• Fernanda Calé

BRT tem serviços interrompidos por causa de greve



Paralisação começou no início da tarde desta segunda-feira (30), motoristas reclamam do parcelamento do décimo terceiro salário.

 

Passageiros que tentam embarcar nos ônibus dos corredores Transoeste, Transcarioca e Transolímpica, enfrentaram intervalos irregulares que acabaram inviabilizando o sistema.

Não se sabe ainda quanto tempo vai demorar para que o sistema BRT volte a sua circulação normal.

O consórcio BRT enviou uma nota onde fala sobre um "colapso financeiro" pelo qual o sistema estaria passando desde o início da pandemia, e que o sindicato dos empregadores está nesse momento em negociações com o Sindicato dos Rodoviários sobre a necessidade do parcelamento.


Veja a baixo nota completa do consócio:


"O BRT Rio informa que os serviços nos seus três corredores (Transoeste, Transcarioca e Transolímpica) foram interrompidos nesta tarde, devido à paralisação das atividades de alguns motoristas. O movimento acarretou irregularidades nos intervalos, inviabilizando a operação em todo o sistema.

A manifestação dos motoristas decorre do parcelamento do 13º salário pelo BRT Rio. Devido ao colapso financeiro pelo qual o sistema vem passando desde o início da pandemia, o sindicato dos empregadores está em negociações com o Sindicato dos Rodoviários sobre a necessidade desse parcelamento, sob o risco de parar definitivamente suas atividades. Hoje (30/11/2020) foram depositados 20%. O posicionamento sobre o saldo remanescente será informado em 15 dias, em função das negociações sindicais. Uma assembleia geral extraordinária com a categoria será realizada nesta quarta-feira, dia 2, para deliberar sobre a questão.

Ressaltamos o comprometimento do BRT Rio no sentido de que, caso sobrevenha qualquer auxílio ou subsídio das esferas de governo, a quitação do 13º salário dos seus funcionários será antecipada na mesma proporção.

Apesar das dificuldades financeiras decorrentes das medidas restritivas impostas pelo combate à Covid-19, que causaram perda de receita de R$ 155 milhões de março a outubro, e também pelo conjunto de aspectos que vêm contribuindo para o desequilíbrio financeiro do sistema, tais como o não reajuste da tarifa há 22 meses, a evasão por calotes, as políticas de gratuidade sem fonte definida de custeio, a concorrência desleal do transporte clandestino, a má conservação das pistas e os furtos de equipamentos e vandalismo nas estações, o BRT Rio vem honrando o pagamento de salário de seus colaboradores, e o mesmo será feito em relação ao 13º salário."

 

A agência Lume ainda tenta contato com o Sindicato dos Rodoviários para apurar a situação.

 

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