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- Retiro dos Artistas se transforma em unidade do Sesc RJ com programação regular
Espaço tradicional vai oferecer atividades culturais e de lazer para o público em parceria com o Sesc Rio de Janeiro. O Retiro dos Artistas e o Serviço Social do Comércio ( Sesc RJ ) assinaram nesta terça-feira (13/08) uma parceria que estabelece que o Centro Cultural do Lar de Jacarepaguá, abrirá ao público com programação regular, beneficiando os residentes e a comunidade da região. O Sesc Retiro dos Artistas terá como propósito preservar a memória da cultura e do entretenimento brasileiro movimentando o espaço que recebe artistas idosos em alguma situação de vulnerabilidade social. Outro objetivo do projeto é expandir o alcance do Sesc RJ à população da Zona Oeste da cidade e proporcionar aos moradores do lar o prazer do encontro e das atividades artísticas e culturais. O documento foi assinado pelos presidentes Antonio Florencio de Queiroz Junior (Sesc RJ) e Stepan Nercessian (Retiro dos Artistas) em cerimônia que contou com a presença de residentes, como a ex-vedete Iris Bruzzi, o ator Ruy Rezende e o percussionista Robertinho Silva, e artistas convidados, como Zezé Mota (vice-presidente do Retiro), Nelson Freitas, Edwin Luisi, Marieta Severo e Angela Vieira. “Para nós essa parceria representa muito. Não só para o Sesc, mas para o país. Um país sem memória é um país sem história. Essas pessoas que estão aqui hoje construíram a história cultural do Brasil, e não podemos deixar de dar a elas o nosso suporte, aproveitando a oportunidade também para levar o nosso trabalho para a comunidade da região”, disse Antonio Queiroz. “É uma alegria para todos nós, porque o Retiro está chegando bem perto do que ele sempre desejou ser: um lugar de acolhimento para todos os artistas, mas também um espaço aberto ao público de uma maneira geral, aos vizinhos, aqueles que precisam do espaço. Estou muito esperançoso, muito feliz, principalmente com a seriedade e a expertise que o Sesc tem de fazer esse tipo de trabalho”, celebrou Stepan Nercessian. A lista de atividades está em formulação, mas deve ser publicada em breve no site https://www.sescrio.org.br/ . O projeto pretende incluir apresentações de teatro e música, exibição audiovisual, biblioteca, exposição, circuito de dança de salão, atividades de estímulo cognitivo, arteterapia, escrita autobiográfica, cursos e atividades de economia criativa, unidade móvel OdontoSesc e recração, além de doações de alimentos do programa Sesc Mesa Brasil. Também está prevista a produção de um espetáculo inédito com a coordenação do filósofo e educador Gabriel Chalita, tendo no elenco residentes do retiro e artistas convidados. Retiro dos Artistas O Retiro dos Artistas foi fundado oficialmente em 13 de agosto de 1918, mas teve essa data alterada para 24 de agosto em homenagem ao ator e encenador João Caetano, falecido poucos dias depois. A data veio a ser proclamada Dia dos Artistas. A instituição atende dezenas de residentes entre atores, cantores, instrumentistas, produtores, figurinistas, maquiadores e outros profissionais em situação de vulnerabilidade e depende totalmente de doações e trabalho voluntário. O terreno, localizado em Jacarepaguá, foi doado pelo jornalista e empresário tcheco Frederico Figner, pioneiro da indústria fonográfica no Brasil, que também foi proprietário da Mansão Figner, onde funciona atualmente a unidade Arte Sesc, no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio. O endereço completo é: Rua Retiro dos Artistas, 571 - Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Fontes: https://agenciabrasil.ebc.com.br e https://www.sescrio.org.br
- Idosos devem se cadastrar no App Jaé para garantir gratuidade no transporte público
Aprenda como realizar o cadastro no aplicativo e garanta o seu direito à gratuidade em todos os modais de transporte regulados pela Prefeitura. Com a implementação do Jaé, o novo sistema de bilhetagem eletrônica que já está operando em todos os modais de transporte regulados pela Prefeitura, os idosos com 65 anos ou mais precisam realizar o cadastro para continuar usufruindo do benefício da gratuidade no transporte público. A medida é essencial para garantir que nenhum direito seja perdido durante a transição para o novo sistema. Veja o passo a passo para cadastrar no Jaé O cadastro pode ser feito diretamente pelo próprio idoso, de forma simples e rápida, seguindo os passos abaixo: Baixe o aplicativo Jaé : O primeiro passo é baixar o aplicativo Jaé em seu smartphone. Abra sua conta : Clique em "Abra sua conta" e siga as instruções exibidas na tela. Informe os dados pessoais : Preencha as informações solicitadas com seus dados pessoais. Recaptcha : Selecione as imagens que correspondem à figura indicada para completar o recaptcha de segurança. Confirmação via SMS : Insira o código de confirmação que será enviado por SMS para o número de telefone cadastrado. Crie uma senha : Escolha uma senha segura para acessar sua conta. Capture uma foto : Tire uma foto sua, conforme solicitado pelo aplicativo. Solicite a gratuidade : Ao acessar novamente o app, um banner informará que você tem direito à gratuidade. Solicite o benefício diretamente por ali. Após a solicitação, os dados serão enviados automaticamente para validação. Uma vez aprovados, você já poderá utilizar a gratuidade através do QR Code gerado no aplicativo. Caso prefira, é possível solicitar o cartão físico também pelo app. Cronogramas para outras gratuidades É importante destacar que, além dos idosos, outros grupos como estudantes, pessoas com deficiência (PCDs) e universitários terão seus cronogramas de cadastramento divulgados futuramente. Fique atento às informações divulgadas pela Agência Lume e não deixe de garantir seus direitos.
- Lume Checking: É falsa a informação de falta d'água em Rio das Pedras neste fim de semana
Leitores entraram em contato com a Lume questionando a informação que circula na comunidade. Nos últimos dias alguns moradores de Rio das Pedras entraram em contato com a Agência Lume, questionando sobre uma informação de que a região do Areal teria uma interrupção no abastecimento de água no próximo domingo (11). Alguns leitores diziam que a informação era de que o abastecimento seria interrompido até o domingo, outros diziam que seria interrompido apenas no domingo. Nossa equipe entrou em contato com a Iguá, empresa responsável pelo abastecimento da região e questionou se a informação era verdadeira. Segundo a concessionária, não há previsão de manutenções com impacto no abastecimento nos próximos dias. A empresa disse ainda que finalizou na noite da última quarta-feira (07/08), uma manutenção para desobstrução na rede de distribuição de água tratada de Rio das Pedras, que foi danificada durante um serviço de terceiros. Então, segundo apurado pela equipe da Agência Lume, não é verdadeira a informação de que existem uma manutenção que pode causar falta de água neste fim de semana. A Lume orienta que moradores que estejam com dúvidas ou estejam enfrentando algum problema de abastecimento, entrem contato com a Iguá através da Central de Atendimento, pelo número 0800 400 0509 (telefone e WhatsApp). Veja a nota completa da Iguá: A Iguá informa que finalizou, às 21h de quarta-feira (07/08), a manutenção para desobstrução na rede de distribuição de água tratada do bairro Rio das Pedras, que foi danificada durante um serviço de terceiros. O fornecimento foi retomado após a intervenção. E não há previsão de manutenções com impacto no abastecimento nos próximos dias. A concessionária permanece à disposição dos clientes por meio da Central de Atendimento, no número 0800 400 0509 (telefone e WhatsApp).
- Oportunidades: Veja vagas divulgadas pelo governo do Estado
Grande parte das oportunidades é para o setor de Serviços. Saiba mais: O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho e Renda, está divulgando, esta semana, 4.121 oportunidades de emprego, estágio e jovem aprendiz. São 1.911 vagas para quem busca trabalho e 2.210 chances para quem ainda está terminando os estudos. As posições são disponibilizadas por meio dos postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine), enquanto os estágios e oportunidades para jovem aprendiz são fruto de parceria com a Fundação Mudes e o Centro de Integração Empresa Escola (CIEE). As vagas estão divididas por várias regiões do estado como as regiões Metropolitana, Médio Paraíba, Noroeste e Serrana. Os maiores salários, que variam de R$ 5.648 a R$ 8.472, estão disponíveis no bairro da Penha (motorista de ônibus), Zona Sul (cozinheiro) e no município de Nova Iguaçu (gerente de loja e supermercados). Também estão sendo divulgadas vagas para os cargos de açougueiro, babá, eletricista e mecânico de refrigeração. Para quem tem o Ensino Superior, existem oportunidades para assistente social, farmacêutico veterinário e nutricionista. A região metropolitana tem 1.615 oportunidades, 324 exclusivas para pessoas com deficiência (PcD). Para este seguimento as vagas oferecidas são de empacotador à mão (40 vagas), operador de caixa (25 vagas), ladrilheiro (27 vagas). com salários de até R$ 2.824 e necessidade de experiência anterior. Na mesma região, há outras oportunidades com remunerações que podem chegar a R$ 5.648 (três salários mínimos), como borracheiro, em Barros Filho, que exige apenas o Ensino Fundamental. Existem, também, 10 vagas para encarregado de açougue, no bairro da Ilha do Governador, com experiência anterior exigida. A Região do Médio Paraíba tem 21 vagas com remunerações entre R$ 1.412 a R$ 2.824, como a de atendente de farmácia, em Valença, carpinteiro, em Volta Redonda, e faxineiro, em Itatiaia, entre outras. As 199 vagas da região Serrana são, em sua maioria, para Teresópolis e oferecem de um a três salários mínimos. Aqueles que têm experiência como auxiliar de conservação de vias permanentes, auxiliar de limpeza, camareira de hotel ou cozinheiro de restaurante podem se candidatar a uma das oportunidades oferecidas no bairro de Várzea. No mesmo bairro, há vagas para analista de planejamento e engenheiro civil, ambos com exigência de ensino superior completo e experiência. Para concorrer as oportunidades é essencial manter o cadastro e currículos atualizados no Sistema Nacional de Emprego, que analisa o perfil do candidato e a vaga cadastrada pelo empregador. Para se inscrever ou atualizar o cadastro os candidatos devem se dirigir a uma unidade do Sine, levando os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS e CPF. Para consultar o endereço das unidades e os detalhes de todas as vagas oferecidas, basta acessar o Painel Interativo de Vagas da secretaria, disponível no site http://www.trabalho.rj.gov.br/ . Em parceria com o CIEE e a Fundação Mudes, a Secretaria de Trabalho e Renda divulgou estágios para diferentes níveis de escolaridades e, ainda, oportunidades para jovem aprendiz. A Fundação Mudes oferece 793 vagas de estágio nos níveis Superior, Médio e Técnico, com bolsa-auxílio que pode chegar a R$ 2.000. Para se candidatar, basta acessar https://www.mudes.org.br/ . Já o CIEE colocou à disposição da população do Estado do Rio 1.417 oportunidades de estágio, 866 das quais para Ensino Superior e 551 para Ensino Médio, técnico e jovem aprendiz. Outras informações podem ser obtidas em http://www.ciee.org.br/ . Fonte: https://www.rj.gov.br/noticias
- Câmara do Rio Proíbe Cobrança de Pedágio nos Dias de Eleição
Nova lei estabelece isenção de pedágio e multas rigorosas para infratores durante o período eleitoral. No fim de julho, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro promulgou a Lei n° 8.518/2024, que proíbe a cobrança de pedágio nos dias de eleição no município, das 8 horas às 18 horas. De acordo com o texto, caso a proibição seja descumprida, o cidadão tem o direito de ser reembolsado. A lei promulgada no dia 25 de julho também impõe multas que variam de R$ 50 mil a R$ 200 mil para os responsáveis, levando em consideração a reincidência da infração. Outra determinação importante é que o tempo máximo para atendimento nos pedágios deve ser de 15 minutos. O descumprimento dessa regra impede a cobrança do valor modal pelo pedágio. As eleições municipais de 2024 serão realizadas nos dias 6 e 27 de outubro, com votação aberta das 8 horas às 17 horas, considerando o horário de Brasília. Fonte: https://www.camara.rio/
- Os nossos rios também têm histórias
Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. A Bacia Hidrográfica da Baixada de Jacarepaguá é uma planície litorânea localizada na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Com cerca de 300 km², ela abrange as Regiões Administrativas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus. Essa bacia é formada pelos rios que descem das vertentes dos Maciços da Tijuca e da Pedra Branca, além das lagoas da Tijuca, Camorim, Jacarepaguá, Marapendi e Lagoinha. A drenagem tem como destino inicial esse complexo lagunar e, posteriormente, o Oceano Atlântico. Da área total da bacia, 176 km² são terras drenadas pelos rios. Os divisores de águas da bacia são constituídos pelas cristas da Pedra da Gávea, Mesa do Imperador, Maciço da Tijuca, Serra do Engenho Velho e Morros do Catonho, do Mato Alto, São José Operário e Covanca, prosseguindo pelo Maciço da Pedra Branca. Esses rios e lagoas tiveram uma grande importância econômica para a região. Enquanto os primeiros eram usados para escoar uma parte da produção local de açúcar e anil durante o período colonial; as lagoas abrigaram a Colônia de Pescadores Z 14, na primeira metade do século XX. O Rio Grande é um dos principais corpos hídricos da Bacia Hidrográfica da Baixada de Jacarepaguá. Tem sua nascente no Parque Estadual da Pedra Branca, em uma altitude de 340 metros. Corre no sentido oeste-leste por 7 km e depois direciona-se para o sul, por mais 8 km, até desembocar na Lagoa do Camorim. Outro importante curso d'água da região é o rio Anil, que, após atravessar a Praça Professora Camisão, recebe o nome de Rio Sangrador. Ele possui 9 km de extensão e também deságua na Lagoa do Camorim. Até o início do século XX, esse rio chamava-se Porta d'Água, pois possuía diques e comportas ao longo do seu trajeto. Os rios que atravessam a Baixada de Jacarepaguá sofreram várias intervenções humanas nos últimos 40 anos. O assoreamento acelerado, o lançamento de esgoto industrial e doméstico, a urbanização descontrolada e a retificação dos cursos hídricos interferiram diretamente na dinâmica da bacia hidrográfica supracitada, causando uma série de problemas socioambientais nessa área. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.
- Destaque do Bairro: Márcio D’Agosto
Morador da Freguesia há mais de 50 anos, dedica sua vida ao estudo de sistemas de transporte e concorre a um troféu de grande relevância em sua área. Márcio D’Agosto, morou durante toda a sua vida na Rua Comandante Rubens Silva, no bairro da Freguesia, em Jacarepaguá, doutor em Engenharia de Transportes, que se destaca pela carreira e pela contribuição significativa ao desenvolvimento sustentável no setor em que atua, acompanha as mudanças do bairro desde dezembro de 1970. A relação de Márico com o bairro da Freguesia é profunda, estudou na Escola Municipal Menezes Cortes até a 6ª série primária, seguindo para o Colégio Pentágono e, posteriormente, o Colégio Bahiense, ambos no Largo do Moutela. O então estudante sempre demonstrou uma aptidão especial para as disciplinas de exatas, sendo incentivado pelo professor Sebastião Trindade de Paiva a buscar oportunidades em instituições de renome como o Instituto Militar de Engenharia (IME). Em 1984, foi aprovado no vestibular do IME, onde se formou em Engenharia Mecânica e de Automóveis em 1989. Sua carreira profissional começou na Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga, passando pela Minasgás e pela fábrica da Coca-Cola na Taquara, onde supervisionou a construção da unidade. Em 1997, Márcio iniciou sua pós-graduação no IME e, em 2004, concluiu seu doutorado em Engenharia de Transportes na COPPE/UFRJ. Em 2005, assumiu a Diretoria de Planejamento de Transportes na Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), contribuindo significativamente para a melhoria dos serviços de transporte urbano e táxis. Em 2006, foi aprovado como professor da COPPE/UFRJ, onde se destacou por sua atuação nas áreas de logística, transporte de carga e sustentabilidade. Sua dedicação à educação e à pesquisa é evidente, sendo o autor do único livro didático nacional sobre sustentabilidade em logística. Márcio D’Agosto também preside o Instituto Brasileiro de Transporte Sustentável (IBTS) desde 2017 e coordena o Programa de Logística Verde Brasil (PLVB), reforçando seu compromisso com a sustentabilidade no transporte. Márcio que viviveu 54 dos seus 57 anos de vida na Freguesia, diz que nunca pensou em se mudar do bairro, por considerar que o mesmo era um bairro pacato e muito bom de morar. "Minha casa é bem localizada e eu tenho um especial apego por ela (praticamente foi o único lugar onde eu morei a vida toda), mesmo depois que a especulação imobiliária fez com que a rua ficasse cheia de prédios." Segundo o especialista o transporte no bairro é precário, pois a rede de transporte público da Freguesia é ineficiente. Neste mês Márcio D’Agosto concorre ao Troféu Frotas & Fretes Verdes 2024 na categoria "Executivo Destaque", uma premiação que reconhece gestores públicos e privados pelas suas contribuições relevantes aos setores produtivos e de transporte no Brasil. Este troféu, promovido pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, é uma homenagem ao desempenho excepcional e às práticas inovadoras que visam a sustentabilidade e a eficiência no transporte. Convidamos todos os moradores da Freguesia a apoiar Márcio D’Agosto nesta premiação, reconhecendo seu esforço e dedicação em prol de um planejamento de transportes mais sustentável, visando ações que ajudem o meio ambiente. A votação está aberta no site do Instituto Besc, e seu voto é fundamental para destacar a importância do trabalho de Márcio. Para votar, acesse: Troféu Frotas & Fretes Verdes 2024 Vamos juntos reconhecer e apoiar quem faz a diferença em nosso bairro e em todo o país.
- Prefeitura abre novas vagas para cursos na plataforma Rio On
Conteúdos são voltados para educação digital e inserção no mercado de trabalho. A plataforma Rio On abriu inscrições para mais de mil vagas em cursos online gratuitos, que serão iniciados neste mês de agosto. A plataforma que é fruto de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia e o Senac-RJ, oferece conteúdos voltados para educação digital e a inserção no mercado de trabalho. Estão abertas as inscrições para os cursos: Desenvolvimento de Banco de Dados, Excel, Análise de Dados com Power BI, Introdução à IA: Inteligência artificial na prática; Introdução ntrodução ao Marketing Digital; Design Gráfico: Criando meu primeiro JOB; Introdução ao Web design com HTML e CSS; Design Gráfico Digital: Mandando bem nas entregas; Educação Financeira; Design Thinking e processos criativos. Os primeiros dois cursos, Desenvolvimento de Banco de dados e Introdução ao Web Design com HTML e CSS, terão início das aulas no dia 05/08. As aulas são pela internet, com duração de 8 a 60 horas. Para se inscrever, é preciso ser morador do município do Rio de Janeiro e ter idade a partir de 16 anos. Para a inscrição, basta acessar: https://rioon.rio.br/
- Pedestres reclamam de vazamento na Estrada de Jacarepaguá
Problema atrapalha motoristas e pedestres que circulam próximos ao número 3469 em Rio das Pedras. Um vazamento de água potável na região próxima ao Shopping Rio das Pedras, na Estrada de Jacarepaguá, tem incomodado pedestres e motoristas. Quem passa pelo local reclama que o vazamento está danificando o asfalto e ainda causa poças d'água que, quando atingidas por algum veículo, molham quem circula pela calçada. Segundo moradores, o vazamento já ocorre há mais de uma semana, e na tarde desta quinta-feira (25/07), agentes da Iguá, concessionária responsável pelo abastecimento na região, foram vistos trabalhando no local. A Agência Lume entrou em contato com a concessionária para entender o que pode ter causado o vazamento e quanto tempo duraria o reparo, mas até a empresa Iguá respondeu apenas que estava apurando a situação.
- As mudanças climáticas e os impactos ambientais na Baixada de Jacarepaguá
Caso estudos recentes sobre o tema se confirmem, o cenário pode colocar milhões de pessoas em risco e fazer alguns bairros desaparecerem do mapa. As Mudanças Climáticas podem ampliar e intensificar problemas já recorrentes nos 18 bairros da Baixada de Jacarepaguá, localizada na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Com a elevação da temperatura aumentam as ocorrências de chuvas cada vez mais intensas e prolongadas. As chuvas extremas mais o desmatamento resultam em alagamentos, enchentes, inundações e deslizamentos de terra. Publicado em 2022, a 1ª Edição do Relatório de Territorialidade Hídrica foi feita pela Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Agevap) e pelo Comitê de Bacia da Baía de Guanabara . O objetivo foi sistematizar e representar a Região Hidrográfica V (RH-V) , que corresponde à Baía e os Sistemas de Maricá e Jacarepaguá. A primeira edição trata especificamente do Complexo Lagunar de Jacarepaguá , popularmente conhecido como Pantanal Carioca . É uma área de aproximadamente 280 km² formada por mais de trinta rios (das Pedras, do Anil e Sangrador etc) e quatro lagoas ( da Tijuca , de Jacarepaguá , de Marapendi e a do Camorim ). Captura de Tela do artigo “ Estimativa do Tempo de Renovação da Água do Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá Através de Modelagem Numérica ”. Cristina Portella, autora do trabalho de divulgação científica " No meu quintal tem uma lagoa " e moradora próxima do Canal de Marapendi explica a região que também é conhecida como “Pantanal Carioca” : “é um termo muito utilizado para falar do trecho da lagoa da Tijuca, próximo a Ilha da Gigoia, uma área de manguezal onde são avistados jacarés e outros animais da nossa fauna nativa que também fazem parte da fauna do Pantanal Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Entendo como um apelido consolidado pelos que trabalham com turismo, os balseiros locais e outros. É um local de geração de renda para parte dos moradores da Gigoia e entorno”. Leonardo Soares, pesquisador do Instituto Histórico e Geográfico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA) e Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), conta como se deu a formação da Baixada de Jacarepaguá: “a região está localizada entre os maciços da Tijuca e da Pedra Branca. O segundo, inclusive, é a maior floresta urbana do mundo. E ao sul tem o Oceano Atlântico. É uma região que tem levemente algumas áreas abaixo do nível do mar. Tem uma explicação muito boa sobre a região ter sido uma baía há milênios de anos. Porém, detritos de terra, areia e galhos foram se acumulando, além das ações de aterramento realizadas pelo homem através da expansão urbana. Com isso, essa região foi praticamente aterrada, se tornando uma baixada” . Perda da Cobertura Vegetal A Baixada de Jacarepaguá equivale a Área de Planejamento 4 (AP4) do município do Rio de Janeiro. E a AP4 é formada por três Regiões Administrativas (RM): Barra da Tijuca, Cidade de Deus e Jacarepaguá. De acordo com o Data Rio , no período de 2000 a 2010, a AP4 foi a que apresentou maior crescimento populacional (33,4%) e a RA Barra da Tijuca (72,5%) , respectivamente. O artigo “ Dinâmica urbana recente da cidade do Rio de Janeiro: considerações a partir da análise de dados dos censos do IBGE e do licenciamento urbanístico municipal ”, indica que a AP4 é a área que teve maior aumento populacional e de domicílios na capital nas últimas décadas. A população cresceu em 47% entre 1980-1991, 25,29% entre 1991-2000 e 33,33% entre 2000-2010. Em domicílios, cresceu em 34,84% entre 1991-2000 e 51,21% entre 2000-2010. Captura de Tela do Artigo: “Dinâmica urbana recente da cidade do Rio de Janeiro: considerações a partir da análise de dados dos censos do IBGE e do licenciamento urbanístico municipal”. Nas últimas estimativas, segundo o Censo do IBGE de 2010, a AP4 possuía uma população de 909.955 habitantes, e uma população de 1.011.946, em 2015. A perda da cobertura vegetal da Baixada de Jacarepaguá está associada ao aumento da população e domicílios na região através do desmatamento e da especulação imobiliária. “O início do desmatamento da Baixada de Jacarepaguá se deu no Brasil Colônia com a prática do “plantation”. Fazendas foram erguidas na região para implementar um sistema de produção agrícola baseada no latifúndio, na monocultura, no trabalho escravo através da mão de obra dos povos africanos e indígenas. Era uma prática do mercantilismo, sendo voltado para atender o comércio exterior. Quando a fazenda deixava de ser produtiva, criava-se outra.” , explica Leonardo Soares. Capturar de Tela do livro “O Sertão Carioca”. “Magalhães Corrêa, em seu livro "Sertão Carioca" (1936), já se mostrava preocupado com o excesso de atividades extrativistas na Baixada de Jacarepaguá: tamanqueiros, carvoeiros, machadeiros, cabeiros... o avanço da urbanização nas áreas do Centro e Zona Sul, demandava lenha e tábuas, madeira para construção. A produção de café e cana-de-açúcar também contribuiu para o desmatamento. E, continuamos da mesma forma: alimentada pela especulação imobiliária e pela falta de uma política efetiva de moradias populares” , relata Cristina Portella. Beth Bezerra, especialista em Políticas Públicas e moradora da Região das Vargens, explica que o desmatamento se dá através das queimadas e da expansão imobiliária: “Para entender como o desmatamento afeta a Baixada de Jacarepaguá é preciso entender o que é esse complexo, definido pelo próprio nome, são diversos ecossistemas interligados, existindo uma profunda interligação entre eles, através da fauna e das águas. Nos maciços a floresta protege contra deslizamentos e desbarrancamentos, além de reter a queda vertical de chuvas fortes ou mesmo trombas d’água. São elas os primeiros amortecedores desse impacto. As queimadas e a expansão imobiliária tanto nas áreas de amortecimento dos maciços como nas áreas alagadas, sejam elas áreas turfeiras ou mangues impedem o fluxo natural das águas provocando alagamentos mais constantes e severos, bem como mudanças climáticas. Outra questão relevante da expansão imobiliária é que os lençóis freáticos são rompidos e uma vez que a água não encontra seu caminho ela sobe, isto se torna mais complexo devido a relação dessas áreas úmidas com o mar e as marés .” Alterações Climáticas No capítulo “Climatologia e Precipitação” (Pág. 91-94), o relatório informa que diversos estudos sobre clima estão associados com o processo de urbanização, fenômeno marcante em crescimento diário na região. Além de mencionar o artigo “ Evolução Urbana e Prováveis Alterações Climáticas em Jacarepaguá ”. Apresentado em 2008 pelas pesquisadoras Brito & Brandão no 8º Simpósio Brasileiro de Climatologia Geográfica, o artigo explica que a crescente impermeabilização do solo, como também a retirada da cobertura vegetal, está trazendo um aumento da temperatura visto na análise dos dados e gráficos. Captura de Tela: “ Evolução Urbana e Prováveis Alterações Climáticas em Jacarepaguá " O artigo aponta que a média de temperatura máxima tem aumentado e a média de temperatura mínima tem diminuído. O aumento da temperatura mais significativo se deu a partir do final da década de 1960, quando iniciou o processo de expansão urbana seguindo a orla, indo da Zona Sul para a Zona Oeste. “Moro nessa região desde 1994, é bem perceptível que as chuvas estão reduzidas. Tínhamos invernos com chuvas que duravam dias, desde a década de 2010 as mudanças são bem claras, redução pluviométrica, e muitas vezes chuvas pesadas em poucas horas que acabam alagando tudo. As temperaturas também mudam, mesmo no verão a temperatura média era em torno de 30º, com a redução das chuvas o frio também foi embora, antes no inverno a temperatura pode chegar a 8º hoje não está passando dos 14° assim mesmo por um ou dois dias. Já me desfiz de luvas, botas porque não tem inverno pra isso.Temos tido dias com temperaturas acima dos 40º no verão o que era algo impensável há pouco anos. A região de alagados atua no processo de produção de oxigenação, através de plantas aquáticas principalmente algas e cianobactérias, bem como no amortecimento do calor. Um hectare de árvores absorve 3,1 toneladas de gás carbônico por ano. A impermeabilização do solo devido à expansão demográfica trouxe aquecimento da região”, relata Beth Bezerra. Seny Felix é pedagoga, integrante da Pastoral Ecologia Integral e moradora há 45 de Rio das Pedras. Ela vem percebendo que a região está cada vez mais quente: “Rio das Pedras ainda era uma área com muitas árvores e vegetação, hoje cada vez mais crescendo na vertical e na horizontal, vários condomínios e tudo aterrado. Tem se tornado um local cada vez mais quente. Especulação imobiliária adentrando a mata, negligência por parte do poder público”. Deslizamentos de Terra e Inundações O capítulo “Deslizamento e Drenagens” (pág. 97-101), explica que na bacia de Jacarepaguá existe uma alta declividade ocasionada por processos naturais e erosivos. A declividade é a relação entre a diferença de altura entre dois pontos. Esses dois pontos são os maciços da Pedra Branca (1.024 m), ao norte, e o da Tijuca (1.021 m), ao leste. Esses processos erosivos são consequência do desmatamento. Com isso, a Baixada de Jacarepaguá tem potencial para ter ocorrência e suscetibilidade de deslizamentos de terra. Isso acontece devido à saturação da encosta, principalmente na forma de chuvas intensas ou prolongadas. É possível observar no “Mapa de Suscetibilidade à Inundação e Movimentos de Massa” , que regiões das vargens, de deságue dos rios Arroio Fundo e Anil e os canais de Sernambetiba, Jacarepaguá, Curicica, o entorno do Rio Grande, os rios Guerenguê e Engenho Novo possuem alta suscetibilidade para inundações. “As enchentes ocorrem em dois tipos de causas principais: os naturais e os antrópicos. Os rios perenes costumam ter dois tipos de leitos: um menor e principal, por onde a água corre durante a maior parte do tempo, e um complementar, que é inundado com chuvas volumosas ou períodos longos de chuva. Essa manifestação é comum nas áreas planas, também chamadas de planícies de alagados. A interferência humana sobre os cursos d'água, provocando enchentes e inundações, quase sempre, essas questões são consequências do mau uso do espaço urbano. A transposição de rios sem os devidos reparos técnicos, com estudo de impactos ambientais e de vizinhança, condomínios que ao seu bel prazer aterram nascentes, rios e canais, licenças legais e ilegais para empreendimentos nas áreas de amortecimento dos maciços, e das áreas de turfa e manguezais” , explica Beth Bezerra. Imagens: Arquivo Beth Bezerra. “ Moro há 45 anos na Rua Principal em Rio das Pedras, sempre foi um local carente e saneamento básico, enchentes sempre aconteceram. Hoje afetam de modos distintos os vários locais que compõem o complexo de rios de Rio das Pedras. Areal, areinha, Pantanal nem precisam de chuva para ficarem alagadas, basta a subida da maré ”, relata Seny Felix. Sidney Teixeira é diretor da Associação de Moradores da Freguesia (AMAF) explica que a baixa permeabilidade do solo devido a perda da cobertura vegetal acarreta para eventuais alagamentos e enchentes na região, principalmente em Rio das Pedras: “O Rio das Pedras é um exemplo claro disso, com frequentes alagamentos e muito possivelmente por causa da grande densidade de moradias e a baixa permeabilidade do solo (basta olhar a área e verá que a rede pluvial é baixa, assim como a vegetação dentro da comunidade praticamente não existe). “Em 2019, um deslizamento no Itanhangá atingiu um abrigo de animais e fechou, temporariamente, o acesso ao local. Em 2022, a região das Vargens foi fortemente atingida por alagamentos que impediram a locomoção dos moradores, com ruas que se tornaram rios, prejuízos e risco de vida para as pessoas que moram muito próximo às margens dos rios. Há também eventos menores de deslizamento e alagamento que acabam não chegando ao nosso conhecimento, mas que impactam a vida dos cidadãos.Toda essa região é composta de áreas alagadas, brejos, mangues, solo de turfa, áreas de restinga, lagoas e Canal de Marapendi são influenciados pelas marés. Mesmo a região da Barra da Tijuca, apesar de boa infraestrutura urbana, tem sempre áreas de bolsões de água, na Avenida Ayrton Senna e Av. das Américas, que acabam por prejudicar a mobilidade do bairro e adjacências. Já ocorreu de fecharem os retornos subterrâneos por inundação” , relata Cristina Portella. Aumento do Nível do Mar No capítulo “Planejamento para as Ações Climáticas”, na página 96, explica que o aumento da temperatura média na superfície da Terra está relacionado ao aumento do nível do mar. Segundo a The United Nations Environment Programme (UNEP) , os últimos seis anos foram os mais quentes registrados desde 1880 . Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) , existe uma probabilidade de 20% de que o aumento da temperatura exceda temporariamente os 1,5°C já a partir de 2024. José Alves é Doutor em demografia e professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE/IBGE). Em seu artigo, “ Catástrofe climática e a rápida elevação do nível do mar ”, ele relata que se as emissões de GEE continuarem no nível atual, somente a Antártica tem o potencial de contribuir com mais de um metro de elevação do nível do mar até 2100 e mais de 15 metros até 2.500: “... assim, no pior cenário de emissões de gases de efeito estufa, o nível médio do mar subiria cerca de 2 metros até o fim do século, extinguindo nações insulares e gerando grande quantidade de refugiados do clima em cidades como Rio de Janeiro, Londres, Miami, Xangai, etc ”, O mesmo autor escreveu outro artigo chamado “ Rio debaixo d’água e o fim da praia de Copacabana ”. Nele, José projeta que se as previsões mais recentes dos cientistas se confirmarem e o nível do mar subir entre 1,8 metro (6 pés) a 2,1 metros (7 pés) até o ano 2.100, boa parte parte da cidade do Rio de Janeiro irá ficar debaixo d'água: “A região oeste da cidade do Rio de Janeiro deve ser a mais afetada pelos resultados das mudanças climáticas. Toda a Baía de Sepetiba e área que vai de Grumari até a Barra da Tijuca deve ficar coberta de água se o nível do mar subir mais do que 1 metro. Os prejuízos econômicos serão colossais.” “A ocupação demo econômica da cidade do Rio de Janeiro se propagou pelas três baixadas litorâneas: a baixada da Guanabara, a de Jacarepaguá e a de Sepetiba, que são delimitadas pelas elevações de três maciços costeiros: o maciço da Tijuca, o da Pedra Branca e o do Gericinó-Mendanha. A combinação de montanhas com a elevação do nível do mar torna as áreas baixas da cidade muito vulneráveis às inundações e enchentes. Se o nível do mar subir não haverá como escoar as águas das chuvas e tempestades” , explica o professor José Alves em um de seus artigos. Mapa das áreas da Região Metropolitana do Rio de Janeiro mais sujeitas às inundações extraída do artigo “Rio debaixo d’água e o fim da praia de Copacabana”, de José Eustáquio Diniz Alves. Segundo relatório do Banco Mundial sobre o Clima e Desenvolvimento para o Brasil , eventos de clima extremo podem colocar de 800 mil a 3 milhões de brasileiros na pobreza. No planeta, esse número pode chegar a 3 bilhões de pessoas. O Relatório de Vulnerabilidades da Zona Costeira Brasileira às Mudanças Climáticas indica que na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, a maior aglomeração urbana da zona costeira do Brasil, 12 milhões de habitantes podem ser afetados se ocorrer uma elevação de 50 cm nas águas do mar. O avanço do nível do mar ainda não é um problema na Baixada de Jacarepaguá, mas o avanço do nível das lagoas já é uma realidade, como relata Sidney Teixeira: “Outro exemplo é justamente o Rio Anil, cuja bacia está nesse mapa de inundações. Na década de 1990, várias porções do bairro próximas ao rio foram destruídas, obrigando até a transferência de moradias para outros locais, e uma das causas que foi apontada na época foi justamente o desmatamento tanto da faixa marginal quanto da superfície dos morros que abrigam os rios Papagaio e Quitite”. Ações do Governo Municipal Através da Lei de Acesso à Informação, a reportagem realizou perguntas às autarquias, empresas públicas, fundações e secretarias, todas no âmbito do Governo Municipal. E até a publicação da reportagem tivemos as seguintes respostas: Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Clima “ A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro realiza o monitoramento anual das emissões de gases de efeito estufa (GEE), com uma série histórica de 10 anos (2012 a 2021), disponível em https://ambienteclima.prefeitura.rio/mudancas-climaticas/ . Por questões metodológicas, o inventário de emissões apresenta os resultados desagregados por setor e subsetor, conforme a metodologia do GHG Protocol para a contabilização e relato de emissões de GEE em cidades, permitindo identificar a origem e o volume das emissões de GEE no território municipal. Dessa forma, os resultados do inventário são referentes ao território do município, não permitindo análises em escalas territoriais menores. Diversas ações são implementadas pela Prefeitura para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, conforme apresentado na Tabela 6 do estudo Monitoramento das Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro 2012 a 2021, disponível em https://ambienteclima.prefeitura.rio/mudancas-climaticas/ . Com o intuito de permitir a identificação, mensuração e avaliação das reduções de emissões que ocorrem na cidade, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) publicou o Decreto Rio nº 53701, de 11 de dezembro de 2023, que institui o Programa de Registro e Comunicação da Ação Climática Local - PROCLIMA.RIO , instrumento destinado ao acompanhamento e monitoramento do Plano de Ação Climática da Cidade do Rio de Janeiro. Esclareceu ademais, que estabelece a Plataforma de Registro e Comunicação da Ação Climática Local, possibilitando ampla participação da sociedade civil, setor privado e outros níveis de governo na agenda climática municipal. Acrescentou que neste ano, estão testando a plataforma com diversas instituições, visando a realização da primeira chamada pública de projetos em 2025. ” A Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia “Informou que não possui, hoje, qualquer equipamento público sob sua gestão nas Regiões Administrativas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus, de forma que ainda não foram desenvolvidos projetos nestas áreas para a redução da emissão de dióxido de carbono e para redução de enchentes. Esclareceu contudo, que o tema é de grande relevância e que pretende expandir seus equipamentos para essas regiões, podendo melhor desenvolver projetos que, envolvendo a temática de ciência e tecnologia possam contribuir para estes impactos positivos sobre o ambiente.” A Secretaria Municipal de Infraestrutura “Informou que as solicitações estão fora do escopo de serviço desta Secretaria. Indicou consulta à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima e a Fundação Instituto das Águas do Município do Rio de Janeiro como competentes.” Secretaria Municipal de Conservação “ Informou que vem aprimorando ações na Usina de Asfalto CBUQ de Jacarepaguá, de forma a minimizar a redução de poluentes, com utilização de gás natural, em substituição ao óleo combustível, bem como ações periódicas de substituição dos filtros de manga, de forma a reduzir as emissões de particulados e impurezas para a atmosfera.Esclareceu que nas Regiões Administrativas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus, a Secretaria executou, desde 2022 até a maio/2024, um total de aproximadamente 720 quilômetros de limpeza, desassoreamento e manutenção de galerias de águas pluviais, em sistemas de microdrenagem urbana. Informamos que as ações de elaboração de estudos hidrológicos e projetos de drenagem e manejo de águas pluviais; de supervisão, coordenação e fiscalização da execução das obras e serviços de macrodrenagem.” Município realiza ações de limpeza de rios e lagoas. Fotos: Agência Lume. A Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento “Esclareceu que não faz parte das atividades meio e nem das atividades finalísticas da referida Secretaria a execução de ações dessa natureza.” Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico “Desenvolvemos projetos que priorizam a mobilidade ativa com a implantação de ciclovia, alargamento e sombreamento das calçadas, acessibilidade universal, iluminação pública, além da permeabilidade do solo, com a utilização de materiais permeáveis e áreas verdes. Esclareceu que a aprovação do Plano Diretor (LC 270/2024), a médio e longo prazo, desestimula o espraiamento da ocupação urbana através do direcionamento da densificação em áreas próximas aos eixos de transporte de alta capacidade. Acrescentou que aos imóveis situados na Área de Planejamento 4, inclusive na Zona do Plano Piloto (ZPP), será exigida apenas uma vaga para cada quatro unidades residenciais, comerciais e/ou de serviços.” Secretaria Municipal de Educação “ A Coordenação de Rede Física da SME realiza o acompanhamento do consumo de água e energia elétrica de toda a Rede Municipal de Ensino, a fim de identificar possíveis discrepâncias e evitar desperdício. Com o objetivo de sensibilizar a comunidade escolar para a necessidade de economia de energia e água, apresentando ações possíveis no cotidiano da escola. Acrescentou que foram entregues nas Coordenadorias Regionais de Educação, cartazes do tema para serem distribuídos para cada Unidade Escolar a serem fixados em áreas de grande circulação favorecendo sua visibilidade. A Coordenadoria de Planejamento e Execução esclarece que a AP4 (Área de Planejamento) possui em sua abrangência unidades escolares atendidas através do Programa Ônibus da Liberdade. O Termo de Referência, elaborado de forma a praticar ações de sustentabilidade da Secretaria Municipal de Educação, preconiza o seguinte: Todos os ônibus da frota devem aceitar o combustível diesel, mistura B20, permitindo-se ônibus com sistema de tração elétrica à bateria, ou fontes de energia elétrica. No momento da assinatura do contrato a empresa vencedora deverá apresentar Licença de Operação Ambiental e cópia do Certificado de Vistoria Anual, junto à SMTR- Secretaria Municipal de Transportes da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e da CRLV dos veículos no nome da empresa.” Instituto Rio Patrimônio da Humanidade “Informamos que nas áreas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus, não existe Área de Proteção do Ambiente Cultural (APAC), sendo assim, as ações descritas não fazem parte das atribuições do instituto.” Companhia Municipal de Limpeza Urbana - COMLURB “Conforme solicitado, em 17 de junho de 2024, por meio do qual postula informações sobre as ações da COMLURB de curto, médio e longo prazo para reduzir a emissão de dióxido de carbono, bem como para reduzir alagamentos, enchentes e evitar o avanço do nível da água e do mar nas Regiões Administrativas de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus, com base na Lei de Acesso à Informação, a COMLURB vem informar o que segue. Em atendimento, com embasamento técnico da Diretoria Técnica e de Engenharia, da Diretoria de Serviços Urbanos e da Diretoria de Limpeza Urbana, a COMLURB esclarece que a redução de envio de material orgânico para o Centro de Tratamento de Resíduos contribui para a redução de emissão de dióxido de carbono, contudo, sem limitação de regiões, e que as ações de compostagem e biometanização contribuem para essa redução. Informa que realiza a coleta de resíduos recicláveis em domicílios de toda a Cidade, destinando esses materiais às cooperativas de catadores a fim de realizarem a triagem e posterior comercialização para que estes materiais retornem para a cadeia produtiva, esclarecendo que a reciclagem, além de evitar a contaminação do solo e lençóis freáticos com o descarte de resíduos de forma irregular, reduz a necessidade da produção de novos materiais, o que evita que mais CO2 seja gerado. Além disso, a Companhia possui um programa - Selo Azul - de certificação a condomínios para entrega de resíduos recicláveis, cujo um dos objetivos é incentivar a segregação e entrega desses materiais, a fim de combater o descarte irregular, e que utiliza veículo elétrico em 50% da frota de Coleta Hospitalar, responsável por coletar resíduos de saúde em unidades hospitalares espalhadas pela cidade. Esclarece também que nos últimos anos vem implementando diversas ações de limpeza para prevenir alagamentos e promover uma gestão mais eficiente dos resíduos na Cidade do Rio de Janeiro, entre as quais a intensificação da limpeza de caixas de microdrenagem, ralos e boca de lobo, limpeza e manutenção de escadas hidráulicas, limpeza de rios, valas e canaletas e a limpeza de caixas de contenção de resíduos, além do Planejamento estratégico de gestão de resíduos, considerando o crescimento populacional da AP4, e campanhas de conscientização para a população sobre descarte correto de resíduos sólidos. Por fim, a COMLURB informa que realiza o monitoramento constante dos pontos de grande impacto de alagamentos para intervenções mais eficientes.” Empresa Municipal de Urbanização (RIO-URBE) “Informamos que conforme seu estatuto, apenas projeta e executa as obras do interesse da Prefeitura, em articulação com as Secretarias de competência específica sobre cada área. Esclareceu que tal execução é definida exclusivamente pelo Poder Executivo Municipal, que determinam quais obras deverão ser contratadas, quando deverão ser suspensas ou retomadas. Acrescentou que no que diz respeito à emissão de dióxido de carbono, estão sendo estudados e analisados ações que possam ser implementadas em projetos futuros, que auxiliem na redução de lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera. Em relação aos alagamentos mencionados, as ações fogem do escopo de serviços desta Empresa.” Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos “Informamos que não tem a competência para executar ações de redução de emissões de gases de efeito estufa na cidade do Rio de Janeiro, sendo responsável apenas pelo quantificação destas emissões através de monitoramento estabelecido nos Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa da Cidade do Rio de Janeiro, disponíveis à população através do portal DATA.RIO . Esclareceu que o órgão líder da Governança Climática da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro é a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Clima, a quem compete planejar e executar ações de redução de emissões de GEE na cidade, porém não de forma exclusiva - outros órgãos municipais também o fazem.” Fundação Parques e Jardins “A Fundação Parques executa os plantios de árvores contribuindo assim para captação de CO2 da atmosfera. Esclareceu que não exerce atividade que vise diminuir de forma direta a emissão de CO2, como por exemplo, mudanças nos modais de transporte, o que é competência de outros órgãos municipais. Nas regiões citadas foram plantadas desde 2020 até o mês corrente o total de 912 mudas em áreas públicas.” Rio-Águas “Não há relação com os serviços pertinentes a área de atuação deste órgão. A Rioáguas executa ações voltadas para o controle de enchentes, as quais são: 2933 e 3046. Estas podem ser consultadas no site: https://contasrio.rio.rj.gov.br/ContasRio/#!Despesas/Despesa%20por%20Programa . Não há no momento ações em relação à elevação do nível do mar.” As ações 2933 e 3046 que a Rio Águas informou, via LAI, não constam na página “ Despesas por Programa ", do site da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. E a Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (GEO-RIO) não respondeu até a publicação desta reportagem. O que deve ser feito? Cristina Portella: “As pessoas em situação de vulnerabilidade são sempre as mais afetadas, muitas vezes com risco de vida. A curto prazo a prefeitura deveria cumprir o "Plano de contingência de desastres naturais" (2019), equipar e ampliar o contingente da Defesa Civil e promover a remoção de pessoas que estão em moradias em áreas de alto risco, transferindo-as para locais seguros dentro ou próximo de seus territórios. A médio e longo prazo, criar e executar programas de reflorestamento, recuperação das faixas marginais, desassoreamento dos rios contemplando o impacto nas margens, implantar soluções baseadas na natureza - todas essas ações podem envolver as comunidades do entorno e gerar empregos. Também implantar ações de educação ambiental, informação e conhecimento podem salvar vidas. Promover a ocupação ordenada de solo evitando que pessoas em situação vulnerável se instalem em áreas de desabamento e alagamento, não é justo deixar as pessoas se instalarem e depois removê-las de modo arbitrário” . Beth Bezerra : “ Desde 2009, o poder municipal, através da Prefeitura e da Câmara, têm fragilizado as leis ambientais para permitir uma ocupação massiva da região, desconsiderando todas as premissas da ciência que apontam para a fragilidade geofísica do território. Há um pacto invisível das organizações instituídas, poder legislativo, executivo do município e estado, bem como poder judiciário que não faz cumprir as Leis federais, como Código Florestal , Conama , Snuc . O novo Plano Diretor não incluiu estudo de impactos, e com a criação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico (SMDUE) instituiu as chamadas licenças simplificadas através das quais todas as questões de preservação ambiental são desconsideradas a população está a mercê de uma catástrofe. Essa área que um dia foi reconhecida de relevante interesse ambiental, hoje é rifada pelo ventre da especulação imobiliária” . Leonardo Soares : Devemos ampliar a discussão sobre o zonamento da cidade. É urgente discutir os avanços do mercado imobiliário. E também envolve uma fiscalização maior dos órgãos públicos, já que na Baixada de Jacarepaguá temos APAs e Reservas Florestais. Sem falar que o próprio Estado, através da Prefeitura, vai modificando a legislação ambiental. No bairro Recreio dos Bandeirantes se tem prédios cada vez mais altos. Existe o aparelhamento do Estado através de agentes do mercado imobiliário. Mas também existem vários coletivos e movimentos engajados neste debate, mesmo não possuindo espaço . Seny Felix : “ Estão acontecendo obras de desassoreamento dos rios, dragagem, asfaltamento e na última reunião do Colegiado Gestor representante da Iguá, falou sobre ampliação do saneamento básico na comunidade, e sobre a dragagem do complexo Lagunar”. Sidney Teixeira: “ Existem legislações que obrigam área mínima de permeabilidade dos terrenos no bairro como a Freguesia (depois do crescimento repentino e desordenado do bairro), a saber o Decreto Municipal 38.057 , de 2013, garantindo que haja mais áreas nas novas construções para a drenagem natural das águas, ao contrário das tendências construtivas. Também iniciou recentemente o grande estudo técnico para implantação da unidade de conservação em alguns fragmentos florestais remanescentes em Jacarepaguá, mais especificamente nas margens das lagoas de Jacarepaguá e da Tijuca, assim como na parte do Maciço da Tijuca que está fora do Parque Nacional e é da bacia drenante para as lagoas. Neste caso, não há necessariamente uma garantia de proteção, pois tudo está em estudo e dependerá, ao fim, da decisão política, pela qual torcemos muito que seja favorável.” A luta de Coletivos e Movimentos Sociais No dia 22 de junho ocorreu o I Seminário de Arborização Carioca, na Nave do Conhecimento do bairro Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O evento contou com a participação de vários movimentos sociais, entre eles a AMAF. Além disso, foi redigida a “ Carta Compromisso com a Sustentabilidade e Arborização Urbana Carioca ”, que recomenda 24 ações concretas em relação à sustentabilidade no município. A carta foi endereçada aos Pré-candidatos a cargos executivos e legislativos, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Clima, a Fundação Parques e Jardins, a Prefeitura Municipal, ao Conselho Municipal de Meio Ambiente da Cidade, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, a Light e aos demais Órgãos Públicos Competentes e tomadores de decisões políticas. Algumas das ações recomendadas consiste na criação de um plano para despavimentação, abertura de golas e planejamentos de espaços verdes, abrindo mais espaço para árvores, incluindo as margens dos rios como um ponto chave da arborização urbana carioca. A carta também recomenda mapear a arborização urbana e todos os serviços subterrâneos da cidade (fiações, tubulações de gás e água, rede de água pluvial, entre outros). Da arborização pede-se que os dados (tais como espécie, data de plantio e outros dados) sejam transparentes, para que possam ser utilizados em bancos de dados acadêmicos, científicos, governamentais e também sirvam a coletivos que realizam ações junto a Fundação Parques e Jardins, consolidando o "Observatório de árvores do Rio de Janeiro" . “ Vários coletivos da cidade do Rio de Janeiro e profissionais técnicos da Fundação Parques e Jardins e de outras entidades recentemente fizemos um seminário de debate, com várias propostas em uma Carta Compromisso a ser distribuída nas próximas semanas a tomadores de decisão e candidatos políticos, pedindo compromisso com a recomposição técnica da Fundação Parques e Jardins, um plano de despavimentação na cidade, aproveitamento das margens de rios para a arborização, melhorias na fiscalização dos crimes ambientais, criação de um viveiro de mudas arbóreas próprio da cidade, dentre várias outras medidas específicas ”, relata Sidney, que faz parte da Associação de Moradores da Freguesia e foi uma das pessoas que assinaram a carta. Neste ano acontecem as Eleições Municipais, a sociedade escolherá seus representantes nos poderes legislativo e executivo. É muito importante que a população analise e estude as propostas das candidatas e candidatos, além de buscar informações em fontes confiáveis. E se na sua rotina sobrar algum tempo, integre e faça parte de iniciativas que trabalham em prol do Meio Ambiente. Como canta Chico Science & Nação Zumbi “Que eu desorganizando posso me organizar”.










