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- Festa de fim de ano do Quilombo Aquilah será celebrada com samba em Madureira
O evento contará com Festival Novas Vozes Negras do Samba e Roda de Samba com as Pastoras do Aquilah. O Quilombo Aquilah realizará sua Festa de Fim de Ano no dia 30 de novembro de 2024, das 11h às 18h, na Portelinha, em Madureira. O evento celebra um ano repleto de desafios e conquistas, marcados pela união e ações significativas do quilombo. A festa terá o Festival Novas Vozes Negras do Samba, Roda de Samba com as Pastoras do Aquilah, Atrações Culturais e Petiscos. O evento contará com reserva de mesas no valor de R$ 60,00. As reservas devem ser feitas até o dia 20 de novembro. O Quilombo Aquilah está localizado dentro do Hospital Curupati, no bairro do Tanque, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu nome reflete sua missão de resgatar, preservar e perpetuar a cultura e a história dos povos afrodescendentes. Atualmente, o quilombo oferece uma gama de serviços, incluindo atendimento clínico, promoção cultural e capacitação profissional, direcionados especialmente às mulheres da região de Jacarepaguá, com foco nas mulheres negras periféricas. "Somos parceiros da Portela, e a Tia Surica, pastora de samba da Portela, é nossa madrinha no grupo de samba As Pastoras do Aquilah. Vamos levar também as casas de axé, que recentemente receberam o selo de Casa Ancestral do Município do Rio de Janeiro. Este selo é uma política pública muito importante para que tenhamos respeito pelas atividades afro-brasileiras e para que a cultura preta não seja confundida ou demonizada. Teremos charme, dança afro, capoeira e roda de samba. Será um evento incrível! ", conta Hosania Nascimento, coordenadora e Reservas de Mesas: Valor: R$ 60,00 (mesa com 4 cadeiras) Informações Adicionais: as vagas são limitadas e não serão vendidas cadeiras individuais. Prazo para reserva: até 20/11 Pagamento via PIX: 21983652606 Envio de comprovante via WhatsApp: 21998817308 Serviço: Data: 30 de novembro de 2024 Horário: 11h às 18h Local: Estrada do Portela, 446 – Portelinha, Madureira
- Quilombo Aquilah: Promovendo saúde e capacitação para mulheres negras periféricas em Jacarepaguá
Localizado no bairro Tanque, dentro do Hospital Curupaiti, o quilombo oferece atendimento clínico de prevenção de saúde e capacitação profissional. O Quilombo Aquilah é um quilombo urbano situado dentro do Hospital Curupaiti, no bairro do Tanque, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Seu nome reflete sua missão de resgatar, preservar e perpetuar a cultura e a história dos povos afrodescendentes. Atualmente, o quilombo oferece uma gama de serviços, incluindo atendimento clínico, promoção cultural e capacitação profissional, direcionados especialmente às mulheres da região de Jacarepaguá, com foco nas mulheres negras periféricas. Desde sua fundação em 2010, o Quilombo Aquilah, coordenado pela Associação de Mulheres Aquilah, tem oferecido atendimento clínico focado na prevenção de saúde. Os serviços incluem a prevenção de câncer de cólon e mama, diabetes mellitus, hipertensão e outras patologias, com ênfase em anemia falciforme, comum entre pessoas negras. Além disso, o quilombo promove capacitação profissional por meio de cursos nas áreas de educação, saúde e meio ambiente, abordando temas como agroecologia, música e dança. Atualmente, o quilombo busca profissionais de saúde voluntários para atender à crescente demanda da população. Com apenas uma médica voluntária especializada em Clínica Geral, Cardiologia e Geriatria, a necessidade de mais profissionais é evidente. Paralelamente, o Quilombo Aquilah trabalha para que a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) sinalize sua localização com placas, facilitando o acesso para aqueles que desconhecem o local. " As pessoas podem conhecer o Quilombo aos sábados e domingos, principalmente. Organizamos eventos pontuais como o Carnaval, a Feijoada de São Jorge e uma missa campal realizada pelo Padre Lucas da Igreja de São Jorge Oeste e da Paróquia do Santuário da Escrava Anastácia em Oswaldo Cruz. Também temos uma base em um parque em Madureira ", convida a coordenadora e fundadora Hosania Nascimento. Para conhecer mais sobre o Quilombo Aquilah e suas atividades, siga o perfil @quilomboaquilah no Instagram, @quilomboaquilah2567 no YouTube e Quilombo Aquilah no Facebook. O quilombo está localizado na Rua Godofredo Viana, nº 64, Tanque, dentro do Hospital Curupaiti.
- Saiba tudo sobre o G20: datas, objetivos, países participantes e impacto no Rio de Janeiro
O evento reúne chefes de estado das principais economias do planeta. Saiba mais: O Fórum Internacional do G20, que reúne os líderes das principais economias do mundo, acontecerá nos dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro. O objetivo do grupo é discutir e promover a cooperação em questões financeiras e econômicas globais. Para facilitar o fluxo dos participantes e chefes de estado, a cidade terá um megaferiadão e um esquema especial de trânsito. Muitas pessoas se perguntam sobre o que é o G20, seu propósito, quem participa e o que é definido. Para esclarecer essas dúvidas, elaboramos um guia completo para explicar a importância do evento. Entenda: O que é o G20? O G20, ou Grupo dos Vinte, é um fórum internacional que reúne representantes de 19 países e da União Europeia. Fundado em 1999, o G20 visa promover a cooperação econômica global e abordar questões financeiras e de desenvolvimento. O grupo representa cerca de 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e dois terços da população mundial. Quais países participam? Os países membros do G20 são: Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. Além desses, a União Europeia também participa como convidada permanente. O que é definido no G20? Durante as cúpulas do G20, os líderes discutem uma ampla gama de questões econômicas e financeiras, incluindo políticas fiscais e monetárias, comércio internacional, desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, saúde global e segurança alimentar. As decisões tomadas no G20 podem influenciar políticas econômicas globais e promover a estabilidade financeira mundial. Como funciona o G20? O G20 não possui uma secretaria permanente ou sede fixa. A presidência rotativa, que muda anualmente entre os membros, é responsável por organizar a cúpula e definir a agenda. As decisões são tomadas por consenso, e os países membros se reúnem para discutir e coordenar políticas em várias áreas de interesse comum. As cúpulas anuais reúnem chefes de estado, ministros das finanças e outros altos funcionários para discutir e resolver questões econômicas globais. O poder do G20 O G20 tem um papel crucial na economia global devido à influência significativa de seus membros. Juntos, eles representam a maioria do PIB mundial e do comércio internacional. As resoluções e declarações emitidas nas cúpulas do G20 podem influenciar políticas econômicas globais, promover a estabilidade financeira e incentivar a cooperação internacional em questões críticas. A capacidade do G20 de reunir líderes das maiores economias do mundo lhe confere um poder significativo para moldar a agenda econômica global. Temas do G20 para 2024 Para 2024, a agenda do G20 inclui a recuperação econômica pós-pandemia, com foco em revitalizar o crescimento econômico sustentável e inclusivo. Outro tema importante é a mudança climática, com discussões sobre estratégias para reduzir as emissões de carbono e promover a energia limpa. A inclusão social e econômica também é um ponto chave, com iniciativas voltadas para a redução da desigualdade e promoção do bem-estar social. Além disso, a segurança alimentar e a saúde global continuam sendo prioridades, especialmente em resposta a crises recentes.
- Feriadão: Saiba o que funciona na cidade
Proclamação da República, G20 e Dia da Consciência Negra. Veja os serviços que funcionarão nos próximos dias: Por: Fernanda Calé e Felipe Migliani. A cidade do Rio de Janeiro se prepara para um período incomum de seis dias consecutivos de folga, conhecido como "megaferiadão", que se estenderá de 15 a 20 de novembro. Este período excepcional é resultado da combinação de feriados nacionais e municipais, sendo estes últimos criados especialmente para acomodar a realização da Cúpula de Líderes do G20. Os feriados O "megaferiadão" inicia-se nesta sexta-feira, 15 de novembro, com o feriado nacional da Proclamação da República. Em seguida, a prefeitura do Rio decretou feriados municipais para os dias 18 e 19 de novembro, segunda e terça-feira respectivamente, coincidindo com a realização do G20. O período se encerra na quarta-feira, 20 de novembro, com o feriado nacional do Dia da Consciência Negra. A criação dos feriados municipais nos dias 18 e 19 de novembro faz parte do plano operacional para a realização do G20. O objetivo principal é reduzir o trânsito e facilitar o deslocamento das autoridades mundiais e suas comitivas durante o evento. O que vai funcionar durante o feriadão Apesar do período prolongado de folga, diversos setores manterão suas atividades normalmente. Entre eles estão: - Comércio de rua; - Bares e restaurantes; - Padarias; - Shopping centers; - Estabelecimentos culturais (teatros, cinemas, bibliotecas); - Pontos turísticos; - Hotéis e pousadas; - Empresas jornalísticas e de radiodifusão; - Indústrias localizadas nas Áreas de Planejamento (APs) 3 (bairros da Zona Norte como Penha, Ramos, Irajá, Madureira, Méier, Pavuna, Maré, Jacarezinho e Ilha do Governador), 4 (Barra da Tijuca e Jacarepaguá) e 5 (bairros da Zona Oeste como Bangu, Realengo, Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba); - Estabelecimentos que desenvolvem atividades por meio de trabalho remoto. Educação As escolas da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro não terão aulas nos dias 18 e 19 de novembro, seguindo o decreto de feriado municipal. As aulas serão suspensas nesses dois dias, retornando à normalidade após o período do G20. Transporte e segurança Barcas Em razão dos feriados do G20, a CCR Barcas irá operar com grade especial, entre os dias 15 e 20 de novembro, em todas as linhas que conectam com a Praça XV. Nos dias 15, 17, 18, 19 e 20 de novembro, a linha Arariboia vai operar com a grade de domingos e feriados. As travessias acontecerão a cada 60 minutos, das 5h30 às 23h30, no sentido Niterói-Rio, e das 6h às 23h, no trajeto Rio-Niterói. No período de 15 a 20 de novembro, não haverá operação nas linhas Charitas e Cocotá. Já a linha Paquetá, a operação dos dias 18 e 19 de novembro não será alterada, sendo praticada a grade de dias úteis na linha Paquetá. Nos demais dias (15, 16, 17 e 20), será praticada a grade de fins de semana e feriados. VLT Entre os dias 14 e 16 de novembro, o Boulevard Olímpico, na Praça Mauá, receberá uma extensa programação do G20 Social, evento que antecede a reunião de Cúpula do G20. Por conta da grande movimentação de pessoas no local (são esperadas cerca de 50 mil por dia), nesses três dias, das 5h às 17h, a Linha 1 (Terminal Gentileza x Santos Dumont) do VLT Carioca não realizará serviço de passageiros nas paradas dos Museus, dos Navios e Utopia. Após as 17h, a circulação da Linha 1 será interrompida. Para atender ao público do evento, a Linha 3 realizará serviço especial, a partir das 17h, circulando do Santos Dumont até o Terminal Gentileza. Além disso, de 14 a 16 de novembro, a operação da linha será estendida em uma hora. A concessionária recomenda que, para chegar à Praça Mauá, os clientes deem preferência à parada Santa Rita. As demais linhas - 2 (Praia Formosa x Praça XV) e 4 (Terminal Gentileza x Praça XV) - funcionarão normalmente, das 5h às 23h. Toda a operação será monitorada o Centro de Controle Operacional do VLT, em alinhamento com as autoridades de segurança. A coleta de lixo e a limpeza urbana também continuarão operando regularmente. Bancos e contas Os bancos não funcionarão durante o período de feriado. No entanto, as contas com vencimento nos dias de feriado poderão ser pagas sem acréscimo no dia útil seguinte, 21 de novembro. Serviços essenciais e saúde Os serviços essenciais continuarão operando normalmente durante todo o período. Isso inclui: As unidades 24 horas da rede municipal de saúde – UPAs, hospitais, centros de emergência regional (CERs) e centros de atenção psicossocial (CAPS) tipo III – vão funcionar ininterruptamente de 15 a 20 de novembro. O Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, terá funcionamento normal, das 8h às 22h, durante o período. O Super Centro Carioca de Vacinação unidade ParkShoppingCampoGrande também funcionará durante todo o período, de acordo com o horário do centro comercial. O Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica, e as unidades de Atenção Primária – centros municipais de saúde, clínicas da família, centros de atenção psicossocial, policlínicas e centros municipais de reabilitação – funcionarão normalmente na segunda e terça (dias 18 e 19) e no sábado (dia 16) em seus respectivos horários. Nos dias 15 e 20, feriados da Proclamação da República e da Consciência Negra, essas unidades não abrirão. Unidades que funcionam 24 horas: Hospital Municipal Souza Aguiar – Centro Hospital Municipal Miguel Couto – Gávea Hospital Municipal Salgado Filho – Méier Hospital Municipal Lourenço Jorge – Barra da Tijuca Hospital Municipal Pedro II – Santa Cruz Hospital Municipal Rocha Faria – Campo Grande Hospital Municipal Albert Schweitzer – Realengo Hospital Municipal Evandro Freire – Ilha do Governador Hospital Municipal Rocha Maia – Botafogo Hospital Municipal Francisco da Silva Telles – Irajá Hospital Maternidade Fernando Magalhães – São Cristóvão Hospital Maternidade Carmela Dutra – Lins de Vasconcelos Hospital Maternidade Herculano Pinheiro – Madureira Hospital Maternidade Alexander Fleming – Marechal Hermes Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda – Centro Hospital Maternidade Paulino Werneck – Ilha do Governador Hospital da Mulher Mariska Ribeiro – Bangu Maternidade Leila Diniz – Barra da Tijuca Maternidade da Rocinha – Rocinha Serviço de emergência da Policlínica César Pernetta – Méier Instituto Municipal Philippe Pinel – Botafogo UIS Arthur Villaboim – Paquetá UPA de Vila Kennedy UPA da Rocinha UPA do Complexo do Alemão UPA da Cidade de Deus UPA Manguinhos UPA de Santa Cruz / João XXIII UPA do Engenho de Dentro UPA de Madureira UPA de Costa Barros UPA de Senador Camará UPA Sepetiba UPA Paciência UPA Magalhães Bastos UPA Rocha Miranda UPA Del Castilho Centro de Emergência Regional Centro Centro de Emergência Regional Leblon Centro de Emergência Regional Barra Centro de Emergência Regional Ilha Centro de Emergência Regional de Realengo Centro de Emergência Regional de Campo Grande Centro de Emergência Regional Santa Cruz Centro de Atenção Psicossocial Maria do Socorro Santos Centro de Atenção Psicossocial Franco Basaglia Centro de Atenção Psicossocial Fernando Diniz Centro de Atenção Psicossocial João Ferreira Filho Centro de Atenção Psicossocial Profeta Gentileza Centro de Atenção Psicossocial Severino dos Santos Centro de Atenção Psicossocial Clarice Lispector Centro de Atenção Psicossocial Manoel de Barros Centro de Atenção Psicossocial Arthur Bispo do Rosário Centro de Atenção Psicossocial Rubens Correa Centro de Atenção Psicossocial Lima Barreto Centro de Atenção Psicossocial Torquato Neto Centro de Atenção Psicossocial Ernesto Nazareth Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas Raul Seixas Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas Paulo da Portela Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas Miriam Makeba Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas Antônio Carlos Mussum Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas Dona Ivone Lara Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil Maria Clara Machado Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil Maurício de Souza Centro de Atenção Psicossocial Infanto-juvenil Eliza Santa Roza Alterações no trânsito durante o G20 A CET-Rio preparou um esquema especial de trânsito para a reunião do G20 no Rio de Janeiro. De 14 a 17 de novembro, a região da Praça Mauá e a Zona Portuária sediarão o G20 Social, Festival Aliança Global e U20. Nos dias 18 e 19, a Cúpula do G20 ocorrerá no Museu de Arte Moderna (MAM), na Glória. Durante esse período, delegações de diversos países e organizações internacionais circularão pela cidade, exigindo medidas para minimizar o impacto no trânsito. A operação de trânsito contará com 130 operadores, 55 motocicletas, 22 veículos operacionais, 20 reboques e 30 painéis de mensagens variáveis. Planos semafóricos específicos serão adotados e técnicos da CET-Rio monitorarão o trânsito via câmeras do Centro de Operações Rio (COR), realizando ajustes conforme necessário. As áreas impactadas incluem a Linha Vermelha, Linha Amarela, Aterro do Flamengo, orlas da Zona Sul e Barra da Tijuca, e a região da Praça Mauá. As Áreas de Lazer no Aterro do Flamengo e na orla da Zona Sul serão suspensas de 15 a 20 de novembro. Os principais pontos de intervenção são: Aterro do Flamengo (Av. Infante Dom Henrique) O MAM será o local principal do evento. As pistas do Aterro do Flamengo serão usadas para a chegada e saída dos participantes, exigindo tráfego restrito e controlado para garantir deslocamentos seguros e pontuais. Dia 15/11 (sexta-feira), feriado da Proclamação da República: Pistas fechadas nos dois sentidos entre o Trevo dos Estudantes e o Monumento a Estácio de Sá, das 7h às 12h. A partir das 12h, pistas reabertas ao trânsito geral, sem área de lazer. De 17/11 (domingo) a 19/11 (terça-feira): Pistas fechadas continuamente entre o Trevo dos Estudantes e o Monumento a Estácio de Sá. Dia 20/11 (quarta-feira), feriado do Dia da Consciência Negra: Pistas abertas ao trânsito geral, sem área de lazer. Orla da Zona Sul (Av. Atlântica, Av. Vieira Souto e Av. Delfim Moreira) Os hotéis da orla receberão delegações dos participantes dos eventos, com circulação frequente de comboios escoltados por batedores das forças de segurança. De 15 a 20/11: Área de lazer suspensa na orla de Copacabana, Ipanema e Leblon. O trânsito de veículos estará liberado em ambos os sentidos nos dias úteis. Fechamentos pontuais ocorrerão na passagem dos comboios, feitos pelos batedores. Equipes da CET-Rio e da Guarda Municipal atuarão na região, e pedestres devem utilizar faixas de pedestres com segurança. Suspensão das Áreas de Proteção ao Ciclismo de Competição (APCCs) Para garantir a fluidez do trânsito e devido ao aumento na movimentação na região da Rodoviária do Rio, os treinamentos nos seguintes circuitos APCCs serão suspensos: APCC Porto – Circuito Marcos Hama: 15, 17, 18, 19 e 20/11. APCC Aterro – Circuito Pedro Nikolay: 19/11. Proibição de Estacionamento De 14 a 19/11, o estacionamento será proibido em Leme, Copacabana, Ipanema, Leblon, São Conrado e Barra da Tijuca. As vagas serão usadas pelas forças de segurança e veículos relacionados ao evento. Copacabana De 14 a 19/11: Rua Sá Ferreira, em ambos os lados, entre a Avenida Atlântica e a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Rua Fernando Mendes, em ambos os lados. De 16 a 19/11: Av. Atlântica, entre a Avenida Princesa Isabel e a Rua Joaquim Nabuco. Rua Francisco Otaviano, em toda a extensão. Rua Souza Lima, em ambos os lados, entre a Avenida Atlântica e a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Av. Rainha Elizabeth, em ambos os lados, entre a Avenida Atlântica e a Av. Nossa Senhora de Copacabana. Rua Julio de Castilho, em ambos os lados, entre a Av. Atlântica e a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Rua Duvivier, em ambos os lados, entre a Rua Ministro Viveiros de Castro e a Rua Barata Ribeiro. De 18 a 19/11: Av. Nossa Senhora de Copacabana, entre a Rua Francisco Otaviano e a Avenida Princesa Isabel. Rua Barata Ribeiro, em toda a extensão. Leme De 16 a 19/11, a Avenida Atlântica terá proibição de estacionamento nos seguintes trechos: Entre a Rua Anchieta e a Rua Aurelino Leal. Entre os números 900 e 974 da Avenida Atlântica. Ipanema De 16 a 19/11, a Avenida Vieira Souto terá proibição de estacionamento em toda a extensão. Leblon De 16 a 19/11, a Avenida Delfim Moreira terá estacionamento proibido em toda a extensão. São Conrado De 16 a 19/11, a Avenida Aquarela do Brasil terá proibição de estacionamento entre a Avenida Almirante Álvaro Alberto e a Avenida Prefeito Mendes de Moraes. Barra da Tijuca De 16 a 19/11, o estacionamento será proibido nas seguintes vias: Avenida Lúcio Costa, nas baias de estacionamento, nos trechos: Entre a Rua Prudência do Amaral e a Rua Martinho de Mesquita. Entre os números 3068 e 3200. Entre a Rua Lourenço Filho e a Rua Rodolfo de Campos. Entre a Rua Padre Alfredo Perez Gonzales e a Rua Adão Pereira Nunes. Entre os números 2928 e 2926. Rua Marcia Nogueira Batista, entre a Rua Beatriz Segall e a Avenida Carlos Zara. Recomendações Devido aos deslocamentos das comitivas acompanhadas de batedores, haverá fechamentos momentâneos das vias para a passagem dos comboios. As principais vias afetadas incluem a Linha Vermelha, Avenida Brasil, Avenida Rodrigues Alves, Túnel Marcelo Alencar, Enseada.
- Quilombo Camorim: Um reduto de resistência e cultura na Zona Oeste do Rio de Janeiro
Datado de 1614, o Quilombo do Camorim está localizado no Maciço da Pedra Branca e é um dos mais antigos do estado. Localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no Maciço da Pedra Branca, o Quilombo do Camorim é um dos mais antigos do estado, datado de 1614. Ele surgiu a partir da edificação do engenho do Camorim, em 1522. As primeiras pessoas escravizadas trazidas de Angola para o Brasil trabalharam tanto na lavoura quanto nas cidades, contribuindo para a construção de Jacarepaguá e outras grandes arquiteturas históricas. Em 2014, o quilombo foi oficialmente certificado pela Fundação Cultural Palmares , reconhecendo sua importância histórica e cultural. Hoje, o Quilombo do Camorim mantém vivas suas manifestações culturais, como o jongo e a capoeira. Um dos eventos mais importantes é o Dia Estadual do Jongo, realizado anualmente em julho. Além disso, o quilombo celebra o Dia da Consciência Negra, homenageando figuras históricas como Dandara e Zumbi dos Palmares, destacando o papel das mulheres na resistência. Adilson Batista Almeida é um dos líderes do Quilombo do Camorim e fundador, presidente e diretor da Associação Cultural do Camorim (ACUCA), uma organização comunitária que luta pela preservação da história e do território quilombola. Ele conta que no quilombo se homenageia as mulheres em primeiro lugar, além de desenvolver diversos projetos sociais na comunidade, como o turismo de base comunitária e a horta comunitária “Saberes Ancestrais”, que cultiva ervas medicinais “ Temos também a Escola Quilombola, onde ensinamos às crianças e jovens a história e identidade quilombola, muitas vezes esquecidas. Trabalhamos com turismo pedagógico, colaborando com escolas públicas estaduais e municipais para ensinar sobre a história local do Quilombo e o meio ambiente. Todo esse trabalho está ligado à nossa história e aos nossos saberes diários” , conta. Mesmo reconhecido Internacionalmente, o quilombo enfrenta desafios Adilson explica que o Quilombo do Camorim é de grande importância não só para a cidade do Rio de Janeiro, mas também para o Brasil. Conhecido mundialmente, o quilombo trabalha com intercâmbios internacionais, colaborando com universidades para formar mestres e doutores em diversas áreas. Além disso, recebe visitas de faculdades e agências de turismo, oferecendo vivências culturais, como oficinas de jongo e feijoadas. “ A relevância do Quilombo do Camorim está em preservar e compartilhar histórias e saberes ancestrais que não são amplamente divulgados. Reconhecido pela Fundação Cultural Palmares, o quilombo mantém viva a memória e a identidade quilombola. Dentro do quilombo, há um sítio arqueológico do antigo engenho do Camorim, com materiais datados dos séculos XVI e XVII. Isso centraliza a história local, que muitas vezes é focada no centro da cidade, como o Carnaval e a Pequena África ”, conta. Adilson relata que o maior desafio do quilombo é o enfrentamento com os órgãos governamentais, pois a história e memória estão constantemente sendo apagadas. Ele também conta que mesmo com um espaço rico em patrimônio histórico, faltam políticas públicas e verbas parlamentares para desenvolver o trabalho na comunidade, que atende tanto os quilombolas quanto moradores da região. Visitação O Quilombo do Camorim é aberto à visitação, mas é necessário agendar previamente. Diversas agências de turismo frequentemente agendam visitas nos finais de semana, oferecendo pacotes que incluem jongo, capoeira, história, circuitos guiados, cachoeiras e feijoada. Para mais informações acesse @quilombocamorim , que é o perfil oficial do Quilombo de Camorim no instagram. O contato também pode ser feito através do email acucacamorim@gmail.com e telefone (21) 98320-2634.
- A "Chácara em Jacarepaguá" de Portinari e a luta pela preservação histórica
Pintura de Cândido Portinari, que retrata a vida rural do início do século XX, torna-se símbolo de debate sobre modernização e memória em Jacarepaguá. A obra " Chácara em Jacarepaguá ", pintada por Cândido Portinari em 1932, é um testemunho da vida rural do Rio de Janeiro durante o início do século XX. A pintura de óleo sobre tela possui dimensões de 60 x 70 cm e mostra o portão de entrada da chácara localizada na Estrada dos Três Rios, nº 1801, no bairro da Freguesia, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A composição usa tons de verde, terra, ocre, azul, rosa e branco, com textura lisa e áreas espessas. A imagem mostra um muro com portão central, morros ao fundo e céu azul. Há uma entrada de alvenaria rosa com arco de telhas e portão de madeira verde com treliça, ladeada por trepadeiras com flores rosas e brancas. A mureta é baixa, pintada em ocre e coberta por telhas, com vegetação baixa à frente, sugerindo relva. Ao fundo, há dois morros: um em tom terra sem vegetação e outro verde, com céu levemente nublado. Esta propriedade pertencia a José Mariano Filho, irmão do poeta Olegário Mariano, amigo de Portinari no início de sua carreira. O artista frequentava o local aos domingos para almoçar. Cândido Portinari, que é um dos maiores nomes do modernismo brasileiro, capturou a essência bucólica e serena das chácaras que então predominavam na Baixada de Jacarepaguá. Nas últimas semanas, a obra ganhou destaque nas redes sociais após a Associação de Moradores de Jacarepaguá (AMAF) manifestar-se em uma publicação. A AMAF tomou conhecimento de que o Colégio e Curso Ícone, proprietário do imóvel, havia divulgado um novo projeto arquitetônico, alterando completamente a fachada ilustrada por Cândido Portinari. Colégio cogitou modificar fachada histórica Tudo começou quando Sidney Teixeira, membro da AMAF e do coletivo Jacarepaguá das Antigas, realizava uma pesquisa no bairro sobre possíveis lugares históricos. Alguém mencionou a fachada de uma das unidades do Colégio Ícone e Curso, localizado na Estrada dos Três Rios, nº1801. Ao pesquisar sobre a fachada descobriu que já havia registros, como arquivos nacionais e outros documentos sobre esse endereço, incluindo até um novo item do acervo de Cândido Portinari. “Durante nossa investigação, encontramos fotos que sugerem que a propriedade é do século passado. Ao descobrir que o colégio planejava remover a estrutura, decidimos intervir, sentindo uma motivação quase divina. Propusemos a ação ao coletivo de preservação histórica, focado em resgatar e valorizar o patrimônio cultural da região” , explica. E de fato o colégio planejava ter uma nova fachada. No dia 11 de outubro, o Ícone Colégio e Curso anunciou em seus perfis oficiais uma nova unidade no bairro da Freguesia. A publicação incluía ilustrações detalhadas dos ambientes da unidade, destacando uma nova fachada que diferia completamente da representada na obra de Cândido Portinari. Na ocasião, os seguidores das redes sociais da instituição elogiaram as mudanças propostas. Preocupados com a possibilidade de acontecer algo sem respostas, a AMAF divulgou um manifesto no dia primeiro de novembro. A publicação nas redes sociais pediu apoio e foi em conjunto com outros coletivos ligados à luta patrimonial da cidade e do estado, incluindo membros da Federação das Associações de Moradores. “Entramos em contato com o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade e com a vereadora Tainá de Paula, que é urbanista e pode se preocupar com a preservação , mas ainda não sabemos. Recebemos nosso ofício e estou tentando obter o código do processo. Também tentei contato com a escola, liguei para a secretaria e mandei um e-mail. Tentamos pelo Instagram, tanto do dono quanto do instituto ícone, para ver se conseguíamos algum e-mail, mas não tivemos resposta” , relata Sidney. A associação também mencionou perfis oficiais do colégio, da Subprefeitura de Jacarepaguá, da Prefeitura do Rio de Janeiro e de vários outros perfis locais e autoridades públicas, incluindo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o prefeito reeleito Eduardo Paes, na publicação feita em conjunto com diversos perfis da comunidade. “A Freguesia de Jacarepaguá ainda guarda resquícios dos tempos de chácaras e fazendas - um deles é o portão histórico na Estrada dos Três Rios, 1801, que hoje faz parte do colégio @cerfreguesia. Esse portão, resistente à modernização e ao avanço imobiliário, conta parte de nossa história e do Rio de Janeiro. Essa estrutura, que encanta quem passa por ali, também inspirou o famoso pintor Portinari. Ele costumava visitar a chácara de um amigo na Freguesia e a retratou em uma pintura de 1932, eternizando sua beleza. Agora, esse patrimônio corre risco! Com a troca do colégio para a rede @iconecolegioecursooficial, uma reforma está prevista, e teme-se a remoção desse raro elemento histórico do bairro. Tentamos contato com a instituição por e-mail e Instagram, mas ainda aguardamos resposta, Apelamos ao tomadores de decisão e à escola para que juntos preservemos essa entrada histórica, mantendo viva a memória da Freguesia das chácaras! Contamos com a ajuda e o apoio de todos que valorizam nossa história e nosso bairro”, denuncia. Após repercurssão, colégio se compromete a preservar a fachada Após a publicação, a instituição de ensino, que antes recebia elogios, enfrentou críticas negativas sobre o novo projeto de fachada, considerado desrespeitoso, como comentaram alguns usuários. O Ícone Colégio respondeu no Instagram, comprometendo-se a revisar o projeto e publicou uma nota de esclarecimento na postagem da AMAF. “A escola, antes de solicitar o projeto, verificou se a construção era tombada e a resposta foi negativa. O intuito era trazer realmente um aspecto mais moderno ao ambiente escolar. O casarão que fica dentro da escola está sendo preservado e reformado. Porém, reconhecemos que poderíamos ter analisado a questão com maior cuidado e pesquisa. E, diante da importância que a fachada tem para o bairro da Freguesia, assumimos o compromisso de refazer essa arquitetura histórica!”, explica. Logo em seguida, a AMAF realizou uma publicação celebrando o compromisso público do colégio para preservação do patrimônio: “Celebramos o compromisso público do Colégio CER Freguesia / Colégio Ícone em manter o portão da chácara da sua instituição na Estrada dos Três Rios, 1801! O projeto de fachada foi revisto, com a conservação! A Jacarepaguá de antigamente, assim, terá um testemunho da sua história preservado, podendo contar aos alunos e às futuras gerações como era os anos anteriores, antes do boom imobiliário. Colocamo-nos publicamente à disposição para o resgate da história desse elemento e em estar juntos para futuras movimentações de celebração, pesquisa e educação!” No dia quatro de novembro houve uma reunião entre Marcelo Soares, que é Sócio Diretor do Colégio Ícone, com representantes da AMAF, do coletivo Jacarepaguá das Antigas e do Rio Casas e Prédios Antigos. Durante a reunião o sócio diretor se dispôs a receber a comunidade e a preservar, na medida do possível, as características do local. “ Ele está cuidando da reforma do casarão, que não é da época do engenho, mas se comprometeu a manter o portão e avaliar a possibilidade de voltar às cores originais. Muitas atividades culturais e exposições podem acontecer ali. Ainda estamos planejando melhor, mas eles devem se lançar como um colégio ícone no próximo ano, quando começará um novo período letivo. Por enquanto, o local está em obras ”, relata Sidney, que foi um dos representantes da AMAF e do coletivo Jacarepaguá das Antigas. Entramos em contato com os representantes do Ícone Colégio e Curso para entender como será feita a conservação da fachada e como está ocorrendo a reforma do casarão. Mas não tivemos retorno até o momento da publicação desta matéria. Elo vital entre o passado e o presente da região A cena retratada por Portinari não apenas enaltece a beleza natural da área, mas também serve como um documento visual de uma era que viu profundas transformações sociais e urbanas. Na década de 1930, Jacarepaguá ainda conservava muitas de suas características rurais, e "Chácara em Jacarepaguá" eterniza esse período de transição. Além de seu valor estético, "Chácara em Jacarepaguá" suscita reflexões sobre a preservação do patrimônio histórico e cultural do bairro. O arquiteto William Bittar é professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo ele, não é possível saber com precisão em qual ano foi construída a fachada retratada por Portinari, já que o movimento neocolonial ocorreu entre o final da década de 1910 e o final da década de 1940, tendo seu auge nos anos 1920. “As características desse movimento eram comuns em residências, escolas, hospitais e igrejas. Exemplos incluem o antigo Instituto de Educação na rua Mariz e Barros, o hospital Gafrée, a sede do Clube de Regatas Vasco da Gama e a Igreja da Lampadosa. Se o engenho é do século XIX, o que desconheço, não pertence ao movimento neocolonial. Seria, portanto, de algum casarão ou chácara da década de 1920” , explica. Bittar conta que a Baixada de Jacarepaguá era conhecida como Sertão Carioca por ser uma área rural até meados do século XX, com sítios e chácaras. Após a repartição dos lotes, surgiram residências menores, mas confortáveis. Mas a partir da década de 1970, a especulação imobiliária e o uso descontrolado do solo urbano causaram problemas atuais. E a propriedade com o portão representa um segundo momento de ocupação, mantendo características quase rurais, sendo um elo entre o passado e o presente. Leonardo Soares é Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA). Ele ressalta que a paisagem bucólica de Jacarepaguá permaneceu relevante até o final dos anos 1960 e início dos anos 1970. E essa característica atraiu muitas celebridades do mundo artístico e político para a região. “ Personalidades como Pedro Ernesto, Elza Soares, Cartola e Dona Zica, Garrincha e a família de Francis Hime. Jacarepaguá era conhecida pela tranquilidade e pelo verde, mantendo um equilíbrio entre o rural e a proximidade com o centro urbano. A região, dividida pela Zona Norte pelo maciço da Tijuca, também tinha alguns serviços disponíveis, o que a tornava atrativa ”, relata. Soares também chama atenção para a questão da memória como fator fundamental para um lugar. Ele explica que um território não é feito apenas de serviços, modernização e progresso, mas também da identificação de sua população com o território que ela frequenta e habita. “A preservação de marcos arquitetônicos, culturais, históricos e ambientais é essencial para evitar o crescimento predatório e a destruição do território. Em Jacarepaguá, a preservação desses marcos é crucial para manter a autoestima dos moradores e garantir que eles não apenas sobrevivam, mas vivam e sintam-se bem em seu território. Manter esses marcos celebra a história e a característica verde da região, fundamentais para a identidade local” , explica. Assim como Soares, Bittar alerta que cada fragmento desaparecido da cidade contribui para a falta de pertencimento. Ele conta que algumas cidades antiquíssimas, como Roma, Londres, Paris e Praga, preservam suas memórias sem abdicar do progresso. “ Aqui, a visão de que é preciso destruir a memória para buscar lucro é retrógrada, não moderna. A preservação de elementos como esse portão pode ser um marco na educação patrimonial dos alunos, demonstrando o compromisso da escola com o diálogo entre passado e futuro. Pode até mesmo se tornar o logotipo da escola, simbolizando essa conexão ”, conta. AMAF solicita ao IRPH tombamento do imóvel No dia 29 de outubro, a AMAF solicitou o tombamento do imóvel ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) através de um e-mail com a seguinte mensagem: “ Considerando informações obtidas por meio do perfil de Instagram do colégio Ícone (ANEXO 1), localizado em Estrada dos Três Rios, 1801 - Freguesia de Jacarepaguá, é iminente a derrubada do antigo portão de chácara/fazenda. Esse portão (ANEXO 2), além de ter resistido a muitos anos de mudanças do bairro, trata-se de um notório exemplo da história de uma antiga Jacarepaguá, marcada por casarões e chácaras. Inclusive, por sua beleza, o famoso pintor Portinari o retratou em 1932 (ANEXO 3), tal como descrito no acervo digital do pintor. Solicitamos urgente avaliação do Instituto para tombamento dessa importante referência arquitetônica da história da Freguesia e do Rio de Janeiro. ” A associação, até a publicação desta reportagem, não teve retorno do instituto. A Agência Lume também entrou em contato, mas até o momento ainda não obteve resposta. Já o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) informou que não recebeu nenhum pedido de tombamento em nível federal do imóvel situado. O Iphan também disse que não acompanha o caso e que não tomará providências por não se tratar de um bem tombado em nível federal. No mesmo e-mail, o Iphan explica que o tombamento é um instrumento de proteção e reconhecimento do patrimônio cultural. O tombamento pode ser no nível municipal, estadual e federal. E no federal, pelo qual o Iphan é responsável, pode ser solicitado por qualquer cidadão, organização da sociedade civil ou instituição, conforme disposto no Decreto-Lei nº 25/1937 e na Constituição Federal de 1988 . “ O interessado em propor o tombamento de um bem deve enviar requerimento ao Iphan, no qual estejam expressas a necessidade de proteção e a relevância do bem, contendo: identificação completa (nome, endereço, CPF ou CNPJ); foto atual que permita a identificação do bem; endereço do bem; e nome e endereço do proprietário, quando couber. Ao receber a solicitação, a equipe do Iphan dará início à instrução processual. Uma vez identificados os valores nacionais do bem, e após a devida análise técnica e jurídica, caberá ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural decidir sobre o seu tombamento federal. É possível solicitar o tombamento em nível federal por ofício, que deve ser dirigido à superintendência do Iphan no estado em que o imóvel se localiza, à Presidência do Iphan ou ao Ministério da Cultura ”, explica. A produção entrou em contato com a assessoria da vereadora Tainá de Paula e com o Instituto Rio Patrimônio, mas ambos não responderam até a publicação da matéria.
- Expo Favela Innovation Rio 2024 começa nesta sexta-feira (08)
Evento que acontece na Cidade das Artes reunirá empreendedores, investidores e grandes marcas para fortalecer a economia das favelas. A Expo Favela Innovation Rio 2024 está prestes a iniciar nesta sexta-feira, marcando o começo de um evento de três dias dedicado a impulsionar e dar visibilidade aos negócios e inovações desenvolvidos nas favelas do Rio de Janeiro. O evento, que acontecerá de 8 a 10 de novembro na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, promete ser uma plataforma transformadora para empreendedores das comunidades. Com mais de 200 expositores e uma expectativa de mais de 31 mil visitantes, a Expo Favela Innovation Rio 2024 se consolida como a maior feira de negócios voltada para o empreendedorismo nas favelas. O evento oferecerá mais de 1.000 horas de conteúdo, incluindo palestras, workshops e mentorias. Programação Diversificada : Os participantes poderão desfrutar de uma ampla gama de atividades, incluindo: Rodadas de negócios Pitches de startups Debates sobre inovação e empreendedorismo sustentável Agenda cultural com shows e apresentações artísticas Serviço: Expo Favela Innovation Rio 2024 Datas : 8, 9 e 10 de novembro de 2024 Horário : Das 10h às 19h (abertura dos portões às 9h) Local : Cidade das Artes, Av. das Américas, 5300 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro Ingressos : Favela: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (meia-entrada) Asfalto: R$ 40,00 (inteira) / R$ 20,00 (meia-entrada) A Expo Favela Innovation Rio 2024 não só promove o empreendedorismo e a inovação, mas também busca desassociar o estigma marginalizado muitas vezes vinculado às favelas, assumindo um importante papel social. O evento promete ser uma vitrine para o talento e a criatividade das comunidades do Rio de Janeiro, fomentando o desenvolvimento econômico e social da região.
- Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá: Guardião da memória e cultura local
O Instituto desenvolve pesquisas sobre o território no período Colonial-Imperial e na História Contemporânea. Fundado em 2007, o Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação e promoção do patrimônio material e imaterial da Baixada de Jacarepaguá, uma região localizada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O IHBAJA tem como missão salvaguardar a história e a identidade cultural da Baixada de Jacarepaguá. Através de pesquisas, eventos e publicações, o Instituto busca educar a comunidade e promover o reconhecimento da importância histórica da região. A Baixada de Jacarepaguá possui o segundo maior acervo arquitetônico do Rio de Janeiro colonial, a maior floresta urbana do mundo e uma rica herança cultural africana e tupi-guarani. O Instituto desenvolve duas principais linhas de pesquisa: uma focada no período Colonial-Imperial e outra na História Contemporânea. Essas pesquisas abrangem temas como a ocupação humana, a formação territorial, as culturas indígenas e afrodescendentes, a estrutura fundiária, o uso do solo urbano e as políticas públicas de atenção à saúde mental. Além disso, o IHBAJA analisa os movimentos sociais locais, contribuindo para uma compreensão mais ampla e profunda da região. Membro do instituto, o professor de geografia Val Costa explica que no ano de 2011, o grupo passou pela terceira e última formação, quando é refundado por Renato Dória e ele próprio, Val Costa. Com isso, passou a desenvolver projetos de pesquisas e pedagógicos em parceria com movimentos sociais e instituições de ensino da Cidade do Rio de Janeiro. “ Além disso, o instituto passou a se chamar Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA), que é composto por mim, Renato Dória, Janis Cassilia e Leonardo Santos. Recebemos uma Moção de Louvor e Reconhecimento pelos serviços prestados nas áreas de pesquisa, preservação e divulgação da História Local do Vereador Leonel Brizola Neto, no ano de 2016. No ano de 2017, recebeu o Prêmio Miriam Mendonça de Cultura em reconhecimento pelo seu trabalho de pesquisa e divulgação do patrimônio material e imaterial da Baixada de Jacarepaguá ”, explica. As ações do IHBAJA O IHBAJA organiza uma série de eventos e atividades para envolver a comunidade e disseminar conhecimento. Entre eles estão palestras, exposições, visitas guiadas e workshops que abordam diversos aspectos da história e cultura da Baixada de Jacarepaguá. Essas iniciativas não apenas educam, mas também fortalecem o senso de identidade e pertencimento entre os moradores. Ao longo dos anos, o IHBAJA tem desempenhado um papel crucial na valorização e preservação do patrimônio cultural da Baixada de Jacarepaguá. Suas ações contribuem para a conscientização sobre a importância de proteger e celebrar a história local, promovendo um maior engajamento da comunidade com suas raízes culturais. O instituto também possui uma parceria com a Agência Lume, assinando uma coluna mensal onde aborda diferentes assuntos sobre a Baixada de Jacarepaguá, indo das questões históricas da região ao carnaval. De autoria do professor Val Costa, o texto publicado foi “ Os nossos rios também têm histórias ”, que aborda as dezenas de rios que fazem parte da Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá. Para visualizar todos textos da coluna clique aqui . “ Recentemente, o IHBAJA foi representado pelo professor Leonardo Santos no Seminário “A Baixada de Jacarepaguá - História, Legados, Riquezas e Potencialidades” , promovido pela Casa de Cultura JPA. No dia 26 de outubro, o instituto organizou, em parceria com o CIEP 321 Dr. Ulysses Guimarães, uma série de palestras sobre a História de Jacarepaguá. Em 2025, será lançado um livro comemorativo aos 430 anos do bairro com textos de diversos pesquisadores da região, inclusive dos membros do IHBAJA ”, conta Val. Como entrar em contato O IHBAJA é um exemplo inspirador de como a dedicação à preservação histórica pode fortalecer a identidade cultural e promover um futuro mais consciente e conectado com o passado. Além da coluna no site da Agência Lume, o Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá possui um blog que reúne todos os trabalhos do instituto. O blog pode ser acessado aqui . O IHBAJA também está presente no Facebook e no Instagram , onde é possível pode entrar em contato e sugerir temas, indicar acervos, fotografias antigas e entrar em contato.
- Manutenção anual do Sistema Guandu é adiada
Serviço seria que seria realizado nesta quinta-feira (7) foi reagendado para o dia 26 de novembro. A CEDAE informou nesta terça-feira (05), que pós reunião do Conselho do Sistema de Fornecimento de Água (CSFA), a manutenção anual preventiva do Sistema Guandu foi adiada para o dia 26 de novembro. O serviço estava agendado para a próxima quinta-feira (7/11) . Devido ao reparo emergencial realizado em elevatória de água tratada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, concluído hoje (5/11), a Cedae, em reunião nesta manhã com as concessionárias de distribuição de água, Agenersa e Instituto Rio Metrópole (IRM), decidiu pela postergação para que o abastecimento da população não fosse mais afetado.
- Zona Oeste: berço do futebol brasileiro
Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. Quem trouxe o futebol para o Brasil? Qualquer pessoa que conhece minimamente o esporte bretão responderia que foi o paulistano Charles William Miller. A primeira partida organizada por ele ocorreu no dia 14 de abril de 1895, no Brás, bairro paulistano, onde os empregados da Companhia de Gás enfrentaram os funcionários da São Paulo Railway Company. Essa história vem sendo questionada por um grupo de pesquisadores e moradores do bairro de Bangu. Segundo eles, o “pai” do futebol brasileiro foi o escocês Thomas Donohoe, funcionário da antiga Companhia Progresso Industrial do Brasil, mais conhecida como Fábrica Bangu. Alguns desses estudiosos acreditam que Donohoe, um apaixonado por futebol, teria solicitado que seus parentes trouxessem da Europa uma bola, um bico para enchê-la e algumas chuteiras, que foram utilizadas pelos operários na primeira partida de futebol em solo brasileiro, realizada em setembro de 1894, no terreno ocupado atualmente pelo Bangu Shopping. Para marcar esse acontecimento, no dia 5 de junho foi erguida uma estátua em homenagem a Thomas Donohoe no estacionamento do shopping. O monumento foi produzido pelo cenógrafo Clécio Régis e tem seis metros de altura. Nele, há um mapa da Europa e outro da América do Sul. Oficialmente, a primeira partida de futebol entre equipes do estado do Rio de Janeiro foi realizada pelo carioca Oscar Alfredo Cox, em 1901, reunindo o Paysandu Cricket Club e o Cricket and Athletic Association. O jogo, que terminou com o placar de 1x1, foi assistido por apenas 15 pessoas. Na década de 1910, o futebol já disputava o posto de esporte da elite com o Cricket. A necessidade de organizar competições entre os clubes levou à criação da Liga Metropolitana de Football, em 8 de junho de 1905. No ano seguinte foi realizado o Primeiro Campeonato Metropolitano do então Distrito Federal. Disputado com as regras da Liga Inglesa. Teve seis participantes: Fluminense, Botafogo, Bangu, Football and Athletic , Paysandu e Rio Cricket . Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.










