Resultados
1587 resultados encontrados com uma busca vazia
- Sesc RJ oferece exames gratuitos de mamografia e Papanicolau
Serviços fazem parte da campanha Outubro Rosa. Veja como participar: Nove unidades do Sesc RJ estão oferecendo gratuitamente, neste mês de outubro, exames de mamografia, ultrassonografia de mamas e Papanicolau, que permitem detectar os cânceres de mama e de colo de útero. Os exames podem ser feitos nas clínicas Sesc+ Saúde das unidades de Madureira, Ramos e Tijuca, na capital, Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, além de Barra Mansa, Campos dos Goytacazes e Três Rios, no interior do estado. Os espaços já oferecem o serviço de forma regular mediante o pagamento de um preço acessível (entre R$ 10 e R$ 50), neste mês os valores não serão cobrados. Quem pode participar? O serviço é aberto para mulheres nas faixas etárias entre 25 e 64 anos (Papanicolau) e 50 e 69 anos (mamografia) , conforme recomendação do Ministério da Saúde. Pacientes fora dessas faixas etárias também poderão ser atendidas, desde que tenham requisição médica. Já a ultrassonografia é dirigida apenas a mulheres com pedido médico ou após a avaliação de enfermagem realizada no local apontar a necessidade do exame . O agendamento pode ser feito presencialmente ou por telefone (veja abaixo os detalhes). Endereços e telefones: CapitalSesc Ramos : R. Teixeira Franco, 38Tel.: (21) 2290-2646; Sesc Madureira : R. Ewbanck da Câmara, 90Tel.: (21) 3350-8295 / 3350-1501/ 2450-4885/ 98566-4835/98491-0289; Sesc Tijuca : R. Barão de Mesquita, 539Tel.: (21) 3238-2464 Baixada FluminenseSesc Duque de Caxias : Rua General Argolo, 47Tel.: (21) 3659-8362 Sesc Nova Iguaçu : Rua Dom Adriano Hipólito, 10Tel.: (21) 2797-3653 / 2797-3724 / 2797-3749 / 98486-8791; Sesc São João de Meriti : Av. Automóvel Clube, 66 – CentroTel.: (21) 2755-6552, 2755-6609 e 98349-8078; InteriorSesc Barra Mansa : Av. Tenente José Eduardo, 560Tel.: (24) 3324-2630; Sesc Campos dos Goytacazes : Av. Alberto Torres, 397Tel.: (22) 2738-1245 ou 22-2725-1209 Sesc Três Rios : R. Nelson Viana, 327Tel.: (24) 2252-6325; Fonte: https://www.sescrio.org.br/
- UERJ recebe seminário "Favela, Bairros e Memórias"
Evento visa fomentar o diálogo entre pesquisas sobre história e memórias realizadas por estudantes, pesquisadores e moradores de favelas e bairros periféricos. No dia 16 de outubro, próxima quarta-feira, o campus Maracanã da UERJ recebe o seminário "Favela, Bairros e Memórias - Diálogos Entre Universidade e Moradores". O evento tem como objetivo fomentar o diálogo entre pesquisas sobre história e memórias realizadas por estudantes, pesquisadores e moradores de favelas e bairros periféricos, como Rocinha, Maré, Brás de Pina e Rio das Pedras. O Projeto de Extensão Vozes da Luta , do LEDDES-IFCH-UERJ, em parceria com o Laboratório de Estudos das Transformações do Direito Urbanístico Brasileiro (LEDUB) do IPPUR-UFRJ e o Núcleo de Estudos de História Oral Vidas em Movimento (Labimi-UERJ), está organizando o seminário “Favela, Bairros e Memórias - Diálogos Entre Universidade e Moradores”. O seminário será composto por duas sessões, visando subsidiar moradores e pesquisadores na produção de acervos e na coleta de memórias. A participação é gratuita e aberta ao público, bastando preencher o formulário online disponível aqui . Para o professor Alex Ferreira Magalhães, Doutor em Planejamento Urbano e Regional e professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é vital organizar um diálogo entre moradores de favelas e bairros com a universidade. “ Nos últimos 10 a 20 anos, a pesquisa e a extensão universitária, especialmente nas universidades públicas, têm intensificado o diálogo entre a universidade e a sociedade. Esse diálogo é essencial para a renovação acadêmica, conectando a universidade com as demandas populares e ajudando-a a repensar suas práticas. Para os moradores, essa aproximação oferece apoio técnico e oportunidades educacionais, além de incentivar o ingresso na universidade, gerando impactos positivos ”, explica. O professor Alex conta que o objetivo imediato do seminário é difundir uma compreensão mais exata e consistente sobre a história oral, destacando sua importância para a sociedade e as metodologias adequadas para seu estudo em termos de pesquisa, extensão e ensino. Além disso, visa capacitar tanto membros da universidade quanto da comunidade externa sobre iniciativas de preservação e divulgação da memória de diferentes localidades. “ Outro objetivo é aproximar pessoas envolvidas ou interessadas nesse tipo de trabalho, estreitando a comunicação e criando uma rede de contatos. Isso é fundamental para o desenvolvimento e aprimoramento de iniciativas na área. O seminário busca fortalecer projetos existentes e estimular novas iniciativas, criando condições para que surjam mais trabalhos nesse campo ”, conta. Programação A programação do evento inclui a primeira sessão, das 14h às 16h, com a participação de Vivian Fonseca, professora de História da UERJ/CPDOC-FGV, e Antonio Carlos Firmino, geógrafo e mestrando em Memória Social pela UniRio/Museu Sankofa Rocinha, com mediação de Renan Rodrigues, graduando em História pela UERJ e bolsista de extensão. A segunda sessão, das 16h às 18h, contará com Mario Brum, professor e coordenador do projeto de extensão Vozes da Luta - UERJ, Daniele Figueiredo, graduanda em História pela UERJ e educadora do Pré-Vestibular Social do Morro dos Prazeres e Instituto Vida Real, Tainara Amorim, graduanda em História pela UERJ e educadora do Pré-Vestibular Social do Morro dos Prazeres, e Aristênio Gomes, mestrando em História pela PPGH-UERJ, coordenador da Organização Movimentos e pesquisador da Redes da Maré, com mediação do professor Alex Magalhães, do LEDUB-IPPUR-UFRJ. Os organizadores do evento, Mario Brum e Vivian Fonseca (UERJ) e Alex Magalhães (IPPUR-UFRJ), destacam a importância deste seminário como uma oportunidade única para fortalecer os laços entre a universidade e as comunidades, promovendo a troca de conhecimentos e experiências que enriquecem tanto a academia quanto os moradores das favelas e bairros periféricos. Serviço Data: 16 de outubro Horário: 14:00 às 18:00 Local: UERJ, campus Maracanã, IFCH sala 9024 F (9º andar do Bloco F, no corredor principal) Sessão 1 (14:00 às 16:00) Vivian Fonseca (Professora de História UERJ/CPDOC-FGV) Antonio Carlos Firmino (Geógrafo e Mestrando em Memória Social/UniRio/Museu Sankofa Rocinha) Mediação: Renan Rodrigues (Graduando em História UERJ/Bolsista Extensão) Sessão 2 (16:00 às 18:00) Mario Brum (Professor e coordenador do projeto de extensão Vozes da Luta - UERJ) Daniele Figueiredo (Graduanda em História/UERJ. Educadora Pré-Vestibular Social do Morro dos Prazeres e Instituto Vida Real) Tainara Amorim (Graduanda em História/UERJ. Educadora Pré-Vestibular Social do Morro dos Prazeres) Aristênio Gomes (Mestrando em História/PPGH-UERJ; Coordenador da Org. Movimentos e pesquisador da Redes da Maré) Mediação: Professor Alex Magalhães (LEDUB-IPPUR/UFRJ) Organizadores Mario Brum (UERJ) Vivian Fonseca (UERJ) Alex Magalhães (IPPUR-UFRJ)
- Eleições 2024: Veja quem foram os candidatos mais votados em nossa região
Veja o levantamento feito pela Agência Lume que mostra para quem foi os votos no Anil, Freguesia e Rio das Pedras. Após 100% das urnas apuradas, a Agência Lume realizou o levantamento de votos na comunidade de Rio das Pedras e nos bairros do Anil e da Freguesia para os cargos de prefeito e vereador. Assim como em toda a cidade, o prefeito reeleito, Eduardo Paes, ficou em primeiro lugar nas três regiões. No somatório, o candidato do PSD teve 50.709 votos, dos 80.388 distribuídos a outros candidatos, o que representa cerca de 63,08% de votos válidos. Em segundo lugar, ficou Alexandre Ramagem (PL), com 23.749 (29,54%), seguido por Tarcísio Mota (PSOL), com 2.896 votos, (3,60%). O número de eleitores que votaram em branco ou anularam chegou a 7.993, um pouco mais de 6% dos 128 mil eleitores aptos a votar nas três regiões. O número de pessoas que não compareceram as urnas foi bastante alto: cerca de 30% dos eleitores de Rio das Pedras, Anil e Freguesia não votaram, isso representa um total de 38 mil pessoas. Confira abaixo o resultado da eleição para prefeito em Rio das Pedras, Anil e Freguesia. Entre os vereadores, o mais votado entre as três regiões foi o candidato Marcelo Diniz (PSD). Ele obteve um total de 23.751 votos, a segunda mais votada foi Talita Galhardo (PSDB), que obteve 3.727 votos. Em terceiro ficou Carlos Bolsonaro (PL), que foi o vereador mais votado do Rio. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teve 3.384 votos em Rio das Pedras, Anil e Freguesia. Veja os cinco vereadores mais votados nas três regiões: Rio das Pedras Separando entre as localidades, em Rio das Pedras, Eduardo Paes teve a maioria dos votos válidos. Foram 21.256 (76,10%) dos 27.915 votos válidos na região, contra 5.397 (19,33%) de Alexandre Ramagem. Brancos e nulos somara 2.674 votos, um pouco mais de 6% dos 43 mil aptos a votar, e o número de faltantes chegou a 13 mil pessoas, 30% do total de eleitores de Rio das Pedras. Confira o resultado em Rio das Pedras. Entre os vereadores, Marcelo Diniz do PSD obteve 20.074 votos, dos 27 mil votos dados a algum candidato, o que representa um pouco mais de 74% do total de votos nominais para vereador em Rio das Pedras. O segundo mais votado na região, Carlos Bolsonaro (PL), obteve 371 votos. Confira os cinco de vereadores mais votados em Rio das Pedras. Anil No bairro do Anil, Eduardo Paes obteve 8.191 votos válidos, o que representa 56,53% do total das 14.488 pessoas que votaram em algum candidato. Alexandre Ramagem obteve 5,066 votos, 34,96% do total. O número de eleitores que votaram branco ou anularam o seu voto chegou a 1.618, 7,3% dos 22 mil eleitores aptos a votar no bairro, que teve uma abstenção de 5.990 eleitores (27% do total). Confira o resultado no Anil. Entre os vereadores, Marcelo Diniz ficou em primeiro lugar no Anil. O candidato teve 2.107 votos, seguido por Talita Galhardo (PSDB), com 1.012 e Carlos Bolsonaro (PL), com 679 votos. Confira os cinco vereadores mais votados no Anil: Freguesia No bairro da Freguesia, Eduardo Paes recebeu 21.262 votos, 56,10% dos 37.895 votos válidos da região, enquanto Ramagem obteve 13,286 (35,06%). Brancos e nulos chegaram a 3.701 votos, pouco mais de 6% dos 60 mil eleitores aptos a votar no bairro. O número de eleitores que não foram as urnas, chegou a 19 mil, 31% de todos os eleitores da Freguesia. Confira os dados da Freguesia: Entre os vereadores, o primeiro lugar foi de Talita Galhardo. A candidata do PSDB e ex-subprefeita de Jacarepaguá obetve 2.519 votos, apenas 185 votos a mais do que o segundo colocado, Carlos Bolsonaro (PL), que obteve 2.334. Marcelo Diniz do PSD ficou em terceiro, com 1.570 votos. Confira os cinco vereadores mais votados na Freguesia:
- Veja como foi o primeiro turno das eleições municipais em nossa região
Em Rio das Pedras, Anil e Freguesia os eleitores enfrentaram poucas filas e muita sujeira nas ruas. Veja: Neste domingo (06/10), das 8h às 17h, eleitores dos bairros de Anil, Freguesia e Rio das Pedras votaram para prefeito e vereador nas Eleições Municipais do Rio de Janeiro. O dia foi de muita tranquilidade e poucas filas. Nos bairros do Anil e Freguesia, a exceção foi na Escola Municipal Marechal Caronbert Pereira Da Costa. Localizada no Anil, onde eleitores enfrentaram fila no sol pela manhã. No local votam 4.703 pessoas. O movimento também foi tranquilo em Rio das Pedras. Haviam filas apenas no início da manhã, na Escola Municipal Rio das Pedras e na Escola Municipal Claudio Besserman Vianna. O maior ponto de votação da comunidade é a Escola Municipal Roberto da Silveira, onde votam 6958 eleitores, o local apresentou filas e os eleitores ficaram aguardando no sol. "Santinhos" e "Boca de Urna" nos locais de votação A prática de derramamento de "santinhos", como é conhecido o crime de jorgar propagandas dos candidatos no chão no dia da votação foi o que marcou a região nestas eleições. Nos locais de votação os "santinhos" estavam espalhados por todo lado, e muitas pessoas fazendo "boca de urna", que é um crime caracterizado por ativistas ou cabos eleitorais que se dirigem até os locais de votação e fazem pedido expresso de voto ou tentam influenciar eleitores. A prática de "boca de urna" pode levar detenção de seis meses a um ano, com alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Eleitores podem denunciar através do aplicativo Pardal, disponível no Google Store e na Apple Store, ou pelo site . É obrigatório se identificar com nome e CPF para fazer a denúncia. Veja mais imagens deste domingo:
- Comlurb remove 167 toneladas de resíduos das ruas após eleição
A sujeira nas ruas chamou a atenção de muitos eleitores no último domingo (06). Veja: A Prefeitura do Rio divulgou que a Comlurb trabalhou nas ruas da cidade durante todo o domingo e a madrugada da segunda-feira (07/10) para garantir a limpeza durante e após o primeiro turno das eleições municipais. Os agentes trabalharam no entorno de todas as seções das 49 Zonas Eleitorais existentes no Rio, e removeram 167 toneladas de resíduos de material de propaganda eleitoral. Para dar conta do trabalho foi preciso um efetivo de 3.621 garis e 294 agentes de limpeza urbana divididos e, turnos sendo 1260 garis no turno da manhã, 2.133 garis no turno da tarde e o terceiro grupo iniciou os trabalhos a partir das 23h até que todos os pontos de votação estivessem limpos. O trabalho teve o apoio de 36 caminhões compactadores, oito varredeiras de grande porte, seis varredeiras compactas e 96 sopradores, que auxiliaram no serviço de varrição mecanizada. A lavagem hidráulica dos logradouros contou com 12 pipas d’água e dez motobombas com água de reuso. Vale lembrar que a manutenção de rotina no município seguiu sendo realizada normalmente. A sujeira nas ruas chamou a atenção de muitos eleitores, em certos pontos, dificultavando até mesmo a circulação de pedestres que precisavam andar com cautela para não escorregar nas propagandas. A prática de derramamento de "santinhos", como é conhecido o crime de jorgar propagandas dos candidatos no chão no dia da votação é crime eleitoral, que pode inclusive trazer punições para os próprios candidatos.
- Eleições 2024: confira os 51 vereadores eleitos para a Câmara Municipal
PSD, partido do prefeito reeleito Eduardo Paes contará com a maior bancada: 16 vereadores eleitos. No último domingo (06), foram conhecidos os 51 vereadores que ocuparão a Câmara Municipal nos próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas, destaque para o PSD, partido do prefeito reeleito Eduardo Paes que terá 16 vereadores e será a maior bancada da Câmara. A coligação formada por Paes nas eleições, composta por PT, PSB, PDT, PC do B, PRD, Avante, Podemos, DC, AGIR, Solidariedade e PV elegeu um total de 28 candidatos, com uma maioria de vereadores para o prefeito reeleito. O PL, que faz oposição ao governo Paes, elegeu sete vereadores, se tornando a segunda maior bancada do legislativo municipal nos próximos quatro anos. Isso se deve a expressiva votação de Carlos Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que teve 130.480 votos, se tornando o candidato mais votado de toda a história. Dos 51 vereadores eleitos, 26 irão para mais um mandato, enquanto 25 retornam depois de um período fora, ou entram pela primeira vez na Câmara. Dentre os partidos, o PSD foi o que obteve a maior quantidade de votos totais, seja no candidato ou na legenda, com 771.360 votos, acompanhado do PL (418.668) e do PT (207.581). Os dados são do UOL . Confira a listagem de vereadores eleitos para a Câmara Municipal Carlos Bolsonaro (PL) - 130.480 votos Marcio Ribeiro (PSD) - 56.770 votos Tainá De Paula (PT) - 49.986 votos Carlo Caiado (PSD) - 47.671 votos Rafael Aloisio Freitas (PSD) - 40.892 votos Marcelo Diniz (PSD) - 39.967 votos Rosa Fernandes (PSD) - 39.804 votos Leniel Borel (PP) - 34.359 votos Felipe Michel (PP) - 31.773 votos Joyce Trindade (PSD) - 30.466 votos Cesar Maia (PSD) - 29.665 votos Rick Azevedo (Psol) - 29.364 votos Junior Da Lucinha (PSD) - 28.743 votos Helena Vieira (PSD) - 28.626 votos Vera Lins (PP) - 27.871 votos Diego Vaz (PSD) - 27.226 votos Salvino Oliveira (PSD) - 27.062 votos Monica Benicio (Psol) - 25.382 votos Felipe Boró (PSD) - 24.190 votos Zico (PSD) - 23.319 votos Poubel (PL) - 21.379 votos Marcio Santos (PV) - 21.122 votos Vitor Hugo (MDB) - 20.660 votos Tânia Bastos (Republicanos) - 20.424 votos Talita Galhardo (PSDB) - 20.352 votos Luiz Ramos Filho (PSD) - 20.237 votos Welington Dias (PDT) - 20.147 votos William Siri (Psol) - 19.872 votos Jorge Canella (União) - 19.353 votos Átila Nunes (PSD) - 19.191 votos Inaldo Silva (Republicanos) - 19.116 votos Willian Coelho (DC) - 18.777 votos Flávio Valle (PSD) - 18.613 votos Jair Da Mendes Gomes (PRD) - 18.509 votos Thais Ferreira (Psol) - 17.206 votos Tatiana Roque (PSB) - 16.957 votos Renato Moura (MDB) - 16.278 votos Marcos Dias (Podemos) - 16.209 votos Dr. Rogerio Amorim (PL) - 16.081 votos Paulo Messina (PL) - 15.977 votos Fabio Silva (Podemos) - 15.846 votos Pedro Duarte (Novo) - 15.404 votos Felipe Pires (PT) - 15.136 votos Maíra do MST (PT) - 13.713 Fernando Armelau (PL) - 14.415 votos Rodrigo Vizeu (MDB) - 14.351 votos Rafael Satiê (PL) - 13.582 votos Gigi Castilho (Republicanos) - 13.492 votos Leonel De Esquerda (PT) - 13.325 votos Dr Gilberto (SD) - 13.312 votos Diego Faro (PL) - 12.675 votos Os eleitos tomarão posse na Câmara a partir de janeiro de 2025, junto com o prefeito reeleito Eduardo Paes. Números de brancos e nulos cai em relação a 2020 A quantidade de eleitores que votaram em branco ou anularam seus votos teve uma redução, comparada a última eleição. Somados, brancos e nulos chegaram a 442.655, uma redução de 28,8%, comparado a 2020, quando tivemos 621.708 votos descartados, ou seja, não dados a nenhum candidato ou legenda.
- Eduardo Paes é reeleito Prefeito do Rio de Janeiro
Candidato do PSD vai governar a cidade pela quarta vez. Veja: O Rio de Janeiro elegeu neste domingo (06/10) o Prefeito do Rio de Janeiro para os próximos quatro anos. Eduardo Paes (PSD) venceu no primeiro turno com 60,34%. A vitória de Paes foi confirmada com cerca de 95% das urnas apuradas. Eduardo Paes iniciou sua carreira política em 1993, quando foi eleito vereador do Rio de Janeiro pelo Partido da Frente Liberal (PFL). Em 2000, Paes foi eleito deputado federal, cargo que ocupou até 2008, quando decidiu concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro. Em 2008, Eduardo Paes foi eleito prefeito do Rio de Janeiro pela primeira vez, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ele foi prefeito pela segunda vez ao se reeleger em 2012, ficando até 2016. Em 2018 se candidatou a governador do estado do Rio de Janeiro, mas perdeu no segundo turno. Retornou à Prefeitura em 2020, quando foi novamente eleito prefeito do Rio de Janeiro, desta vez pelo Partido Social Democrático (PSD). Com a atual reeleição, Eduardo Paes se torna prefeito da capital fluminense pela quarta vez, com duas reeleições. Aos 54 anos, Paes conta com Eduardo Cavaliere como vice e exercerá o mandato até dezembro de 2028.
- Eleições Municipais: Prepare-se para votar
Para votar é necessário portar algum documento oficial com foto ou usar o aplicativo e-Título, disponível para iOS e Android. Neste domingo (06/10), das 8h às 17h, ocorrerá o primeiro turno das Eleições Municipais de 2024. Para garantir que o processo ocorra de forma tranquila e organizada, é fundamental que os eleitores estejam cientes dos documentos necessários para votar. Para votar é obrigatório a apresentação de um documento oficial com foto. Os documentos aceitos incluem a carteira de identidade (RG), carteira de motorista (CNH), passaporte, carteira de trabalho, certificado de reservista, ou qualquer outro documento oficial com foto. Além disso, o título de eleitor, embora não obrigatório, é altamente recomendado, pois facilita a localização da seção eleitoral e agiliza o processo de votação. Para aqueles que optaram pelo e-Título , a versão digital do título de eleitor, é importante lembrar que ele só será aceito se estiver atualizado e com foto. Caso contrário, será necessário apresentar um dos documentos físicos mencionados anteriormente. O aplicativo e-Título pode ser baixado gratuitamente nas plataformas iOS ou Android , e é uma alternativa prática para quem prefere evitar o uso de papel. Como saber o local de votação? A Justiça Eleitoral vem alertando para a importância de verificar com antecedência o local de votação, que pode ter sido alterado em relação às eleições anteriores. Essa verificação pode ser feita pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelo aplicativo e-Título. Para saber o seu local de votação, siga os passos abaixo: Verifique o Título de Eleitor : O seu título de eleitor contém informações importantes, incluindo a seção e a zona eleitoral. Esses dados são essenciais para identificar o local exato onde você deve votar. Acesse o site do TSE : O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oferece um serviço online onde você pode consultar o seu local de votação. Acesse o site oficial do TSE e procure pela opção de consulta ao local de votação . Use o aplicativo e-Título: O TSE disponibiliza o aplicativo e-Título, que pode ser baixado gratuitamente em smartphones. Com ele, você pode acessar todas as informações do seu título de eleitor, incluindo o local de votação. Ligue para o Disque-Eleitor : O TSE também oferece um serviço de atendimento telefônico. Ligue para o número 148 e siga as instruções para obter a informação desejada. Ligue para o TRE: O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro funciona de segunda a sexta-feira das 11 às 19 horas. Horário de atendimento nos cartórios eleitorais: de 11 às 17h Central de Atendimento ao Eleitor: (21) 3436-9000. Consulte o Cartório Eleitoral: Visite o cartório eleitoral mais próximo de você. Lá, os funcionários poderão fornecer todas as informações necessárias sobre o seu local de votação.
- A História do bairro de Vargem Grande
Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. O atual bairro de Vargem Grande fazia parte do Engenho do Camorim, fundado por Gonçalo Correia de Sá em 1594. Em 1628, a filha de Gonçalo, Vitória Correia de Sá, casou com o espanhol Luis de Céspedes García Xería, que recebeu, como dote de casamento, as terras do Engenho do Camorim. Após a cerimônia, o casal foi morar em Assunção, já que D. Luís era governador do Paraguai. Depois de 1640, Vitória de Sá, já viúva, reornou ao Brasil e enfrentou imensa batalha judicial com o primo Salvador Correia de Sá e Benevides pela posse das terras do engenho. Em 1667, tendo obtido ganho de causa, Vitória de Sá doou todas as suas posses para o Mosteiro de São Bento. Nessa propriedade, os beneditinos plantaram cana-de-açúcar, produziram farinha de mandioca, aguardente e criaram gado de corte. No século XVIII, Frei Lourenço da Expectação Valadares subdividiu o Engenho do Camorim em três fazendas: Camorim, Vargem Grande e Vargem Pequena. Em 1891, os Beneditinos venderam a propriedade para a Companhia Engenho Central de Jacarepaguá e esta para o Banco de Crédito Móvel. O Projeto de Lei Nº 528/2005 instituiu a última semana do mês de setembro como data comemorativa do aniversário do bairro de Vargem Grande. A data escolhida é atribuída ao fato de que a primeira citação histórica das Vargens foi feita em setembro de 1590, quando o bairro ainda fazia parte do Engenho do Camorim. Em decorrência de suas características naturais, com partes inundadas, o Plano Lúcio Costa determinava o uso agrícola para toda essa imensa área. Em 2009, foi aprovado o Projeto de Estruturação Urbana dessa região, também conhecido como PEU das Vargens. Esse projeto é alvo de muita polêmica, pois estabelece parâmetros urbanísticos que favorecem o processo de especulação imobiliária. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.
- Em favelas do Rio, mães sofrem com escassez de creches e pré-escolas
Falta de vagas em Rocinha e Rio das Pedras prejudica vida profissional e financeira das responsáveis e afeta o desenvolvimento das crianças. Por: Diego Nunes da Rocha, Felipe Migliani, Fernanda Calé e Karen Fontoura. A educação na primeira infância é uma etapa crucial para o desenvolvimento das crianças, essencial para garantir igualdade de oportunidades desde o começo da vida. No entanto, o Rio de Janeiro enfrenta um déficit nessa área: a falta de vagas em creches e pré-escolas. O problema é acentuado ainda mais nas áreas periféricas da cidade, como as favelas de Rio das Pedras e Rocinha, onde a escassez de unidades públicas e conveniadas compromete o acesso às unidades educacionais. De acordo com dados do Censo Escolar 2023 analisados pela Gênero e Número , a Rocinha conta com 21 creches e pré-escolas , mas apenas seis são municipais. O bairro tem 16 unidades de ensino integral, quatro delas são públicas e 12 são privadas conveniadas. Entre os 15 estabelecimentos privados de ensino infantil que funcionam no bairro, 13 têm convênio com a Prefeitura, o que indica que a maior parte da oferta fica por conta da parceria entre o poder público e as unidades privadas. Para Marcel Gavazza, professor de História no município do Rio de Janeiro, pesquisador e coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), esse modelo não deveria ser encarado como uma solução para o déficit de vagas na rede. “A transferência de recursos públicos para as creches conveniadas, que são privadas, tem sido a solução imediata adotada pela prefeitura para garantir vagas nas creches. No entanto, isso não substitui a necessidade de planos para a construção de novas unidades” Para o educador, a solução passa pela convocação de aprovados no concurso para professores adjuntos de educação infantil, o que ajudaria a suprir a carência de professores nas creches e pré-escolas e possibilitaria a abertura de novas turmas. Além disso, Marcel afirma que o investimento na construção de novas unidades é essencial. “O ideal seria a construção de novas unidades. Isso é cobrado em reuniões com a Secretaria Municipal de Educação, em atos em frente à prefeitura e em audiências públicas com vereadores. O sindicato tem feito vários requerimentos de informação e tenta pressionar por todos os meios para garantir a ampliação da rede e a convocação dos concursados, o que ajudaria a zerar a fila de espera.” Em entrevista à Agência Lume, o atual prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes, citou que, se eleito, pretende ampliar o número de creches conveniadas. “Vamos adotar a mesma fórmula que usamos nessa gestão para atingir o nosso objetivo: realizar convênios com creches privadas, porque esse tipo de parceria acelera a resolução dessa carência.” A presença de 21 creches na Rocinha pode parecer positiva, mas muitas dessas unidades educacionais enfrentam limitações de espaço, o que afeta a quantidade de turmas oferecidas. Algumas creches funcionam com apenas três ou quatro turmas para a primeira infância, com no máximo 20 crianças por turma, a depender da quantidade de funcionários disponíveis. Já em Rio das Pedras , a oferta de creches e pré-escolas é ainda mais escassa. Entre os oito estabelecimentos registrados pelo Censo Escolar 2023, seis são municipais e dois são privados sem convênio com a Prefeitura. Somente duas unidades públicas oferecem ensino em turno integral. "Todos os dias chegam novas crianças" , explica Flávia Amaral, pedagoga e diretora do EDI Professora Edir Caseiro Ribeiro, que atua há 25 anos com educação na Rocinha. Ela aponta que a falta de vagas na Rocinha está ligada também ao fluxo migratório constante nas favelas, um fenômeno recorrente também em regiões como Rio das Pedras. Existe lista de espera por vagas em creches tanto na Rocinha quanto no Rio das Pedras. A migração, impulsionada pela concentração de oportunidades de emprego nas regiões metropolitanas, torna as favelas opções mais atrativas de moradia devido ao custo de vida mais acessível para famílias em busca de melhores condições. Isso impacta diretamente a falta de planejamento governamental na oferta de creches. Embora a lei não preveja a obrigatoriedade de matrícula de crianças com menos de 4 anos em unidades educacionais, Flávia Amaral defende que essa diretriz deveria ser revista. “A educação infantil para primeira infância é de suma importância, é a base de tudo. A criança é estimulada, aprende a utilizar o corpo e várias habilidades que ela necessita. E eu não falo só a partir dos quatro anos, eu gostaria que a lei se estendesse para minha faixa etária, que é de seis meses”, explica. Papel da prefeitura na oferta de creches e pré-escolas O debate sobre a falta de vagas em creches e pré-escolas no Rio de Janeiro não é novo, mas a solução para o problema parece distante. Em ano eleitoral, especialmente quando falamos de eleições municipais, é muito importante que a sociedade esteja atenta às obrigações da prefeitura relacionadas ao tema - e também ao que dizem os candidatos - para garantir que essa situação seja realmente enfrentada. O prefeito desempenha um papel essencial na gestão e expansão das creches municipais. É responsabilidade do executivo municipal formular e implementar políticas públicas que garantam o acesso à educação infantil. É a prefeitura que define o orçamento destinado à educação para a primeira infância, garantindo que haja recursos suficientes para a manutenção e expansão das creches e pré-escolas. Ela também pode buscar fontes alternativas de financiamento, como fundos municipais específicos, para garantir a sustentabilidade dos serviços. Falta de vagas afeta vida profissional de mães e desenvolvimento infantil Para muitas mães que vivem nas favelas de Rio das Pedras e da Rocinha, a falta de vagas em creches significa um obstáculo para ingressar ou se manter no mercado de trabalho. A dona de casa Vilma Carvalho, de 37 anos, é uma delas. Moradora de Rio das Pedras e mãe de quatro filhos, ela tenta conseguir uma vaga na creche para a filha mais nova desde que a menina tinha dois anos. “Isso me atrapalhou a voltar a trabalhar, porque a creche está muito cara”, conta ela. Sem a vaga, Vilma enfrenta o dilema de pagar alguém para buscar e levar os outros filhos na escola ou desistir de trabalhar. Além das dificuldades financeiras, há também o impacto na socialização das crianças. A dona de casa comenta que sua filha é muito inteligente, mas não tem convivência com outras crianças da mesma idade. Se estivesse na creche, a menina teria mais oportunidades de desenvolvimento social e cognitivo. Quem consegue uma vaga na creche para o seu filho consegue notar os benefícios que esse acesso pode trazer. A creche desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral da criança, oferecendo não apenas um ambiente seguro, mas também estímulos essenciais para o seu crescimento cognitivo, social e emocional. Segundo Mônica Sacramento, pesquisadora e coordenadora programática da ONG Criola: “A creche é um espaço que reúne várias políticas, que atuam na segurança alimentar, no desenvolvimento das crianças e na socialização. A insuficiência de políticas ou a falta de uma oferta adequada provoca efeitos que atingem toda a comunidade, não apenas os cuidadores, mas também, a vizinhança, já que essas mulheres recorrem a redes de apoio” , explica. Para a pesquisadora, quando esse direito não é garantido: “as consequências não são só imediatas, mas também a longo prazo, porque isso se desdobra na vida escolar das crianças” , analisa. Kátia Monique Nunes, mãe de um menino de três anos do Rio das Pedras, conseguiu notar como o ingresso na creche pode impactar positivamente o desenvolvimento infantil. Após indicação da fonoaudióloga, a criança foi matriculada com dois anos e um mês, período crucial para sua socialização e desenvolvimento da linguagem. A moradora do Rio das Pedras destaca que o contato com outras crianças e as atividades estruturadas da creche ajudaram no avanço do filho, que inicialmente falava pouco e demonstrava dificuldades de interação. “Todos os dias ele fala comigo, “mamãe gosto da escola”. Ele está mais comunicativo, participa das atividades, sabe as cores, sabe os nomes dos amigos e das tias. A escola trabalha com projetos pedagógicos e todo bimestre tem reunião com as professoras, que apresentam um relatório de habilidades e conhecimentos.” Desafios para mães solo e mães de crianças atípicas Os responsáveis que conseguem ingressar no mercado de trabalho enfrentam o desafio de conciliar suas jornadas, que geralmente são de 8h ou 9h diárias, além do tempo de deslocamento, com os horários estabelecidos nas creches. “Eu precisei de uma pessoa pra buscar e ficar com meu filho até a hora de eu chegar do trabalho, porque eu preciso trabalhar e só chego por volta de 19:30” , conta Vitória Brennand, 27 anos e moradora da Rocinha. Para ela, mãe solo de três filhos, a principal dificuldade é o horário estabelecido nas creches, que funcionam até 15h. “Eu pago R$250 [mensais] de segunda a sexta. É menos um dinheiro que já poderia ajudar nas compras de casa, no hortifruti”, explica. Já a moradora da Rocinha Adrielle Paiva, 35 anos, mãe de uma criança atípica (criança com deficiência intelectual ou física), não consegue ingressar no mercado de trabalho. Com dois filhos pequenos, a dificuldade de matricular as crianças na mesma creche ou pelo menos em unidades próximas tem sido um grande desafio. “Eu tenho outra filha de um ano e nove meses e ela está sem creche, porque foi selecionada para uma unidade em São Conrado e ia ficar inviável de botar ela nessa e o meu outro filho na Gávea” , lamenta Adrielle, que está na lista de espera de outras quatro unidades educacionais para a filha desde fevereiro, enquanto o filho frequenta a escola no bairro vizinho. A falta de vagas impacta diretamente na vida da moradora da Rocinha, que recorre à ajuda de familiares para se manter financeiramente. “Eu não consigo trabalhar, pois não tenho com quem deixar. Eu sou separada do pai deles, minha mãe que me ajuda no dia a dia, mas ela não tem saúde pra ficar com ela só”, explica. “É um sentimento de frustração, pois a gente faz mil planos e não consegue executar nenhum. Eu recebo o auxílio Brasil, o pai das crianças ajuda com as coisas e meu pai paga meu aluguel” , completa Adrielle. Para mães de crianças atípicas, a preocupação com os filhos nas unidades de educação é constante. O descaso dos governantes agrava ainda mais o cenário educacional, que, em vez de proporcionar conforto, se transforma em fonte de aflição. Para Adrielle, mãe de um menino atípico, a escola poderia ser mais transparente sobre as atividades oferecidas às crianças. “Na creche tem uma psicóloga e uma fonoaudióloga, mas não nos informam o que elas fazem e o trabalho parece ser geral, sem um foco específico em cada criança” , explica. Ela também percebe um distanciamento das famílias em atividades escolares durante datas comemorativas, como Páscoa, Dia das Crianças e Dia da Família, com acesso apenas aos trabalhos enviados para casa. “A fila de espera era muito grande, não tinha uma data certa de espera. É esperar para um dia receber uma mensagem ou ligação avisando que conseguiu a vaga. Eu fiquei sem esperança por meu filho ser um dos últimos. Eu necessitava naquele momento e acabei pagando uma particular” , conta Shara Rosário, mãe atípica, de 31 anos, trancista e moradora da Rocinha. Hoje, com filho matriculado em uma creche pública, Shara não sente que as necessidades da criança são contempladas. Para ela, as creches deveriam disponibilizar monitores na educação infantil, conforme assegurado pela Lei de Inclusão , que não determina limite de idade para o acesso a esse profissional. “São poucas as escolas que têm auxiliares, porque as crianças que têm TEA precisam de um cuidado maior, de uma pessoa ali para ajudar” , relata. "Digo isso pelo fato do meu filho ser autista, e é algo que eu vejo na sala dele. São duas, três crianças [autistas] e as professoras fazem o melhor possível para dar assistência, sendo que ele tem direito ao auxiliar, que até agora não aconteceu", reivindica Shara, que ressalta que a necessidade de monitores em sala de aula para as crianças com deficiência precisa receber mais atenção dentro das comunidades. Outra reivindicação dos responsáveis pelos cuidados das crianças é o transporte escolar, um valor que não é assegurado para quem tem filhos matriculados nas creches e se torna um gasto adicional para manter as crianças nas unidades educativas. O transporte público no horário de funcionamento das creches costuma ficar muito cheio e muitos pais preferem arcar com os custos e utilizar do transporte escolar pago, que é o caso de Adrielle. Devido ao diagnóstico do filho, ela tenta preservar a saúde mental da criança, mas precisa de ajuda da bisavó do menino para arcar com os R$250 mensais do transporte particular. O que prometem os candidatos Nas eleições de 2024, alguns candidatos incluíram em seus planos de governo propostas para aumentar o número de vagas em creches e pré-escolas, fortalecendo parcerias com o setor privado e investindo na construção de novas unidades. No entanto, muitos planos de governo não têm detalhamento suficiente que especifique como implementar as políticas e quais recursos pretendem alocar para essa finalidade, como mostra o levantamento feito pela Agência Lume no site Divulgando Contas do TSE . O atual prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PSD) , diz que pretende criar mais 13 mil novas vagas em creches e pré-escolas, uma medida que ele afirma ser parte de seu plano de expansão da educação infantil na cidade. A Gênero e Número já mostrou que o segundo mandato de Paes registrou o maior e também o menor número de creches e pré-escolas públicas integrais no Rio de Janeiro, em 2014 e 2016, respectivamente. Alexandre Ramagem (PL) , propõe o programa "Criança na Creche, Família Tranquila", que visa ampliar a oferta de vagas, mas também garantir transparência no processo de matrícula e parcerias com instituições privadas. Além disso, ele sugere a criação de incentivos fiscais para empresas que colaborarem com a criação de creches ou subsídios a famílias de baixa renda. Carol Sponza (NOVO) promete zerar a fila das creches, ampliando a rede de conveniadas e revisando o modelo de contrato com instituições parceiras, garantindo maior segurança jurídica. Sua proposta visa incluir instituições com fins lucrativos para aumentar a oferta de vagas. Cyro Garcia (PSTU) diz que vai construir novas creches e aumentar a oferta de vagas em tempo integral para todas as crianças de até cinco anos, buscando acabar com a fila de espera. Rodrigo Amorim (Unidão Brasil) defende o uso de vouchers para zerar o déficit de vagas em creches e a criação de escolas confessionais. Tarcísio Motta (Psol) propõe zerar a fila das creches até 2028, oferecendo creches em tempo integral e com período noturno, além de criar o Fundo Municipal para Creches (FUNCRECHE), financiado pelo ISS, para garantir investimentos contínuos na construção e manutenção das instituições. Henrique Simonard (PCO) não especificou em seu plano de governo como pretende resolver o problema de déficit de vagas em creches e pré-escolas. Em entrevista à Agência Lume , o candidato diz que pretende contratar mais professores e investir no ensino integral. Marcelo Queiroz (PP) diz que vai aumentar a oferta de vagas em creches, melhorar a infraestrutura escolar e assegurar a inclusão e segurança a todos os estudantes. Juliete Pantoja (UP) cita 18 ações na área da educação que pretende implementar caso seja eleita, mas não cita diretamente nenhum projeto para ampliação de vagas em creches e pré-escolas. Em entrevista à Agência Lume , a candidata afirma que pretende realizar mais concursos públicos e construir novas unidades escolares para que possa garantir a abertura de vagas para as crianças que estão nas filas de espera. Autores: Diego Nunes da Rocha é graduado e mestre em Ciências Sociais pelo PPGSA/UFRJ e doutorando em Sociologia no IESP-UERJ. Pesquisador associado do Ceres (Centro para o Estudo da Riqueza e Estratificação Social), Diego tem interesse em estratificação social, em especial no campo educacional. É analista de dados da Gênero e Número. Felipe Migliani é um repórter pós-graduado em Jornalismo Investigativo e Jornalismo de Dados. Morador do Rio de Janeiro, Felipe é conhecido por suas reportagens sobre meio ambiente e impactos ambientais. Têm matérias publicadas no Estadão, Meia Hora, RioOnWatch, Agência Lume e Ambiental Media. Fernanda Calé é formada em Jornalismo pela UniCarioca e se especializou em Comunicação Popular como uma maneira de falar com diversos públicos de maneira clara e simples. Há quatro anos ajudou a fundar a Agência Lume , uma agência de comunicação que produz jornalismo independente na região de Jacarepaguá, principalmente em Rio das Pedras, lugar onde nasceu. Karen Fontoura é estudante de jornalismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, oriunda de uma família de matriarcas da Rocinha. Atua como repórter no Jornal Fala Roça, escrevendo para online, impresso e na produção de conteúdos audiovisuais para as redes sociais.










