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- Prefeitura refaz tubulações e asfalto na Quadra 4, Rua Nova
Funcionários da Secretaria Municipal de Conservação transforam a rua que a meses sofria com esgoto a céu aberto. Durante toda a manhã desta sexta-feira (25/09) agentes da Secretaria Municipal de Conservação trabalharam na Quadra 4, rua que vinha sofrendo com esgoto a céu aberto. Segundo o os agentes que trabalhavam no local, os serviços realizados hoje incluíram a troca da tubulação de esgoto que estaria toda danificada, e a troca do asfalto. Veja algumas fotos e vídeos do trabalho realizado: Fotos: Douglas Teixeira / Agência Lume.
- Chuva forte causa transtornos em Rio das Pedras
A frente fria, que afetou toda a cidade, deixou a principal via da comunidade alagada. Desde a madrugada desta terça-feira (22/09), os moradores do Rio de Janeiro vêm sofrendo com os impactos da chuva forte na cidade. O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou, às 8h15 da manhã, que o município entrou em Estágio de Atenção – o alerta é o terceiro nível, em uma escala de cinco, e indica que rotina da população já foi impactada com os transtornos causados pela chuva. A comunidade de Rio das Pedras, que sofre historicamente com as enchentes, foi mais um local afetado na cidade. No início da manhã, diversas regiões do local, como Areal 1 e 2, Areinha e Rua Nova, já estavam com bolsões d’água. Por vezes, o alagamento também era piorado pelo lixo deixado nas ruas. A Avenida Engenheiro Souza Filho, principal via da comunidade, foi uma das mais prejudicadas. Durante a tarde, ônibus e carros particulares tiveram dificuldade em cruzar a via nos dois sentidos, que estavam tomados pela água. Por esse motivo, alguns trabalhadores da comunidade tiveram dificuldade de ir ou chegar do trabalho. A previsão do tempo para amanhã (23/09), ainda é de chuva, que poderá ser de fraca a moderada isolada, na cidade. A recomendação é, para quem puder, permanecer em casa. Confira abaixo algumas imagens dos transtornos causados pela chuva em Rio das Pedras:
- Família protesta contra morte de jovem em farmácia de Rio das Pedras
O protesto aconteceu na manhã desta terça-feira, Weleisom teria tentado comprar um remédio na drogaria, mas teria sido impedido por não estar usando máscara. Por: Rô Tavares, Gabrielle Teles, Fernanda Calé, Douglas Teixeira e Wellington Mello. Na manhã desta terça-feira (22/09), familiares e amigos do jovem Weleisom Silva Ferreira, de 32 anos, realizaram um protesto pedindo por justiça, após o jovem ter morrido dentro de uma grande rede de farmácias na comunidade de Rio das Pedras, segundo a família teria havido omissão de socorro. O jovem, que faleceu na noite de sexta-feira (18/09), teria sido impedido de entrar na farmácia para comprar um medicamento para asma, pois estava sem máscara. Segundo um amigo que o acompanhava, Weleisom teria tomado Berotec quando conseguiu entrar no local, mas, após ingerir o remédio, teve convulsão e veio a falecer no estabelecimento. Veja também: Homem morre após ficar sem remédio para asma, família acusa rede de farmácias de negar atendimento. O protesto começou em frente a grande rede de farmácias e seguiu para avenida Engenheiro Sousa Filho, próximo à rua do Amparo. Os familiares e amigos fecharam as duas pistas com caçambas de lixo por aproximadamente 20 minutos, até uma viatura da Polícia Militar chegar ao local, conversar com os manifestantes e retirar as caçambas da pista. A família, que já registrou um boletim de ocorrência na 32° DP no bairro da Taquara, pede as imagens das câmeras para saber o que de fato aconteceu com o jovem Weleisom. Para a Agência Lume, a Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento, e que testemunhas e funcionários da rede de farmácias já estão sendo intimados para prestar esclarecimentos. A Agência Lume tentou contato com a rede de farmácias mas até o momento não conseguimos nenhuma resposta. “Meu filho tinha crise de bronquite, ele veio para comprar uma bombinha, eles deram outro remédio que até hoje ninguém sabe onde tá esse remédio, porque sumiram com o frasco. Deixaram meu filho caído morto e continuaram com o atendimento na farmácia. É desumano, ninguém me procurou para falar nada. Nada fizeram e o meu filho caído ali dentro!”, lamentou Cláudia, mãe do jovem, durante o protesto. Veja alguns momentos do protesto: As manifestações continuaram durante a tarde. Para entender melhor o caso, acesse a matéria clicando aqui.
- Homem morre após ficar sem remédio para asma, família acusa rede de farmácias de negar atendimento
A morte aconteceu na noite da última sexta-feira (18/09), o homem de 32 anos estava sem máscara e por isso funcionários teriam o impedido de entrar no estabelecimento. Por: Fernanda Calé e Wellington Melo. Matéria atualizada em 22/09/2020, às 14h05. Weleisom Silva Ferreira de 32 anos, morreu após ficar sem seu remédio para asma, o morador da comunidade de Rio das Pedras tentou comprar o medicamento em uma farmácia na comunidade, mas teria sido impedido de entrar por estar sem máscara. O caso aconteceu na noite da última sexta-feira, em uma loja de uma grande rede de farmácias, em Rio das Pedras. Segundo a família, Weleisom chegou a ficar sem ar e só entrou no estabelecimento após um amigo conseguir uma máscara para ele, os funcionários teriam vendido a ele um medicamento, mas o homem não resistiu e acabou falecendo dentro do estabelecimento. Wesley, irmão da vítima, disse a Agência Lume que Weleisom costumava usar uma bombinha quando a asma atacava e que o jovem já estava sem ar quando finalmente foi atendido: "Quando o amigo dele chegou com a máscara ele tava muito fraco e sem força, mas conseguiu entrar, falaram lá que deram o remédio na mão dele e ele tomou o remédio sozinho. Falaram que foi Berotec, mas Berotec não pode vender sem a receita. Se passa da dose pode acontecer oque aconteceu." Ana Patrícia Rodrigues, era chefe de Weleisom, ela conta que recebeu uma ligação e foi avisada que um funcionário estava desmaiado, e que ao chegar ao local foi informada pela gerente da farmácia que os funcionários haviam atendido Weleisom e dado a ele um remédio: " A gerente me informou que ele entrou pedindo ajuda, e remédio, e ela deu a ele, só que quando vi ele caído no chão eu e meu esposo corremos para chamar ambulância e ao mesmo tempo ver um carro nosso para levar ele, e nesse meio tempo da correria ele teve convulsão." Ana Patrícia também falou sobre a tentativa de conseguir atendimento com uma ambulância que passava no local: "Quando vi ele caído no chão eu e meu esposo corremos para chamar ambulância e ao mesmo tempo ver um carro nosso para levar ele, e nesse meio tempo da correria ele teve convulsão e os funcionários da farmácia nem se quer vieram ajudar, vieram pessoas da rua para poder puxar a língua dele, meu esposo quando viu Corpo de Bombeiros passando a gente gritando pedindo ajuda eles não pararam. Meu esposo de moto jogou a moto na frente deles e meio que obrigou eles a virem, senão ele ia denunciar a eles, eles vieram de má vontade." "Todos que estavam tentando ajudar correram para a ambulância pedindo para eles correrem pois ele estava tendo uma convulsão, e mesmo assim eles reclamando que não era chamado deles, que não era assim que funcionava. Um dos socorristas da ambulância chegando, eu implorando para correr e ajudar, eles vieram reclamando. Nas câmeras da pra ver na entrada eu xingando ele, quase ia para cima dele, ele entrando apenas olha nem se quer faz uma massagem ou vem com oxigênio. A médica chegando só olha, não nos da explicação nem nada. A gente 'perguntando vocês vão só olhar não vão fazer nada?', depois de um tempo a médica começa fazer suposições ... a gente pedindo o frasco do que deram pra ele ao pessoal da farmácia, eles esconderam e não quiseram mostrar, mas a gerente me afirmou que deu remédio a ele e depois tomou dele quando ele caiu no chão". Segundo pessoas que estavam no local, e a família da vítima, houve negligência no atendimento, tanto da equipe da farmácia, como dos socorristas que estavam no local. A família registrou o caso na 32ª DP, localizada no bairro da Taquara em Jacarepaguá. O que dizem os citados: A Agência Lume entrou em contato com a Polícia Civil, mas até o momento da publicação desta reportagem a assessoria de comunicação do órgão ainda buscava informações sobre o caso. Nós também entramos em contato com o Corpo de Bombeiros, e fomos informados que deveríamos entrar em contato com a SAMU. A SAMU por sua vez, informou a nossa equipe que não tem nenhum registro do atendimento do caso, e disse que deveríamos entrar em contato com a Defesa Civil para saber quem removeu o corpo. A assessoria de comunicação da Defesa Civil disse que não tem as informações, e que deveríamos entrar em contato com o Corpo de Bombeiros. Voltamos a falar com o Corpo de Bombeiros, fomos informados que eles também não tinham nenhuma informação, e sugeriram a nossa equipe que entrasse em contato com a Polícia Civil. A Agência Lume entrou em contato com a rede de farmácias, mas até o momento não tivemos nenhuma resposta. ATUALIZAÇÃO: Procuramos a Assessoria da Polícia Civil, que nos informou que as investigações estão em andamento. E que a equipe da delegacia aguarda o laudo cadavérico para a confirmação da causa mortis. As testemunhas e os funcionários da farmácia serão intimados para prestar esclarecimentos.
- O problema do lixo em Rio das Pedras: o dever é só do Estado?
Como a falta de cidadania e coletividade pode agravar o descaso das autoridades. Por: Fernanda Calé. O lixo é um problema para todas as comunidades do Rio de Janeiro, mas não só nas comunidades, o lixo está onde estamos. A produção é diária, ela nunca para, e cada um de nós contribuímos para isso. Em Rio das Pedras não seria diferente, um lugar com tantos moradores produz diariamente uma grande quantidade de resíduos. Mas diferente de outros lugares, na comunidade a coleta é feita em pontos específicos, já que os caminhões não entram em pequenas ruas. Segundo a Comlurb, empresa responsável pela coleta de lixo na cidade, o lixo é recolhido em Rio das Pedras duas vezes por dia, em diferentes pontos, mas isso não impede que ele volte a acumular, são muitas pessoas. E mesmo com a instalação de caçambas, e de pontos específicos para o descarte, continuamos vendo o lixo no meio das ruas. Montanhas que se formam ao lado de uma caçamba vazia. Por que? Na semana passada noticiamos com alegria a limpeza de uma galeria na Estrada de Jacarepaguá próximo a Paróquia São João Batista, a situação era crítica, o esgoto não escoava e tomava toda a pista. Mas o que entupiu a galeria? Dias depois da limpeza voltamos a ver muito lixo na rua, enquanto a caçamba... Será que a galeria vai continuar limpa? É nosso dever exigir que a Prefeitura e a Comlurb limpem, disponibilizem mais caçambas, compactadoras, e todo o auxílio necessário, mas se jogamos o lixo fora dos locais adequados por preguiça, a culpa é de quem? Uma passagem de pedestres na Engenheiro foi tapada pelo lixo. A culpa é de quem? A Comlurb poderia fazer a coleta mais vezes por dia? Talvez. Precisamos de mais caçambas e compactadoras de lixo? Certamente. Mas e o descarte incorreto nas ruas e nos rios? É culpa deles? Falta coletividade, falta cidadania em Rio das Pedras. Falta entender que temos sim deveres. Temos sim que exigir, mas temos que fazer também. E o que é cidadania? Cidadania é a prática dos direitos e deveres de um indivíduo em um Estado. Os direitos e deveres de um cidadão andam sempre juntos, já que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão. Façamos a nossa parte hoje, sem esperar que os outros façam, ensinemos nossos filhos hoje, e talvez amanhã possamos ter uma comunidade diferente.
- A Sociedade e o Suicídio
Por: Sandro Bernardo. Desde que era criança, a morte sempre foi um assunto que me chamou muito a atenção, uma mistura de fascínio e medo. O mistério, o assombroso e o fantástico que sempre estava envolto me atraía e ainda mais a proibição dele. Sim, a morte é um assunto proibido de se falar, ainda. A morte traz uma verdade que muitos temem, a vida tem um fim. Então vamos existindo como se ela, a morte, não existisse. Não queremos que ela exista porque é uma verdade que não conseguimos mais lidar e claro, a afastamos até quando for possível, assim tudo que está relacionado a morte também é afastado. Caitlin Doughty em seu livro “Confissões do Crematório” (Smoke Gets in your Eyes, 2014) fala sobre como a sociedade afasta a existência da morte: “Podemos nos esforçar para jogar a morte para escanteio, guardando cadáveres atrás de portas de aço inoxidável e enfiando os doentes e moribundos em quartos de hospital. Escondemos a morte com tanta habilidade que quase daria para acreditar que somos a primeira geração de imortais. Mas não somos. Vamos todos morrer e sabemos disso” Basta pensar em como lidamos com o luto. Geralmente quem sofre uma perda é forçado a sair do luto e ser feliz e seguir com a vida. O show deve continuar na Sociedade do Espetáculo, então coloque um sorriso no rosto e seja mais uma pessoa que contribui com a sociedade. Mas a que custo? Nossa sociedade, dentro redes sociais e novos padrões de relacionamentos nos faz acreditar que temos que estar bem o tempo todo, felizes, sorrindo e, o mais importante, gerando lucro e não incomodando. E cada vez mais escondemos emoções, choros e angústias no peito, sem saber o que fazer com tudo isso. Claro, essas energias vão para algum lugar, se alojam no corpo, numa dor de cabeça, aperto no peito, taquicardia, choro excessivo e sem sentido, crises de ansiedade e, até mesmo, numa ideia suicida. E aqui chegamos no ponto da questão, a razão desse texto. O Suicídio. Quando perguntei nos stories do Instagram o que vinha à mente quando se fala em suicídio obtive as seguintes respostas: dor, depressão, falta de opção, desalento, desespero, angústia, medo, compaixão, porta de saída, cometer, nada, acabar com o sofrimento, uma triste libertação, limite da alma, o que leva alguém a tirar a própria vida e coisas relacionadas a isso. Todavia, a resposta que mais me chamou a atenção foi: “eu nem penso em entrar na conversa, pra evitar pensamentos negativos. Esta última resposta me deixa com a pulga atrás da orelha pelo fato de demonstrar o que conversamos no início, tentamos afastar o que nos desagrada. E a primeira coisa, é: devemos aprender a falar sobre isso de forma natural e sem julgamentos. Alguém que está prestes a tirar contra a própria vida está sofrendo com uma dor inimaginável e não tem como eu ou você, saber o que é essa dor, não nos cabe julgar. O julgamento apenas afasta e joga pouco a pouco, o outro nos braços do desespero. Precisamos falar sobre suicídio para tirar o tabu do assunto, com o objetivo de trazer para perto aqueles que pensam nisso, abrir um espaço de diálogo olho a olho, sendo sinceros e genuínos. A ignorância (falta de conhecimento) gera tanta intolerância, muitas vezes, vem revestida de religião ou conhecimento pseudocientífico que nos tornam pessoas inaptas em lidar com o ideário suicida. Precisamos encontrar novas formas de falar de assuntos tão antigos quanto o tempo. A Fé é um excelente caminho, a crença que as coisas podem mudar e todos são capazes de reescrever sua história, uma religião pode trazer alento, desde que seja acolhedora buscando entender o outro e não apenas querendo que ela siga ritos e preceitos. Se pôr disponível para ouvir e não apenas falar, escutar com atenção verdadeira aquele que sofre pode ajudar com a conexão necessária para trazer acolhimento e não agir de forma que acalme a consciência daquele que deveria auxiliar, achando que fez o que poderia. Não se sentir seguro em lidar com situações assim é normal, cabe a nós entender nossas possibilidades e encaminhar quando necessário para aqueles que possam, profissionais de saúde mental ou centro de apoio. O CVV (Centro de Valorização da Vida), tem atendimento 24 horas através do telefone 188, além de SPA em faculdades de psicologias ou serviços de atendimento social. O mais importante é lembrar que você não está só. Sempre haverá alguém que está ao seu lado e disposto a te ajudar. Sandro Bernardo, é psicólogo clínico desde 2016. Formado pelo IBMR e graduando do curso de Letras - Inglês da Estácio de Sá. Morador de Rio das Pedras a vida toda, montou o Movimento Crescer como forma de retornar para a comunidade o seu conhecimento. Este projeto é uma forma de trazer o atendimento psicológico de forma acessível para todos e com palestras levar o conhecimento psi para fora do consultório.
- Margens de um rio: entretenimento na favela
Uma amiga me perguntou o porquê de as ruas das comunidades estarem tão cheias durante a pandemia. Muitas pessoas que cresceram longe das comunidades não sabem bem como nós vivemos. Foi então que perguntei pra ela e outras pessoas o que estavam fazendo durante a quarentena em casa. Recebi uma lista de coisas bem legais e interessantes para se fazer, como: Assistir filmes e series na Netflix, estudar com cursos EAD, aprender um novo idioma, cultivar uma horta em casa e por aí vai. A maioria dos moradores da comunidade, além de precisarem sair em meio à pandemia para conseguirem se alimentar, não tem um quintal para malhar em casa ou praticar seu Ioga. Não tem aparelhos que possam assistir Netflix e nem consoles para zerar o jogo lançamento. Muito menos estão tendo aulas. O que resta para a maioria é cuidar da casa, de suas famílias, ir ao bar do seu zé ou igreja, dentre outras coisas que na maioria das vezes, não envolve ficar em casa. No máximo, compramos 3 DVDs pirata por R$10 e torcemos para não vir arranhando. Esse é o motivo de as ruas estarem tão cheias. Não há quem consiga ficar em casa de barriga vazia e sem atividade recreativa. Na quarentena, ficou explícito que quem deveria cuidar do povo só cuida dos seus familiares e os outros que se danem. Além disso, há um distanciamento social enorme, onde os patrões podem ficar em casa e curtir com amigos íntimos em suas piscinas, mas os empregados precisam ir trabalhar a qualquer custo e servi-los independente de quão cheio esteja o transporte público.
- Incêndio em apartamento deixa moradores assustados no Itanhangá.
O acidente aconteceu em um dos blocos do condomínio Moradas do Itanhangá. Moradores e funcionários de um condomínio no Itanhangá tomaram um grande susto na tarde desta sexta-feira (11/09), o motivo foi incêndio num apartamento do primeiro andar do bloco cinco. O Quartel de bombeiros de Jacarepaguá chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o fogo já havia sido controlado. Pan Belo, moradora do condomínio estava passando pelo local, ela conta como foi a situação: "Quando os funcionários viram eles saíram correndo pra pegar mangueira, extintor. Passaram algumas pessoas também com extintor pra poder apagar, porque os bombeiros demoraram um pouquinho. Se eles não tivessem corrido pra poder apagar acho que teria, atingido o andar de cima também. Tinha muita fumaça preta e os vidros estouraram." Veja o momento do incêndio: Segundo os bombeiros, o chamado aconteceu às 13h45 da tarde, mas ao chegar ao local o fogo já havia sido controlado. Não houve nenhuma vítima. Segundo os bombeiros, ainda não se sabe a causa do incêndio.
- Por que as praias lotadas no feriado só chocaram quem não anda de ônibus?
Por: Fernanda Calé. Um fim de semana com sol brilhando e tempo seco, o feriado seria propício para um banho de mar no Rio de Janeiro, caso não estivéssemos no meio de uma pandemia. O que se viu durante toda a tarde de ontem (07/08) foram manchetes de jornais chocadas com a aglomeração em todas a praias da cidade. Mas até que ponto poderíamos olhar para essas notícias e nos chocar com o que era mostrado? Eu diria que isso vai depender de que ponto da cidade estamos olhando. Vai depender do Rio de Janeiro em que cada um de nós vivemos. Será que poderíamos ver essas manchetes e dizer "Em fim, a hipocrisia"? Ou poderíamos olhar para tudo isso e pensar "que pessoas irresponsáveis"? Lembro-me do início da pandemia, quando andar no calçadão era proibido. Lembro-me de passar de carro pela praia da Barra e ver diversos moradores do bairro praticando exercícios de forma muito natural. A prefeitura havia proibido até praticar exercícios no calçadão e banho de mar, mas estava proibido pra quem? Aos poucos a cidade vai tentando teimosamente voltar ao seu normal, já que em nenhum desses meses uma quarentena decente foi praticada. Realmente não dá pra parar para sempre. Agora pode-se ir a praia, andar no calçadão, tomar banho de mar. Não pode ficar na areia. Jura? E quem foi que lotou a praia? Será que quem lotou a praia, foi quem passou meses privado de ir até ela, com medo do que poderia acontecer, enquanto os moradores de prédios e condomínios a beira mar curtiam tranquilamente a exclusividade de um local público que passou a ser exclusivo? O medo da contaminação também pode ser bem maleável pra quem agora está voltando a ir trabalhar nos ônibus lotados com frota reduzida. A Covid-19 foi embora? Definitivamente não. A irresponsabilidade do carioca é muito grande? Talvez. Mas e a hipocrisia? De quem é? Acho que isso vai depender do seu CEP.
- Resolvido: Moradores comemoram limpeza de galeria na Estrada de Jacarepaguá
A galeria entupida gerava problemas há mais de um ano. Por: Fernanda Calé, Rô Tavares e Wellington Melo. Motoristas e moradores que passam pela Estrada de Jacarepaguá, próximo ao número 4450, finalmente podem transitar tranquilos pela via. Depois de muitas reclamações a Secretaria de Conservação mandou agentes ao local para realizar a limpeza de uma galeria entupida. Segundo moradores o entupimento era o responsável por alagar a rua toda vez que chovia. Há pelo menos 1 ano esse problema vinha acontecendo. No último sábado (05/09), a Agência Lume esteve no local conversando com moradores que não aguentavam mais a situação. Chegamos a entrar em contato com a Comlurb para entender o que poderia ser feito na região. A Comlurb respondeu a reportagem dizendo que encaminharia o pedido a Seconserva. A assessoria de comunicação do Vereador Carlo Caiado também procurou a nossa equipe para informar que já no dia 21 de agosto, o vereador havia enviado um ofício a prefeitura solicitando a limpeza da galeria. Veja o ofício na foto abaixo: Desde ontem o trabalho de limpeza está sendo feito no local, moradores acompanhavam a limpeza, Seu Antônio Pedro, que possui uma oficina mecânica no local comemorou a solução do problema: "Agora melhorou, a água escoou e os nossos clientes começam a voltar. " Motoristas que passam pela região não vão mais precisar enfrentar as águas na via, mas alertam para um novo problema que apareceu após o escoamento das águas, os buracos. A Lume vai continuar acompanhando a situação. Atualização: Nossa equipe entrou em contato com a Subsecretaria de Conservação para saber mais sobre o trabalho realizado hoje, a secretaria respondeu por meio de nota: A Prefeitura do Rio, por meio da Subsecretaria de Conservação, informa que enviou ontem (terça-feira) uma equipe ao local, com caminhão vac-all, para drenar o acúmulo de água na rua e realizou os serviços de desobstrução dos ralos e bueiros, limpeza de toda a rede pluvial e fez o conserto num trecho da galeria que estava danificado, impedindo o fluxo da água. Os trabalhos foram finalizados hoje (9/7) e a via voltou à normalidade, inclusive para o trânsito.










