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  • Foto do escritorFernanda Calé

Audiência Pública discute Transporte aquaviário na Barra e Jacarepaguá

Atualizado: 28 de abr. de 2023


Na imagem podemos ver uma sala de reuniões onde no palco estão sentados em uma mesa alguns representantes, um deles fala ao microfone enquanto fazer uma apresentação que está sendo transmitida em uma tela grande por um projetor. Na plateia diversas pessoas assistem a reunião.
Foto: Agência Lume.

Estiveram presentes representantes de diversos órgãos e moradores de algumas das regiões que devem ser atendidas pelo novo modal.

Atualização: 27/04 às 20h30.

 

Na manhã desta quinta-feira (27), foi realizada na Barra da Tijuca uma audiência pública para discutir a concessão do sistema de transporte aquaviário nas lagoas da Barra e Jacarepaguá.

 
 

Durante o evento, cidadãos que representavam diversos setores da sociedade deram a sua opinião sobre o projeto, trazendo não só elogios a proposta, mas também críticas em diversas áreas.


Os componentes da mesa que representaram órgãos municipais, estaduais, organizações privadas e da sociedade civil, e que responderam as colocações do público em geral eram, o secretário Municipal de Infraestrutura, Jorge Arraes, o presidente da Câmara dos Vereadores, Carlo Caiado, o diretor de Operações da Iguá Saneamento, Lucas Arrosti, o subprefeito da Barra da Tijuca, Rafael Lima, o capitão de Mar e Guerra, e também capitão dos portos, Alexander Antunes, o deputado Estadual, Cláudio Caiado, o presidente da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, Delair Dumbrosck e o diretor de Estruturação de projetos da CCPAR, Lucas Costa.


Um dos temas citados no debate foi o do meio ambiente, diversos representantes de organizações da sociedade civil e moradores das regiões que podem ser impactadas pelo novo modal de transporte, falaram sobre a necessidade da preservação das espécies existentes no complexo lagunar, sobre o tipo de combustível a ser utilizado pelos barcos e sobre a construção de pontos de embarque em locais de preservação.


Também foi comentada a necessidade de incluir os barqueiros que já atuam na região, no novo projeto, e sobre como trazer mais segurança para tráfego de barcos na lagoas, que segundo moradores, precisará de uma sinalização bem aplicada e fiscalização constante.


Michel Costa Dantas, presidente da associação de pescadores, Apesbagua, e pescador da região, falou sobre o potencial turístico do projeto, que pode ajudar na despoluição das lagoas, mas reiterou a necessidade de que o diálogo entre o poder público e pescadores seja ampliado, já que esses trabalhadores serão muito impactados pelo projeto:


"Acho que a maioria não é contra o transporte aquaviário. Acho que inclusive pode ser bom pra dar visibilidade a condição do complexo lagunar, e ajudaria na questão da despoluição, pois haveria mais turismo, poderia inclusive estender o projeto até o Recreio se quisessem abrindo os canais que chegam na Lagoa de Jacarepaguá."


Segundo o pescador, existe ainda o medo de que a dragagem possa afetar os peixes, além de questões práticas que preocupam quem vive da lagoa, como a instalação de uma estação na área da associação, sem que, segundo ele, a opinião dos pescadores tenha sido consultada.


"A questão é a maneira que estão querendo fazer, sem realmente participar toda a sociedade. Nós ficamos tristes por mais uma vez não sermos lembrados em um projeto que vai impactar diretamente nossas vidas. Não foi feito nenhum estudo, nem pesquisa pra saber o impacto na atividade pesqueira. Que mesmo com as condições das lagoas ainda sobrevive."


Além das críticas levantadas, moradores também elogiaram o potencial do novo modal, que pode auxiliar no transporte diário de milhares de pessoas na região, sendo uma das alternativas para amenizar problemas no tráfego em Jacarepaguá e Barra da Tijuca.


Também estiveram presentes na audiência representantes de moradores dos bairros da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Freguesia e Anil. Já os moradores de comunidades do entorno do complexo lagunar tiveram poucos representantes.


Uma das comunidades que mais será impactada, e que também é citada nos estudos como uma das que contém o maior público de possíveis passageiros que podem se beneficiar do transporte, Rio das Pedras, não teve nenhum representante colocando suas demandas na reunião.


Vale destacar que apesar das sentidas ausências de mais moradores de comunidades, alguns bairros tiveram uma maior representação, como foi o caso da Freguesia, que enviou Sidney Teixeira representando a AMAF, Associação de Moradores e amigos da Freguesia, o bairro do Anil, presente com a moradora Suely Lobão e Moema Orichio, que além de moradora da Freguesia é também professora em uma escola de Rio das Pedras.


Os citados e mais alguns presentes também representantes do bairro da Freguesia, como a advogada Verônica Beck, levaram demandas para serem debatidas na audiência.

Na imagem podemos ver três pessoas posando para a foto em um dia de sol, estão todos abraçados lateralmente.
Moradores de Jacarepaguá marcam presença na audiência pública. Da esq. para dir. Sidney, Suely e Moema. / Foto: Agência Lume.

Também foi muito sentida por moradores de Jacarepaguá, a falta de representantes da Subprefeitura de Jacarepaguá na audiência. A Agência Lume procurou a Subprefeitura de Jacarepaguá para entender a ausência do órgão, mas até o momento da publicação desta reportagem não tivemos resposta.


Uma crítica feita por muitos moradores, que pode explicar muitas ausências, foi o horário escolhido para a audiência pública, às 9h da manhã de uma quinta-feira, que impediu a participação de muitas pessoas que trabalham e não tem flexibilidade de horários.


Próximos passos:

Agora, segundo a Prefeitura do Rio, o projeto do transporte aquaviário segue para aprovação interna. Veja a linha do tempo apresentada nesta quinta-feira:

Na imagem podemos ver uma linha do tempo detalhada com os prazos do projeto até a publicação do edital.
Imagem: Prefeitura do Rio.

Assista a audiência completa:


Atualização:

Em resposta a Agência Lume, a Subprefeitura de Jacarepaguá informou que está em fase de transição de gestão e esclarece que seguirá acompanhando plenamente o processo, no âmbito das suas atribuições.


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