• Agência Lume

Violência doméstica em tempos de pandemia

Atualizado: 25 de ago. de 2020


Na imagem: podemos ver um texto que diz "quarentena sem violência" e acima do texto três mulheres negras,  e uma menina, também negra negras, empunham bandeiras e levantam o punho ao alto, em um gesto que lembra o do movimento Black Power.
Imagem: Douglas Teixeira/open design.

Por: Yanka Martins.

 

Em meio à pandemia mundial da COVID-19, o novo Corona vírus, estudos apontam o aumento do número de casos de violência doméstica. Segundo relatório da ONU mulheres, há indícios de aumento da violência contra mulheres no México, no Brasil e na Colômbia.

No estado de São Paulo, por exemplo, houve um aumento de 45% nos casos de violência contra mulheres. Essa porcentagem apresenta apenas os casos em que a polícia foi acionada.

São formas de violência doméstica e familiar, segundo a lei Maria da Penha, lei n° 11.340/2006: A violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial.

  • A violência física, é o uso da força com o objetivo de ferir, deixando ou não marcas evidentes. Sendo comum murros, tapas, agressões, entre outras que atinjam a integridade física;

  • A violência psicológica, se caracteriza por rejeição, humilhação, descriminação, desrespeito, manipulação, chantagem, entre outras que causem danos emocionais;

  • A violência sexual, é quando se forçam relações sexuais, praticando atos sexuais, sem o consentimento da vítima, fazendo uso de ameaça ou violência;

  • Violência patrimonial, é entendida quando há destruição ou dano aos pertences da mulher, controle de dinheiro, oculta bens e prioridades;

  • Na Violência moral, são feitas ameaças, calúnias, injúria, difamações etc.

A violência doméstica contra as mulheres se faz presente em nossa sociedade e se desenvolve de geração em geração. Podemos entender como fatores que contribuem para a propagação da violência por exemplo, o machismo, a falta de conhecimento sobre a rede de serviços e proteção (até mesmo sua eficácia), etc.

Por conta da pandemia, da quarentena, determinação do isolamento social, orientações feitas pelos órgãos competentes, os serviços essenciais estão se reorganizando em busca de um atendimento adequando frente a essa forma de ser organizar socialmente. Em razão disso, listarei serviços de atendimento a mulheres vítimas de violência, em especial os que atendem o território de Jacarepaguá:

  • Delegacia Especializada de Atendimento à mulher – DEAM LEGAL – JACAREPAGUÁ Rua Henriqueta, nº 197 – Tanque Tel (21) 2332-2574 / 2332-2578 / 2332-2574 Email:deam41atend@pcivil.rj.gov.br Referência: Rua do Posto de Saúde, do Corpo de Bombeiros e da CEDAE, ao lado da 41ª DP. Atendimento 24h.

  • Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher Vítima de Violência de Gênero, da Defensoria Pública – NUDEM. A defensoria pública está prestando atendimento jurídico remoto via WhatsApp através do número (21) 97226-8267.

Além das DEAMs (Delegacias Espacializadas de Atendimento a Mulher) e das instituições da justiça e da saúde, o Estado do Rio de Janeiro conta com Centros de Atendimento, Casas Abrigo e com um conjunto de instituições de defesa dos direitos das mulheres.

É importante destacar que, as Casas Abrigo são locais temporários para mulheres vítimas de violência doméstica e seus filhos, em situação de risco de perder a vida. Seus endereços não são divulgados para a proteção das vítimas e os encaminhamentos são realizados pelos centros especializados.

Os Centros especializados em atendimento a mulher, oferecem acompanhamento psicossocial e jurídico. Visando o fortalecimento da cidadania das mulheres em situação de violência doméstica. O seu atendimento está sendo disponibilizado por meios remotos, via WhatsApp:

  • CEAM – CHIQUINHA GONZAGA – CENTRO ESPECIALIZADO DE ATENDIMENTO à MULHER. Rua Benedito Hipólito, nº 125 – Praça Onze – Centro. Tel (21) 2517-2726 / Whatsapp: (21) 98555-2151. Email: ceam.spmrio@gmail.com

  • CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CREAS Daniela Perez Rua Nacional, 275, Taquara, Rio de Janeiro. Tel: (21) 2213- 2471 Atendimento: 10:00h as 14:00.

Além destes, é importante destacar centrais telefônicas destinadas para atendimento à mulher:

  • 180 – CENTRAL DE ATENDIMENTO à MULHER Linha telefônica nacional criada pela Secretaria Especial de política para as Mulheres – SpM, do Governo Federal. Recebe denúncias de mulheres de todos os estados brasileiros.

  • 190 – Polícia Militar.

  • 192 – SAMU.

  • DISQUE MULHER – CIAM Márcia Lyra. Tel (21) 2332-8249.

  • Disque 100 – Denuncia de abuso, exploração sexual praticados contra crianças e adolescente.

É importante lembrar que a culpa NUNCA é da vítima e que em briga de marido e mulher se deve, sim, meter a colher!


 
Na foto: podemos ver Yanka Martins, pele clara, óculos,com uma blusa floral. A assistente social está sorrindo.

Yanka Martins, Assistente Social formada pela PUC-Rio, pós-graduanda em Social e Saúde pela UERJ.

Atua como assistente social desde 2018, e é ex moradora de Rio das Pedras.

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