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A História do bairro do Campinho

  • Foto do escritor: IHBAJA
    IHBAJA
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Na foto podemos ver um conjunto de prédio históricos em estado deteriorado de conservação
Conjunto arquitetônico do Largo do Campinho destruído para as obras da Transcarioca. | Foto: Val Costa

Por: Val Costa.

Professor de Geografia e membro do IHBAJA.

O atual Largo do Campinho era um entroncamento existente na Estrada Real de Santa Cruz. Nele, os viajantes descansavam e os seus cavalos pastavam em um verdejante gramado que, por sua dimensão reduzida, passou a ser chamado de “campinho”.

A Estrada Real de Santa Cruz foi construída seguindo o trajeto do antigo Caminho dos Jesuítas, criado por essa ordem religiosa no século XVII. Essa via iniciava em São Cristóvão e ia até a Fazenda Imperial de Santa Cruz. Daí se ligava a Itaguaí. A seguir, prosseguia, entrando na Província de São Paulo por Bananal.


No início do século XVIII, toda a área compreendida entre os morros do Dendê, Valqueire e da Bica era chamada de Campinho. Nesse período, a circulação de tropeiros transportando ouro e diamantes das Minas Gerais e de Mato Grosso era intensa na Estrada Real. Essa riqueza era levada até o porto do Rio de Janeiro, onde era embarcada para Portugal.


O líder da Inconfidência Mineira, Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, pernoitou em uma estalagem no Largo do Campinho. Ele fazia a sua última viagem, pois, no dia seguinte, foi preso na Rua dos Latoeiros, atualmente Rua Gonçalves Dias, no Largo da Carioca. Ao lado da estalagem onde pernoitou Tiradentes havia o oratório da Fazenda do Campinho, de propriedade de Dona Rosa Maria dos Santos. Atualmente, no mesmo local, existe a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição.


Na metade do século XIX, o Largo do Campinho se consolidou como um dos principais Pólos Atacadistas de produtos alimentícios dos subúrbios cariocas. Nessa época, foram construídos galpões e trapiches nos quais esses produtos eram armazenados.


Em 1822, no alto de uma colina no Largo do Campinho, foi construído o forte de Nossa Senhora da Glória. Em 1852, ele foi transformado em Imperial Laboratório Pirotécnico do Exército. No século XX o local abrigou o Regimento Moto – Mecanizado e o Núcleo da Companhia de Comunicações da Divisão Blindada do Exército.


A estalagem onde pernoitou Tiradentes e o conjunto arquitetônico formado por lojas e armazéns foram tombados pelo poder público municipal, pelo decreto-lei no 24.560, de 25/08/2004. No ano de 2010, esses imóveis foram destombados, desapropriados e demolidos pela prefeitura para a construção do Mergulhão Clara Nunes, primeira etapa para a implementação do corredor viário do BRT Transcarioca.


Na foto podemos ver um prédio com alguns tapumes
Estalagem onde pernoitou Tiradentes. | Foto: Val Costa.

No bairro do Campinho nasceu e foi criada Arlette Pinheiro da Silva Torres, cujo nome artístico é Fernanda Montenegro. A pacata Rua Alaíde “testemunhou” o nascimento de uma das maiores estrelas da nossa teledramaturgia, sendo indicada ao Oscar de Melhor atriz pela sua atuação no filme “Central do Brasil”.

Na imagem vemos Val Costa um homem branco com cabelos pretos sem barba, ele está sorrindo para a câmare em um fundo branco e veste uma camisa cinza de manga.





Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.

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