, devido à aproximação com bairros altamente valorizados como a Barra da Tijuca. É alta também a taxa de lixo, a conta da água e os demais “benefícios” da urbanização" (p. 95). Alguns moradores viram na valorização imobiliária uma possibilidade de ganhar dinheiro. Segundo Antonio Silvino, em depoimento a Ângela Fontes: Houve realmente uma debandada muito grande do bairro. (...) Eles tinham um terreno aqui que para eles não valia nada, porque até 73 éramos considerados favelas, porque era ilegal. Então, os moradores não davam muito valor à propriedade deles: porque eles achavam que era barato por ser favela. Depois que houve a legalização, vieram também os exploradores, os interesses, que sabem que é uma área de valor. Ofereciam uma soma e muitos acharam que era vantagem vender e foram vendendo (p. 96). E além dessa questão da especulação imobiliária, havia ainda todo o imbróglio com a Cehab, que seguia cobrando as taxas de urbanização e o imposto predial. Como o loteamento não era regularizado pelo estado, toda a obra deveria ser arcada pelos moradores. Havia também a dívida que cada morador ainda pagava pelos lotes adquiridos junto a José Padilha. Tudo isso tornava ainda incerta e precária a situação de muitos moradores na localidade. O risco de não conseguir fazer os pagamentos e ter que deixar Gardênia Azul era algo que estava sempre no horizonte. Boa parte desse problema seria resolvido com a legalização do projeto de urbanização de Gardênia Azul e o reconhecimento oficial como bairro em 1976. Mas a legalização não beneficiou a todos os moradores. Muitos deles acessaram as terras via ocupação direta, que era considerada pelas autoridades como “ilegal” ou “clandestina” . E boa parte dessas ocupações incidiu sobre lotes que acabaram sendo abandonados, por saída de antigos moradores ou pela falta de compradores. Tais ocupantes ainda se encontravam ameaçados de despejo.   O que fazer com essa gente? Como resolver a situação dos moradores que não tinham comprado lotes e sim os ocupado? Era a questão mais premente de Gardênia Azul no raiar dos anos 1980. A vitória de Leonel Brizola representaria um alento a esse grupo, pois o histórico líder trabalhista tinha como uma de suas principais bandeiras a solução da questão habitacional promovendo o acesso à moradia por parte dos segmentos populares. O programa habitacional “Cada Família, Um Lote” seria formulado exatamente com esse objetivo: toda família teria direito a um lote em boas condições, servido por escola, saneado, com atendimento de saúde próximo da residência. A Secretaria de Habitação, responsável pela execução do programa, era chefiada por Carlos Alberto de Oliveira, o Caó. A secretaria ainda era apoiada pelos trabalhos de “regularização fundiária levadas pela Comissão de Assuntos Fundiários, depois Secretaria de Assuntos Fundiários” , segundo Vivaldo Barbosa ( leia mais aqui .). Ao fim do governo Brizola, “cerca de 41 mil lotes e unidades habitacionais” foram legalizadas por meio da entrega de “títulos de propriedade em conjuntos habitacionais, favelas e loteamentos clandestinos em todo o estado” ( leia mais aqui ). O programa seria implantado em Gardênia Azul em julho de 1984. No dia 27, o Jornal dos Sports  (p. 10) noticiava “a entrega de Títulos de Propriedade a 96 famílias moradoras do loteamento de Gardênia Azul, em Jacarepaguá” , com a presença do governador Leonel Brizola, o prefeito Marcelo Alencar e o secretário Carlos Alberto Oliveira, em solenidade da Praça Ludovia. Uma nova fase era inaugurada na história de Gardênia Azul com essa iniciativa de Brizola. A questão da terra não era mais um problema que tirava o sono de seus moradores, como a possibilidade de despejo ou desapropriação da localidade, por exemplo. Mas uma série de outras necessidades e demandas ainda se fariam sentir por anos adiante: as constantes enchentes, falta de escolas, postos de saúde, modernização do sistema de esgoto, violência. E diante disso tudo, os poderes públicos seguiam atuando com lentidão. A vida seguiria sendo desafiante para os moradores do bairro. E se tornou mais ainda com as novas ocupações de terra em áreas vizinhas ao núcleo original a partir de 1991 (já no segundo mandato de Brizola à frente do executivo fluminense). Novos agentes (líderes comunitários) e formas de representação seriam configuradas a partir daí, o território do bairro se ampliaria, assim como o tamanho da sua população. Gardênia crescia, e o número de seus problemas também, tornando-se mais complexa e imprevisível. E mais arriscada, em muitos sentidos. ¹Disponível em: https://blogs.oglobo.globo.com/blog-do-acervo/post/plano-lucio-costa-responsavel-por-determinar-diretrizes-para-ocupacao-da-barra-da-tijuca-completa-50-anos.html . Leonardo Soares dos Santos  é graduado (2003) em História pela Universidade Federal Fluminense, onde realizou também o seu mestrado (2005) e doutorado (2009) em História Social. Suas pesquisas versam basicamente sobre as relações entre o espaço rural e urbano e suas implicações em termos de políticas públicas e configuração de grupos sociais. Atualmente trabalha como professor e pesquisador no Departamento de Fundamentos da Sociedade do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional do Polo Universitário da Universidade Fluminense, localizado em Campos dos Goytacazes. É membro-militante do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá desde 2010.

  • Rio expande vacinação contra a variante XBB da covid-19

    Até sábado podem se vacinar pessoas com 5 anos ou mais. Veja: A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro anunciou a expansão da vacinação contra a variante XBB da covid-19 para pessoas a partir de 5 anos de idade. Esta ação excepcional estará em vigor até este sábado, 6 de julho, com o objetivo de utilizar as doses remanescentes que têm vencimento até esta data. A vacina está disponível em todas as 238 clínicas da família e centros municipais de saúde espalhados pela cidade. Além disso, os Super Centros Cariocas de Vacinação oferecem o imunizante em horários estendidos: a unidade de Botafogo funciona todos os dias das 8h às 22h, e a unidade de Campo Grande, localizada no ParkShoppingCampoGrande, segue o horário de funcionamento do centro comercial. Para receber a vacina atualizada contra a variante XBB, é necessário que a pessoa tenha tomado a última dose da vacina contra a covid-19 há mais de um ano. A vacinação é uma das principais estratégias para controlar a disseminação do vírus e proteger a população, especialmente com a chegada de novas variantes. Todos os postos de vacinação estão preparados para atender a demanda e garantir a segurança de todos os vacinados. Locais de vacinação: Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde : 238 unidades em toda a cidade. Super Centro Carioca de Vacinação - Botafogo : todos os dias, das 8h às 22h. Super Centro Carioca de Vacinação - Campo Grande : conforme horário de funcionamento do ParkShoppingCampoGrande. Fonte: https://prefeitura.rio/

  • Secretaria de Estado de Transportes decide reavaliar mudança de itinerário da Linha 567L (Caxias - Freguesia)

    A informação de mudanças no trajeto da linha pegou de surpresa moradores do bairro da Freguesia. Na última semana, os moradores do bairro da Freguesia, em Jacarepaguá, foram surpreendidos com a informação de que a linha de ônibus 567L Caxias - Freguesia (Via Linha Amarela) deixaria de circular pelo bairro. De acordo com informativos disponíveis dentro dos ônibus da linha, e as informações dadas por funcionários da empresa de ônibus Viação Vera Cruz S.A quando consultados por moradores, o novo destino final da linha seria o bairro da Taquara. A notícia gerou grande insatisfação entre os moradores da Freguesia, que alegam não terem sido consultados sobre a mudança. A Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (AMAF) enviou na última quinta-feira (27/06) um ofício ao secretário Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana do Rio de Janeiro, Washington Reis, expressando a preocupação dos moradores do bairro com a alteração. A AMAF informou a Agência Lume que foi surpreendida com a notícia da possível mudança por moradores que entregaram um abaixo-assinado: "Os moradores organizaram-se, coletaram assinaturas e pediram para que a AMAF endossasse a luta! Esse abaixo-assinado já foi protocolado no DETRO, e a Associação enviou um ofício para o Secretário Estadual de Transporte e Mobilidade Washington Reis, questionando o motivo da anunciada mudança, pedindo a revisão da mudança e uma reunião com a Secretaria. Até o momento não tivemos resposta da Secretaria, porém continuaremos atentos aos futuros movimentos da empresa e do governo estadual, em prol da publicidade, da consulta pública e da garantia do transporte de qualidade para os moradores e trabalhadores da Freguesia." Em resposta às preocupações levantadas pelos moradores, o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) informou que a linha 567L continuará a operar com seu trajeto original, mantendo os pontos finais em Duque de Caxias e na Freguesia, em Jacarepaguá. O Detro-RJ explicou à Agência Lume que a mudança da Freguesia para a Taquara havia sido formulada para atender à demanda do bairro vizinho, mas a decisão foi interrompida para uma nova análise técnica após a manifestação dos moradores da Freguesia. "A linha 567L continua a rodar com seu trajeto original, com pontos finais em Duque de Caxias e na Freguesia, em Jacarepaguá" - afirmou o órgão. O Detro-RJ informou ainda que continua estudando alternativas para melhorar o transporte intermunicipal na região, cumprindo seu papel de servir todos os fluminenses. Veja a resposta completa do órgão: "A linha 567L continua a rodar com seu trajeto original, com pontos finais em Duque de Caxias e na Freguesia, em Jacarepaguá. A mudança da Freguesia para a Taquara havia sido formulada para atender a demanda do bairro vizinho, mantendo outras opções de transporte para os passageiros daquele bairro, mas foi interrompida para nova análise técnica após a manifestação de moradores. O Detro-RJ seguirá estudando alternativas para melhorar o transporte intermunicipal na região, cumprindo seu papel de servir todos os fluminenses."

  • Moradores de trecho da Estrada de Jacarepaguá reclamam de oferta de transporte público

    Após a inauguração de obras da Engenheiro os ônibus voltaram a fazer seu itinerário sem desvios, gerando insatisfação entre os residentes locais. Com a recente inauguração das obras da Avenida Engenheiro Souza Filho, no trecho entre Muzema e Rio das Pedras, as linhas de ônibus que estavam desviadas de seu itinerário original voltaram a circular pela via. O retorno dos itinerários antigos sem desvio gerou uma onda de reclamações por parte dos moradores da Estrada de Jacarepaguá, no trecho entre os números 1500 e 2978, que vinham sendo beneficiados pela rota alternativa feita pelas linhas da região. Moradores do local relatam que, nos últimos anos, novos empreendimentos residenciais foram inaugurados no trecho, resultando em um aumento significativo na demanda por transporte público. As linhas que atualmente circulam entre os números 1500 e 2978 da Estrada de Jacarepaguá são: 555, 557 e SV878. A principal queixa dos residentes é o elevado tempo de espera pelas linhas que já circulam no local e a ausência de serviço noturno de ônibus. Após a publicação feita pela Agência Lume que informava sobre o retorno das linhas aos itinerários originais, recebemos muitas mensagens de moradores expressando frustração pela notícia. Quem vive no local diz que mais de 400 famílias deixarão de ter transporte regular. Outros moradores dizem que o trecho entre Rio das Pedras e Muzema não tem pontos de ônibus, e que o desvio poderia ser feito pela Via Light. Outras reclamações dizem que as linhas que atualmente passam pelo trecho têm um intervalo muito grande e o tempo de espera gera insegurança nos moradores. Além disso, alguns moradores relatam que não tem serviço noturno de ônibus no trecho. Para entender o que está acontecendo na região a Agência Lume entrou em contato com a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR). Em resposta às reclamações, a SMTR informou que o itinerário da linha 555 foi alterado na última audiência pública, realizada em junho, para efetivar a passagem pela Estrada de Jacarepaguá em ambos os sentidos. Além dessa linha, a SV878 também atende o trecho em ambos os sentidos, assim como a 557 no sentido Anil. A secretaria informou também que segue monitorando a demanda no trecho para avaliar eventuais necessidades de ajustes na oferta dessas linhas e nos itinerários de demais serviços que atendem a região. E sobre a questão do serviço noturno, a SMTR esclareceu que o serviço noturno da linha 878 foi alterado para atender a Estrada de Jacarepaguá em ambos os sentidos. Portanto, há serviço noturno disponível no local. A Agência Lume vai continuar acompanhando o caso.

  • Detran.RJ começa a emitir novo modelo da Carteira de Identidade Nacional

    Nova identidade tem codificação internacional de passaportes para reduzir risco de fraude. Saiba mais: A partir desta terça-feira (02/07), o Detran.RJ começará a emitir o novo modelo da Carteira de Identidade Nacional (CIN) para cidadãos de todas as idades. O documento foi desenvolvido para dificultar fraudes e utiliza o CPF como único número de identificação. A primeira via da CIN é gratuita, sem cobrança de taxas ou Duda. Desde janeiro de 2023, a emissão do documento vem sendo realizada de forma escalonada por faixa etária, e até o momento, já foram produzidas 659.283 carteiras no estado. Para emitir a CIN, os cidadãos devem apresentar a certidão de nascimento e o número de inscrição no CPF. Aqueles que ainda não possuem CPF podem obter o documento pelo site da Receita Federal ou em unidades conveniadas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios e cartórios de Registro Civil. A partir de 2032, a CIN será obrigatória em todo o território nacional. O presidente do Detran.RJ, Glaucio Paz, destacou a segurança oferecida pelo novo documento. "A CIN possui um QR Code que possibilita verificar a autenticidade do documento, bem como saber se ele foi furtado, clonado ou extraviado. A partir de segunda-feira, usuários de todas as idades poderão requerer o novo documento de identificação, que evita a duplicidade de registros e dificulta fraude," afirmou Glaucio Paz. Além dos elementos gráficos que dificultam a falsificação, a CIN incorpora um código internacional usado em passaportes, conhecido como MRZ (Zona Legível por Máquina), que facilita o uso da identidade como documento de viagem, permitindo sua leitura em terminais de autoatendimento nos aeroportos. Fonte: https://www.rj.gov.br/

bottom of page