• Fernanda Calé

Moradores de Rio das Pedras e Anil reclamam do sumiço de linhas de ônibus na região


Segundo os passageiros, linhas como a 876, 886 e 939A não tem circulado ou são vistas raramente.

 

Passageiros que utilizam as linhas 876, 886 e 939A sofrem com a pouca oferta de ônibus, ou com a total ausência das linhas em alguns dias. Segundo moradores de Rio das Pedras, Anil e Freguesia, locais onde as linhas circulam, é preciso pegar 2 ônibus para fazer o trajeto.


A linha 876 que faz o trajeto entre a Joatinga e o Hospital Cardoso Fontes, foi implantada para complementar a linha 343 após a mesma deixar de percorrer o trecho entre o Jardim Oceânico e a Praia da Barra, além de fazer ponto final próximo ao Hospital Cardoso Fontes, o que aumentou a sua abrangência. Para os moradores de Rio das Pedras e Itanhangá, é a única opção para ir até o Hospital, ou a pontos mais distantes da Estrada dos Três Rios.

 

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Já linha 886 faz o trajeto entre Freguesia e a Barra, por passar pela Gardênia Azul e também pela Estrada do Engenho D'Água, é uma das poucas opções para os moradores desta região do bairro do Anil para chegar a Freguesia. Além disso a 886 passa por regiões do Anil e Freguesia onde a oferta de ônibus é muito pequena e auxilia no deslocamento dos moradores.


Já a 939A, que faz o trajeto entre os bairros do Gardênia Azul e Tanque, passando pelo Largo da Freguesia e pela Taquara, é opção essencial para moradores do Anil, Freguesia e Gardênia Azul, que desejam chegar aos bairros do Tanque e Taquara fazendo uma rota alternativa para fugir do trânsito na Merck ou na Cidade de Deus.


Mas o que muitos passageiros dizem é que essas linhas tem deixado a desejar, segundo alguns moradores que procuraram a Lume, não se pode mais contar com essas três linhas. É preciso traçar rotas alternativas, já que o trabalhador não pode se dar ao luxo de perder mais de uma hora no ponto sem a certeza de que o ônibus vai passar.


A Agência Lume procurou a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), que é responsável por fiscalizar o serviço, nós perguntamos se as linhas ainda estão em circulação, e o porquê da tanta demora.


A SMTR nos respondeu por meio de nota, segundo a secretaria, uma revisão de todo o sistema de ônibus da cidade está em andamento, e o trabalho tem como prioridade identificar as áreas desatendidas ou com pouco atendimento e, a partir disso, propor modificações nas linhas para suprir os serviços. A SMTR disse ainda que a revisão inclui a avaliação dos itinerários, com identificação do perfil de atendimento e verificação de compatibilidade com a rede atual de ônibus.


A secretaria informou também que tem se reunido com representantes dos consórcios em busca de melhor atendimento aos passageiros. Os consórcios alegam falta de recursos, principalmente por conta da queda no orçamento provocada pela diminuição da demanda de passageiros durante a pandemia.

 

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E ressaltou que as discussões estão avançadas com o Consórcio Santa Cruz, que atende à Zona Oeste, onde foi identificada uma frota menor em relação às outras regiões da cidade. E já foram iniciados entendimentos com o Consórcio Transcarioca, que atende a região da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Recreio, Madureira e Cascadura. Novos encontros estão agendados para as próximas semanas.


A Secretaria Municipal de Transportes não respondeu se as linhas citadas continuam circulando e nem o horário de circulação das mesmas. Nós também tentamos contato por e-mail com a Viação Redentor e com a Rio Ônibus, mas não tivemos resposta até a publicação desta reportagem.

 

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