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- Matrículas para escolas da rede municipal entram na última fase
Começou hoje (12) o período de inscrições para novos alunos da pré-escola, ensino fundamental e EJA. Interessados tem até a próxima quarta-feira (17/01) para realizar as inscrições de alunos novos da pré-escola, do ensino fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para se inscrever o é preciso acessar o site matricula.rio. Para quem precisar de auxílio, existe a opção de inscrição nos polos de internet gratuita. A lista com os endereços está no site matricula.rio. Documentação: É necessário ter CPF O CPF é um documento exigido no momento da inscrição. Caso o candidato à vaga ainda não tenha o número do cadastro de pessoa física, é possível fazer a solicitação nas unidades dos Correios, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Em caso de dúvidas, basta ligar para o telefone (21) 98496-4315 ou para a Central 1746. A Secretaria Municipal de Educação utiliza o número do CPF, por exemplo, para facilitar a concessão de serviços ao longo da trajetória educacional do aluno. Fonte: https://prefeitura.rio/
- Curso gratuito de capacitação profissional para babás
Iniciativa é promovida pela Secretaria Municipal de Trabalho e Renda em parceria com a Help Doméstica. Veja: O que fazer quando uma criança engasga? Quais os cuidados a serem tomados durante o banho de um bebê? Estas e outras perguntas serão respondidas nos dias 13 e 27, no Planetário do Rio, na Gávea, durante o novo curso de capacitação profissional para babás. O curso é promovido pela Secretaria Municipal de Trabalho e Renda, em parceria com a Help Doméstica, o treinamento será divido em quatro módulos, com testes de avaliação. Os quatro temas são: a profissão de babá; o desenvolvimento infantil de zero a três anos; a importância da amamentação e a rotina do sono. O curso acontecerá das 9h às 16h, no dia 13/01, e das 9h às 15h, no dia 27/01, na Rua Vice-Governador Rúbens Berardo 100. Para se inscrever, basta ser mulher maior de 21 anos e acessar este link. Para Vanda Silva da Costa, de 44 anos e moradora da Penha, o curso foi fundamental para se atualizar na profissão. "É bom reciclar. Nunca é tarde para aprender coisas novas. E muitas pessoas não têm acesso a informações, não podem pagar um curso de qualificação e estão em busca de uma oportunidade de trabalho" – afirma a babá, que trabalha há dois anos cuidando de crianças. Fonte: https://prefeitura.rio/
- Iguá faz recadastramento de beneficiários da tarifa social
Cadastrados tem até o dia 15 de fevereiro para garantir a manutenção do benefício. Os beneficiários da tarifa social de água e esgoto da concessionária Iguá têm até 15 de fevereiro para realizar o recadastramento e garantir a manutenção do benefício. O processo pode ser feito nas lojas da Iguá ou pelo app Digi Iguá, disponível na Play Store, para Android, ou na App Store, para dispositivos iOS. Atualmente existem duas tarifas sociais: a de abastecimento de água, no valor de R$ 24,99, e de água e esgoto (quando há disponibilidade da rede coletora), no valor de R$ 49,98. Segundo a empresa, o recadastramento é feito na hora mediante apresentação do RG e CPF do titular da conta, e documentação comprobatória de moradia em área ou habitação aptas à Tarifa Social. Confia a lista de documentos no final do texto. As lojas da Iguá ficam na Barra da Tijuca (Av. Ayrton Senna, 2150, Bloco N, loja G/H - CasaShopping) e no Tanque (Rua Henriqueta, 107). O horário de funcionamento das duas lojas é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30. A Iguá informou também que durante o mês de janeiro, realizará mutirões de recadastramento na Cidade de Deus, Praça Seca e Taquara. A concessionária estará com o time de atendimento ao Cliente em locais públicos, analisando a documentação e realizando o recadastro. Veja o cronograma das ações abaixo, sempre das 9h às 16h30. 09 a 12/01/24 – Cidade de Deus R. Edgard Werneck, 1565 (Em frente a UPA da Cidade de Deus) 15 a 19/01/24 – Praça Seca Coreto da Praça Seca (Em frente a E.M. Honduras) 22 a 26/01/24 – Taquara Terminal Taquara, 166 (Ao lado do Shopping Taquara Plaza) Veja os documentos necessários: Documentação comprobatória de moradia em área ou habitação aptas à Tarifa Social • Para habitação em favela: Declaração da FAFERJ ou Declaração da Associação de Moradores ou; • Para habitação em área de interesse social: IPTU ou documento que comprove posse; • Para habitação em conjunto habitacional: Documento do órgão financiador; • Para residências em habitação popular: documento de cessão do terreno emitido pelo órgão público. Segundo a empresa, todos os dados coletados estarão resguardados seguindo as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
- Oportunidades: Confira as vagas divulgadas nessa semana
Governo do Estado oferece 1.757 oportunidades, enquanto município anuncia pouco mais de mil postos. O novo ano já está trazendo oportunidades para quem está em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho. Veja as vagas de empresas parceiras divulgadas pelo governo e município. Governo do Estado O Governo do Estado anunciou um total de 1.757 vagas para empregos formais, estágios e jovem aprendiz. Desse total, a Secretaria de Trabalho e Renda oferece, por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine), 753 oportunidades de trabalho com carteira assinada, distribuídas pelas regiões Metropolitana, Médio Paraíba e Serrana. E para quem está buscando estágio ou uma chance como jovem aprendiz, há 1.004 vagas pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). Segundo o governo, estão disponíveis 20 oportunidades para fiscal de loja, em Copacabana, Tijuca e Ilha do Governador, com salário de até R$ 2.824 e experiência anterior, além de 18 vagas para vendedor de serviços, com remuneração de até R$ 4.236, entre outras. A região Metropolitana dispõe, ainda, de 210 vagas para pessoas com deficiência (PcD), com salários de até R$ 2.824 para auxiliar administrativo, mecânico de refrigeração e servente de obras. Para se inscrever ou atualizar o cadastro, é necessário ir a uma unidade do Sine levando os documentos de identificação civil, carteira de trabalho, PIS/PASEP/NIT/NIS e CPF. O endereço das unidades e os detalhes de todas as vagas oferecidas podem ser encontrados no Painel Interativo de Vagas da Secretaria de Trabalho e Renda, disponível no site http://www.trabalho.rj.gov.br/. E para o estudantes que precisam estagiar, a parceria entre a Secretaria de Trabalho e Renda do estado e a instituição CIEE resultou na oferta de 1.004 estágios para diferentes níveis de escolaridade e oportunidades para jovem aprendiz, sendo 493 para carreiras de Ensino Superior e 511 para Ensino Médio, técnico e jovem aprendiz. Para mais informações acesse: http://www.ciee.org.br/. Prefeitura do Rio A prefeitura anunciou 1.024 oportunidades por meio da Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (SMTE). Desse total, 180 vagas são voltadas para profissionais de bares e restaurantes na Barra da Tijuca. Também estão disponíveis oportunidades para chefes de cozinha, há interesse em cozinheiros, ajudantes de cozinha, cumins, barmen e garçons. É exigido apenas Ensino Fundamental incompleto. As outras vagas desta semana são destinadas a candidatos com ou sem experiência, incluindo vagas de caráter temporário e estagiários. No total, são 599 vagas para trabalhadores em geral e 425 para pessoas com deficiência, em diversos segmentos. Os candidatos podem se inscrever de forma online. Importante destacar que não é mais necessário o uso de código para o preenchimento do formulário. Pessoas sem acesso à internet podem ir em um dos sete postos da Central do Trabalhador, nos seguintes endereços: Centro (Av. Presidente Vargas, 1.997, no CIAD); Campo Grande (Rua Coxilha, s/nº); Engenho Novo (Rua Vinte Quatro de Maio, 931); Ilha do Governador (Estrada do Dendê, 2.080); Jacarepaguá (Av. Geremário Dantas, 1.400, salas 172 e 173); Santa Cruz (Rua Lopes de Moura, 58) e Tijuca (Rua Camaragibe, 25). Eles funcionam das 8h às 16h. Os candidatos devem levar RG, CPF, PIS e currículo para fazer a inscrição. Pessoas com deficiência têm a opção de enviar o currículo para o e-mail vagaspcd.smte@gmail.com ou comparecer ao CIAD, referência na busca e na oferta de oportunidades de emprego para pessoas com deficiência no município. A Secretaria, responsável pelo banco de empregos da Prefeitura do Rio, conta com mais 400 mil currículos com grande diversidade de perfis profissionais. Empresas interessadas nesses perfis devem se cadastrar neste link. Os serviços são gratuitos. Fontes: https://www.rj.gov.br/ e https://prefeitura.rio
- Prefeitura divulga calendário anual para castração de cães e gatos
Serão abertas 4.616 vagas no mês de fevereiro. Saiba como agendar: O calendário anual de inscrições para castração de cães e gatos na cidade do Rio já está disponível. O agendamento será presencial, e deverá ser feito nos próximos dias 25 (protetores de animais cadastrados na Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais) e 26 (população geral). O serviço é oferecido gratuitamente, as senhas para agendamento são distribuídas às 8h, nas seguintes unidades municipais veterinárias: Parque Manuel Bandeira (Cocotá, Ilha do Governador); Rua São Salvador, altura do Nº 1 (Flamengo); Rua Cabo Bastos Cortes s/nº (Paciência); Rua Sidney da Silveira, Praça Guilherme da Silveira (Bangu); Estrada do Tingui, Praça da Oiticica (Campo Grande); Passarela 9 da Avenida Brasil (Bonsucesso); Largo de Vicente de Carvalho (Vicente de Carvalho); Praça Barão da Taquara (Praça Seca); Rua Dois de fevereiro 711 (Engenho de Dentro) e Estrada do Mato Alto 5.620, Fazenda Modelo (Guaratiba). Para agendar é preciso ser maior de 18 anos e levar original e cópia da identidade, do CPF e do comprovante de residência. Os cães têm que pesar entre 3,5kg e 25kg, e os gatos a partir de 1,5kg. A idade do animal deve ser de 4 meses a 7 anos, e o procedimento não é realizado em braquicefálicos e cachorro Chow-chow. Não é necessário levar o animal à inscrição. Confira o calendário anual: Fonte:https://prefeitura.rio/
- Mulheres internadas na Colônia Juliano Moreira: quando a doença mental rotula o mundo
Por: Janis Cassília. Saúde e doença são opostos que se complementam. A doença só pode ser compreendida se tivermos em mente que existe o ser saudável. Estar doente é não estar saudável e vice-versa. Mas e quando uma mulher, em uma época em que lutas feministas começavam a se delinear no Brasil e o mesmo vivia um governo populista, era rotulada como doente mental? O ideal de "mulher saudável" era aquela que se encaixava perfeitamente no papel social de filha/mãe/esposa. O que encontramos entre as mulheres internadas na Colônia eram o contrário desse ideal. Se solteiras, eram autônomas; se casadas ou filhas eram rebeldes e não se submetiam à autoridade masculina. A Colônia Juliano Moreira, inaugurada em 1924 para pacientes homens crônicos, passou nas décadas de 30, 40 e50 por um grande processo de expansão estrutural e de atendimento, passando a abrigar casos agudos de doença mental, mulheres, crianças e idosos. Foram inauguradas inúmeros pavilhões e dois núcleos destinados às mulheres. Lá elas viviam seguindo as regras da instituição, com os horários ritmados pela equipe médica. Mulheres como A. internada que dizia "ter sido trazida por seu marido", "morava em frente a casa de correção e que ouvia acusações que ofendiam sua moral", "começou a ficar triste e a pensar que o marido queria abandoná-la". A tensão no matrimônio era evidente "já que tinha muito medo do marido", "guarda-civil" e da "mulher do rapaz do qual é admiradora". Internadas essas mulheres eram enquadradas como "domésticas", apesar de F. relatar "ser proveniente de família abastada e ser jornalista". Também internada pela família outras eram costureiras, comerciantes, autônomas, com renda significante para a família, mas não registradas pela instituição como tal. Como terapêutica eram encaminhadas à serviços relacionados ao mundo doméstico, como a lavanderia, o bordado e a costura. Quem de fato foram as mulheres internadas na Colônia Juliano Moreira nos seus primeiros anos? Essas mulheres, lá viveram, constituíram família e morreram, muitas vezes confinadas em celas de isolamento, enfermarias, ou perambulando pela extensa área da Colônia de então. Não era incomum, ainda nas décadas de 70 e 80, serem empregadas nas casas de funcionários ou de moradores das redondezas em troca de cigarros, bebidas ou pequenas quantidades de dinheiro. Andavam, falavam e se faziam presente. Eram "moradoras" de Jacarepaguá. Com o fim da internação compulsória e a criação dos hospitais-dia, essas personagens, assim como tantos outros tornaram-se raridade no dia a dia de Jacarepaguá e dos sub-bairros mais próximos da Colônia. Tinham suas particularidades, mas a elas era empregado o rótulo de doente, “maluca” ou “doida”. A doença mental traz como estigma a rotulação e a morte social decorrentes da internação. Porém, contornando e tornando maleáveis os obstáculos impostos pela estigmatização, essas mulheres viveram sob as regras da vida hospitalar e de um sociedade “acostumada” com suas presenças. Assim eram as vidas de milhares de mulheres internadas na Colônia por diferentes motivos e diagnósticos: esquizofrenia, epilepsia, oligofrenia, sífilis cerebral, psicose maníaco-depressiva, sem diagnóstico, etc. Enquanto em prontuários de homens encontramos muita documentação, nas de mulheres, o silêncio e a ausência de documentos é o mais comum, com registros de entrada e de morte ou evasão. Uma justificativa para isso era a superlotação da instituição que impedia os poucos psiquiatras que lá trabalhavam realizarem suas tarefas de maneira satisfatória. Outra justificativa é que casos de mulheres doentes mentais tinham pouca atenção para a psiquiatria da época, visto que a mulher era "governada" pelo seu sistema reprodutor (útero e ovários), sendo seu cérebro e psique muito influenciado por esses órgãos. Daí a grande presença de registros de menstruações, menopausas e outros relacionados às "regras femininas". Um caso interessante é o grande número de exames de virgindade, sempre solicitados de maneira extra-oficial (papel comum escrito à lápis ou caneta, sem assinatura do solicitante). O resultado na maior parte das vezes: "deflorada". Esse dado demonstra a vida sexual dessas mulheres, algumas que constituíam família com outros pacientes homens, outras vezes, possivelmente, vítimas de abusos. Seus filhos ou eram recolhidos por suas famílias ou à pupileira, que originalmente era destinada aos filhos dos servidores residentes na Colônia. Casos que denotam uma "outra vida" e condição contrária ao isolamento preconizado à instituição. A sexualidade também estava relacionada à doença mental. A sexualidade "desviante" (homossexual, com falta ou excesso de prazer) era visto como sintoma. "Ninfomaníacas", "assexuadas", "lésbicas" eram encaminhadas à instituição e tinham seus passos regulados e anotados. Ao analisar o caso das mulheres internas na Colônia podemos verificar que algumas das modificações na relação entre doença mental e o feminino são frutos das transformações pelas quais passava a sociedade brasileira. Sexualidade e tensões familiares não compõem mais as principais causas de internação. O trabalho feminino que ganhava mais espaço na sociedade de então, não era reconhecido na Colônia. Ainda assim, em meio a uma instituição asilar, essas mulheres viveram além dos que os registros médicos (vazios em sua maioria) apontam. Possuíam história e tornaram-se figurantes de destaque na nossa região. * Os nomes das pacientes foram preservados. ** Pesquisa oriunda da pesquisa de monografia e mestrado da pesquisadora. Janis Cassília é membro do IHBAJA. Graduada em História pela UFRJ. Mestre em História das Ciências e da Saúde pela Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Professora da rede pública de São João de Meriti. Pequisa sobre a História da Psiquiatria no Brasil, com ênfase na Colônia Juliano Moreira (atual Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira)
- Projeto Jovens do Futuro abre inscrições
O curso oferecido pelo Instituto Rodobens visa apoiar jovens a ingressar no mercado de trabalho. O projeto Jovens do Futuro está na sua terceira edição e oferece cem vagas a jovens de 16 a 24 anos em todo o país. Os interessados devem realizar as inscrições até o dia 14 de janeiro. Segundo o Instituto, os participantes terão acesso a temas relacionados à estratégias de marketing para redes sociais, gestão de mudança, gestão de rotina, empreendedorismo e empregabilidade, além da disponibilização de uma plataforma com conteúdos técnicos e comportamentais durante 6 meses. “Fechamos o último ano com a participação de mais de 200 jovens e queremos continuar a alcançar mais jovens para auxiliá-los a desenvolver habilidades e competências para exercer uma profissão”, afirma Tarcísio Adamek Grosso, diretor do Instituto Rodobens. Nas edições anteriores, a empresa contratou duas estudantes, Tatielle Barbosa Santos, de 16 anos, para a área de Seguros, e Clarissa de Souza Costa Silva, de 19 anos, para atuar na Administração de Pessoal. “Um excelente programa, de muita aprendizagem sobre o mundo corporativo, que me deu a oportunidade de entrar no time da empresa”, diz Tatielle. “Foi muito bacana porque trabalhamos vários temas para nos preparar e me ajudou a estar onde estou”, afirma Clarissa. A capacitação é gratuita e será desenvolvida 100% on-line, via plataforma de videoconferência. Para participar, o aluno precisa ter disponibilidade para acessar as aulas e não ter vínculo empregatício com a Rodobens. A inscrição pode ser feita pelo link Jovens de Futuro. Sobre a Rodobens A Rodobens, especialista em projetos de vida, possui um ecossistema único de distribuição, com amplo portfólio de serviços financeiros: consórcio, seguros, crédito, leasing e locação, suportados por plataforma sinérgica, de rede de concessionárias próprias de automóveis Toyota, Mercedes-Benz, Hyundai e veículos comerciais Mercedes-Benz, redes de parceiros e canais digitais. Com sede em São José do Rio Preto (SP), presença em todo o território nacional e mais de 70 anos de atuação, é reconhecida por ter uma sólida cultura de inovação e tradição, ao entregar uma experiência completa aos seus clientes, parceiros, colaboradores e fornecedores. Saiba mais no site: www.rodobens.com.br.
- Os primeiros tempos do Parque Gardênia Azul: anos 1950
Por: Leonardo Soares dos Santos. Professor de História da UFF/Campos e membro do IHBAJA. O território da Gardênia Azul faz parte do que já foi um dia o Engenho D’Água de Jacarepaguá. Ele pertenceu a diferentes donos ao longo de mais ou menos três séculos - todos eles pertencentes à família Correia de Sá. No século XIX, o então proprietário das terras, o sexto Visconde de Asseca José Maria Correia de Sá, que passava por sérios problemas financeiros, decidiu vender a propriedade ao Comendador Francisco Pinto da Fonseca (pai do Barão da Taquara). Em meados dos anos 1950, ele constava como sendo de propriedade de José Padilha Coimbra, empresário rico e com bens espalhados por toda a cidade. Em 1953, ele resolve lotear sua fazenda, criando o Parque Gardênia Azul (planta que cultivava às largas em sua propriedade). Tão logo foi aprovado, o projeto do loteamento Gardênia Azul começou a ser anunciado nas páginas dos jornais em 1954. Carolina Zuccarelli Soares apresenta um importante aspecto da história de ocupação do território em sua dissertação sobre “as diferentes estratégias de escolarização utilizadas por famílias de segmentos populares na Gardênia Azul”, lembrando que nos primeiros anos, “o pedreiro Severo Silveira Maciel construiu grande parte das casas na região tornando-se, posteriormente, líder comunitário” (p. 53) Num verbete sobre o bairro que corre por diversos sites na internet é comum encontrarmos a versão de que a implantação do seu “núcleo” - ou seja, a concretização do loteamento - teria se dado nos anos 60. Mas a história não foi bem essa. A ocupação do território já havia sido iniciada poucos anos depois da aprovação do projeto nos anos 50. Mas, é certo que tudo era muito difícil nos primeiros anos de consolidação do bairro. Sintomática era a forma como o bairro de Gardênia Azul era retratado nas poucas vezes que estampavam alguma nota nas páginas da imprensa carioca. O território aparecia muito associado a um local perigoso, violento, vicioso e refúgio de criminosos. Em oito de agosto de 1955, o Diário da Noite estampava na página 10 a notícia de um sério conflito entre vizinhos no “Parque Gardênia Azul”, ocasionando um “ferimento penetrante no occipto-frontal” de Carlos Chagas Alvaro, na época com 25 anos. Segundo a reportagem, Carlos morava na “quadra 13, lote 10”. A contenda com os seus vizinhos Antonio Ribeiro de Oliveira e Domingos Lopes de Oliveira, teria sido motivada por “uns centímetros de terra”. Assim, no “auge da discussão, os dois, empunhando foice e enxada, respectivamente, o agrediram, após o que Antonio conseguiu fugir, sendo o outro detido pela guarnição da Patrulha 5”. Ainda no final da década de 50 se espalhavam pelo noticiário carioca dando conta da ocorrência desses fatos. Em 5 de abril de 1958, o Última Hora noticiava a morte a foiçadas de “Cachaça”, apelido do operário Jocelino Gomes de Sousa. Eis o que relatava a reportagem “Abatido a Foice no Parque Gardênia Azul”: Seriam pouco mais de zero hora de sexta-feira quando o operário Rubem Silva (Rua “D”, sem número, Parque Gardênia Azul) ouviu forte discussão entre duas vozes masculinas e a seguir um baque surdo de algo caído. Mas como fôsse tarde e o lugar abandonado de policiais, foi dormir. Pouco depois era acordado pelo Comissário Nogueira Guedes, do 26º Distrito, que investigava o assassinato de Jocelino Gomes de Sousa, vulgo “Cachaça”, operário, casado, morador à Estrada da Água, 45. Segundo ficou apurado a vítima havia sido assassinada possivelmente a golpes de foice, pois apresentava dois profundos ferimentos na cabeça e pescoço. Ninguém que pudesse dar informações pelas redondezas, afora a testemunha já citada. O corpo fóra achado pelo motorista de praça Maurício Cesar de Andrade (Conselheiro Rubens de Melo, 581, Jacarepaguá), quando voltava da residência de um freguês. Foi pedido o auxílio da perícia e da Polícia Técnica, tendo comparecido por esta última, o Detetive Nielsen Kauffman. O autor do homicídio é inteiramente desconhecido (p. 8). Mas para o que nos interessa aqui, muito mais importante do que analisar a associação que a imprensa faz da região como um espaço perigoso, é observar que muitas das pessoas citadas nas reportagens já moravam na região. A briga envolvendo Antonio Ribeiro e seus vizinhos em 1955, o assassinato de Jocelino em 1958, as testemunhas arroladas - todos eles moravam em Gardenia Azul, num determinado lote, inserido numa quadra e rua. O loteamento já estava sendo ocupado desde então. Porém, era uma ocupação precária em seu conjunto. As condições de vida na região eram difíceis. Diante de tantos problemas observados, um fato novo começa a ganhar corpo na cobertura jornalística sobre o bairro. Desde o início dos anos 60, vários jornais passam a noticiar declarações de personalidades políticas em favor de melhorias no Gardênia Azul. Em maio de 1960, por exemplo, o então deputado federal pelo PSB Breno da Silveira teria ido “cobrar do Governador as promessas feitas ao povo carioca”, entre os pedidos constava a demanda por “água e luz para o bairro Gardênia Azul, hoje transformado pelo abandono, num antro de viciados em maconha e outros vícios”, complementava o Última Hora (30/5/1960, p. 2). Após os primeiros anos de consolidação, a luta pela melhoria das condições de moradia seria o grande desafio dos anos 1960. E o crescente interesse de lideranças políticas sobre o assunto foi um importante sinal. Trataremos disso num próximo artigo. Referência Bibliográficas: “Gardênia Azul”. Disponível em: https://www.guiajpa.com.br/gardenia-azul/. Acessado em: 28/07/2023. SOARES, Carolina Zuccarelli. Segregação urbana, geografia de oportunidades e desigualdades educacionais no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Tese (mestrado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, 2009. Leonardo Soares dos Santos é graduado (2003) em História pela Universidade Federal Fluminense, onde realizou também o seu mestrado (2005) e doutorado (2009) em História Social. Suas pesquisas versam basicamente sobre as relações entre o espaço rural e urbano e suas implicações em termos de políticas públicas e configuração de grupos sociais. Atualmente trabalha como professor e pesquisador no Departamento de Fundamentos da Sociedade do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional do Polo Universitário da Universidade Fluminense, localizado em Campos dos Goytacazes. É membro-militante do Instituto Histórico da Baixada de Jacarepaguá desde 2010.
- Fortes chuvas impactam abastecimento de água na Zona Oeste
A produção de água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, foi reduzida nesta quinta-feira (04). A Iguá informou que, em por conta das fortes chuvas, a produção de água da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, operada pela Cedae, foi reduzida hoje (04/01) e o abastecimento foi impactado em algumas regiões do Rio de Janeiro, inclusive nas localidades atendidas pela concessionária, na Zona Oeste. Os bairros afetados são: Barra da Tijuca, Freguesia (Jacarepaguá), Anil, Itanhangá, Jacarepaguá, Pechincha, Recreio dos Bandeirantes, Tanque, Vargem Grande e Rio das Pedras. Segundo a concessionária, após o retorno das condições de normalidade do fornecimento, a previsão é que o sistema seja normalizado em até 72 horas. A Iguá lamentou os transtornos e disse que irá disponibilizar caminhões-pipa, priorizando os locais emergenciais como hospitais e clínicas. A empresa relembrou ainda a necessidade do uso consciente da água nesse período e se colocou à disposição dos clientes, por meio da Central de Atendimento nos números 0800 400 0509 (telefone e WhatsApp).
- Rioprevidência convoca pensionistas para recenseamento
Beneficiários nascidos em janeiro devem comparecer a uma das 18 agências da autarquia no estado. Pensionistas vinculados ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) nascidos em janeiro devem agendar, até o final deste mês, data para realizar o recenseamento obrigatório. O censo é presencial e pode ser feito em uma das 18 agências da autarquia em todo o estado, mediante agendamento prévio pelo site www.rioprevidencia.rj.gov.br. Além de garantir a atualização cadastral dos beneficiários, o procedimento ajuda a combater fraudes na folha de pagamentos. Os beneficiários devem comparecer na data, horário e local definidos, com os seguintes documentos (original ou cópia autenticada): -Carteira de Identidade (RG); -CPF; -Comprovante de Residência; -Título Eleitoral. *para menores sem RG ou documentação equivalente, será aceita a certidão de nascimento. O recenseamento será realizado durante 2024, sempre obedecendo ao mês de aniversário do segurado. Na fase atual, os pensionistas militares somente serão submetidos ao recenseamento se estiverem associados ao Rioprevidência, ou seja, aqueles cujos instituidores da pensão vieram a óbito até 31/12/2021. Vale lembrar que o não comparecimento acarretará a suspensão do pagamento da remuneração do pensionista, sendo necessário realizar o procedimento para restabelecer o benefício. A lista dos não recenseados será divulgada mensalmente no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro e no site do Rioprevidência até o 10º dia útil do mês subsequente ao previsto para o censo. A suspensão do pagamento de quem não comparecer ocorrerá no mês seguinte à publicação da lista nominal. Regras para casos específicos: -Pensionistas que residem no país, mas fora do Rio de Janeiro: Cópia autenticada da documentação básica, acrescida de documento original de Escritura Pública de Declaração de Vida, Estado Civil e de Comprovação de Endereço, lavrada por Tabelião de Notas, emitida há no máximo três meses da data de envio para o Rioprevidência. -Pensionistas que residem no exterior: Original do Traslado de Escritura Pública de Declaração de Vida, de Estado Civil e de Comprovação de Endereço, lavrada exclusivamente por Tabelião de Notas da Embaixada Brasileira ou Consulado Brasileiro (emitida, no máximo, há três meses da data de envio); cópia autenticada do RG e CPF (ou os documentos de identificação oficiais com fotos, inclusive digital); declaração de próprio punho, contendo as seguintes informações: endereço eletrônico (e-mail) e telefones de contato do local onde se encontra no exterior. *É preciso ficar atento: em ambos os casos, a documentação deverá ser enviada por correspondência, para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), na Rua da Quitanda, 106, Centro, Rio de Janeiro – RJ, CEP: 20.091-005. Em caso de dúvida, entrar em contato por meio do SAC do Rioprevidência no telefone 0880-2858191, via Chat online ou Fale Conosco. -Pensionistas de nacionalidade estrangeira: A orientação é que compareçam a uma das agências do Rioprevidência, mediante agendamento, e apresentem RG, CPF, comprovante de residência (em nome do próprio, dentre os três últimos meses ou, na ausência deste, declaração de residência), certidão de casamento para o caso de casado (a) com brasileiro (a), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ou contrato de trabalho (quando houver), Certidão de Nascimento para filhos com brasileiros e Passaporte e/ou documento oficial com comprovação de data de chegada ao Brasil e condição de permanência. -Pessoas acamadas ou impossibilitadas de locomoção: 4.1 - Para aqueles que não possuem representante legal, procurador ou responsável, é permitido delegar a terceiros a apresentação dos seguintes documentos: Original do laudo médico, legível e emitido há no máximo um mês, atestando que o segurado está vivo, incapaz de se locomover e incapaz de nomear um procurador. O laudo deve conter o Código Internacional de Doenças (CID) e a identificação do médico responsável. Termo de Responsabilidade, conforme publicado na Portaria RIOPREV/PRESI no. 507. O termo deve ter firma reconhecida por autenticidade e ser preenchido e assinado pelo portador da documentação. O portador pode ser responsabilizado civil e criminalmente por informações incorretas ou fraudes. 4.2- Para aqueles que possuem representante legal, procurador ou responsável pela entrega da documentação, são exigidos os seguintes documentos: Identidade (RG), CPF e comprovante de residência ou declaração de residente. Procuração específica com firma reconhecida, outorgada há menos de três meses ou, na ausência de procuração, entrega do Termo de Responsabilidade. Original do laudo médico emitido há no máximo um mês, atestando que o segurado está vivo, impossibilitado de locomoção e incapaz de nomear procurador. O laudo deve conter o Código Internacional de Doenças (CID) e a identificação do médico responsável. Auditoria e avaliação atuarial Por exigência da Lei Federal 10.887/04, o Rioprevidência realiza o recenseamento a cada cinco anos, não somente para a atualização dos dados cadastrais, mas também para auditoria periódica e obrigatória da folha de pagamentos. A medida permite a efetiva avaliação atuarial, garantindo, assim, a segurança dos pagamentos dos benefícios previdenciários. Para evitar golpes ou fraudes, é importante alertar que a autarquia não realiza recenseamento por meio de aplicativos, e-mails, chamadas de vídeo, mensagens de texto ou ligações telefônicas. Fonte:https://www.rj.gov.br/noticias/










