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  • Segunda Etapa do Breaking Carioca agita Areninha Jacob Bandolim

    Foto: Wgnoclick. Evento acontece neste domingo (15) às 14h no Pechincha e reúne batalhas de Breaking, grafite e música para celebrar a cultura Hip Hop carioca. A Areninha Jacob do Bandolim, no Pechincha, totalmente reformada pela Prefeitura do Rio, será palco da segunda etapa do Breaking Carioca, um dos eventos mais aguardados da cidade. O evento, que distribuirá R$ 3.000,00 em premiações, ocorrerá no dia 15 de dezembro, a partir das 14h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas via Instagram no perfil @BreakingCarioca . O Breaking Carioca reunirá diversos atores da cena Hip Hop carioca para batalhas de b-boys e b-girls, com prêmios de R$ 1.000,00 para os vencedores e R$ 500,00 para os segundos colocados, tanto nas batalhas masculinas quanto femininas. O evento é organizado pela Conexão Eventos, em parceria com a crew IQfênix, e conta com o apoio do Edital Pró-Carioca, Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura. José Carlos Vedova, produtor do Breaking Carioca, destaca que o objetivo é revelar talentos da cena breaking do Rio de Janeiro e fomentar a cultura Hip Hop na cidade. “Nosso projeto busca dar visibilidade a esses jovens que procuram reconhecimento pelo trabalho que desenvolvem por meio da arte. Portanto, levar o breaking para espaços populares do Rio é ampliar seu alcance e proporcionar experiências concretas na vida das pessoas, principalmente de quem vem da periferia, o habitat natural do breaking”, afirma Lúcio Pedra, diretor artístico do evento. Foto: Wgnoclick. Além das batalhas, o evento contará com grafiteiros, DJs e MCs de diversas regiões do Rio de Janeiro, fortalecendo a cultura Hip Hop. Pedra, que é b-boy desde 1990, reforça que o breaking, nascido nos bairros negros das grandes cidades americanas nos anos 70, sempre foi uma arte de resistência e expressão para os jovens das periferias. As Olimpíadas de 2024, em Paris, marcaram a estreia do breaking como modalidade olímpica, aumentando a visibilidade da dança. “Participar de um evento desse porte marcou toda nossa trajetória. No entanto, o evento passou, e o breaking não estará nas Olimpíadas de 2028. E agora, o que faremos? O de sempre: continuar trabalhando para que o breaking alcance o maior número possível de pessoas”, finaliza Lúcio Pedra. Serviço: Evento: Breaking Carioca Data: 15 de dezembro Horário: 14h Local: Areninha Jacob do Bandolim, Praça do Barro Vermelho S/N, Pechincha, Rio de Janeiro Ingressos: R$ 1,00 (Um real) Censura: Livre

  • Implementação de Ciclovia em Jacarepaguá: Luta, Sustentabilidade e Desafios

    Foto: Agência Lume A região enfrenta diversos desafios de mobilidade, a criação de uma ciclovia interligando os 19 bairros promete soluções sustentáveis e maior integração com transportes públicos. Editada em 11/12 - às 15h41. A implementação de uma ciclovia interligando os 19 bairros da Baixada de Jacarepaguá, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro, é uma antiga reivindicação das pessoas que moram e trabalham na região. Além de não haver transporte de trens, a Baixada de Jacarepaguá possui apenas uma estação de metrô. As pessoas que se deslocam para ou pela região dependem exclusivamente dos ônibus e das corridas de aplicativo. De acordo com novos dados do Censo 2022 , divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Área de Planejamento 4 (AP4) é a mais populosa da capital com 1.105.620 habitantes. Possui uma população maior que 99% dos municípios brasileiros. Ao comparar os dados populacionais do IBGE de 2010, que registravam 909.368 habitantes, com os dados censitários de 2022, divulgados pelo Data.Rio , mostra um aumento populacional de aproximadamente 21,58% na Baixada de Jacarepaguá. Elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o texto " Cidades cicláveis: avanços e desafios das políticas cicloviárias no Brasil " destaca a importância de continuar investindo em políticas cicloviárias para promover a mobilidade sustentável no Brasil. O estudo enfatiza que, apesar dos avanços significativos, ainda há desafios a serem superados, como a falta de infraestrutura adequada e a necessidade de maior integração entre diferentes modais de transporte. A conclusão também ressalta a importância da colaboração. O Rio de Janeiro enfrenta um déficit significativo de ciclovias. Ap enas 20% das vias da cidade possuem infraestrutura cicloviária exclusiva . Destes, 14% são ciclovias dedicadas apenas para a circulação de bicicletas, e 6% são ciclofaixas compartilhadas por bicicletas e pedestres. As demais vias são compartilhadas, com 54% das faixas nas calçadas e 26% nas pistas. Esse déficit limita a segurança e a mobilidade dos ciclistas, tornando necessário um esforço maior para expandir e melhorar a infraestrutura cicloviária. Ciclo Rio 1.000 prevê km de ciclovias até 2033 No dia nove de março de 2023, o prefeito Eduardo Paes apresentou o Plano de Expansão Cicloviária , conhecido como Ciclo Rio. O plano prevê a construção de mais 600 km de faixas exclusivas para bicicletas combinadas aos 400 km de ciclovias já existentes, que receberão melhorias na sinalização e aumento da segurança. Ao todo, serão mil quilômetros disponíveis para ciclistas até 2033. O plano prevê a criação de corredores que integrem as bicicletas aos transportes de alta e média capacidade, como trens, barcas, metrô, BRT e VLT, além de rotas comerciais para atender à demanda dos entregadores. Na época do anuncio, a secretária de Transportes, Maína Celidônio, relatou que uma avaliação completa das ciclovias e ciclofaixas da cidade foi conduzida.  A secretária também disse que houve uma consulta a entregadores além de pesquisas com ciclistas e usuários. E que foi elaborado um plano para a cidade, previsto para ser implementado ao longo dos próximos dez anos. Já Joaquim Dinis, presidente da CET-Rio, órgão responsável pelas ciclovias, 30 km já tinham sido implantados em 2022, com conexão com 55 estações. Outras 64 conexões estavam previstas para 2023, e 63 até 2024.  Movimentos Sociais participaram da construção do Ciclo Rio A Associação de Moradores da Freguesia (AMAF) é uma das principais lideranças da Baixada de Jacarepaguá na defesa da implementação de um plano cicloviário. Ela busca incentivar o uso de bicicletas e reduzir a dependência de veículos motorizados. Em parceria com outras organizações e autoridades, a AMAF desenvolve políticas públicas focadas na mobilidade sustentável e na resiliência ambiental. André Moreira é associado à AMAF, morador e ciclista. Ele conta que, em 2022, a Prefeitura elaborou o Plano de Expansão Cicloviária. Esse plano contou com a participação da sociedade civil . Ele também relata que esteve junto com outros associados da AMAF na Subprefeitura da Barra da Tijuca para discutir o plano com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC).  “ A SMAC executou a tarefa de elaborar um plano cicloviário. Esse plano foi dividido em quatro regiões, fizeram audiências públicas nessas regiões. Na audiência referente a nossa região, que é a Área de Planejamento 4 (AP4), a SMAC apresentou o Decreto Municipal nº49.461, de 21 de setembro de 2021. E esse decreto era referente ao Plano de Expansão Cicloviária. Na AP4, por exemplo, contava com 26 trechos pré-planejados pelos técnicos da prefeitura. Toda a Zona Oeste estava contemplada no plano ”, relata.  Moreira conta que no dia 20 de janeiro de 2022, foi realizada uma visita da AMAF para identificar pontos de conflito no trecho 39 da ampliação da Rede de Mobilidade por Bicicleta (RMB) do Município do Rio de Janeiro. O relatório fotográfico  resultante dessa visita serviu como referência para estabelecer sugestões de tipologia, traçado e estudo de sinalização do referido trecho. O trecho 39, conforme o Decreto Municipal 49.461 de 21 de setembro de 2021 , inicia-se na Estrada de Jacarepaguá, na interseção com a Avenida Arquiteto Afonso da Silveira Filho, e se estende até a conversão com a Avenida Geremário Dantas. A partir daí, o trecho continua por toda a extensão da Avenida Geremário Dantas até a interseção com a Rua Cândido Benício, onde se conecta com os trechos 77 e 104. “ A atividade foi realizada pelo Grupo de Trabalho do Movimento de Demanda por Mais Ciclovias em Jacarepaguá, eu participei junto com a Carolina Queiroz e Sidney Teixeira. Este projeto foi estimulado e apoiado pela Associação de Moradores e Amigos da Freguesia (AMAF).", relata. Segundo o site da AMAF, as fotos foram obtidas com a ferramenta da internet, e incluíram vistas do trecho entre Jardim Clarice e Park Jacarepaguá Shopping, entre Estrada de Jacarepaguá número 7484 e Praça do Largo da Freguesia S/N, e entre Center Shopping e Centro Municipal de Saúde Jorge Saldanha. As demais imagens foram capturadas durante a vistoria. Moreira explica que a visita técnica foi entregue à SMAC em reunião no dia 12 de maio de 2022, resultando no protocolo 03/001.075/2022. E que o CicloRio foi apresentado meses depois, no dia 21 de setembro de 2022. A apresentação foi digital. Havia planos para um evento de lançamento, mas ele não aconteceu. O plano passou por alterações até ser instituído pelo Decreto Rio n°52.132 , no dia 9 de março de 2023. Falta de um cronograma e baixo orçamento pode comprometer a execução do Ciclo Rio  Sidney Teixeira também é membro da Associação de Moradores e Amigos da Freguesia. Ele conta que o Ciclo Rio não possui um cronograma específico. Segundo ele, o único prazo que a Prefeitura e a SMRT informam é que a conclusão está prevista para 2033. Sidney ainda ressalta que o CicloRio era previsto para ser finalizado em 2022, mas só foi finalizado em 2023. A falta de um cronograma estabelecido dificulta a fiscalização e a cobrança da sociedade civil aos órgãos públicos.  “ A nossa crítica é sobre a falta de um cronograma estabelecido no plano, o que deixa a população refém da vontade política. Sem metas específicas e um planejamento plurianual, a continuidade do plano depende da gestão do prefeito atual. No Brasil, é raro gestores executivos seguirem programas além de seus mandatos. A reeleição do prefeito traz esperança de continuidade, mas um novo prefeito pode não seguir o plano ”, explica.  Sidney relata que para a Prefeitura e a SMRT alcançar a meta de 1.000 km em dez anos será necessário ter uma média anual de 100 km por ano. Porém, ele questiona que fica praticamente impossível alcançar por conta do baixo orçamento para executar o CicloRio. Ele conta que o orçamento deste ano foi de pouco mais de 4 km. E observa que a execução do CicloRio vem sendo voltado para o bairro Tijuca, enquanto moradores dos demais bairros não estão presenciando implementação de do plano em seus respectivos territórios.  “ A ciclovia criada na Freguesia até a Praia da Barra da Tijuca está em mau estado desde as Olimpíadas. Não há um cronograma específico anunciado para novas ciclovias. A única meta estabelecida foi conectar todas as estações de transporte de média e alta capacidade com a malha cicloviária até o final de 2024, o que não foi cumprido. A CET Rio reafirmou essa meta várias vezes, mas o progresso tem sido lento. Com o orçamento para 2025 reduzido drasticamente, não há sinais de correção desse problema. A população espera que os vereadores se comprometam com o transporte ativo e façam mudanças ”, relata.  Sidney conta que muitas estações de BRT, trem e metrô ainda estão sem conexão com ciclovias. Ele relata que a AMAF enviou e-mails para todos os vereadores da Câmara Municipal solicitando a abertura de uma audiência pública sobre o tema, que ainda não aconteceu. Até a publicação dessa matéria, a CET-Rio, a SMRT e a Secretaria do Meio Ambiente e Clima não responderam nossas perguntas.  Moradores reivindicam mais ciclovias Foto: Agência Lume A AMAF surgiu em 1981 e a sua primeira reivindicação solicitando a implementação de uma ciclovia na região foi em 1983 . Na ocasião, a associação organizou um passeio de bicicleta com a participação de mais de 300 ciclistas O passeio foi uma forma de cobrança à Prefeitura para a construção de uma ciclovia ligando o bairro da Freguesia até a Barra da Tijuca. Anos depois este pedido foi atendido pelas autoridades.  Todo ano a associação junto com outros grupos da sociedade civil organizam a “ Bicicletada em Jacarepaguá ”. O ato reúne ciclistas e moradores, que pedalam pelas ruas da região como uma forma de protestar pela implementação de um plano cicloviário. O ato também visa promover o uso da bicicleta como meio de transporte alternativo e sustentável. Em 2024 , a mobilização começou às 8h30 na Praça Professora Camisão, na Freguesia. O trajeto seguiu pela Estrada de Jacarepaguá (até esquerda da Estrada do Engenho D’Água), Estrada de Jacarepaguá (pista oposta), Rua Tirol , Rua Comandante Rubens Silva, Estrada dos Três Rios e terminou na Praça Professora Camisão. Sidney Teixeira, integrante da AMAF, conta que é “eterna” a reivindicação da associação por ciclovias na região. Ele também relata que a associação já realizou outras mobilizações e que contribuiu na construção do CicloRio. “ No entanto, até agora, muitas estações não foram conectadas e o orçamento para a expansão é limitado. Apesar disso, algumas ciclovias de boa qualidade foram construídas, como na Rua Uruguai e no Centro do Rio. A dúvida permanece se o plano será cumprido até 2033, dado o orçamento atual ”, questiona. Moreira, um dos organizadores da bicicletada , explica que a implementação de ciclovias pode ser uma estratégia importante para redução  das emissões de carbono.  “ O setor de transporte é responsável por 14% das emissões globais de gases do efeito estufa. Carros, que representam mais de 70% dessas emissões nas cidades, são mais poluentes que ônibus em termos de material particulado por pessoa transportada. Em São Paulo, carros percorrem 88% dos quilômetros rodados por veículos motorizados, transportando em média apenas 1,3 pessoas por veículo, o que os torna ineficientes e contribui para o congestionamento. A maioria das viagens de carro tem menos de 5 km, uma distância que poderia ser facilmente percorrida de bicicleta, ajudando a reduzir esses problemas ”, explica. Benefícios para a Saúde e para o Meio Ambiente  Andar de bicicleta é uma das atividades físicas mais benéficas para a saúde e também como um caminho viável para uma cidade mais sustentável. Com a crescente preocupação com o sedentarismo e as mudanças climáticas, a bicicleta surge como uma aliada versátil e sustentável. Do ponto de vista da saúde, pedalar regularmente ajuda a melhorar a aptidão cardiovascular, fortalece os músculos e articulações e contribui para a perda de peso. Segundo a Organização Mundial da Saúde, apenas 30 minutos de pedalada por dia podem reduzir o risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e outros problemas crônicos. Além disso, andar de bicicleta também tem benefícios psicológicos, como a redução do estresse e da ansiedade, promovendo um estado de bem-estar geral. “O exercício físico regular traz inúmeros benefícios à saúde, tanto física quanto mental, e o ciclismo, como um meio de transporte ativo, pode proporcionar esses benefícios quando praticado regularmente. Além da saúde, o ciclismo diário pode reduzir emissões de carbono e outros poluentes, além de diminuir o congestionamento e a poluição sonora, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas e a saúde coletiva”, explica Sidney, que além de ser associado da Amaf é médico clínico geral e da família.  Para o meio ambiente, a bicicleta é uma opção de transporte que não emite poluentes, contribuindo para a redução da poluição do ar e do efeito estufa. Em comparação com veículos motorizados, as bicicletas ocupam menos espaço e não produzem ruído, tornando as cidades mais silenciosas e agradáveis. Cidades como Copenhague e Amsterdã são exemplos de como a integração de ciclovias pode transformar a mobilidade urbana, reduzindo a dependência de carros e melhorando a qualidade de vida dos habitantes. A coalizão global PATH   (Partnership for Active Travel and Health) defende políticas públicas que incentivem o transporte a pé e por bicicleta, devido aos desafios climáticos, de saúde e de equidade. No entanto, a percepção de perigo nas ruas e a falta de infraestrutura adequada são barreiras significativas para a adoção do ciclismo, sendo necessária uma infraestrutura cicloviária bem projetada para promover o uso da bicicleta. Segundo pesquisa  realizada pela Aliança Bike em parceria com o Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, cada indivíduo que opta pela bicicleta em detrimento do carro contribui para a redução da emissão de 4,4 kg de dióxido de carbono (CO₂) por ano. Isso demonstra o impacto significativo que a promoção do ciclismo pode ter na redução das emissões de gases de efeito estufa. Márcio D'Agosto é doutor em Engenharia de Transportes e presidente do Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável, segundo o especialista, o uso de bicicletas como meio de transporte de pessoas e até mesmo de cargas é uma medida eficaz para promover a mobilidade saudável, entretanto é preciso que a população conte com uma infraestrutura adequada e seguranças pública para esta prática. “Como transporte ativo, o uso de bicicletas consome metade da energia que a prática da caminhada com velocidade quatro vezes maior, de forma silenciosa e sem produzir emissões de poluentes atmosféricos de ação local, danosos a saúde da população ou gases de efeito estufa. Se usada de forma moderada, em rotas com traçado adequado (inclinações suaves e pavimento regular) a prática do ciclismo traz benefícios para a saúde do ciclista. Por ser uma região com topografia propícia (predominantemente plana ou com aclives relativamente suaves) a Baixada de Jacarepaguá apresenta potencial para a implantação de uma rede de ciclovias capaz de ampliar mobilidade de pessoas e cargas de forma integrada com o transporte público.” Explica D'Agosto Além disso, o uso da bicicleta como meio de transporte pode gerar economia financeira significativa. Menos gasto com combustível, manutenção de veículos e até com transporte público são apenas alguns dos benefícios econômicos que andar de bicicleta pode proporcionar. Essa economia pode ser reinvestida em outras áreas da vida, contribuindo para uma gestão financeira mais saudável. A promoção do ciclismo também inspira políticas públicas voltadas para a construção de ciclovias e a criação de zonas livres de carros, incentivando um ambiente urbano mais sustentável. Programas de compartilhamento de bicicletas, como o Bike Rio, têm ganhado popularidade e demonstram que a bicicleta pode ser um meio de transporte viável e acessível para todos. A produção da Agência Lume entrou em contato com a CET-Rio, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, Secretaria Municipal do Transporte e Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano e Econômico para obter informações sobre quantos quilômetros de ciclovias foram construídos e reformados em 2024 e as previsões para os próximos anos. Além disso, buscamos detalhes sobre a abertura de uma audiência pública para debater o tema com a sociedade civil. No entanto, até a publicação desta matéria, não recebemos respostas. Este material jornalístico foi produzido com o apoio do Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável (IBTS).

  • Alagamento afeta trânsito e coleta de lixo na Estrada de Jacarepaguá

    Foto enviada por leitores. Problema já deixa o Ecoponto Curva do Pinheiro e a entrada da Paróquia São João Batista alagados há três semanas. Um problema antigo voltou a afetar a vida de quem circula pela Estrada de Jacarepaguá, próximo ao número 4.450. A via que dá acesso ao Ecoponto Curva do Pinheiro e à Paróquia São João Batista em Rio das Pedras está alagada há cerca de três semanas. A Agência Lume já noticiou o transtornos no mesmo trecho em agosto e setembro de 2020. Quem vive próximo ao local diz que o lixo descartado irregularmente contribuiu para o entupimento da galeria pluvial. Outras fontes ouvidas pela Agência Lume também afirmam que o problema teria sido causado pelo rompimento de uma tubulação, que estaria gerando um vazamento de água. Em dezembro de 2023, a Prefeitura inaugurou o Ecoponto Curva do Pinheiro . A esperança dos moradores era de que, com o espaço para correto descarte de entulho, móveis velhos e lixo, o problema dos resíduos descartados irregularmente às margens da via - um dos principais fatores que contribuem para o entupimento da galeria - seria resolvido, entetanto o que ainda se vê é descarte irregular de lixo pela região. A Agência Lume entrou em contato com a Iguá, a Secretaria Municipal de Conservação e com a Comlurb para entender o que está causando o alagamento e por que a estratégia com a instalação de um Ecoponto parece não ter impedido o descarte irregular de resíduos na região. A Iguá informou que o caso se trata de uma questão de obstrução das redes de águas pluviais.  A Comlurb e a Secretaria de Conservação, enviaram uma nota conjunta informando que a Secretaria Municipal de Conservação vai enviar equipe, esta semana, para vistoriar o local e averiguar as condições da galeria pluvial, para tomar as medidas necessárias. A Comlurb informou ainda que vai enviar uma equipe para realizar a limpeza da Estrada de Jacarepaguá, na altura do número 4.450. E reforçou que a coleta de lixo no local é realizada diariamente, assim como a retirada dos resíduos deixados pelos moradores no Ecoponto. A companhia também informou que, como o ponto de coleta está alagado, dificultando o acesso dos moradores, o lixo foi deixado em local irregular. E finalizou dizendo que foram instalados no local dois ecopontos para melhor atender aos moradores de Rio das Pedras e que funcionam diariamente, das 6h às 18h. O Ecoponto Curva do Pinheiro fica na altura do número 4.460 e conta com uma caixa compactadora de 15m³, fechada, destinada ao lixo domiciliar, e duas caixas estacionárias de 5m³, abertas, para receber entulho, bens inservíveis e galhadas.

  • A história do bairro do Tanque

    Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. O bairro do Tanque faz parte da XVI Região Administrativa – Jacarepaguá – possuiu uma área de 556,80 ha e, de acordo com o Censo 2010, 37.856 habitantes. No período colonial, o Largo do Tanque era conhecido como Itatindiba, em homenagem ao rio de mesmo nome, hoje chamado apenas de Tindiba. Na segunda metade do século XIX, essa localidade possuía uma importância estratégica para Jacarepaguá. Era o ponto onde os viajantes paravam para dar água a seus animais em um grande reservatório ali existente. Essa espécie de “tanque” acabou denominando o local e o seu entorno.  Até a inauguração da Estrada de Ferro D. Pedro II (atual Central do Brasil), em 1858, as carruagens, diligências e cavalos eram os meios de transportes mais utilizados pela população de Jacarepaguá para chegar até o Centro da cidade. Nesse ano, foi inaugurada também a Estação de Cascadura, a mais próxima de Jacarepaguá, já que a Estação de Madureira só foi concluída em 15 de junho de 1890.  A partir de 1875, com a implantação dos bondes de tração animal, o acesso à região melhorou consideravelmente. Os bondes, puxados por burros, circulavam em trilhos feitos de aço, assentados no leito das ruas. Partiam da Estação de Cascadura, atravessavam a Praça Seca, e seguiam pelo Mato Alto até atingirem o Largo do Tanque, onde os animais descansavam bebendo água em um grande reservatório. A empresa que administrava essa linha de bondes chamava-se Companhia Ferro-Carril de Jacarepaguá. Em abril de 1911, a Light comprou a companhia e eletrificou alguns trechos da linha.  O bairro do Tanque abrigou, ao longo do século XX, vários órgãos públicos. A primeira Delegacia Policial de Jacarepaguá se localizava onde hoje está o pátio da Paróquia Santo Antônio Maria Zaccaria. Em 1916, ela foi transferida para a Praça Seca, retornando em 1956 para o antigo prédio da prefeitura localizado na Av. Geremário Dantas, 34. Esse prédio também sediou a Agência de Jacarepaguá da Prefeitura Municipal. A denominação, delimitação e codificação do bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280, de 23 de agosto de 1985. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.

  • Mirante e Igreja Nossa Senhora da Penna: Um Patrimônio Histórico na Freguesia

    A igreja foi construída no século XVII o mirante oferece uma vista panorâmica da Zona Oeste da cidade. Situada no topo do Pedra do Galo , no bairro da Freguesia, a Igreja Nossa Senhora da Penna   oferece uma vista panorâmica de Jacarepaguá, combinando história, fé e beleza natural. Além disso, a Igreja Nossa Senhora da Penna foi construída no século XVII e é um dos templos mais antigos da cidade.  Além da própria igreja, que é um exemplo da arquitetura colonial brasileira, o mirante no topo oferece uma vista panorâmica que abrange os maciços da Tijuca e da Gávea, as serranias de Guaratiba e até o oceano ao longe. A subida ao mirante pode ser feita por uma escadaria de 382 degraus ou por uma estrada pavimentada. Também há a opção do bondinho, que é gratuito.  Localizada a 160 metros de altura, a Igreja de Nossa Senhora da Penna foi fundada em 1664, após uma pessoa escravizada, com medo de ser punida por perder uma novilha, teve uma visão que o levou a encontrar o animal. O dono das terras, que presenciou a cena, a alforriou e mandou construir uma capela no topo do penhasco.  Professor de Geografia e membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA) , Val Costa explica que a igreja foi reformada e ampliada em 1770 e tem uma torre sineira e um altar rococó, com retratos de D. Pedro I e D. Teresa Cristina. Val também conta que o patrimônio foi tombado pelo IPHAN em 1938.  “ A igreja possui um pátio externo de tijolo cozido com um relógio de sol e um pequeno muro que já teve forma de seteira. A Pedra do Galo, onde a igreja está localizada, era um ponto estratégico para a defesa da região. Em 2011, foi instituído o dia 8 de setembro como o dia comemorativo à Nossa Senhora da Penna no calendário oficial da cidade ”, conta.  Val Costa conta que o patrimônio arquitetônico de Jacarepaguá é um tesouro histórico que ajuda a manter vivas as memórias coletivas. Ele explica que a sociedade atual é moldada por estruturas sociais do passado, que, ao serem analisadas e interpretadas, constroem a memória ou o esquecimento social. Reconhecer a importância dos monumentos e edificações locais é essencial para a construção da memória social. “ O Patrimônio Histórico inclui bens materiais, naturais ou imóveis de importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética. O IPHAN e o Inepac são responsáveis pela gestão e preservação do patrimônio histórico no Brasil e no estado do Rio de Janeiro, respectivamente. A Baixada de Jacarepaguá possui vários vestígios históricos do Brasil colonial, como o Marco 5 das Sesmarias da Tijuca, tombado pelo Inepac em 1965. Outros exemplos incluem um prédio do médico Cândido Benício, destruído ao longo dos anos, e o casarão da Fazenda Mato Alto, que necessita de reformas urgentes ”, explica.  Visitação O mirante e a Igreja de Nossa Senhora da Penna estão localizados na Rua Nossa Sra. da Penna, no bairro da Freguesia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O patrimônio está aberto para visitação das 9h às 16h, exceto feriados. As missas são realizadas aos sábados e domingos, às 11h. Além disso, o bondinho opera gratuitamente das 8h às 17h, proporcionando uma experiência única de transporte até o local. Para mais informações acesse o site  da igreja ou entre em contato pelos números Tel: (21) 2447-9570 e WhatsApp: (21) 98880-0377. Também há opção através do e-mail vinsp-rj@hotmail.com . Serviço Endereço:  Rua Nossa Sra. da Penna - Freguesia (Jacarepaguá) Horário de Visitação:  9h às 16h (exceto feriados) Dia e Horário das Missas:  11h, Sábado e Domingo Bondinho : 8h às 17h - Gratuito.

  • Destaque da Comunidade: Moradora de Rio das Pedras vai à COP29

    Maiara Oliveira foi uma das selecionadas pelo programa Jovens Negociadores Pelo Clima para participar do evento em Baku, no Azerbaijão. Rio das Pedras esteve presente na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29) em Baku, Azerbaijão, graças à participação de Maiara Oliveira. A moradora da região do Pinheiro é graduanda em Relações Internacionais pela UERJ, e foi uma das selecionadas pelo programa Jovens Negociadores Pelo Clima (JNC) para representar as comunidades periféricas neste importante fórum internacional. O programa Jovens Negociadores Pelo Clima, que é desenvolvido pelo Observatório Internacional da Juventude (OIJ), conta com a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro , com a colaboração do PerifaLab e do Climate Hub Rio, e tem como objetivo capacitar jovens de comunidades periféricas para participarem de espaços internacionais de decisão sobre a crise climática. Maiara explicou a importância dessa representação: "Já que sendo nós, jovens periféricos, os mais atingidos por essa questão, nada mais justo que estejamos lá construindo políticas que vão nos impactar diretamente." A moradora de Rio das Pedras resolveu se candidatar ao programa para participar de forma mais intensa da luta contra a crise climática. Segundo Maiara, o programa foi essencial para ajudá-la a desenvolver novas habilidades que permitissem sua inserção e participação em espaços de debates. "Esses espaços não são pensados para que jovens periféricos os ocupem, logo eles possuem mecanismos para que você se sinta um invasor ali, como se a sua voz não valesse. Mas quanto mais conhecemos e entendemos sobre eles, mais temos propriedade para falar e permanecermos lá." O território de Rio das Pedras, não é diferente do resto da cidade, também sofre com os impactos das mudanças climáticas. Para Maiara, é muito importante levar em consideração as vivências do nosso território ao cobrar soluções que têm impacto global. "O programa me ajudou a entender que quando cobramos soluções sobre os problemas que vivemos aqui, não é de impacto apenas regional, mas sim global. Rio das Pedras é top 5 favelas com a maior população do Brasil, nós ocupamos um território gigante da cidade, não tem como ter alguma discussão sobre esse país sem levar o que é vivido aqui em consideração!" Segundo a jovem, o território de Rio das Pedras é muito grande e por esse motivo precisa lidar com uma grande diversidade de problemas climáticos que afetam de forma distinta cada área da comunidade, como ondas de calor, enchentes, queimadas e deslizamentos. Por isso, é importante que estejamos atentos às negociações sobre financiamento climático e adaptação que acontecem na COP, pois as decisões são importantes para a realidade das favelas do RJ e do Brasil. Maiara contou à Agência Lume que durante sua trajetória se inspirou em seus pais. O apoio dos familiares foi fundamental em sua caminhada, principalmente o de sua irmã, que é formada em Gestão Ambiental. Mesmo assim, a jovem contou que não imaginava que seria uma das selecionadas para ir à COP29, já que o programa ao qual faz parte tem um processo interno de seleção bastante rigoroso, mas que ficou feliz com a informação de que iria representar a juventude periférica no evento, e deixou um recado para os jovens de Rio das Pedras: "Não se subestimem! Façam diferente do que eu fiz! Nós temos sim muito potencial para ocuparmos e nos fazermos escutar em espaços que de jeito nenhum são pensados para a gente! Se envolvam, estudem, ocupem e corram atrás de todas as oportunidades que aparecerem, construam caminhos para que mais e mais pessoas parecidas com a gente estejam em conferências internacionais fora e dentro do nosso país!" Por fim, pedimos que Maiara fizesse uma avaliação sobre os resultados da conferência. Segundo a jovem, as decisões não supriram a expectativa esperada e é preciso esperança para transformar a frustração em combustível para lutar: "Essa COP era denominada de “COP do financiamento” acredita-se que terminaríamos ela com um texto muito mais ambicioso sobre a responsabilidade que os países desenvolvidos têm com os subdesenvolvidos em financiar nossa luta contra a crise climática. Porém o que foi apresentado foi um texto fraco, no qual os países ricos têm obrigação de financiar apenas US$ 250 bilhões anualmente até 2035. Muito abaixo dos 1,3 trilhões de dólares que o próprio texto reconhece que seria realmente o necessário. Gostaria de saber se os líderes dos Estados verdadeiramente conseguem dormir tendo tanto sangue nas mãos. Países vão desaparecer, ilhas no Caribe e Oceania já estão nesse processo, doenças irão surgir, tragédias ambientais serão regra, e enquanto a sociedade civil se organiza e faz todo o possível para mitigar essas situações, os Estados continuam sendo mesquinhos e encaminhando nossa morte."

  • Oportunidades: Veja as vagas de emprego disponíveis nesta semana

    Veja as oportunidades para toda a cidade e também vagas específicas para Rio das Pedras: A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (SMTE), divulga 2.403 novas vagas de emprego nesta semana. Entre os destaques, há 46 vagas para oficial de obra civil (pedreiro) e ajudante de obras no Centro, Barra e Zona Sul. São necessários seis meses de experiência e Ensino Médio completo. Há também 655 oportunidades para pessoas com deficiência. Para quem tem Ensino Superior, uma vaga para programador no Centro. Nesta semana, também há vagas para auxiliar de armazém (10),  frente de caixa e cafeteria (30), inspetor de frota (10), motorista de truck (20, em Jacarepaguá), bombeiro hidráulico (2) e auxiliar de linha de produção (5). As duas últimas são destinadas a PCDs. Também há oportunidades para alunos das graduações em Engenharia de Produção, Ciências Contábeis, Administração, Pedagogia, Gastronomia, Publicidade e Propaganda, Farmácia, Psicologia, Direito, Tecnologia da Informação e Turismo e dos cursos técnicos em Informática e Eletrônica, em diversas regiões da cidade. Cadastro de currículos pela internet ou nas Centrais do Trabalhador Interessados em cadastrar o currículo no banco de oportunidades da SMTE podem fazer isso pela internet, no link:  https://bit.ly/Cadastro_Curriculo_SMTERJ . Pessoas sem acesso à internet podem fazer a inscrição presencialmente em uma das sete Centrais do Trabalhador, nos seguintes endereços: Centro (Av. Presidente Vargas, 1.997, no CIAD); Campo Grande (Rua Coxilha, s/nº); Engenho Novo (Rua Vinte Quatro de Maio, 931); Ilha do Governador (Estrada do Dendê, 2.080); Jacarepaguá (Av. Geremário Dantas, 1.400, salas 247 e 248); Santa Cruz (Rua Lopes de Moura, 58) e Tijuca (Rua Camaragibe, 25). Os postos funcionam de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h. Os candidatos devem levar RG, CPF, PIS e currículo para fazer a inscrição. Pessoas com deficiência têm a opção de enviar o currículo para o e-mail  vagaspcd.smte@gmail.com   ou comparecer ao CIAD, referência na busca e na oferta de oportunidades de emprego para pessoas com deficiência no município. Empresas interessadas nesses perfis devem se cadastrar no link:   https://bit.ly/Cadastro_de_Vagas_SMTE . Os serviços são gratuitos. Vagas em Rio das Pedras Uma provedora de internet da região está com vagas abertas para os cargos de promotor de vendas e atendente. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (21) 98200-4358. Para o cargo de promotor de vendas é importante ter experiência mínima de 1 ano atuando com vendas de serviços, partoces. Também é preciso ter pontualidade, comprometimento, assiduidade, organização e boa comunicação verbal. A vaga prevê contratação no regime CLT com salário de R$ 1.580 a R$ 1.600 por mês, e benefícios como vale transporte, cesta básica, plano ondontológico e day-off de aniversário. Já os candidatos ao cargo de atendente devem possuir ensino médio completo, experiência prévia em atendimento, excelente habilidade de comunicação verbal e escrita e disponibilidade para trabalhar em horários flexíveis. A vaga prevê contratação no regime CLT e benefícios como vale transporte, cesta básica, plano odontológico, day-off de aniversário e plano de saúde.

  • Começou o período de matrículas na rede municipal de ensino

    A primeira etapa é destinada aos alunos da Educação Especial. Veja o calendário completo: Começou nesta terça-feira (26/11), o período de matrículas para o ano letivo de 2025 nas escolas e unidades de ensino da rede municipal. Esta primeira etapa é aberta somente aos alunos da Educação Especial e vai até sexta-feira (29/11). Os responsáveis devem ficar atentos às datas específicas para cada segmento de ensino. No caso de transferência interna de estudantes da Educação Infantil, o período de matrícula será na semana que vem, de 3 a 5 de dezembro. As matrículas de novos alunos em creches municipais estarão abertas entre 10 e 15 de dezembro. As inscrições para as vagas devem ser feitas no site oficial www.matricula. rio , uma plataforma acessível para computadores e dispositivos móveis. O responsável que não tiver acesso à internet pode ir diretamente a uma unidade escolar ou Nave do Conhecimento. Para mais informações, os responsáveis podem acessar o site da Secretaria Municipal de Educação ou entrar em contato com a central 1746. Vale lembrar que o CPF é um documento obrigatório no momento da inscrição. Calendário de matrículas 26 a 29/11 - Educação Especial - Classe Especial e Incluídos (alunos novas e transferências internas); 03 a 05/12 - Educação Infantil (transferência interna de Creche e Pré-escola); 10 a 15/12 - Creches (alunos novos) 07 a 10/01 - Ensino Fundamental e Programa de Educação de Jovens e Adultors (transferência interna); 14 a 17/01 - Pré-escola, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (alunos novos); Segundo momento 23 a 24/01 - Educação Especial; 29 a 30/01 - Pré-escola e Ensino Fundamental;

  • Cedae realiza manutenção anual no Guandu nesta terça-feira (26)

    A ação acontece das 4h às 22h e envolve mais de 500 profissionais. Veja: A Cedae vai paralisar o Sistema Guandu nesta terça-feira (26/11), das 4h às 22h, para a manutenção preventiva anual. Segundo a companhia, objetivo é preparar as estruturas para os meses mais quentes do ano, quando o consumo de água aumenta e o sistema opera em sua capacidade máxima, sobretudo no verão. Composto pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu e a Elevatória do Lameirão, o Sistema Guandu é responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões de pessoas no município do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. A manutenção vai envolver mais de 500 profissionais, incluindo engenheiros, eletricistas, mecânicos e agentes de saneamento. Durante a intervenção, serão realizadas inspeções e correções, como a instalação de novos equipamentos, reparos diversos, ajustes eletromecânicos, revisão de peças e limpeza das estruturas que não podem ser acessadas durante a operação normal. Para realizar esse trabalho, será preciso suspender a produção de água para os municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados. A operação será retomada de forma gradativa assim que a manutenção for concluída. "A manutenção anual é uma medida de segurança para garantir o pleno funcionamento do sistema durante os períodos de alta demanda. Os técnicos da Cedae vão identificar e corrigir possíveis falhas, prevenindo intercorrências futuras e assegurando que a estação opere com a capacidade total" – explica Daniel Okumura, diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae. A Companhia orienta a população a armazenar água para o período, adiando tarefas não essenciais que demandem grande consumo. A distribuição de água nas localidades atendidas é de responsabilidade das concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, de acordo com as respectivas áreas de atuação. Nova etapa de modernização Este ano, a manutenção incluirá também obras de modernização do sistema, como a instalação de válvulas dos macromedidores, equipamentos capazes de realizar a medição de grandes vazões de água, possibilitando maior controle de perdas.

  • Dia da Consciência Negra: samba e gastronomia no Quilombo Cafundá Astrogilda

    Saiba mais sobre os eventos de comemoração realizados nesta quarta-feira (20/11). No dia 20 de novembro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, o Quilombo Cafundá Astrogilda promoverá uma programação repleta de atividades culturais e educativas. As comemorações no Núcleo Dinda Laura acontecem das 9h às 12h, com um café da manhã colaborativo, contação de histórias e samba de roda, com participação do grupo Reconca Rio. A partir das 12h, as atividades se deslocam para o restaurante quilombola Tô na Boa, onde haverá uma feijoada, uma feirinha de produtos locais e apresentações culturais, incluindo a Folia de Reis do Morro da Formiga e samba. Essas atividades têm o apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal da Cultura. A história e importância do Quilombo Cafundá Astrogilda A Comunidade Quilombola Cafundá Astrogilda, situada na Serra de Vargem Grande, tem suas raízes nas famílias negras que se estabeleceram na região durante o período da escravidão e permaneceram após a Abolição. As terras, originalmente divididas por Mem de Sá entre seus filhos no final do século XVI e posteriormente passadas para os monges beneditinos no século XVII, se tornaram o lar dessas famílias, que desenvolveram um modo de vida baseado na agricultura familiar. O nome da comunidade homenageia Dona Astrogilda, que fundou o Centro Espírita Pai Tertuliano em 1936. Este centro serviu como um importante local de auxílio espiritual e social até a década de 1960. Em 2014, a comunidade foi certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Palmares, destacando sua importância histórica e cultural. Embora seja um quilombo urbano, a área do Cafundá Astrogilda é cercada pela Mata Atlântica e abriga pequenas produções agrícolas, como o plantio de bananas. No entanto, a comunidade enfrenta desafios, especialmente a ausência de políticas públicas, como saneamento básico. Apesar dessas dificuldades, o Quilombo Cafundá Astrogilda se destaca como um ponto de luta pela preservação da cultura, memória e identidade negra quilombola. Serviço Data:  20 de novembro Núcleo Dinda Laura    Horário:  9h às 12h Atividades:  Café da manhã colaborativo, contação de histórias e samba de roda com o grupo Reconca Rio. Endereço: Rua Cleodon Furtado, 942. Vargem Grande. Restaurante Quilombola Tô na Boa    Horário:  a partir das 12h Atividades:  Feijoada, feirinha de produtos locais, apresentações de Folia de Reis (Morro da Formiga) e samba. Endereço: Rua Luiz Borracha, 722, Vargem Grande Rio de Janeiro. Para mais informações acesse o perfil oficial do Quilombo no Instagram: https://www.instagram.com/p/DCRal-_Jf2n/?img_index=1

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