• Fernanda Calé

Cedae suspendeu produção no Guandu por 10 horas, em algumas regiões moradores já estão sem água


Segundo a empresa a estação já voltou a operar na manhã de hoje (22) e a situação deve ser normalizada.

 

Depois de moradores de diversas áreas da cidade reclamarem do gosto, cheiro e coloração na água fornecida, a Cedae disse ontem (21), que havia tomado medidas para eliminar qualquer alteração na água distribuída. E que em um monitoramento de rotina na terça-feira (19) os técnicos detectaram alterações na água bruta, próxima à Estação de Tratamento de Àgua Guandu.


Ainda segundo a empresa, o material foi coletado, enviado para exame laboratorial e, antes do resultado (previsto para sete dias), as medidas começaram a ser aplicadas. Técnicos intensificaram na lagoa o uso de argila ionicamente modificada, responsável por reduzir o alimento para a proliferação das algas que liberam a geosmina/MIB. Também foi aumentada a dosagem de carvão ativado na estação.


Porém na noite de ontem (21), a produção no Guandu foi paralisada por 10 horas, e muitos moradores de Rio das Pedras e região reclamaram que não houve um aviso sobre isso. Alguns moradores relataram que bombas queimaram pela falta d'água, já que as bombas ficaram trabalhando excessivamente sem conseguir puxar a água da rua.


A Cedae informou que a estação voltou a operar nesta manhã, e que a produção será normalizada. Ainda segundo a empresa, imóveis com sistema interno de reserva (cisterna e/ou caixa d’água) não devem sofrer desabastecimento. Em áreas de ponta do sistema (extremidade das redes) e em cotas elevadas o abastecimento pode levar até 48h para normalizar. A Cedae montou esquema especial para atender hospitais e outros serviços essenciais com carros-pipa, caso haja necessidade.


A Cedae pediu ainda que clientes que possuam sistemas de reserva usem água de forma equilibrada e adiem tarefas não essenciais que exijam grande consumo de água. E ressaltou que os fatores que levam à proliferação de algas nos mananciais são: água parada, presença de nutrientes e luz solar. O fenômeno ocorre com maior frequência no verão, exigindo medidas preventivas para manutenção da qualidade da água que sai das estações de tratamento.


A Agência Lume vai continuar acompanhando o caso.

 

Conteúdo Publicitário