• Lucas Pereira

Estado oferece tratamento de hormonioterapia para pessoas transexuais


Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

Mais de 612 pessoas já foram atendidas pelo Ambulatório Multiprofissional de Identidade de Gênero (AMIG).

 

O Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), ligado a Secretaria de Estado da Saúde, é referência no atendimento a transgêneros, pessoas de gênero não binário e travestis que desejam realizar o tratamento de hormonioterapia no estado do Rio de Janeiro.


O estado já acolheu mais de 612 pessoas no Ambulatório Multiprofissional de Identidade de Gênero (AMIG), um dos primeiros no país a acompanharem o atendimento a esta população. Um dos objetivos do acompanhamento multiprofissional do IEDE é combater os efeitos negativos da chamada 'disforia de gênero' que muitos transexuais passam.

 

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Segundo a diretora técnica do IEDE e coordenadora da AMIG, Karen Faggioni de Marca Seidel, a unidade é reconhecida internacionalmente como referência no "processo transexualizador".


Karen afirma ainda que o ambulatório que existe há mais de 22 anos ampliou suas capacidades e agora abriga uma equipe composta por assistente social, enfermeiro, clínico geral, endocrinologista, ginecologistas, dentre outros.


Depois da portaria nº 2.803 do Ministério da Saúde em 2013, foram redefinidas as diretrizes para atendimento às pessoas trans, que passaram a olhar de forma integral à saúde do paciente, com equipes interdisciplinares, de maneira multiprofissional e humanizada.


Como ser atendido

É preciso ter mais de 18 anos para receber o atendimento. Quem mora no município do Rio deve procurar uma unidade de saúde, como as clínicas da família ou postos de saúde, que vão inserir a pessoa no Sistema Estadual de Regulação. Moradores de outras cidades devem procurar a Secretaria Municipal de Saúde de seu município.


Pessoas que decidiram fazer um procedimento cirúrgico devem ser acompanhadas ao menos por 2 anos e terem no mínimo 21 anos. O procedimento não é feito no IEDE, mas o ambulatório faz um acompanhamento dos interessados e entrega um laudo para os pacientes serem incluídos em uma unidade de saúde que realize a cirurgia.


Fonte: http://www.rj.gov.br/

 

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