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- Alagamento afeta trânsito e coleta de lixo na Estrada de Jacarepaguá
Foto enviada por leitores. Problema já deixa o Ecoponto Curva do Pinheiro e a entrada da Paróquia São João Batista alagados há três semanas. Um problema antigo voltou a afetar a vida de quem circula pela Estrada de Jacarepaguá, próximo ao número 4.450. A via que dá acesso ao Ecoponto Curva do Pinheiro e à Paróquia São João Batista em Rio das Pedras está alagada há cerca de três semanas. A Agência Lume já noticiou o transtornos no mesmo trecho em agosto e setembro de 2020. Quem vive próximo ao local diz que o lixo descartado irregularmente contribuiu para o entupimento da galeria pluvial. Outras fontes ouvidas pela Agência Lume também afirmam que o problema teria sido causado pelo rompimento de uma tubulação, que estaria gerando um vazamento de água. Em dezembro de 2023, a Prefeitura inaugurou o Ecoponto Curva do Pinheiro . A esperança dos moradores era de que, com o espaço para correto descarte de entulho, móveis velhos e lixo, o problema dos resíduos descartados irregularmente às margens da via - um dos principais fatores que contribuem para o entupimento da galeria - seria resolvido, entetanto o que ainda se vê é descarte irregular de lixo pela região. A Agência Lume entrou em contato com a Iguá, a Secretaria Municipal de Conservação e com a Comlurb para entender o que está causando o alagamento e por que a estratégia com a instalação de um Ecoponto parece não ter impedido o descarte irregular de resíduos na região. A Iguá informou que o caso se trata de uma questão de obstrução das redes de águas pluviais. A Comlurb e a Secretaria de Conservação, enviaram uma nota conjunta informando que a Secretaria Municipal de Conservação vai enviar equipe, esta semana, para vistoriar o local e averiguar as condições da galeria pluvial, para tomar as medidas necessárias. A Comlurb informou ainda que vai enviar uma equipe para realizar a limpeza da Estrada de Jacarepaguá, na altura do número 4.450. E reforçou que a coleta de lixo no local é realizada diariamente, assim como a retirada dos resíduos deixados pelos moradores no Ecoponto. A companhia também informou que, como o ponto de coleta está alagado, dificultando o acesso dos moradores, o lixo foi deixado em local irregular. E finalizou dizendo que foram instalados no local dois ecopontos para melhor atender aos moradores de Rio das Pedras e que funcionam diariamente, das 6h às 18h. O Ecoponto Curva do Pinheiro fica na altura do número 4.460 e conta com uma caixa compactadora de 15m³, fechada, destinada ao lixo domiciliar, e duas caixas estacionárias de 5m³, abertas, para receber entulho, bens inservíveis e galhadas.
- A história do bairro do Tanque
Por: Val Costa. Professor de Geografia e membro do IHBAJA. O bairro do Tanque faz parte da XVI Região Administrativa – Jacarepaguá – possuiu uma área de 556,80 ha e, de acordo com o Censo 2010, 37.856 habitantes. No período colonial, o Largo do Tanque era conhecido como Itatindiba, em homenagem ao rio de mesmo nome, hoje chamado apenas de Tindiba. Na segunda metade do século XIX, essa localidade possuía uma importância estratégica para Jacarepaguá. Era o ponto onde os viajantes paravam para dar água a seus animais em um grande reservatório ali existente. Essa espécie de “tanque” acabou denominando o local e o seu entorno. Até a inauguração da Estrada de Ferro D. Pedro II (atual Central do Brasil), em 1858, as carruagens, diligências e cavalos eram os meios de transportes mais utilizados pela população de Jacarepaguá para chegar até o Centro da cidade. Nesse ano, foi inaugurada também a Estação de Cascadura, a mais próxima de Jacarepaguá, já que a Estação de Madureira só foi concluída em 15 de junho de 1890. A partir de 1875, com a implantação dos bondes de tração animal, o acesso à região melhorou consideravelmente. Os bondes, puxados por burros, circulavam em trilhos feitos de aço, assentados no leito das ruas. Partiam da Estação de Cascadura, atravessavam a Praça Seca, e seguiam pelo Mato Alto até atingirem o Largo do Tanque, onde os animais descansavam bebendo água em um grande reservatório. A empresa que administrava essa linha de bondes chamava-se Companhia Ferro-Carril de Jacarepaguá. Em abril de 1911, a Light comprou a companhia e eletrificou alguns trechos da linha. O bairro do Tanque abrigou, ao longo do século XX, vários órgãos públicos. A primeira Delegacia Policial de Jacarepaguá se localizava onde hoje está o pátio da Paróquia Santo Antônio Maria Zaccaria. Em 1916, ela foi transferida para a Praça Seca, retornando em 1956 para o antigo prédio da prefeitura localizado na Av. Geremário Dantas, 34. Esse prédio também sediou a Agência de Jacarepaguá da Prefeitura Municipal. A denominação, delimitação e codificação do bairro foi estabelecida pelo Decreto Nº 3158, de 23 de julho de 1981 com alterações do Decreto Nº 5280, de 23 de agosto de 1985. Val Costa é professor de Geografia e Membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá.
- Mirante e Igreja Nossa Senhora da Penna: Um Patrimônio Histórico na Freguesia
A igreja foi construída no século XVII o mirante oferece uma vista panorâmica da Zona Oeste da cidade. Situada no topo do Pedra do Galo , no bairro da Freguesia, a Igreja Nossa Senhora da Penna oferece uma vista panorâmica de Jacarepaguá, combinando história, fé e beleza natural. Além disso, a Igreja Nossa Senhora da Penna foi construída no século XVII e é um dos templos mais antigos da cidade. Além da própria igreja, que é um exemplo da arquitetura colonial brasileira, o mirante no topo oferece uma vista panorâmica que abrange os maciços da Tijuca e da Gávea, as serranias de Guaratiba e até o oceano ao longe. A subida ao mirante pode ser feita por uma escadaria de 382 degraus ou por uma estrada pavimentada. Também há a opção do bondinho, que é gratuito. Localizada a 160 metros de altura, a Igreja de Nossa Senhora da Penna foi fundada em 1664, após uma pessoa escravizada, com medo de ser punida por perder uma novilha, teve uma visão que o levou a encontrar o animal. O dono das terras, que presenciou a cena, a alforriou e mandou construir uma capela no topo do penhasco. Professor de Geografia e membro do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá (IHBAJA) , Val Costa explica que a igreja foi reformada e ampliada em 1770 e tem uma torre sineira e um altar rococó, com retratos de D. Pedro I e D. Teresa Cristina. Val também conta que o patrimônio foi tombado pelo IPHAN em 1938. “ A igreja possui um pátio externo de tijolo cozido com um relógio de sol e um pequeno muro que já teve forma de seteira. A Pedra do Galo, onde a igreja está localizada, era um ponto estratégico para a defesa da região. Em 2011, foi instituído o dia 8 de setembro como o dia comemorativo à Nossa Senhora da Penna no calendário oficial da cidade ”, conta. Val Costa conta que o patrimônio arquitetônico de Jacarepaguá é um tesouro histórico que ajuda a manter vivas as memórias coletivas. Ele explica que a sociedade atual é moldada por estruturas sociais do passado, que, ao serem analisadas e interpretadas, constroem a memória ou o esquecimento social. Reconhecer a importância dos monumentos e edificações locais é essencial para a construção da memória social. “ O Patrimônio Histórico inclui bens materiais, naturais ou imóveis de importância artística, cultural, religiosa, documental ou estética. O IPHAN e o Inepac são responsáveis pela gestão e preservação do patrimônio histórico no Brasil e no estado do Rio de Janeiro, respectivamente. A Baixada de Jacarepaguá possui vários vestígios históricos do Brasil colonial, como o Marco 5 das Sesmarias da Tijuca, tombado pelo Inepac em 1965. Outros exemplos incluem um prédio do médico Cândido Benício, destruído ao longo dos anos, e o casarão da Fazenda Mato Alto, que necessita de reformas urgentes ”, explica. Visitação O mirante e a Igreja de Nossa Senhora da Penna estão localizados na Rua Nossa Sra. da Penna, no bairro da Freguesia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O patrimônio está aberto para visitação das 9h às 16h, exceto feriados. As missas são realizadas aos sábados e domingos, às 11h. Além disso, o bondinho opera gratuitamente das 8h às 17h, proporcionando uma experiência única de transporte até o local. Para mais informações acesse o site da igreja ou entre em contato pelos números Tel: (21) 2447-9570 e WhatsApp: (21) 98880-0377. Também há opção através do e-mail vinsp-rj@hotmail.com . Serviço Endereço: Rua Nossa Sra. da Penna - Freguesia (Jacarepaguá) Horário de Visitação: 9h às 16h (exceto feriados) Dia e Horário das Missas: 11h, Sábado e Domingo Bondinho : 8h às 17h - Gratuito.
- Destaque da Comunidade: Moradora de Rio das Pedras vai à COP29
Maiara Oliveira foi uma das selecionadas pelo programa Jovens Negociadores Pelo Clima para participar do evento em Baku, no Azerbaijão. Rio das Pedras esteve presente na 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29) em Baku, Azerbaijão, graças à participação de Maiara Oliveira. A moradora da região do Pinheiro é graduanda em Relações Internacionais pela UERJ, e foi uma das selecionadas pelo programa Jovens Negociadores Pelo Clima (JNC) para representar as comunidades periféricas neste importante fórum internacional. O programa Jovens Negociadores Pelo Clima, que é desenvolvido pelo Observatório Internacional da Juventude (OIJ), conta com a parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima do Rio de Janeiro , com a colaboração do PerifaLab e do Climate Hub Rio, e tem como objetivo capacitar jovens de comunidades periféricas para participarem de espaços internacionais de decisão sobre a crise climática. Maiara explicou a importância dessa representação: "Já que sendo nós, jovens periféricos, os mais atingidos por essa questão, nada mais justo que estejamos lá construindo políticas que vão nos impactar diretamente." A moradora de Rio das Pedras resolveu se candidatar ao programa para participar de forma mais intensa da luta contra a crise climática. Segundo Maiara, o programa foi essencial para ajudá-la a desenvolver novas habilidades que permitissem sua inserção e participação em espaços de debates. "Esses espaços não são pensados para que jovens periféricos os ocupem, logo eles possuem mecanismos para que você se sinta um invasor ali, como se a sua voz não valesse. Mas quanto mais conhecemos e entendemos sobre eles, mais temos propriedade para falar e permanecermos lá." O território de Rio das Pedras, não é diferente do resto da cidade, também sofre com os impactos das mudanças climáticas. Para Maiara, é muito importante levar em consideração as vivências do nosso território ao cobrar soluções que têm impacto global. "O programa me ajudou a entender que quando cobramos soluções sobre os problemas que vivemos aqui, não é de impacto apenas regional, mas sim global. Rio das Pedras é top 5 favelas com a maior população do Brasil, nós ocupamos um território gigante da cidade, não tem como ter alguma discussão sobre esse país sem levar o que é vivido aqui em consideração!" Segundo a jovem, o território de Rio das Pedras é muito grande e por esse motivo precisa lidar com uma grande diversidade de problemas climáticos que afetam de forma distinta cada área da comunidade, como ondas de calor, enchentes, queimadas e deslizamentos. Por isso, é importante que estejamos atentos às negociações sobre financiamento climático e adaptação que acontecem na COP, pois as decisões são importantes para a realidade das favelas do RJ e do Brasil. Maiara contou à Agência Lume que durante sua trajetória se inspirou em seus pais. O apoio dos familiares foi fundamental em sua caminhada, principalmente o de sua irmã, que é formada em Gestão Ambiental. Mesmo assim, a jovem contou que não imaginava que seria uma das selecionadas para ir à COP29, já que o programa ao qual faz parte tem um processo interno de seleção bastante rigoroso, mas que ficou feliz com a informação de que iria representar a juventude periférica no evento, e deixou um recado para os jovens de Rio das Pedras: "Não se subestimem! Façam diferente do que eu fiz! Nós temos sim muito potencial para ocuparmos e nos fazermos escutar em espaços que de jeito nenhum são pensados para a gente! Se envolvam, estudem, ocupem e corram atrás de todas as oportunidades que aparecerem, construam caminhos para que mais e mais pessoas parecidas com a gente estejam em conferências internacionais fora e dentro do nosso país!" Por fim, pedimos que Maiara fizesse uma avaliação sobre os resultados da conferência. Segundo a jovem, as decisões não supriram a expectativa esperada e é preciso esperança para transformar a frustração em combustível para lutar: "Essa COP era denominada de “COP do financiamento” acredita-se que terminaríamos ela com um texto muito mais ambicioso sobre a responsabilidade que os países desenvolvidos têm com os subdesenvolvidos em financiar nossa luta contra a crise climática. Porém o que foi apresentado foi um texto fraco, no qual os países ricos têm obrigação de financiar apenas US$ 250 bilhões anualmente até 2035. Muito abaixo dos 1,3 trilhões de dólares que o próprio texto reconhece que seria realmente o necessário. Gostaria de saber se os líderes dos Estados verdadeiramente conseguem dormir tendo tanto sangue nas mãos. Países vão desaparecer, ilhas no Caribe e Oceania já estão nesse processo, doenças irão surgir, tragédias ambientais serão regra, e enquanto a sociedade civil se organiza e faz todo o possível para mitigar essas situações, os Estados continuam sendo mesquinhos e encaminhando nossa morte."
- Oportunidades: Veja as vagas de emprego disponíveis nesta semana
Veja as oportunidades para toda a cidade e também vagas específicas para Rio das Pedras: A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (SMTE), divulga 2.403 novas vagas de emprego nesta semana. Entre os destaques, há 46 vagas para oficial de obra civil (pedreiro) e ajudante de obras no Centro, Barra e Zona Sul. São necessários seis meses de experiência e Ensino Médio completo. Há também 655 oportunidades para pessoas com deficiência. Para quem tem Ensino Superior, uma vaga para programador no Centro. Nesta semana, também há vagas para auxiliar de armazém (10), frente de caixa e cafeteria (30), inspetor de frota (10), motorista de truck (20, em Jacarepaguá), bombeiro hidráulico (2) e auxiliar de linha de produção (5). As duas últimas são destinadas a PCDs. Também há oportunidades para alunos das graduações em Engenharia de Produção, Ciências Contábeis, Administração, Pedagogia, Gastronomia, Publicidade e Propaganda, Farmácia, Psicologia, Direito, Tecnologia da Informação e Turismo e dos cursos técnicos em Informática e Eletrônica, em diversas regiões da cidade. Cadastro de currículos pela internet ou nas Centrais do Trabalhador Interessados em cadastrar o currículo no banco de oportunidades da SMTE podem fazer isso pela internet, no link: https://bit.ly/Cadastro_Curriculo_SMTERJ . Pessoas sem acesso à internet podem fazer a inscrição presencialmente em uma das sete Centrais do Trabalhador, nos seguintes endereços: Centro (Av. Presidente Vargas, 1.997, no CIAD); Campo Grande (Rua Coxilha, s/nº); Engenho Novo (Rua Vinte Quatro de Maio, 931); Ilha do Governador (Estrada do Dendê, 2.080); Jacarepaguá (Av. Geremário Dantas, 1.400, salas 247 e 248); Santa Cruz (Rua Lopes de Moura, 58) e Tijuca (Rua Camaragibe, 25). Os postos funcionam de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h. Os candidatos devem levar RG, CPF, PIS e currículo para fazer a inscrição. Pessoas com deficiência têm a opção de enviar o currículo para o e-mail vagaspcd.smte@gmail.com ou comparecer ao CIAD, referência na busca e na oferta de oportunidades de emprego para pessoas com deficiência no município. Empresas interessadas nesses perfis devem se cadastrar no link: https://bit.ly/Cadastro_de_Vagas_SMTE . Os serviços são gratuitos. Vagas em Rio das Pedras Uma provedora de internet da região está com vagas abertas para os cargos de promotor de vendas e atendente. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone (21) 98200-4358. Para o cargo de promotor de vendas é importante ter experiência mínima de 1 ano atuando com vendas de serviços, partoces. Também é preciso ter pontualidade, comprometimento, assiduidade, organização e boa comunicação verbal. A vaga prevê contratação no regime CLT com salário de R$ 1.580 a R$ 1.600 por mês, e benefícios como vale transporte, cesta básica, plano ondontológico e day-off de aniversário. Já os candidatos ao cargo de atendente devem possuir ensino médio completo, experiência prévia em atendimento, excelente habilidade de comunicação verbal e escrita e disponibilidade para trabalhar em horários flexíveis. A vaga prevê contratação no regime CLT e benefícios como vale transporte, cesta básica, plano odontológico, day-off de aniversário e plano de saúde.
- Começou o período de matrículas na rede municipal de ensino
A primeira etapa é destinada aos alunos da Educação Especial. Veja o calendário completo: Começou nesta terça-feira (26/11), o período de matrículas para o ano letivo de 2025 nas escolas e unidades de ensino da rede municipal. Esta primeira etapa é aberta somente aos alunos da Educação Especial e vai até sexta-feira (29/11). Os responsáveis devem ficar atentos às datas específicas para cada segmento de ensino. No caso de transferência interna de estudantes da Educação Infantil, o período de matrícula será na semana que vem, de 3 a 5 de dezembro. As matrículas de novos alunos em creches municipais estarão abertas entre 10 e 15 de dezembro. As inscrições para as vagas devem ser feitas no site oficial www.matricula. rio , uma plataforma acessível para computadores e dispositivos móveis. O responsável que não tiver acesso à internet pode ir diretamente a uma unidade escolar ou Nave do Conhecimento. Para mais informações, os responsáveis podem acessar o site da Secretaria Municipal de Educação ou entrar em contato com a central 1746. Vale lembrar que o CPF é um documento obrigatório no momento da inscrição. Calendário de matrículas 26 a 29/11 - Educação Especial - Classe Especial e Incluídos (alunos novas e transferências internas); 03 a 05/12 - Educação Infantil (transferência interna de Creche e Pré-escola); 10 a 15/12 - Creches (alunos novos) 07 a 10/01 - Ensino Fundamental e Programa de Educação de Jovens e Adultors (transferência interna); 14 a 17/01 - Pré-escola, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (alunos novos); Segundo momento 23 a 24/01 - Educação Especial; 29 a 30/01 - Pré-escola e Ensino Fundamental;
- Cedae realiza manutenção anual no Guandu nesta terça-feira (26)
A ação acontece das 4h às 22h e envolve mais de 500 profissionais. Veja: A Cedae vai paralisar o Sistema Guandu nesta terça-feira (26/11), das 4h às 22h, para a manutenção preventiva anual. Segundo a companhia, objetivo é preparar as estruturas para os meses mais quentes do ano, quando o consumo de água aumenta e o sistema opera em sua capacidade máxima, sobretudo no verão. Composto pela Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu e a Elevatória do Lameirão, o Sistema Guandu é responsável pelo abastecimento de mais de 10 milhões de pessoas no município do Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense. A manutenção vai envolver mais de 500 profissionais, incluindo engenheiros, eletricistas, mecânicos e agentes de saneamento. Durante a intervenção, serão realizadas inspeções e correções, como a instalação de novos equipamentos, reparos diversos, ajustes eletromecânicos, revisão de peças e limpeza das estruturas que não podem ser acessadas durante a operação normal. Para realizar esse trabalho, será preciso suspender a produção de água para os municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo e Queimados. A operação será retomada de forma gradativa assim que a manutenção for concluída. "A manutenção anual é uma medida de segurança para garantir o pleno funcionamento do sistema durante os períodos de alta demanda. Os técnicos da Cedae vão identificar e corrigir possíveis falhas, prevenindo intercorrências futuras e assegurando que a estação opere com a capacidade total" – explica Daniel Okumura, diretor de Saneamento e Grande Operação da Cedae. A Companhia orienta a população a armazenar água para o período, adiando tarefas não essenciais que demandem grande consumo. A distribuição de água nas localidades atendidas é de responsabilidade das concessionárias Águas do Rio, Iguá e Rio+Saneamento, de acordo com as respectivas áreas de atuação. Nova etapa de modernização Este ano, a manutenção incluirá também obras de modernização do sistema, como a instalação de válvulas dos macromedidores, equipamentos capazes de realizar a medição de grandes vazões de água, possibilitando maior controle de perdas.
- Dia da Consciência Negra: samba e gastronomia no Quilombo Cafundá Astrogilda
Saiba mais sobre os eventos de comemoração realizados nesta quarta-feira (20/11). No dia 20 de novembro, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, o Quilombo Cafundá Astrogilda promoverá uma programação repleta de atividades culturais e educativas. As comemorações no Núcleo Dinda Laura acontecem das 9h às 12h, com um café da manhã colaborativo, contação de histórias e samba de roda, com participação do grupo Reconca Rio. A partir das 12h, as atividades se deslocam para o restaurante quilombola Tô na Boa, onde haverá uma feijoada, uma feirinha de produtos locais e apresentações culturais, incluindo a Folia de Reis do Morro da Formiga e samba. Essas atividades têm o apoio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal da Cultura. A história e importância do Quilombo Cafundá Astrogilda A Comunidade Quilombola Cafundá Astrogilda, situada na Serra de Vargem Grande, tem suas raízes nas famílias negras que se estabeleceram na região durante o período da escravidão e permaneceram após a Abolição. As terras, originalmente divididas por Mem de Sá entre seus filhos no final do século XVI e posteriormente passadas para os monges beneditinos no século XVII, se tornaram o lar dessas famílias, que desenvolveram um modo de vida baseado na agricultura familiar. O nome da comunidade homenageia Dona Astrogilda, que fundou o Centro Espírita Pai Tertuliano em 1936. Este centro serviu como um importante local de auxílio espiritual e social até a década de 1960. Em 2014, a comunidade foi certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Palmares, destacando sua importância histórica e cultural. Embora seja um quilombo urbano, a área do Cafundá Astrogilda é cercada pela Mata Atlântica e abriga pequenas produções agrícolas, como o plantio de bananas. No entanto, a comunidade enfrenta desafios, especialmente a ausência de políticas públicas, como saneamento básico. Apesar dessas dificuldades, o Quilombo Cafundá Astrogilda se destaca como um ponto de luta pela preservação da cultura, memória e identidade negra quilombola. Serviço Data: 20 de novembro Núcleo Dinda Laura Horário: 9h às 12h Atividades: Café da manhã colaborativo, contação de histórias e samba de roda com o grupo Reconca Rio. Endereço: Rua Cleodon Furtado, 942. Vargem Grande. Restaurante Quilombola Tô na Boa Horário: a partir das 12h Atividades: Feijoada, feirinha de produtos locais, apresentações de Folia de Reis (Morro da Formiga) e samba. Endereço: Rua Luiz Borracha, 722, Vargem Grande Rio de Janeiro. Para mais informações acesse o perfil oficial do Quilombo no Instagram: https://www.instagram.com/p/DCRal-_Jf2n/?img_index=1
- Feijoada homenageará Dandara e Zumbi no Quilombo Camorim
Feijoada no Dia da Consciência Negra com sabor, música e tradição no Quilombo do Camorim. Saiba mais: A ACUCA (Associação Cultural do Camorim) anunciou em suas redes sociais um evento que promete misturar sabor, cultura e história de uma forma inesquecível. No dia 24 de novembro de 2024, a partir das 12h até as 19h, o Quilombo do Camorim em Jacarepaguá será palco da Feijoada em Homenagem a Dandara e Zumbi dos Palmares . O Quilombo do Camorim tem uma história rica e significativa. Surgido como um refúgio para pessoas escravizadas que se libertavam das fazendas da região, o quilombo tornou-se um símbolo de resistência e luta pela liberdade. Hoje, é um espaço que mantém vivas as tradições afro-brasileiras e promove a conscientização sobre a importância da preservação dessa herança cultural. “ Este evento é mais do que uma simples refeição; é uma celebração da força e resiliência do povo preto na luta pela liberdade e pela preservação da cultura afro-brasileira. A feijoada, prato icônico da culinária brasileira, será servida acompanhada de muita música e tradição, reforçando a importância da resistência e da memória histórica ”, explica Adilson Batista Almeida, um dos líderes do Quilombo do Camorim e fundador, presidente e diretor da ACUCA. Ingressos: Antecipado: R$ 35 (com vagas limitadas, então é melhor correr!) No dia do evento: R$ 45 Informações Adicionais: para garantir o ingresso antecipado, pode-se fazer um Pix para o número 21-98575-1725 em nome de Thais Oliveira e enviar o comprovante para o mesmo número. Serviço: Data: 24 de novembro de 2024 Horário: 12h às 19h Local: Estrada do Camorim, 922 – Quilombo do Camorim, Jacarepaguá Para mais informações sobre os próximos eventos ou para se tornar um apoiador da ACUCA, pode-se entrar em contato pelo e-mail: acucacamorim@gmail.com .
- Além da escolaridade: por que a educação formal não garante proteção contra a desinformação
Embora o Censo 2022 mostre avanços na alfabetização, a vulnerabilidade à desinformação no Brasil atinge tanto os menos escolarizados quanto aqueles com ensino completo. Por: Agência Lume e Olhos Jornalismo - Felipe Ferreira, Felipe Migliani, Fernanda Calé e Jean Albuquerque. O Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE ) revela importantes avanços na alfabetização no Brasil, mas também destaca as persistentes disparidades que afetam diferentes grupos da população. Entre os 163 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais, 93% são alfabetizados, uma melhora em relação a 2010, quando a taxa era de 90,4%. As taxas de analfabetismo também variam com a idade, refletindo a transição geracional no acesso à educação. Enquanto os jovens de 15 a 19 anos apresentam a menor taxa de analfabetismo (1,5%), as pessoas com 65 anos ou mais são as mais afetadas, com uma taxa de 20,3%. O impacto do gênero é menor, mas ainda relevante, com 93,5% das mulheres e 92,5% dos homens alfabetizados. Regionalmente, as diferenças também são acentuadas. A região Sul, com 96,6%, e o Sudeste, com 96,1%, têm as maiores taxas de alfabetização, contrastando com o Nordeste, que apresenta a menor (85,8%). A desigualdade educacional se torna ainda mais evidente quando comparamos estados como Alagoas e Rio de Janeiro. Alagoas, com uma taxa de alfabetização de apenas 82,3%, enfrenta desafios estruturais na educação, refletidos nos baixos índices de aprendizagem adequada no Ensino Fundamental (27,7%) e Médio (20,7%). Em contraste, o Rio de Janeiro, com uma taxa de alfabetização de 93%, tem resultados superiores, com 47,3% dos alunos do Ensino Fundamental e 35,2% do Ensino Médio atingindo níveis adequados de aprendizagem. Essa disparidade reflete não só o acesso, mas também a qualidade da educação disponível em cada estado, além da diversidade de opções de ensino no Rio de Janeiro, que incluem escolas públicas, privadas e federais. O impacto da desinformação na sociedade O impacto dessas diferenças educacionais se reflete diretamente na forma como os indivíduos interagem com a informação e lidam com a desinformação. As entrevistas realizadas para esta reportagem ilustram essas dinâmicas. José Luís, de 51 anos, estudou até o 2º ano do Ensino Fundamental. Lê o básico e com muita dificuldade, no entanto, aponta ter mais facilidade em ler textos escritos com letras garrafais. Hoje, José Luís é pescador e reside no Trapiche da Barra, Zona Sul de Maceió. Ele conta que se informa exclusivamente por meio de perfis de portais noticiosos nas redes sociais. “Vejo notícias pela rede social dos sites de notícias, claro. Não tenho televisão e não tô fazendo questão de comprar. Na rede social eu me informo de tudo. Tanto de caráter noticiário, quanto de pesquisa de algum assunto que eu me interesse”, disse. José Luís sabe do que se trata “ Fake News ” e contou que teve ciência do termo através das mídias sociais. “É mentira, né? Fiquei sabendo disso pela rede social também. O nome parece que é inglês. Se fosse pra eu saber por mim, com os recursos que tenho, eu não saberia. Mas já fui informado pela própria rede social que Fake News é mentira. Acho que é simplesmente a palavra “ mentira ” em inglês”. Por outro lado, o carioca Fabrício Fernandes, de 30 anos, tem o ensino médio completo e trabalha como operador de Telemarketing, o morador do bairro da Taquara compartilha como foi vítima de um golpe de desinformação no Instagram, destacando que a vulnerabilidade à desinformação não está restrita ao nível de escolaridade, mas à falta de educação midiática crítica. “Ao passar o número do telefone e um código de verificação, os golpistas conseguiram controlar meu aplicativo de mensagens, o que causou uma grande perturbação em minha vida. Levei mais de um dia para recuperar o acesso. Durante esse período, meus amigos receberam mensagens pedindo dinheiro, e eu precisei explicar repetidamente que não era eu, o que tornou a situação ainda mais estressante”, relata. Fabrício admitiu que não costuma se informar regularmente e, quando se depara com algo suspeito, prefere não abrir e deixar de lado. Ele descreveu a frustração e a ansiedade que sentiu ao tentar recuperar seu WhatsApp , afirmando que a experiência foi bastante desagradável e afetou seu dia a dia. Escolaridade não garante proteção contra desinformação A especialista em desinformação e jornalista Alice de Souza afasta a possibilidade da não alfabetização ser um fator crucial na suscetibilidade às fake news. Para a jornalista, pessoas que frequentaram todos os estágios da formação acadêmica formal podem, assim como pessoas com baixa escolaridade, ser analfabetas midiáticas. “Ao mesmo tempo que você não ter educação básica pode dificultar o teu processo de educação midiática, não necessariamente uma pessoa que concluiu todos os estágios de uma educação formal está mais habilitada a ser educada midiaticamente. Essas plataformas não fizeram parte do processo educacional de boa parte das pessoas, então são dois processos diferentes. Por isso é comum ver pessoas “inteligentes” cair em fake news”, aponta Alice. Apesar de ambos os lados - alfabetizados e não alfabetizados - estarem suscetíveis à desinformação, Alice de Souza, diz que, de fato, pessoas com menor nível de escolaridade terão mais dificuldades para enfrentar o fenômeno. A especialista acredita que, no momento atual, é necessário desenvolver outros mecanismos comunicacionais para lidar com as novas formas de consumir conteúdo. “Estamos passando por um momento de transformação muito acelerado no processo de comunicação e cria a necessidade de desenvolvermos outras competências comunicacionais para além da questão do ler, escrever, falar e ouvir. Agora, esse processo envolve você saber se comunicar através desses novos meios de comunicação, que acontecem em tempo real”, avalia a jornalista. Para a jornalista e mestranda em Ciência da Informação pelo IBICT/UFRJ, Erika Zordan, não há correlação entre o nível educacional e a suscetibilidade a notícias falsas. Ela menciona uma pesquisa do Instituto Locomotiva que revelou que 88% da população admitiu ter acreditado em uma informação falsa, indicando que todos estão suscetíveis à desinformação, independentemente do nível de escolaridade. Além disso, Erika aborda como o local de residência pode afetar a exposição a fake news. Em áreas rurais ou com acesso limitado à internet, a falta de fontes de notícias variadas pode levar à proliferação de boatos. Ela destaca que 5 em cada 10 municípios vivem em situação de deserto de notícia, o que abre margem para a desinformação. A idade também é um fator, com jovens e idosos sendo mais vulneráveis devido à falta de maturidade educacional e letramento midiático. Erika destaca diferenças significativas na maneira como diferentes faixas etárias consomem e processam informações. Nativos digitais tendem a consumir informações por meio de redes sociais, o que pode dificultar o processamento crítico, enquanto adultos e idosos confiam mais em meios tradicionais como jornais e TV. Como combater a desinformação? Um estudo da Universidade de Stanford revelou que até mesmo estudantes universitários altamente qualificados têm dificuldade em diferenciar notícias verdadeiras de falsas, destacando a necessidade de uma educação midiática abrangente que inclua a crítica à credibilidade das fontes. Com isso, a educação midiática, promove o pensamento crítico e a avaliação das fontes, o que é essencial para todos os níveis educacionais. Pesquisadores da Universidade de Harvard apontaram que a alfabetização midiática deve ser adaptada a diferentes contextos e idades para ser eficaz, tornando-se uma ferramenta poderosa na luta contra a desinformação. Essa também é a opinião de Alice de Souza, para a especialista em desinformação, é preciso apostar na difusão da alfabetização midiática como saída para combater a desinformação. “Precisamos entender a importância de desenvolver mecanismos e formas de educar e alfabetizar as pessoas de uma forma midiática. Precisamos criar uma sociedade composta por pessoas críticas ao uso dessas ferramentas e, ao mesmo tempo, de pessoas que entendam o poder dessas plataformas e seus danos”, disse Souza. Erika Zordan também concorda que a educação midiática é uma das ferramentas mais importantes no combate à desinformação que, adaptada para diferentes públicos, é essencial. A especialista acredita que é importante investir na renovação do jornalismo para enfrentar a desconfiança e a crise de mercado, tornando-se mais transparente e adaptado às novas dinâmicas de consumo de informação. Erika defende que o acesso à internet e às redes sociais não modificam por si só a relação entre desinformação e escolaridade; é a qualidade desse acesso que faz a diferença. Pessoas com melhores condições de acesso à internet têm maior possibilidade de se informar de forma qualificada, o que pode promover um conhecimento crítico. “Não há saída simples para o combate à desinformação, o desafio é complexo e envolve muitas esferas. É preciso fazer uma legislação que promova uma moderação segura de conteúdo, é preciso fortalecer o jornalismo enquanto instituição mediadora e com protocolos transparentes de atividade, mas, sobretudo, é preciso educação midiática”, destaca Zordan. Esse material foi produzido com o apoio do programa Diversidade Nas Redações: Desinformação e Eleições.










