• Douglas Teixeira

Greve de ônibus decretada para esta terça (29)


Motoristas e demais funcionários das empresas de transporte do Rio de Janeiro decidiram entrar em greve após a Assembleia que aconteceu na noite de hoje (28).
 


 

A greve do setor foi decretada sob a alegação da falta do reajuste salarial há três anos, os rodoviários alegam que os valores dos benefícios precisam ser atualizados.


As empresas de ônibus informam que não há ajuste tarifário há mais de três anos, que não há subsídios e acusam a Prefeitura de não realizar o combate ao transporte clandestino.


De acordo com o sindicato, em mais uma tentativa de conciliação no TRT (Território Regional do Trabalho), as empresas não ofereceram nenhuma proposta e voltaram a pedir o fim do estado de greve pro 70 dias.


O Ministério Público do Trabalho entende que 70 dias é um prazo muito longo para uma greve, e pediu que os rodoviários esperem até o dia 04 de abril, próxima segunda-feira. Mas a categoria decidiu manter a greve a partir de amanhã, dia 29 de março.


Em nota, o Rio Ônibus diz repudiar o movimento, e alega que eventuais aumentos não dependem das empresas de transporte.


Veja a nota na íntegra:


"O Rio Ônibus repudia o movimento grevista, que prejudicará toda a sociedade carioca. A ação, que tentou ser impedida pelo Rio Ônibus por liminar judicial, não resolve o problema da classe, e agrava a atual crise de mobilidade na cidade do Rio. Mesmo em meio às dificuldades financeiras já conhecidas pela população, as empresas têm priorizado o pagamento dos rodoviários e a manutenção de seus empregos. O reajuste de salários depende de ações externas, já que três dos quatro consórcios se encontram em Recuperação Judicial. O Rio Ônibus pede que os profissionais não façam adesão à paralisação e retomem seus postos de trabalho, atendendo a população, até que haja resultados dos diálogos mantidos com a Prefeitura, na busca por soluções para o setor."

A Lume continuará acompanhando o caso.

 

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