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Quando a ansiedade é patológica?


Foto: Fernando @cferdo (unsplash)


Por: Nayara Félix

 

A ansiedade costuma surgir antes de algum evento muito importante que gera grande expectativa. É um sentimento comum em diversas situações cotidianas como: falar em público, entrevista de emprego, provas, procedimentos médicos e diversas outras ocasiões importantes, estressantes, situações inesperadas e/ou desafiadoras. Neste caso, a ansiedade é uma resposta a uma situação específica e não pode ser considerada uma doença ou desordem emocional, visto que há um motivo evidente para que o sentimento se apresente.

Entretanto, ao persistirem os sintomas ansiosos sem qualquer motivação clara deve-se investigar a existência de TAG. De acordo com Dalgalarrondo o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) caracteriza-se pela presença de sintomas ansiosos excessivos, na maior parte dos dias, por vários meses. (2019, p. 365). A persistência do sentimento ansioso gera dificuldade no relacionamento interpessoal, na elaboração de tarefas simples e atividades cotidianas, ocasionando queda na qualidade de vida e impedindo o bem-estar do indivíduo.

Angustia, tensão, nervosismo permanente e irritação fazem parte do cotidiano de pessoas acometidas pelo transtorno. Os sintomas frequentes em quadros de ansiedade são: dificuldade de concentração, insônia, dificuldade em relaxar, angustia e irritabilidade constantes. Além dos sintomas mentais, a ansiedade gera diversos sintomas físicos tais como: dores de cabeça, dores musculares, dor e desconforto estomacal, tontura, taquicardia, sudorese e formigamento.

Pesquisas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro no ano de 2012 revelaram que 18,8% a 20,8% da população possuía algum transtorno de ansiedade nos últimos 12 meses e, pelo menos uma vez na vida 27,7% a 30,8% vivenciou algum episódio do transtorno. Em 2019 a Organização Mundial de Saúde (OMS) constatou que 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade, sendo o país com a maior taxa de pessoas com esse transtorno no mundo.

Deve-se evitar o autodiagnóstico, visto que transtorno de ansiedade deve ser identificado e tratado por um profissional habilitado. Psicólogos e psiquiatras estão aptos a investigar os sintomas, intervir de forma assertiva e averiguar a necessidade da utilização de algum medicamento para controle dos sintomas, visando sempre melhora na qualidade de vida da pessoa com TAG. Alguns recursos que podem controlar as crises de ansiedade são:

  • Psicoterapia

  • Prática de atividades físicas

  • Manter uma alimentação saudável

  • Realizar exercícios de respiração

  • Meditar

  • Escrever seus sentimentos em um caderno

  • Dedicar mais tempo a atividades prazerosas, além das obrigações do dia-a-dia.

 

Nayara Felix é graduanda em psicologia pela UERJ.

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